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Criança branca com síndrome de Down abraça um adulto

Dia Mundial da S√≠ndrome de Down marca o in√≠cio de uma parceria entre as institui√ß√Ķes para o incentivo de pesquisas e programa escolar para pessoas com defici√™ncia intelectual

Toda a sociedade deve se comprometer na garantia dos direitos de pessoas com deficiência para que elas possam ter uma trajetória profissional e acadêmica plena, com qualidade de vida, e realizar todo seu potencial com dignidade, igualdade e segurança.

Mais de 12 milh√Ķes de brasileiros t√™m algum tipo de defici√™ncia, segundo o IBGE. Dentre eles, h√° em torno de 300 mil pessoas com s√≠ndrome de Down, segundo a Federa√ß√£o Brasileira das Associa√ß√Ķes de S√≠ndrome de Down (FBASD). Mas muitas delas permanecem fora do mercado de trabalho ou n√£o alcan√ßam os n√≠veis superiores da educa√ß√£o devido √†s diversas barreiras que enfrentam ao longo da vida. Da mesma forma, pesquisas na √°rea da sa√ļde mostram-se insuficientes por n√£o fazer os investimentos e forma√ß√Ķes necess√°rios e n√£o considerar as especificidades dessas pessoas.¬†

Diante desse cen√°rio, o Alana se uniu √† Pr√≥-Reitoria de Pesquisa e Inova√ß√£o da Universidade de S√£o Paulo (USP), em associa√ß√£o com os professores Orestes Forlenza (Departamento de Psiquiatria da FMUSP), Wilson Ara√ļjo da Silva (FMRP-USP) e Daniele de Paula Faria (LIM-43, HCFMUSP), para oferecer no Dia Mundial da S√≠ndrome de Down, 21 de mar√ßo, um workshop para pesquisadores, profissionais da sa√ļde e gestores sobre advocacy e incentivo em pesquisas sobre s√≠ndrome de Down.¬†

A data marcou o in√≠cio de discuss√Ķes na universidade para a cria√ß√£o de uma Rede Brasileira de Pesquisa em S√≠ndrome de Down e de um Programa Escolar na USP para pessoas com defici√™ncia intelectual.

“Foi um dia hist√≥rico em que pudemos debater com a comunidade cient√≠fica, a sociedade civil e autoridades governamentais pautas que podem mudar a realidade das pessoas com s√≠ndrome de Down no pa√≠s. Estamos iniciando uma parceria que busca construir uma trilha acad√™mica universit√°ria para pessoas com defici√™ncia intelectual, al√©m de aumentar a carga hor√°ria sobre o tema nos cursos da universidade”, comenta Claudia Moreira, pesquisadora da Alana Foundation.

“Sa√≠mos do evento com o empenho da secret√°ria de Pol√≠ticas e Programas Estrat√©gicos do Minist√©rio da Ci√™ncia, Tecnologia e Inova√ß√£o, M√°rcia Barbosa, de dialogar para a constru√ß√£o de uma rede nacional de pesquisa sobre s√≠ndrome de Down. Estamos muito entusiasmados com os pr√≥ximos passos‚ÄĚ, finaliza.

Para assistir ao workshop na íntegra, clique aqui.

Lei 10.639: na foto, crianças brancas e negras correm em um corredor escolar

Instituto Alana e Geledés РInstituto da Mulher Negra realizam pesquisa nacional sobre a implementação da Lei 10.639/03 em 1.187 secretarias municipais de educação; estudo será lançado em abril

A Lei 10.639/03, que alterou a lei de diretrizes e bases da educa√ß√£o brasileira, tornando obrigat√≥rio o ensino da Hist√≥ria e Cultura Afro-Brasileira e Africana nas escolas, completa 20 anos nesta segunda-feira (9). Essa lei √© um dos principais instrumentos das √ļltimas duas d√©cadas para a constru√ß√£o de uma educa√ß√£o antirracista no ch√£o das escolas.¬†

Compreender como as Secretarias Municipais se organizam para tornar a Lei 10.639/03 presente no cotidiano escolar é o que busca responder a pesquisa realizada em uma parceria entre o Instituto Alana e o Geledés РInstituto da Mulher Negra, com apoio institucional da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme) e apoio estratégico da organização internacional Imaginable Futures. 

Essa √© uma pesquisa abrangente realizada no pa√≠s sobre a Lei 10.639/03. 21% das redes municipais, de todos os estados, responderam ao chamado das organiza√ß√Ķes. Com expressiva presen√ßa dos munic√≠pios do Nordeste, o estudo apresenta resultados que, em termos populacionais, representam bem o porte dos munic√≠pios do pa√≠s, principalmente os de m√©dio e grande porte. A coleta de dados foi realizada por meio da aplica√ß√£o de question√°rio digital, preenchido pelos representantes das secretarias municipais de educa√ß√£o. A maioria dos respondentes foram dirigentes de educa√ß√£o dos munic√≠pios ou t√©cnicos das secretarias com experi√™ncia na pasta. Entre as pessoas que preencheram, a maioria s√£o mulheres, sendo 50% mulheres negras.¬†

