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Ilustrações com várias formas geométricas nas cores vermelho, azul e laranja, com a aparência de papel picado. No centro da imagem está escrito em branco Semana Mundial do Brincar, 25 a 29 de maio de 2020.

Brincar é vínculo. É a linguagem com que a criança se conecta com o mundo a sua volta, com sua família e amigos. Atualmente, neste período de isolamento social, territórios de encontro das crianças e de criação de brincadeiras como escolas, praças, parques e ruas, precisam ser evitados em virtude do combate à Covid-19.

Neste momento de tantas mudanças e incertezas, pode parecer um grande desafio para as famílias proporcionar um espaço potente de brincadeiras durante a quarentena. No entanto, como explica a pedagoga e mestre em educação Clélia Rosa, durante evento organizado pelo Espaço Alana na Semana Mundial do Brincar, “o brincar em casa, brincar em família, está muito relacionado à disponibilidade afetiva e ao tempo do adulto. Criar um espaço potente para a brincadeira está longe de ser um espaço luxuoso, com brinquedos de última geração. A infância dos dias pode ser a infância das coisas simples, a infância da vida real”.

O brincar livre pode brotar de simples objetos do cotidiano, como potes e panelas, assim como de vivências rotineiras como cozinhar ou arrumar a cama. Não precisa ser uma atividade “pedagógica”, nem direcionada pelos adultos. Basta Deixar as crianças guiarem a brincadeira. Elas estão prontas para nos ensinar a percorrer os caminhos imaginativos da infância e de encantamento com a vida.

É necessário também que este espaço que propicia o brincar da criança seja tanto externo, quanto interno. Há momentos em que os adultos estão inundados com outras preocupações e urgências. No cenário atual em que vivemos, por exemplo, muitas famílias viram seus planos e perspectivas se desmancharem ou até mesmo enfrentam a escassez de recursos básicos, não restando às vezes lugar dentre as dores e aflições para cultivar vivências de brincadeira com as crianças. Por isso é preciso se acolher, se permitir ser falível, para então cuidar do outro.

“Nós estamos vivendo um momento emocionalmente muito complicado e, se a gente não acolhe os desdobramentos dessas emoções, esse sentimento pode virar raiva, irritação com o mundo. Então, para que eu tenha esse espaço interno para dar ao meu filho eu preciso me permitir olhar para as minhas emoções. A minha vulnerabilidade não é sinônimo de fraqueza, é sinônimo de humanidade”, conta a psicanalista, escritora e educadora parental Elisama Santos, também na live organizada pelo Espaço Alana.

Estas e outras reflexões foram discutidas durante o bate-papo realizado na página do Espaço Alana no Facebook, com a mediação da Coordenadora de Educação do Instituto Alana Raquel Franzim, como parte da programação da 11ª edição da Semana Mundial do Brincar. A Semana é uma iniciativa da Aliança pela Infância e este ano foi realizada inteiramente online, entre os dias 25 e 29 de maio, em parceria com diversas organizações. O tema desta edição foi o “Brincar entre o céu e a terra”, para chamar a atenção para a importância do brincar e do cultivo da imaginação na infância.

Brincar não é um privilégio, mas um direito da criança. Famílias não devem ser as únicas responsáveis pela garantia da vivência plena da infância. A sociedade como um todo deve agir para apoiá-las. Com este intuito, o Instituto Alana segue promovendo diálogos, criando espaços de troca e de construção de um presente e futuro melhor para as crianças.

Para conferir a playlist completa das atividades realizadas pelo Espaço Alana na Semana Mundial do Brincar 2020 clique aqui.

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18 de maio, é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil. Você sabia que o Brasil ocupa a segunda posição no ranking de países com maior número de ocorrências de Exploração Sexual Infantil, segundo a The Freedom Fund? E em tempos de necessário isolamento social e maior invisibilidade das crianças em suas famílias e comunidades, esse tema ganha ainda mais importância.

Para ampliar o debate, lançamos na segunda-feira (18) o documentário “Um Crime Entre Nós“, produzido pela Maria Farinha Filmes, dirigido por Adriana Yañez e idealizado pelo Instituto Liberta e Alana. Assista ao trailer aqui.

A pré-estreia será no 4º Fórum sobre Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, com transmissão pelo site do jornal Folha de S. Paulo a partir das 11h. Em seguida, acontece um debate, mediado por Luciana Temer, do Instituto Liberta, com Adriana Yañez, diretora do longa, Eliane Trindade, jornalista, Amanda Cristina Ferreira, da Rede ECPAT do Brasil, e Pedro Hartung, do Instituto Alana.

O filme traz um olhar provocativo e se soma à luta pelo fim da violência e exploração sexual de crianças e adolescentes. E mostra também que só vamos resolver nossos problemas sociais se pessoas e instituições se unirem para proteger quem deve ser nossa prioridade absoluta: crianças e adolescentes, como está previsto na Constituição Federal no artigo 227.

A estreia de “Um Crime Entre Nós” conta com o apoio das principais instituições que atuam na proteção dos direitos da infância no Brasil, entre elas Childhood Brasil, Cedeca Bahia, Oficina de Imagens, Plan International Brasil, Comitê Nacional de Enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes, ECPAT Brasil e IACAS.

> Pré-estreia online “Um Crime Entre Nós” 18/05 às 11h na folha.com.br 

Debate online após a exibição com participação de Luciana Temer, Amanda Cristina Ferreira, Adriana Yañez, Pedro Hartung e Eliane Trindade.

> Exibição de Um Crime Entre Nós no canal GNT: 00h

> Plataformas para assistir ao filme a partir do dia 19: GNT Play e Videocamp.

> Plataformas para assistir ao filme a partir de junho: GNT Play, Videocamp, Canal Brasil e Philos.

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Em meio ao sentimento de incerteza e insegurança em relação ao futuro, o Portal Lunetas, iniciativa do Instituto Alana, fez um convite para ouvir as crianças. Como elas estão se sentindo nesta quarentena? O que estão gostando ou não no isolamento domiciliar? Quais são seus sonhos e desejos para o futuro? O resultado dessas expectativas se tornou um vídeo colorido, divertido e cheio de esperança, narrado pelas próprias crianças, que pode ser visto aqui.

Entre os depoimentos das crianças, estão desejos inesperados como uma que promete nunca mais ter medo de ir à escola quando a quarentena passar, outra que está gostando da possibilidade de ter tempo “para ter tempo”, a menina que está entediada de ficar em casa porque não pode estar com quem ela ama, e aquela que não vê a hora de ir para a rua e abraçar todo mundo.

O vídeo faz parte do especial “Coronavírus: o mundo em suspensão”, uma série de conteúdos que traz percepções sobre pandemia e infância. São vídeos, reportagens, entrevistas, análises e opiniões para refletir sobre este momento e pensar que futuro construir para as próximas gerações. Os conteúdos trazem reflexões sobre o papel da escola neste período de distanciamento social, recomendações para falar com as crianças em relação ao que está acontecendo com o mundo, discussões sobre como a pandemia afeta famílias de diferentes classes sociais Brasil afora e a importância de escutar e observar as crianças – seus comportamentos e brincadeiras – para saber como estão vivenciando, física e emocionalmente, esta quarentena.

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