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Conselho EconÎmico e Social da ONU: na foto, um grupo de crianças brinca em roda em um jardim arborizado

Conselho EconÎmico e Social da ONU é o principal fórum para discussão de questÔes socioeconÎmicas internacionais dentro das NaçÔes Unidas. Como Consultor, Alana buscarå ampliar e levar demandas e particularidades à garantia de direitos das crianças brasileiras e do sul global 

O Alana obteve, em dezembro de 2022, a concessão do status de Consultor Especial no Conselho EconÎmico e Social (ECOSOC) da Organização das NaçÔes Unidas (ONU). Para uma organização da sociedade civil, esse status permite que ela se envolva de vårias maneiras com a ONU. Uma delas é participando do Conselho de Direitos Humanos e, sob condiçÔes específicas, em algumas reuniÔes da Assembleia Geral.

Ao se tornar Consultor Especial, o Alana passa a estreitar laços com este que Ă© o principal ĂłrgĂŁo coordenador das atividades econĂŽmicas e sociais de 14 agĂȘncias da ONU, entre elas o UNICEF (Fundo das NaçÔes Unidas para a InfĂąncia) e o PNUD (Programa das NaçÔes Unidas para o Desenvolvimento). “Quando obtĂȘm o status consultivo junto ao ECOSOC, as organizaçÔes da sociedade civil passam a ter direito de participar ativamente dos trabalhos do Conselho”, explica Ana Claudia Cifali, coordenadora jurĂ­dica do Alana. 

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A concessĂŁo do status consultivo marca o reconhecimento de um trabalho de incidĂȘncia polĂ­tica e contribuição tĂ©cnica com a ONU que o Alana vem construindo e ampliando ao longo dos anos, especialmente para levar ao debate internacional as demandas e particularidades Ă  garantia de direitos das crianças brasileiras e do sul global.

Como Consultor Especial, o Alana agora tambĂ©m pode enviar representantes para as sedes da ONU em Nova York, nos Estados Unidos, e Genebra, na Suíça, e apresentar declaraçÔes escritas e orais em encontros e conferĂȘncias, entre outras açÔes que estreitam o relacionamento com a prĂłpria ONU. 

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Ao mesmo tempo, o Alana passa a fazer parte de um rol de outras entidades brasileiras jĂĄ reconhecidas internacionalmente por suas contribuiçÔes, como o Conectas Direitos Humanos, o Conselho Indigenista MissionĂĄrio (CIMI), o GeledĂ©s – Instituto da Mulher Negra, o Instituto IgarapĂ©, o Instituto Sou da Paz, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação de Jovens Engajamundo. 

“Ou seja, agora, podemos desempenhar um papel ainda mais efetivo junto Ă  comunidade internacional, com a possibilidade de ajudar a aplicar e monitorar acordos internacionais, contribuir tecnicamente, trabalhar como agente de alertas e realizar anĂĄlises especializadas na defesa dos direitos dos direitos das crianças e adolescentes, inclusive em questĂ”es ligadas ao meio ambiente e Ă  saĂșde das populaçÔes mais vulnerĂĄveis”, conclui Cifali.

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Desenhos de criança espalhados em uma folha branca.

Ana Lucia Villela participou do evento que celebra o Dia Internacional da SĂ­ndrome de Down

Convidada a participar de um evento comemorativo na Organização das NaçÔes Unidas (ONU), em razĂŁo do Dia Internacional da SĂ­ndrome de Down, Ana Lucia Villela, presidente do Instituto Alana, contou, na Ășltima segunda-feira (21/03), sobre os motivos que a levaram a criar, juntamente com seu marido Marcos Nisti, a Alana Foundation. Baseada nos Estados Unidos e totalmente filantrĂłpica, a Fundação foi criada para investir em pesquisas de ponta, inovadoras e capazes de transformar o mundo.

“NĂłs nĂŁo apenas investimos em pesquisa, mas tambĂ©m encorajamos pesquisadores a trabalharem com diferentes culturas e a pensar ‘fora da caixa’”, contou Ana Lucia no evento. “Um dos princĂ­pios do Instituto Alana Ă© que todas as pessoas nascem com potenciais e, por conta dessa crença, começamos a investir em novas pesquisas voltadas tambĂ©m Ă  sĂ­ndrome de Down”, explicou.

Atualmente, a Alana Foundation financia um estudo que pretende avaliar o impacto social da convivĂȘncia de alunos com e sem deficiĂȘncia nas escolas inclusivas. “Descobrimos que crianças com sĂ­ndrome de Down tendem a desenvolver certas caracterĂ­sticas, como a tolerĂąncia e a compaixĂŁo, que estimulam crianças nĂŁo deficientes a desenvolverem suas qualidades e habilidades”, explicou Ana Lucia durante sua fala na ONU.

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Ao longo de seu discurso, ela compartilhou, tambĂ©m, histĂłrias sobre preconceito e intolerĂąncia. “InclusĂŁo Ă© o oposto de segregação. Preconceito Ă© o medo do que Ă© desconhecido. É por isso que devemos ajudar as crianças a aprender com aqueles que nĂŁo sĂŁo apenas semelhantes, mas tambĂ©m diferentes”, explicou Ana Lucia.

Crente de que todos os estudantes deveriam ter a oportunidade de aprender a respeitar os demais e a valorizar a diversidade, finalizou: “Ainda temos muito que aprender e precisamos seguir investindo nas crianças. Mas, se essa nova geração experimentar o processo de inclusão nas escolas hoje, eu acredito que será muito mais difícil encontrar intolerñncia amanhã”.  (Assista na íntegra aqui)

Foto: Via Free Images

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