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Alana, IABsp e moradores do Jardim Pantanal lançam segunda fase do Plano de Bairro

O Jardim Pantanal é um bairro do extremo leste  de São Paulo que, às margens do rio Tietê, apresenta uma história de transformações, desafios e protagonismo da comunidade local em uma região de alta vulnerabilidade. Reunindo uma série de ações de planejamento urbano, cidadania e desenvolvimento social específicas para o bairro, o Instituto Alana, o Instituto de Arquitetos do Brasil – departamento de São Paulo (IABsp) e moradores da região lançaram a segunda fase do Plano de Bairro do Jardim Pantanal neste sábado (2), em evento no Espaço Alana. O local investe na melhoria da qualidade de vida das famílias do bairro, permitindo, assim, a promoção de lazer, da cultura, do brincar livre e do fortalecimento das articulações locais. 

Essa etapa do plano desenvolvido para o bairro foi instituído pelo Plano Diretor Municipal em 2014, com sua primeira fase lançada em 2022, mas a idealização é um processo de décadas: são mais de 30 anos de luta de quem vive no território, que reivindicam melhorias estruturais e pontuais na região. O Plano de Bairro foi e continua sendo construído ativamente pelas mãos de moradores locais, além de ser um chamado à comunidade para a ação.

O que é um Plano de Bairro?

  • O Plano de Bairro é um instrumento de planejamento urbano que estimula a participação da população na construção de ações e propostas de melhoria do bairro. Nele, são organizadas e articuladas várias necessidades e propostas para apresentá-las aos órgãos públicos, para assim conseguir transformar positivamente o território.

Impacto inicial

Para Joyce Reis, mestre em planejamento urbano e regional, o Plano de Bairro não deve ser entendido como um processo que se encerra na publicação do material, mas sim como um movimento vivo, pensado por vizinhos, familiares e toda a comunidade que faz parte do Jardim Pantanal. Já para Fábio Moraes, especialista em urbanismo social, o plano é “um marco que dá total autonomia à comunidade”, por oferecer dados, recursos e embasamento técnico para moradores do território reivindicarem melhorias contínuas na região.

Sonia Maria Ferreira, moradora do território desde 1984 e integrante da Associação de Moradores e Amigos do Jardim Pantanal (Amojap), compartilha que, muito mais que apenas um bairro, “o Jardim Pantanal era um povo que morava na margem do Rio Tietê e tinha a meta de melhorar a vida”. Ela reforça que o plano não foi criado apenas por engenheiros ou arquitetos, mas também por crianças, o que simboliza um futuro a ser concretizado para elas.

“Esse plano de bairro não significa só urbanização ou ter lugar para guardar bicicleta. Significa ter um lugar para a gente viver e crescer”

Soluções baseadas na natureza

Leila Vendrametto, coordenadora do programa Urbanizar e doutoranda em ciência ambiental pelo Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (USP), explica que algumas das soluções propostas pelo Plano de Bairro consistem na criação de jardins de chuva; a criação de corredores verdes, que melhorem as condições climáticas do território, como temperatura e qualidade do ar; e a criação de jardins de TiNis (ferramenta baseada no plantio de sementes em que bastam três vasos ou meio metro quadrado de canteiro para começar), que contam com crianças co-criando e desenhando espaços que estão presentes no cotidiano delas.

O que é um jardim de chuva?

  • Segundo o Verde SP, um jardim de chuva é um espaço permeável, que funciona como uma grande esponja de água e ajuda a melhorar a relação das cidades com a água da chuva. Eles são construídos em um nível mais baixo que o da rua, para que a água que escorre pelo asfalto possa penetrar e ocupar o espaço. Vendrametto reforça que os jardins de chuva ajudam a absorver a água, mas sozinhos não resolvem o problema da comunidade, “pois as condições geográficas do lugar, solo e o rio, exigem soluções mais robustas e complexas”.

Para a especialista, soluções baseadas na natureza podem não ser apenas ecológicas, mas também estéticas, já que os jardins , por exemplo, “melhoraram a qualidade do ar, do clima, e reforçam a beleza do local”, e trazem a criança para o centro da perspectiva socioambiental. “Tem como fazer um jardim na porta da escola? Um espaço com sombreamento onde as crianças possam ficar? Trazer mais polinizadores e fazer mais jardins com flores para desfrutar desses espaços com seres vivos além dos seres humanos enriquece ainda mais o ecossistema do território.”

