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Foto de uma criança, localizada à direita da imagem, mexendo no celular. Ela veste uma camiseta azul com detalhes em verde. Ao fundo há um papel de parede com quadrados e listras verdes, vermelhas e marelas.

O Instituto Alana contribuiu ao longo deste ano com o Novo Comentário Geral da ONU sobre os direitos da criança no ambiente digital. A publicação está sendo redigida com base nas sugestões apresentadas e é respaldada no conteúdo da Convenção sobre os Direitos da Criança da ONU, que completa 30 anos hoje, dia 20 de novembro. 

Reconhecida como o tratado de direitos humanos mais aceito no mundo, a Convenção foi ratificada por 196 países, promovendo a proteção da criança e do adolescente em cada um dos Estados participantes. O responsável pelo monitoramento da sua implementação é o Comitê dos Direitos da Criança, composto por 18 especialistas independentes. Também está sobre seu encargo a realização dos Comentários Gerais, que consiste na interpretação do comitê sobre temas específicos fundamentada no material da Convenção.

Atualmente, está sendo elaborado o Comentário Geral sobre os direitos da criança em relação ao ambiente digital. O documento irá conter medidas a serem seguidas pelos Estados, visando orientar governos, empresas, organizações e a sociedade civil para garantir a proteção do direito da criança no ciberespaço. 

O Instituto Alana foi uma das organizações internacionais que contribuiu com propostas para a elaboração da nova publicação. Também estivemos presentes no encontro realizado em nome da ONU pela 5Rights Foundation, em Londres, que reuniu vários especialistas de diversos países para discutir sobre os principais temas abordados no Novo Comentário Geral. 

O documento apresentado ao Comitê pelo Instituto Alana foi assinado conjuntamente pela área de educação e por três de seus programas – Prioridade Absoluta, Criança e Natureza e Criança e Consumo – com foco principal nos seguintes pontos: 

  • Fortalecimento e desenvolvimento dos “direitos da criança por design”;
  • Regulamentação da publicidade infantil direcionada para criança em ambiente digital;
  • Compreensão do trabalho infantil artístico de crianças blogueiras ou influenciadoras digitais;
  • Violação de direitos de crianças expostas em ambiente digital;
  • Proteção de dados pessoais digitais de crianças;
  • Importância do espaço ao ar livre;

Para saber mais, confira a notícia completa aqui.

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Foto de criança pulando amarelinha. Apenas os pés dela aparecem saltando na parte superior da imagem, No centro da foto está a amarelinha desenhada com giz no chão.

Qual foi a última vez que você brincou de peteca? E de pular corda, bolinha de gude ou amarelinha? As brincadeiras desfrutadas na juventude dos nossos pais, mães e avós se modificam com o passar dos anos. E a relação das crianças com a cidade também vem se transformando. .

O brincar tem como principal ingrediente a imaginação. O livre brincar permite à criança inventar suas próprias regras, criar palavras, jogos e narrativas. Na praça, no parque ou no pátio da escola ela pode explorar as diversas possibilidades dos espaços, de interação com os colegas e de descoberta de seu próprio corpo.

No dia 19 de outubro, mês da criança, pessoas de todas as idades se reuniram na praça Rotary, no centro de São Paulo, para relembrar ou conhecer brincadeiras tradicionais com o Território do Brincar, programa do Instituto Alana. Além disso, as crianças também puderam participar da Feira de Trocas de Brinquedos, iniciativa do Criança e Consumo, também do Instituto. Essas e outras atividades gratuitas fizeram parte do Festival Pé de Letras, um evento realizado pelo Sesc Consolação em parceria com a Biblioteca Monteiro Lobato.

Ao longo do festival, que valoriza histórias, palavras e livros, pais e mães brincaram com os filhos de pular corda, bambolê e peteca trazendo à tona as memórias da infância. O mais divertido é que outras versões de brincadeiras foram inventadas, ali na hora, pelos pequenos.

