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Colagem em preto e branco mostra criança dançando. Ao lado, logo do No Chão da Escola: educação antirracista

Segundo encontro da edi√ß√£o ‚ÄúNo ch√£o da escola: educa√ß√£o antirracista‚ÄĚ convidou especialistas para conversar sobre educa√ß√£o para rela√ß√Ķes √©tnico-raciais e branquitude e racismo

No dia 28 de julho, aconteceu o segundo encontro do ‚ÄúNo Ch√£o da Escola: educa√ß√£o antirracista‚ÄĚ. A jornada formativa, apresentada por Raquel Franzim, Diretora de Educa√ß√£o e Cultura e Cultura da Inf√Ęncia do Instituto Alana, tem o objetivo de formar profissionais da educa√ß√£o, inspirar e subsidiar a comunidade escolar frente aos desafios na garantia do direito √† educa√ß√£o para todos e, nesta edi√ß√£o, aborda a educa√ß√£o antirracista.

Participaram da primeira mesa, a roda de conversa ‚ÄúEduca√ß√£o para rela√ß√Ķes √©tnico-raciais‚ÄĚ: Marta Avancini, jornalista e editora p√ļblica do Jeduca; Luana Tolentino, doutoranda em educa√ß√£o e colunista da Carta Capital; Raimundo Pereira, vice-presidente da seccional Undime/Bahia; e Angela Danneman, superintendente do Ita√ļ Social; e a entrevistada Petronilha Beatriz Gon√ßalves, relatora do parecer sobre educa√ß√£o das rela√ß√Ķes √©tnico-raciais. A media√ß√£o foi feita por Raquel de Paula, coordenadora do Portal Lunetas, do Instituto Alana.

Para Petronilha, a educa√ß√£o para as rela√ß√Ķes √©tnico-raciais enfrenta, h√° muitos s√©culos, desafios para valorizar igualmente a todos que fazem parte da na√ß√£o brasileira. ‚ÄúSer diferente √© um direito. A minha diferen√ßa n√£o pode prejudicar o outro, tem que ser um modo de enriquecer a conviv√™ncia – em um sentido de valorizar os modos diferentes de ser, viver e pensar, todos como igualmente valiosos‚ÄĚ, apontou.

A segunda mesa, ‚ÄúBranquitude e racismo: o papel das escolas‚ÄĚ, contou com a participa√ß√£o de Eug√™nio Lima, pai e integrante da Comiss√£o Antirracista do Col√©gio Equipe; e Ana Bergamin, membro do Comit√™ da Diversidade Racial da Escola Veracruz; e a media√ß√£o de Luciana Alves, consultora para rela√ß√Ķes raciais e educa√ß√£o do CEERT.

‚ÄúH√° um privil√©gio branco no Brasil que precisamos desconstruir. Onde n√≥s falamos sobre privil√©gio, falamos da aus√™ncia de direitos. E assim como a aboli√ß√£o √© fruto de um movimento popular de luta, o combate ao racismo segue essa luta e o combate ao privil√©gio √© parte importante disso. A gente precisa admitir o privil√©gio e ouvir as vozes silenciadas at√© hoje‚ÄĚ, alertou Ana.

Eug√™nio apontou que n√£o h√° justificativa para que um pa√≠s com 54% da sua popula√ß√£o negra afrodescendente tenha t√£o pouca representatividade nos postos de decis√£o. ‚Äú√Č importante que a ideia de que pessoas negras podem ocupar todos os espa√ßos seja naturalizada. A gente faz isso em benef√≠cio das crian√ßas negras, n√£o para criar uma pretensa diversidade para aquietar o sentimento de culpa da branquitude, mas para uma mudan√ßa estrutural. √Č uma repara√ß√£o hist√≥rica‚ÄĚ, disse.

 

Confira as edi√ß√Ķes anteriores do No Ch√£o da Escola, sobre educa√ß√£o no contexto da pandemia e sobre cinema e educa√ß√£o na promo√ß√£o de direitos humanos. Assista ao segundo encontro da jornada formativa no ‚ÄúNo Ch√£o da Escola: educa√ß√£o antirracista‚ÄĚ aqui:

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