“Assim, as crianças têm noção dos insetos, dos bichinhos que polinizam e de todo um bem-estar que pode ser considerado invisível, mas está presente.” 

Como o Plano de Bairro faz diferença para a comunidade?

“Há oito anos a gente tinha uma perspectiva de vida diferente da de hoje. Antes, a gente lutava porque até mesmo marcar uma agenda era difícil de conseguir com o poder público. Hoje, temos uma abertura maior por conta da mobilização da comunidade, e o plano de bairro vem para todas as pessoas participarem e darem sua contribuição”, diz Reginaldo Pereira Santos, morador do Jardim Pantanal há 19 anos e presidente da Amojap. Ele conta que a população ficou por muito tempo desacreditada com mudanças, já que a área em que vivem é de proteção ambiental e tem uma série de restrições para modificá-la. “Nós que precisamos de moradia não queremos saber se nossa casa está na beira do rio, no alto, embaixo. E pra isso dar certo, precisava de mobilização”, conta.

“Hoje as coisas avançaram bastante, como o saneamento básico. Há um ano e meio a gente tomava água suja, barrenta, e agora tomamos água potável.”

“A política começa com a gente, e não com deputados ou vereadores”, diz Sonia Ferreira. Ela diz que o plano de bairro “não é enfeite”, mas sim um instrumento para alcançar as necessidades e sonhos da população, e que apesar do recurso estimular a participação política, “o poder público só realiza se a sociedade pedir. É um direito nosso, mas temos que entrar devagarinho e na união.” 

Entre as realizações do Plano de Bairro, ela destaca a ciclovia e passeios como o Ciclotour entre os bairros Jardim Helena e Itaim Paulista. “São pessoas que se unem para andar de bicicleta dentro do bairro, isso mostra que ele é bom e grande.” Ela também reforça que a participação política não é apenas pedir para o poder público arrumar um buraco ou asfaltar uma rua, mas sim, que tudo o que é feito deve ser pensado no coletivo. “A política faz a gente ter um pensamento que abrange mais pessoas, e que com o pensamento maior, alcançamos coisas que não eram nem imaginadas”, finaliza.

Acesse na íntegra a publicação da segunda fase do Plano de Bairro do Jardim Pantanal.

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“Ubuntu, eu sou porque nós somos”, uma música para fortalecer a luta antirracista

“Os livros da escola / Não contam a história / Do nosso povo / Uma longa trajetória / De lutas e glórias / Que traz para nós um horizonte novo.” Esses são os primeiros versos de “Ubuntu, eu sou porque nós somos”, canção lançada pela Banda Alana, Silvanny Sivuca, Adriana Biancolini e Matheus Crippa, em uma realização da Banda Alana, Instituto Alana e Geledés Instituto da Mulher Negra.

Acompanhada de um videoclipe, a música é uma das ações que compõem a divulgação da pesquisa qualitativa “Lei 10.639/03 na prática: experiências de seis municípios no ensino de história e cultura africana e afro-brasileira”, que traz exemplos práticos de atuação de seis Secretarias Municipais de Educação na implementação da lei.

A educação antirracista é construída por muitas mãos

Com participação das crianças da Banda Alana – iniciativa do Instituto Alana desenvolvida na zona leste de São Paulo – não só no videoclipe, mas também na letra, o processo de criação da música passou por diversas fases até chegar ao resultado final. Adriana Biancolini, musicista e educadora na Banda Alana, explica que além do ensino musical, as aulas da banda abordam temas importantes para a formação pessoal e para o desenvolvimento integral  dos alunos, com assuntos como preservação do meio ambiente e questões climáticas, autoestima, respeito, cidadania, cuidados com o corpo, saúde, acesso à internet e combate a preconceitos. Além disso, ela pontua que levar a importância da educação antirracista por meio da música “é muito forte para a comunicação, expressão e construção de identidade dos estudantes”.

“Trazer referências de personalidades negras que fizeram diferença para melhor, além de mostrar a realidade para a construção da história, reduz as desigualdades e torna a sociedade mais justa.”

