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Participantes de evento em roda, debatendo ideias.

Por Mariana Antonieta Prado/ Escolas Transformadoras

No dia 19 de maio, aconteceu no espaço Crisantempo uma roda de conversa que reuniu 15 especialistas de diversas áreas para discutir o conceito de Empatia, uma das quatro competências necessárias para a formação de sujeitos transformadores.

O objetivo do evento foi construir, coletivamente, um entendimento sobre a import√Ęncia da empatia como um valor e como uma compet√™ncia que pode ser aprendida e cultivada na escola. Isso se insere ¬†em um contexto de transforma√ß√£o de vis√Ķes sobre a educa√ß√£o que observamos no Brasil e no mundo onde a aten√ß√£o volta-se para a forma√ß√£o integral em que habilidades, tal como as socioemocionais, que por tanto tempo estiveram fora dos muros das escolas, hoje s√£o valorizadas.

Al√©m desses especialistas, outras cem pessoas estiveram ¬†presentes, entre elas, diretores ou coordenadores de institutos e funda√ß√Ķes de educa√ß√£o, l√≠deres de sindicatos e secretarias de educa√ß√£o, editores de ve√≠culos da m√≠dia especializados, diretores e membros de comunidades escolares. O evento foi filmado e transmitido ao vivo parapara cerca de 1160 de 229 cidades e 16 pa√≠ses.

Renato Janine Ribeiro, professor titular de √Čtica e Filosofia da FFLCH-USP e ex ministro da educa√ß√£o, abriu o evento explorando os conceitos de ‚Äúpaix√£o, compaix√£o raz√£o e ¬†educa√ß√£o‚ÄĚ, tal como o fil√≥sofo Rousseau os aprofundou em suas obras.

Ana Cl√°udia Leite e Fl√°vio Bassi, mediadores da conversa e l√≠deres do programa Escolas Transformadoras, partindo da premissa de que a empatia pode ser aprendida e cultivada e que ela √© a base para a forma√ß√£o de crian√ßas transformadoras, iniciaram o debate ¬†com duas perguntas: Quais s√£o as principais implica√ß√Ķes dessas premissas para a educa√ß√£o? Quais estrat√©gias e a√ß√Ķes podemos pensar juntos para ajudar a criar e/ou ampliar a demanda social por uma educa√ß√£o que equacione empatia com transforma√ß√£o social (por exemplo, como influenciar os pais para que promovam e esperem isso da educa√ß√£o de seus filhos, faculdades de educa√ß√£o para que incorporem em sua forma√ß√£o docente, governos para que esteja previsto nas pol√≠ticas p√ļblicas, comunicadores para que pautem essa discuss√£o na sociedade, etc.)?

Luciana Fevorini (Col√©gio Equipe), S√≠lvia Carneiro (Escola Amigos do Verde) , S√īnia Ribeiro (Escola Luiza Mahin), Ana Elisa (E.M. Des. Amorim Lima), Maria Am√©lia (Col√©gio Viver), K√°tia e Marcos (CIEJA Campo Limpo), ¬†l√≠deres das equipes das escolas reconhecidas pelo programa, ¬†participaram da roda de conversa, representando a rede das Escolas Transformadoras. Trouxeram para a conversa a realidade cotidiana das escolas, ilustrando com exemplos como, de fato, √© de responsabilidade dos educadores propiciar condi√ß√Ķes para que a Empatia seja vivenciada e aprendida dentro da escola.

Segundo Maria Am√©lia, diretora do Col√©gio Viver, √© equivocado achar que a crian√ßa √© naturalmente emp√°tica: ‚Äúdentro da escola, em uma situa√ß√£o de conflito, √© muito dif√≠cil fazer com que a crian√ßa se coloque com a cabe√ßa do outro em uma situa√ß√£o adversa da dele. A empatia tem que ser desenvolvida e tem mecanismos para se fazer isso. √Č um exerc√≠cio constante que cada vez mais deixa de existir em nossa sociedade, nas fam√≠lias, nas ruas. Quando eu era pequena, a gente brincava em uma rua que existia mais diversidade. Hoje tudo √© mais setorizado e isso dificulta o exerc√≠cio de se colocar no lugar do outro‚ÄĚ, disse.

Leia a publicação composta por nove artigos e um poema aqui.

Assista ao vídeo abaixo e confira como foi este encontro inspirador!

Foto: Rodolfo Goud

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