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Foto do horizonte de uma cidade. Sobre a imagem, o texto: Brincar em Casa

Como tem sido o brincar das crianças em casa durante a pandemia? O Território do Brincar, pesquisa patrocinada pelo Instituto Alana, investigou o assunto e o resultado é o média-metragem Brincar em Casa – disponível a partir do dia 22 de março gratuitamente na plataforma Videocamp. Na produção, crianças de diversos contextos e países nos apresentam como brincam em suas casas durante a pandemia do coronavírus, a partir de olhares e relatos de seus familiares.

“O foco foi perceber como ele (o brincar espontâneo) ocorria em um cotidiano tão modificado e em espaços e relações tão reduzidos. Mas, ao mesmo tempo, conhecer aspectos do brincar em casa que vão além de um período de pandemia. Ou seja, como exercitar cada vez mais o olhar para as expressões das crianças e aprender sobre o que está nas entrelinhas de cada ação delas?”, conta Renata Meirelles, diretora do filme ao lado de David Reeks.

Confira abaixo o trailer de Brincar em Casa:

Para contar como foi todo o processo de escuta das 55 famílias participantes, serão realizadas três lives com os pesquisadores envolvidos no projeto no canal do YouTube do Instituto Alana. Confira a programação abaixo:

Dia 31/03, às 19h30: “Escutas para o Brincar Livre: do campo ao isolamento”
Com: David Reeks (codiretor do filme) e Renata Meirelles (codiretora do filme e coordenadora da pesquisa ao lado de Sandra Eckschmidt).

Tema: Como o Território do Brincar vem realizando suas pesquisas e como foram as readequações que aconteceram nesse período de pandemia. Um relato aberto sobre o processo da pesquisa Brincar em Casa.

Dia 06/04, às 15h30: “A Cidade Virou Casa: espaços, tempos e relações do brincar”
Com: Gabriel Limaverde (educador e pesquisador), Lia Mattos (documentarista, produtora cultural, antropóloga e arte-educadora) e Soraia Chung Saura (professora na EEFE-USP e na FE-USP).

Tema: Como foi o processo das famílias de se voltarem para dentro de casa? Quais as mudanças de ritmos? Como as famílias com crianças se organizaram? O que foi transformado no espaço da casa? E como ficaram as relações no brincar livre?

Dia 14/04, às 19h30: “Brincar na Pandemia: a força do espontâneo”
Com: Elisa Hornett (educadora e pesquisadora), Sandra Eckschmidt (pesquisadora na UFSC e coordenadora da pesquisa ao lado de Renata Meirelles) e Reinaldo Nascimento (terapeuta social, educador físico, pedagogo e psicopedagogo)

Tema: Como foi o desafio de adentrar na espontaneidade das crianças, a partir das conversas com as famílias em isolamento social? Nesse encontro vamos explorar o fenômeno do brincar espontâneo durante esse período e o que ele nos diz para além de uma pandemia.

O processo de escuta com as famílias também resultou em um podcast, de mesmo nome que o filme, Brincar em Casa. Com 7 episódios ele revela, pela perspectiva do brincar, como se deu a convivência com as crianças em lugares como o quarto, a sala, a cozinha, o quintal, entre outros locais da casa. Para ouvi-lo acesse uma das seguintes plataformas de áudio:

Spotify
Podcast Addict
Google Podcasts
Apple Podcasts
Castbox
Pocketcast
Deezer
Orelo
Amazon Music

O podcast também está disponível em Libras e legendas descritivas no Canal do YouTube do Território do Brincar.

 

balanço de parquinho vazio

Muitas são as mãos que constroem, todos os dias, a defesa dos direitos de crianças e adolescentes. Hoje, perdemos valiosas mãos que trabalharam sem descanso pela proteção à infância e aos direitos humanos em nosso país. Foi com muita tristeza que recebemos a notícia do falecimento de Antônio Carlos Malheiros, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e conselheiro do programa Prioridade Absoluta, iniciativa do Alana.

Malheiros, além de coordenador da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo, professor de três universidades, presidente por dois mandatos da Comissão de Justiça e Paz de São Paulo, e uma voz de destaque no sistema de justiça no combate às desigualdades e em defesa dos direitos humanos; era também o palhaço Totó, que lia histórias e divertia crianças hospitalizadas.