Já Silvanny “Sivuca” Rodriguez, também musicista e educadora na Banda Alana, destaca que o processo de criação da letra optou por não mencionar nada referente ao cabelo das pessoas negras, já que essa questão, apesar de importante, é apenas “a ponta do iceberg”. Para ela, a força da letra é reforçar que a luta antirracista é um dever de todo mundo, “inclusive maior das pessoas brancas”. Vale lembrar que a pesquisa mostra que ainda há pouco engajamento de professores brancos com essa temática, além da maioria (53%) das ações realizadas nas escolas serem feitas somente em períodos comemorativos, como em novembro, no mês da Consciência Negra.

É comum que professores negros se responsabilizem por desenvolver muitos projetos nas escolas por iniciativa própria — tanto que uma professora da rede municipal e estadual de Londrina relata na pesquisa que ser uma educadora negra é “ser a professora pra quem o pessoal chega e diz: ‘Olha, tem um aluno com baixa autoestima, você precisa fazer alguma coisa”. Para Sivuca, chamar a atenção para a força da contribuição negra em tudo, da tecnologia à ciência, e trazer a palavra “Ubuntu” e a frase “O espelho pra se ter de volta a identidade” são os pontos-chave da canção.

“O refrão é marcado só com o nome de pessoas pretas que costumam ser apagadas nos livros. Acho incrível que as crianças vão aprender e decorar o nome dessas pessoas”

A união do lúdico com a educação antirracista

Tania Portella, sócia e consultora de Geledés Instituto da Mulher Negra, aponta que o fato de “Ubuntu” ser uma construção coletiva de crianças, educadores e equipes prova que “assuntos densos podem ser encaminhados com leveza”. Para ela, “a música e o clipe têm papéis que vão além de chamar atenção para o tema de forma lúdica e amistosa”, já que conciliam “o conhecimento e comprometimento dos professores com o olhar aguçado das crianças”. 

“Ubuntu” é uma canção para todos, mas direcionada para crianças em idade escolar. Beatriz Benedito, analista de políticas públicas no Instituto Alana, finaliza reforçando que ter uma música que alcance crianças, adolescentes e suas famílias, facilita que “a comunidade escolar seja comunicada sobre a lei e pressione o poder público para o cumprimento dela”.

Letra de “Ubuntu, eu sou porque nós somos”

Os livros da escola
Não contam a história
Do nosso povo

Uma longa trajetória
De lutas e glórias
Que traz para nós um horizonte novo

A contribuição negra está presente
Em tudo na sociedade
Na arte
Na cultura
Na filosofia
Tecnologia
E Universidade

Ubuntu
É ser porque somos

Ubuntu
É o cuidado com o outro

Ubuntu
Pra combater o racismo e o preconceito
Pra um mundo melhor para todos 

A luta antirracista é contra o apagamento
Da cultura e da memória negra
Não esqueça que a história
Desse país também é 
Preta

Autoestima se constrói com representatividade
O espelho pra se ter de volta a identidade
Orgulho da minha ancestralidade
Preta

Guerreiro Ramos
Luísa Mahin
Lélia Gonzalez
Leda Martins
André Rebouças
Kabengele
Sueli
Abdias
Muniz

O movimento negro construiu
O estado confirmou e aprovou
Na educação básica brasileira
Seja nas escolas públicas ou privadas
Os educadores devem ensinar
A história dos africanos
E a história de África
Que não é um país
Mas um continente

A história e a cultura afro-brasileira
Que é a base do nosso povo
Herança da nossa gente
Pois nossos passos vêm de longe

Sem pétalas no chão
A luta do povo negro
Veio bem antes da abolição

Português
Inglês
História
Artes
Geografia
Ciência
Matemática
Física
Biologia
Educação física
Química
Filosofia
Em cada uma o negro pode ser estudado 
Com a sua sabedoria

Durante todo ano letivo
Vai fazer bastante sentido
Fará com que os nossos estudantes entendam
Que não é só em 20 de novembro
Que é pra falar sobre isso

O movimento negro firmou
A consciência negra chegou
E em 9 de janeiro de 2003
A Lei sancionou

Guerreiro Ramos
Luísa Mahin
Lélia Gonzalez
Leda Martins
André Rebouças
Kabengele
Sueli
Abdias
Muniz

Guerreiro Ramos
Luísa Mahin
Lélia Gonzalez
Leda Martins
André Rebouças
Kabengele
Sueli
Abdias
Muniz