– Veja tamb√©m: Confira como foi a √ļltima edi√ß√£o da jornada formativa No Ch√£o da Escola, com o tema “Educa√ß√£o para rela√ß√Ķes antirracistas‚ÄĚ

Al√©m de informa√ß√Ķes sobre o perfil do gestor respondente, foram coletados dados sobre altera√ß√Ķes na estrutura administrativa das secretarias; regulamenta√ß√£o da lei em n√≠vel municipal e estadual; a√ß√Ķes realizadas sobre o tema; forma√ß√£o de profissionais da educa√ß√£o e uso de materiais did√°ticos; articula√ß√£o com organiza√ß√Ķes da sociedade civil e/ou institui√ß√Ķes de educa√ß√£o; al√©m da percep√ß√Ķes dos gestores e desafios para a implementa√ß√£o da lei.

Os resultados da pesquisa serão apresentados em abril, em evento presencial e online, junto com a etapa qualitativa da pesquisa, que vai aprofundar a análise com apresentação de seis estudos de casos de municípios. O direito à educação integral, inclusiva e de qualidade para todas as crianças demanda o aumento das capacidades institucionais dos sistemas de ensino com a implementação da Lei 10.639/03. 

Para receber a pesquisa em primeira mão, inscreva-se no formulário abaixo: 

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Previsão de lançamento: Abril de 2023.




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– Veja tamb√©m: 30 conte√ļdos para a pr√°tica de uma educa√ß√£o antirracista

Conselho Econ√īmico e Social da ONU: na foto, um grupo de crian√ßas brinca em roda em um jardim arborizado

Conselho Econ√īmico e Social da ONU √© o principal f√≥rum para discuss√£o de quest√Ķes socioecon√īmicas internacionais dentro das Na√ß√Ķes Unidas. Como Consultor, Alana buscar√° ampliar e levar demandas e particularidades √† garantia de direitos das crian√ßas brasileiras e do sul global¬†

O Alana obteve, em dezembro de 2022, a concess√£o do status de Consultor Especial no Conselho Econ√īmico e Social (ECOSOC) da Organiza√ß√£o das Na√ß√Ķes Unidas (ONU). Para uma organiza√ß√£o da sociedade civil, esse status permite que ela se envolva de v√°rias maneiras com a ONU. Uma delas √© participando do Conselho de Direitos Humanos e, sob condi√ß√Ķes espec√≠ficas, em algumas reuni√Ķes da Assembleia Geral.

Ao se tornar Consultor Especial, o Alana passa a estreitar la√ßos com este que √© o principal √≥rg√£o coordenador das atividades econ√īmicas e sociais de 14 ag√™ncias da ONU, entre elas o UNICEF (Fundo das Na√ß√Ķes Unidas para a Inf√Ęncia) e o PNUD (Programa das Na√ß√Ķes Unidas para o Desenvolvimento). ‚ÄúQuando obt√™m o status consultivo junto ao ECOSOC, as organiza√ß√Ķes da sociedade civil passam a ter direito de participar ativamente dos trabalhos do Conselho‚ÄĚ, explica Ana Claudia Cifali, coordenadora jur√≠dica do Alana.¬†

РLeia também: Diretora-executiva do Alana, Isabella Henriques, aceita convite para participar do governo de transição

A concessão do status consultivo marca o reconhecimento de um trabalho de incidência política e contribuição técnica com a ONU que o Alana vem construindo e ampliando ao longo dos anos, especialmente para levar ao debate internacional as demandas e particularidades à garantia de direitos das crianças brasileiras e do sul global.

Como Consultor Especial, o Alana agora tamb√©m pode enviar representantes para as sedes da ONU em Nova York, nos Estados Unidos, e Genebra, na Su√≠√ßa, e apresentar declara√ß√Ķes escritas e orais em encontros e confer√™ncias, entre outras a√ß√Ķes que estreitam o relacionamento com a pr√≥pria ONU.¬†

– Leia tamb√©m: Alana leva a realidade das inf√Ęncias frente √† emerg√™ncia clim√°tica para a COP 27

Ao mesmo tempo, o Alana passa a fazer parte de um rol de outras entidades brasileiras j√° reconhecidas internacionalmente por suas contribui√ß√Ķes, como o Conectas Direitos Humanos, o Conselho Indigenista Mission√°rio (CIMI), o Geled√©s – Instituto da Mulher Negra, o Instituto Igarap√©, o Instituto Sou da Paz, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associa√ß√£o de Jovens Engajamundo.¬†

‚ÄúOu seja, agora, podemos desempenhar um papel ainda mais efetivo junto √† comunidade internacional, com a possibilidade de ajudar a aplicar e monitorar acordos internacionais, contribuir tecnicamente, trabalhar como agente de alertas e realizar an√°lises especializadas na defesa dos direitos dos direitos das crian√ßas e adolescentes, inclusive em quest√Ķes ligadas ao meio ambiente e √† sa√ļde das popula√ß√Ķes mais vulner√°veis”, conclui Cifali.

РLeia também: Alana Foundation é aceita na Elevate Children Funders Group, rede global de financiadores focada nos direitos das crianças

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