Tag: educação

M√£os segurando uma fitinha roxa com as palavras "imaginar" e "fazer".

Após três dias de atividades, 11 grupos selecionados pelo Desafio Criativos da Escola 2016 produziram vídeo colaborativo e foram reconhecidos por seus projetos.

No √ļltimo dia 06 de dezembro aconteceu no Teatro Diplomata, em Salvador (BA), a premia√ß√£o do Desafio Criativos da Escola 2016. Celebra√ß√£o que premia projetos protagonizados por crian√ßas e jovens de todo o pa√≠s que, apoiados por seus educadores, transformam as escolas, os alunos e suas comunidades. Esse ano foram selecionados 11¬†grupos, dentre os 1014 projetos enviados de todas as regi√Ķes do Brasil.

Os projetos selecionados foram Cruzando os Sert√Ķes da Mata Branca ‚Äď Iguatu (CE), Descobrindo as riquezas da Gruta do Padre ‚Äď Santana (BA), Ensinando e Aprendendo ‚Äď Tr√™s Marias (MG), Entre versos e rimas: hist√≥ria e cultura local ‚Äď Cascavel (CE), Libras: a voz do sil√™ncio ‚Äď Itapeva (SP), O uso do papel reciclado para a produ√ß√£o de embalagem para mudas ‚Äď Lagoa Vermelha (RS), Para al√©m dos muros da escola: intervindo no Jardim Maring√° ‚Äď S√£o Paulo (SP), Solta esse Black ‚Äď Rio de Janeiro (RJ), Tenda M√≥vel ‚Äď Mulungu (CE), Urupet ‚Äď Campo Grande (MS) e Utiliza√ß√£o de plantas medicinais no munic√≠pio ‚Äď Rio do Ant√īnio (BA).

A diretora de comunica√ß√£o do Instituto Alana e coordenadora do projeto Criativos da Escola destacou a import√Ęncia da realiza√ß√£o de projetos como esses em momentos de incerteza: ‚ÄúMesmo nos momentos mais conturbados, a gente acredita que √© por meio do di√°logo, da reflex√£o conjunta e do fazer que conseguimos seguir adiante.‚ÄĚ Marcos Nisti, vice-presidente e CEO do Instituto Alana, completou: ‚ÄúNesse ano maluco, que mais parece uma obra de fic√ß√£o, terminar ouvindo voc√™s [estudantes] √© realmente inspirador. Voc√™s nos mostram que ainda √© poss√≠vel fazer a diferen√ßa‚ÄĚ.

Colabora√ß√£o, c√Ęmera e a√ß√£o

Al√©m da cerim√īnia de premia√ß√£o, durante tr√™s dias, os estudantes participaram de atividades e oficinas para elabora√ß√£o de um v√≠deo demonstrando a import√Ęncia da colabora√ß√£o para a mudan√ßa da realidade em que vivem. Para isso, os alunos tiveram o apoio da ONG Engajamundo, de seus educadores e o aux√≠lio de profissionais da √°rea de design e audiovisual. Os participantes constru√≠ram o cen√°rio, elaboraram o roteiro, fizeram o levantamento de dados e de curiosidades sobre os projetos, realizaram entrevistas e deram vida ao v√≠deo que ser√° divulgado em breve no site e Facebook do projeto Criativos da Escola.

Desafio Criativos da Escola 2016 (Foto: Saulo Brand√£o)
Desafio Criativos da Escola 2016 (Foto: Saulo Brand√£o)
Desafio Criativos da Escola 2016 (Foto: Saulo Brand√£o)
Desafio Criativos da Escola 2016 (Foto: Saulo Brand√£o)
Desafio Criativos da Escola 2016 (Foto: Saulo Brand√£o)
Desafio Criativos da Escola 2016 (Foto: Saulo Brand√£o)
Desafio Criativos da Escola 2016 (Foto: Saulo Brand√£o)
Desafio Criativos da Escola 2016 (Foto: Saulo Brand√£o)
Foto mostra crianças brincando em um parquinho e representa a educação inclusiva

Estudar em ambientes que valorizam a diversidade promove efeitos ben√©ficos para pessoas sem defici√™ncia. A afirma√ß√£o est√° de acordo com a pesquisa¬†‚ÄúOs benef√≠cios da educa√ß√£o inclusiva para estudantes com e sem defici√™ncia‚ÄĚ.

O estudo foi lançado pelo Instituto Alana e pela ABT Associates, em 3 de dezembro de 2016, tendo a coordenação de Thomas Hehir, professor da Universidade de Harvard. A data coincide com o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, instituído pela ONU. 