CRÉDITOS

PRODUÇÃO: Direção e roteiro: Safira Teodoro | Produtora: Monomito | Edição e Motion: Bruna Gabriel | Comunicação: Alice Gonçalves, Dani Costa, Dyg Midnight, Fernanda Flandoli, Fernanda Peixoto Miranda, Helaine Gonçalves, Márcia Duarte, Natália de Sena Carneiro, Nataly Simões, Safira Teodoro, Regiane Oliveira e Vanessa Antonelli | Identidade visual: Irmãos Credo | Agradecimentos: Beatriz Soares Benedito, Cristina Linhares dos Santos, Gabriel Maia Salgado, Keillane Feitosa Paiva, Marlon Silva de Souza, Tânia Portella, Edilene Santos e equipes do Espaço Alana e de Geledés Instituto da Mulher Negra.

PRODUÇÃO MUSICAL: Produção musical: Silvanny Sivuca e Adriana Biancolini | Beat: Silvanny Sivuca | Bateria: Silvanny Sivuca | Percussões: Silvaanny Sivuca | Pianos mid: Silvanny Sivuca e Matheus Crippa | PAD: Matheus Crippa | Violão acústico: Matheus Crippa | Guitarra: Robson Freires | Baixo elétrico: Luis Felipe Cunha Lopes | Escrita por (composição): Matheus Crippa, Silvanny Sivuca e Adriana Biancolini | Poesia: Suzana da Silva, Lavínia Rocha e Allan Pevirgualadez.

AGRADECIMENTO ESPECIAL – CRIANÇAS: Álvaro de Matos Santos, Vinicius Barbosa Osório, Bianca de Matos Silva, Felipe Miguel da Silva Scardova, Diogo Azevedo Camargo, Eduarda Cecília Rodrigues Silva, Laura Micaelly Roberto da Costa, Sophie Nascimento de Almeida Dias, Erick Antônio Souza Santos, Gustavo Goncalves Borges, Luiz Roberto Rodrigues Silva, Alice Cardoso Melo, Gustavo Gutemberg de Viveiros Oliveira, Eloyse Rabelo Sousa, Maria Luiza Silva dos Santos, Luiz Gabriel Alves de Lima, Bruno Enrique Silva de Paula, Luiza Barbosa dos Santos, Saulo Santos Teles, Klebson Santos Teles, Álvaro Roberto Conrado dos Santos, Pedro Henrique Alves Ribeiro, Kadu Cardoso, Helena Azevedo da Silva, João Gabriel Santos carvalheira, Vittor Costa Pereira, Maria Luiza Ribeiro da Costa, Gustavo Henrique Moreira Carvalho, Nayara Batista da Silva, Nicole Pereira da Silva, Lorrayne Pereira Owadacon, Lorena Pevreira Silva, Carlos Eduardo Ramos de Morais, Carlos Gabriel Ramos de Morais, Emilly dos Santos Scorza, Vinicius Silva Santos, Lauryn Silva Lopes e Emanuel Augusto dos Santos.

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PPA: inclusão de crianças e adolescentes de forma prioritária no orçamento governamental foi uma das principais conquistas de 2023

Uma das grandes vitórias para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes em 2023 foi a inclusão de uma agenda voltada a esse público de forma sistêmica no orçamento governamental. A Agenda 227 e a Coalizão pelo Fim da Violência contra Crianças e Adolescentes, com a participação do Instituto Alana, realizaram uma campanha para que a infância e a adolescência se tornassem um eixo transversal do Plano Plurianual (PPA), ferramenta que norteia a elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA). Isso significa que essa população será considerada no plano que define diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal.

“Foi a primeira vez que atuamos de forma estruturada, com objetivo de incidência no PPA”, conta Renato Godoy, gerente de relações governamentais do Alana. No PPA, planejamento estratégico que determina as diretrizes orçamentárias do país nos próximos quatro anos (2024 a 2027), as organizações aproveitaram a retomada da antiga tradição de participação social, por meio do PPA Participativo, para incentivar a população a votar em crianças e adolescentes como uma das cinco agendas transversais da proposta, com prioridade no orçamento.

O próprio Godoy, membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e Ana Claudia Cifali, coordenadora jurídica do Alana e conselheira do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), participaram de diversas reuniões com autoridades e de Fóruns Interconselhos – que reúne representantes de conselhos nacionais e entidades da sociedade civil para colaborarem na elaboração e no monitoramento da execução dos PPA –, para que essa conquista fosse possível.