Dizer que a contribuição de Malheiros para os direitos humanos e a infância e adolescência brasileiras foi determinante não é exagero — assim como não é exagero nosso desalento com sua partida. Que seu legado nunca se apague. E mais, sirva de exemplo para que outros surjam a cada dia em busca de uma infância protegida, justa e feliz.

Composição gráfica com fundo rosa. À esquerda há uma colagem de Gisele Bündchen, abraçada com duas crianças. Elas seguram uma planta nas mãos.

É tempo de criar sementes. Do campo à cidade, dentro e fora de suas casas, nas escolas e nas comunidades, convidamos crianças e adolescentes a cultivar, a ver germinar, florescer e dar frutos. 

Este é o chamado de TiNis – Terra das Crianças -, lançado no Brasil, dia 27 de fevereiro, pelo Instituto Alana e pela Gisele Bündchen. O projeto faz parte da iniciativa que surgiu no Peru, criada pela Fundação  ANIA, presente em países como Equador, Bolívia, Costa Rica, Indonésia e Japão.

Semeadas em diversos lugares do mundo, as TiNis fortalecem e estimulam o contato e o vínculo emocional da criança com a natureza. Isso se dá a partir da criação de espaços verdes para brincar, aprender e vivenciar. 

Acesse o site e participe: http://bit.ly/tinis-terra-das-criancas 

A partir de um pequeno pedaço de terra, onde caibam pelo menos 3 vasos de plantas ou 1/2m² de canteiro, as crianças já podem começar a dar vida a sua TiNi! Acompanhadas por familiares e responsáveis, elas escolhem o que plantar, regar, florir e cuidar desta terra. E, assim, podem aprender mais sobre as espécies, a germinação, o ciclo das plantas e dar asas à criatividade reaproveitando materiais e decorando a TiNi.

Trata-se de uma troca. A gente cria a natureza e é criado por ela. Os seres humanos, os rios, os pássaros, as árvores e as estrelas, todos estamos conectados e devemos contribuir para a criação e o cuidado uns dos outros – é o que chamamos de “criação recíproca”, para que todos possam crescer de forma sadia, alegre e integrada. Por isso, tudo o que é plantando numa TiNi é pensado em 3 partes: uma que seja boa para a criança, uma que seja boa para sua família e outra parte pensada para a Natureza.

Brincar em contato com a natureza e cultivar essa relação de cuidado desenvolve a empatia por todas as formas de vida, tornando crianças e adolescentes agentes de transformação para um mundo sustentável.   

 

Para se inspirar

A fim de expandir o alcance do projeto, Gisele Bündchen, em parceria com a produtora Maria Farinha Filmes, preparou uma série  com 11 episódios. Ao lado de seus filhos, Gisele e outras famílias registram em suas casas jornadas inspiradoras na criação de suas TiNis.

Confira aqui o primeiro episódio da série: http://bit.ly/tinis-terra-das-criancas

Além disso, o projeto também lança o livro TiNis – Terra das Crianças, que narra a história de um segredo, que é também um convite para a aventura de imaginar, sentir e criar uma TiNi. O conto está disponível no site do projeto em dois formatos: digital ilustrada e em audiobook – podendo inclusive ser baixado gratuitamente. 

Acesse o material aqui: http://bit.ly/conto-tinis

 

Dando vida a sua TiNi

 Para auxiliar nesta jornada de plantio, em parceria com o programa Criança e Natureza, do Instituto Alana, o projeto desenvolveu o Guia para pequenos criadores de TiNis. O material reúne diversas dicas para que crianças e jovens de diferentes realidades sociais, econômicas, culturais, ecológicas, com e sem deficiência possam criar sua TiNis e nos ensinar novas formas de habitar o mundo. 

O Guia estimula a observação, o registro das transformações das plantas, além de fomentar a brincadeira em contato com a natureza. 

Acesse o material completo aqui: http://bit.ly/guia-tinis

É tempo de criar sementes. E neste chamado convidamos todas as crianças a serem guardiãs de uma TiNis, a se maravilhar e brincar com a natureza nesta corrente. Vem plantar com a gente?

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