A an√°lise √© in√©dita e re√ļne mais de 89 estudos, de um levantamento de 280 artigos, publicados em 25 pa√≠ses. Ela mostra que pessoas sem defici√™ncia que estudam em salas de aula inclusivas t√™m opini√Ķes menos preconceituosas. Al√©m disso, s√£o mais receptivas √†s diferen√ßas.¬†

Entre as crianças com síndrome de Down, há evidências de que a quantidade de tempo passado com os colegas sem deficiência está associada a benefícios acadêmicos e sociais. Por exemplo, com melhor memória e melhores habilidades de linguagem e alfabetização.

Educação inclusiva e o cultivo da diversidade

O convívio com a diversidade traz reflexos que são percebidos também na idade adulta. Ou seja, alunos com deficiência que foram incluídos são mais propensos a fazer um curso superior, pertencer a um grupo de amizades e encontrar um emprego. Ao mesmo tempo, apresentam maiores chances de viver de forma independente. 

Um grande n√ļmero de pesquisas mostrou que esse grupo desenvolve habilidades mais fortes em leitura e matem√°tica e t√™m maiores taxas de presen√ßa. Al√©m disso, s√£o menos propensos a ter problemas comportamentais e est√£o mais aptos a completar o ensino m√©dio comparado com estudantes que n√£o s√£o inclu√≠dos.

‚ÄúApesar dessas informa√ß√Ķes, a realidade √© que ainda h√° crian√ßas com defici√™ncias intelectuais, f√≠sicas, sensoriais e de aprendizagem. Elas enfrentam desafios no acesso √† educa√ß√£o de qualidade, mesmo em pa√≠ses onde as leis garantem os direitos educacionais, como o Brasil.‚ÄĚ Quem afirma √© o membro do Grupo de Trabalho de inclus√£o do Instituto Alana, Gabriel Limaverde.¬†

Gabriel reforça que a inclusão efetiva de um estudante exige que os educadores desenvolvam capacidades de apoio às necessidades individuais das crianças e jovens. 

O resultado dessa pesquisa é uma mensagem clara de que a educação inclusiva deve ser norma e é benéfica para todos os estudantes.

Acesse aqui a pesquisa na íntegra.

Pessoas sentadas em frente a um auditório. Um telão no fundo.

Programa promove segundo encontro, de uma série de quatro, sobre as competências-chave para uma Escola Transformadora

No √ļltimo dia 8 de novembro aconteceu, na UNIBES Cultural, em S√£o Paulo, a roda de conversa ‚ÄėProtagonismo na educa√ß√£o ‚Äď por uma sociedade de sujeitos transformadores‚Äô. Organizada pelo Programa Escolas Transformadoras, a iniciativa √© a segunda de uma s√©rie de quatro rodas que acontecer√£o at√© 2017.

A roda sobre protagonismo na educa√ß√£o foi mediada por Raquel Franzim e Antonio Lovato, coordenadores do Programa no pa√≠s. Estiveram presentes lideran√ßas das Escolas Transformadoras do Brasil, Venezuela e Argentina, estudantes, representantes de organiza√ß√Ķes da sociedade civil, jornalistas, pesquisadores, psic√≥logos, arquitetos, entre outros debatedores que, juntos, pensaram sobre o que √© ser protagonista e como este protagonismo se destaca entre crian√ßas e jovens.

Durante a conversa, os debatedores trouxeram √† tona o momento pol√≠tico vivido pelo pa√≠s e as ocupa√ß√Ķes dos estudantes secundaristas como uma not√°vel revela√ß√£o de protagonismo juvenil. A arquiteta e pesquisadora Beatriz Goulart ressaltou que o protagonismo tamb√©m tem a ver com o espa√ßo f√≠sico das escolas: ‚ÄúPrecisamos de lugares para encontros e debates ‚Äď precisamos de outro tempo e espa√ßo. E esse √© o papel da escola, pensar sobre qual lugar vai acolher o que deseja-se fazer‚ÄĚ.

F√°tima Limaverde, fundadora e coordenadora da Escola Vila (CE), ressaltou que ‚Äėo fazer‚Äô √© fundamental para que o protagonismo se revele: ‚ÄúNa Vila abrimos espa√ßo para que¬†as crian√ßas e os jovens se expressem, critiquem, falem, debatam e fa√ßam escolhas. Trabalhamos para que eles possam exercer sua cidadania de forma plena, sempre num papel atuante. Acho que esse √© o caminho‚ÄĚ, comentou, lembrando que durante as elei√ß√Ķes municipais, a escola promoveu um debate com os candidatos √† prefeitura de Fortaleza e que os alunos foram os respons√°veis por organizar, mediar as mesas e construir as perguntas.

Leia o livro composto de dez artigos aqui.

Assista ao vídeo abaixo e confira como foi este encontro inspirador!

 

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