“Nossa proposta foi a segunda mais votada no eixo de direitos humanos. Posteriormente, o relator do PPA na Câmara dos Deputados, Elvino Bohn Gass, apresentou um projeto que determina que crianças e adolescentes serão prioridade nesse orçamento plurianual, já que são um eixo transversal. Essa é uma vitória muito grande”, celebra Godoy. Ele se refere ao PLN (Projeto de Lei do Congresso Nacional) 4/2023, que garante que a LDO estabeleça recursos para políticas públicas de proteção e garantias de direitos das crianças e adolescentes.

Essa campanha começou em 2022, quando o Alana e diversas organizações construíram o movimento Agenda 227 e criaram um Plano País para a Infância e Adolescência, com 137 propostas que foram apresentadas aos então candidatos à presidência da República. Baseadas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), na Constituição Federal e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), as propostas Plano País abordam 12 eixos, entre eles, saúde, educação, lazer, meio ambiente e comunicação.

“A transversalidade dos direitos de crianças e adolescentes é a premissa para que as propostas sejam implementadas. Porque, quando falamos de transporte, falamos de infância, quando falamos de educação, saúde ou segurança, também. Ou seja, a política pública para essa população deve ser desenhada de forma transversal”, defende Godoy.

Outra premissa, ele acrescenta, é justamente a prioridade orçamentária. “De nada adianta colocar as crianças e adolescentes como prioridade na Constituição se você não tem orçamento para que isso seja efetivado. Sem orçamento, não se faz política pública, e essa prioridade acaba ficando só no papel.”

No PPA 2024-2027, a agenda de crianças e adolescentes possui 83 objetivos específicos a ela vinculados, assim como 178 entregas e 93 medidas institucionais e normativas, incluídos nos 41 programas. O trabalho do Alana agora, bem como da Agenda 227, é continuar as articulações sociais e políticas visando o cumprimento dos objetivos do PPA.

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Cora Coralina é tema de carnaval no Espaço Alana

O Jardim Pantanal, na zona leste de São Paulo, recebeu no dia 21 de fevereiro a terceira edição do Carna-Autores. A homenageada desse ano foi a escritora, poetisa e contista Cora Coralina. O evento do Espaço Alana, que em 2013 teve como tema a vida e obra de Monteiro Lobato e em 2016 a história do Jardim Pantanal, tem como proposta celebrar o carnaval homenageando figuras clássicas da literatura nacional.

O desfile, promovido pela Biblioteca do Espaço Alana, ocorreu ao som da percussão da Banda Alana. Para criação do samba-enredo e confecção das fantasias foram realizadas consultas com a filha da Cora Coralina, Vicência Brêtas Tahan. Oficinas foram montadas no Jardim Pantanal para a produção dos adereços pelos moradores da região. Além da obra e vida da poetisa, o Carna-Autores 2017 se inspirou no folclore goiano e as obras do artista Antônio Poteiro.

Instituições parceiras também participaram do evento – CESA II (Centro educacional Santo Agostinho), ACDEM (Associação da Casa dos Deficientes de Ermelino Matarazzo) e Projeto Tigrinho (que oferece aulas de futebol) -, além da equipe do Instituto Alana, o neto do artista Poteiro e os moradores, que foram voluntários na organização do desfile.

Uma festa inesquecível e cheia de história!

 

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Espaço Alana debate preconceito racial na atualidade

No último dia 25 de novembro aconteceu, no Espaço Alana, o “Encontro da Cultura Negra”, iniciativa que buscou provocar a reflexão e o debate sobre o preconceito racial na atualidade.

Durante o encontro foram realizadas diversas atividades, entre elas, rodas de conversa, contação de história, pintura de rosto, oficinas de amarração de turbantes, construção de bonecas Abayomi e a apresentação musical e de dança  da Cia. Brasilidança.

O evento contou com a participação de Givanildo Silva, (militante da defesa de Direitos Humanos), Jailson de Souza (Observatório de Favelas), Renato Prado (Batekoo), Elenita dos Santos (professora no CEFAI), Leila Rocha (Coletivo de Oyá) e Priscila Araújo (Ginga do Gueto).

Estiveram presentes 300 crianças e jovens de escolas públicas da região do Jardim Pantanal, além de frequentadores do Espaço Alana, Fundação Tide Setúbal, Casa de Isabel e AMOJAP.