Na Feira de Trocas, o usado virou novidade e o consumo deu lugar ao verbo compartilhar.  A atividade estimulou a sustentabilidade e a socialização entre as crianças. Mesmo aquelas que não trouxeram algo para trocar participaram da feira brincando. Em troca de um desenho feito na hora, também puderam levar para casa um brinquedo sem dono, ressignificando o valor dos objetos e das relações de consumo.

O dia foi marcado pela experimentação de diversas formas de brincar. Em um tempo em que vivemos o “emparedamento” da infância,  as atividades mostraram que os espaços públicos e ao ar livre da cidade também pertencem às crianças. 

pulando-corda
brincadeira-peteca
bolinha-de-gude
desenho-papel-e-lápis
colocando-brinquedos-no-pano
brinquedo-sem-dono
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Imagem com fundo amarelo e o texto: o que a população brasileira pensa sobre educação inclusiva.

No Dia do Professor, Instituto Alana lança pesquisa sobre a percepção dos brasileiros em relação à educação inclusiva 

Levantamento inédito do Datafolha, encomendado pelo Instituto Alana, revela que aproximadamente nove em cada dez brasileiros acreditam que as escolas se tornam melhores ao incluir crianças com deficiência. Lançado em 15 de outubro, no Dia do Professor, o material O que a população brasileira pensa sobre educação inclusiva reúne as percepções de pessoas de todo o país em relação ao tema. 

Para baixar a pesquisa na íntegra, preencha os dados abaixo e receba o link no seu e-mail:


Segundo a pesquisa, os brasileiros tendem a ter opiniões favoráveis à inclusão de crianças com deficiência na escola regular. O levantamento ouviu mais de 2.074 pessoas, todas com mais de 16 anos, em 130 municípios do país, entre os dias 10 e 15 de julho de 2019. A margem de erro máxima é de cinco pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%. O Datafolha apresentou aos entrevistados frases sobre educação inclusiva para que respondessem se concordam ou discordam de cada uma delas, com o intuito de verificar suas opiniões frente a temas como a inclusão de crianças com deficiência na escola, a formação e o interesse dos docentes na temática, o preconceito que pessoas com deficiência sofrem na escola, entre outros aspectos.

Imagem no centro da página com o texto: As escolas se tornam melhores ao incluir crianças com deficiência. Abaixo há dois gráficos: À esquerda há um círculo azul e em seu interior está escrito 86%. Ao seu lado, o texto: concordam. À direita há um círculo roxo e em seu interior está escrito 13%. Ao seu lado, o texto: discordam.

Para 86%, as escolas se tornam melhores com a educação inclusiva, e 76% acreditam que as crianças com deficiência aprendem mais estudando junto com crianças sem deficiência. “A pesquisa indica o apoio da sociedade brasileira para a educação inclusiva. Não há como retornar ao modelo em que pessoas com deficiência ocupavam espaços e escolas separadas. A população compreende que, na escola comum, a diversidade é uma grande oportunidade para todos aprenderem mais”, afirma Raquel Franzim, coordenadora da área de educação do Instituto Alana. 

 Imagem no centro da página com o texto: crianças com deficiência aprendem mais estudando junto com crianças sem deficiência. Abaixo há dois gráficos: À esquerda há um círculo azul e em seu interior está escrito 76%. Ao seu lado, o texto: concordam. À direita há um círculo roxo e em seu interior está escrito 21%. Ao seu lado, o texto: discordam.

Esse levantamento nacional também buscou investigar a presença de indivíduos com deficiência no domicílio, na escola e no trabalho dos entrevistados para analisar as possíveis influências da convivência com pessoas com deficiência nas percepções da população sobre o assunto. Neste recorte, nota-se que as pessoas que convivem com pessoas com deficiência na escola e no trabalho têm uma atitude ainda mais receptiva à educação inclusiva.

 

Confira as versões reduzidas acessibilizadas da pesquisa nos links abaixo:

Resumo do relatório 

Resumo do relatório em formato folder

 

 

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