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Espaço Alana na 7ª Semana Mundial do Brincar

Entre os dias 23 e 27 de maio, o Espaço Alana participou da 7ª Semana Mundial do Brincar com inúmeras atividades. Na abertura do evento foi realizado, no Jardim Pantanal, o 1º Painel Infância e Ludicidade, que reuniu educadores de São Miguel Paulista e região, para uma sensibilização sobre a importância do brincar, com a exibição do filme “Território do Brincar”. Ao longo da semana oficinas, jogos, exposição fotográfica, atividades físicas e um sarau intergeracional aconteceram no Espaço Alana.

O tema desta edição da Semana Mundial, “O Brincar que Encanta o Lugar”, buscou provocar uma reflexão sobre o poder que as crianças têm de encantar os lugares em que o brincar acontece. Além de sensibilizar e conscientizar os adultos sobre a importância do brincar e refletir sobre os impactos das consequências de haver cada vez menos tempo para isso na infância.

Durante a semana foi a vez das crianças se divertirem com jogos, oficinas de brinquedos e atividades lúdicas. No dia 25, foi celebrado o Dia do Desafio, em parceria com o SESC Itaquera, com performances de dança esportiva e circuito de recreação. Para encerrar as atividades da Semana, no dia 27, aconteceu o Sarau Cultural, que tem o apoio do Projeto Continuar, Cia. No Baú da Boneca e Grupo Poetas do Tempo.

O Slowkids, iniciativa da Respire Cultura com o apoio do Instituto Alana, também fez parte da Semana Mundial do Brincar, no dia 29, no Parque Villa Lobos, zona oeste de São Paulo.

Veja também:
– Roda de conversa: a importância da empatia na educação
– Redes contra retrocesso nos direitos das crianças
– ‘O Começo da Vida’ tem estreia mundial pelo VIDEOCAMP

Foto: Divulgação/ Instituto Alana

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Brincadeiras invadem o Espaço Alana na Viradinha

Espaço Alana virou um grande palco para palhaçadas, músicos e personagens de diversas histórias no último sábado (26/03) com a Viradinha. A programação infantil, que faz parte do Circuito Municipal de Cultura, levou ao Espaço no Jardim Pantanal, zona leste de São Paulo, diversão e brincadeira para as crianças da região.

O palhaço Benedito Fri Fri com sua apresentação do “Cordel do Benedito” recitou contos de sua autoria. Entre uma risada e outra, as crianças se divertiram também com o teatro de mamulengo do Mestre Valdeck de Garanhuns, “O Casamento de Simão e Marieta”.

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Foto: Espaço Alana

Ao longo do dia, o grupo Recreart realizou oficinas de horta e fantasia com os pequenos, além de atividades com corda, bolinha de gude e túnel de pano.

As crianças também puderam brincar em dois pula pulas, pneus coloridos espalhados pelo Espaço Alana e por que não dar uma descansada nas cadeiras de praia entre uma atividade e outra?

Para encerrar esse dia pra lá de animado o Grupo Triii cantou e interagiu com as crianças e com os adultos também!

A próxima “Viradinha” está programada para junho!

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Biblioteca do Espaço Alana vence edital

O projeto Biblioteca Multiplicadora: Programação Viva e Permanente, do Espaço Alana, participou do edital de fomento a projetos sociais da Fundação Salvador Arena de 2016. Entre as 80 propostas recebidas pela entidade, o projeto do Alana foi um dos 10 selecionados.

A Biblioteca Multiplicadora foi elaborada com o objetivo de oferecer às crianças, jovens e adultos moradores do Jardim Pantanal o acesso à cultura e a prática da leitura. Com o edital, o projeto viabiliza a aquisição de novos equipamentos, materiais e livros para a Biblioteca Espaço Alana.

O Programa de Apoio a Projetos Sociais, da Fundação Salvador Arena, procura ações e iniciativas do Terceiro Setor que tenham potencial de transformação e promoção social voltadas para populações que vivem em situação de vulnerabilidade e risco social no ABC, São Paulo e outros municípios do Estado de São Paulo. O Programa oferece recursos financeiros e assessoria técnica na elaboração e no gerenciamento dos projetos sociais selecionados.

Foto: Instituto Alana

Veja também:
– Duas feiras, dois espaços e muitas trocas
– Alana firma parceria e leva MIT ao Jardim Pantanal
– Jardim Pantanal comemora novo Espaço Alana

 

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Alana firma parceria e leva MIT ao Jardim Pantanal

Representante do MIT apresentou a plataforma online “Monitorando a Cidade” para os moradores da região; o aplicativo é uma ferramenta que contribui para a cidadania e é alimentado pela própria população.

O Instituto Alana levou no dia 23 de abril o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) ao Espaço Alana, no Jardim Pantanal, na Zona Leste de São Paulo, para a realização de uma oficina sobre o aplicativo Monitorando a Cidade, desenvolvido pelo MIT Center for Civic Media e trazido para o Brasil pela Rede Nossa São Paulo. O centro, com sede nos Estados Unidos, trabalha com diversas comunidades para criar colaborativamente ferramentas e práticas de mídia cívica. O centro desenvolve novas tecnologias que servem de suporte para ações políticas em todo o mundo.

O Monitorando a Cidade permite que qualquer cidadão com um smartphone colete dados sobre temas que considera prioritários em sua região. As informações reunidas na plataforma oferecem um panorama geral do problema que pode ser usado como uma poderosa ferramenta de cidadania para informar a sociedade, mobilizar apoios e engajar a comunidade.

Na oficina do MIT, ministrada pela desenvolvedora Emilie Reiser, no Jardim Pantanal, os moradores discutiram os problemas mais relevantes da região e elegeram o lixo como questão para ser trabalhada com o aplicativo. Depois de uma apresentação sobre o funcionamento do Monitorando a Cidade, o grupo saiu a campo para coletar os dados. No final da atividade a ferramenta gerou um relatório com as informações obtidas e os resultados foram debatidos pelos participantes da oficina que apresentaram algumas soluções para os problemas encontrados.

A plataforma contribui para que comunidades se mobilizem, demandem ações do poder público e reivindiquem soluções para os problemas identificados.

Veja a galeria de fotos da oficina:

 

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Jardim Pantanal comemora novo Espaço Alana

Nem a chuva que caiu no Jardim Pantanal, no extremo Zona Leste de São Paulo, no último sábado (7), desanimou as crianças e os adultos que estiveram na inauguração do novo Espaço Alana. Palhaços com perna de pau, mágico, pipoqueiros e dançarinas marcaram o evento,  que simboliza uma nova etapa de projetos para o desenvolvimento local

Em primeiro lugar, o objetivo do Instituto Alana é investir em políticas públicas que beneficiem toda a comunidade, nas áreas de habitação, emprego, mobilidade, renda e oferta de equipamentos públicos de saúde, educação e cultura. 

“Esta comunidade é muito especial para nós. Todas essas crianças são fonte de muita inspiração”, disse a presidente do Instituto, Ana Lucia Villela, durante a inauguração. 

O Alana nasceu aqui há 20 anos e hoje temos mais de 17 projetos e muita coisa para comemorar!

Para deixar o público ainda mais animado, um show da Banda Alana. Além da participação da companhia circense “Bubiô, Ficô Lô” deram o clima de festa ao evento. Depois que a fita de abertura foi cortada, o público pode conhecer o novo Espaço Alana. 

Projetado pelo arquiteto Rodrigo Ohtake, o Espaço Alana tem salas de reunião, biblioteca e brinquedoteca. Além disso, um auditório, que poderá abrigar palestras, cursos e aulas para os moradores. 

Novo Espaço Alana

Projetado pelo arquiteto Rodrigo Ohtake, o local fica no meio de uma bela praça e tem salas de reunião, biblioteca, brinquedoteca e um auditório para os ensaios da Banda Alana. Ou seja, o espaço poderá abrigar palestras, cursos e aulas para os moradores. “Fiquei muito feliz pelo convite para fazer o projeto e mais ainda com o resultado”, afirmou Rodrigo. 

No evento, a Associação de Moradores e Amigos do Jardim Pantanal (AMOJAP) recebeu a chave da sala que servirá de sede administrativa, e a doação de uma quadra de esportes no próprio bairro.

A inauguração ainda contou com a presenças importantes da cidade. Representantes da Prefeitura de São Paulo, da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, e de atores do Sistema de Garantia de Direitos voltados a crianças e adolescentes. 

Desse modo, o desejo da equipe do Espaço Alana é que o local seja ocupado pelas famílias do Jardim Pantanal. Bem como transformar cada vez mais em um espaço da comunidade, junto com a associação de moradores.