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Colagem em preto e branco mostra duas meninas negras escrevendo em caderno. Ao lado, logo do No Chão da Escola: educação antirracista

Terceiro encontro da edi√ß√£o ‚ÄúNo ch√£o da escola: educa√ß√£o antirracista‚ÄĚ convidou especialistas para conversar sobre recriar a escola sob perspectivas afro-brasileiras

Como fortalecer a representatividade negra na constru√ß√£o de um curr√≠culo antirracista e como recriar as escolas sob perspectivas afrobrasileiras? Essas quest√Ķes pautaram o √ļltimo encontro da jornada formativa ‚ÄúNo Ch√£o da Escola: educa√ß√£o antirracista‚ÄĚ, que aconteceu no dia 29 de julho, apresentado por Raquel Franzim, Diretora de Educa√ß√£o e Cultura e Cultura da Inf√Ęncia do Instituto Alana.

O encontro contou com duas mesas. Participaram da primeira, ‚ÄúRepresentatividade e protagonismo negro no curr√≠culo‚ÄĚ: Carolina Adesewa, professora, escritora e idealizadora do Afroinf√Ęncia; e Gra√ßa Gon√ßalves, doutora em educa√ß√£o e pesquisadora em educa√ß√£o antirracista. A media√ß√£o foi feita por Suelaine Carneiro, coordenadora do programa de educa√ß√£o do Geled√©s – Instituto da Mulher Negra.

¬†Iniciando a conversa, Caroline apontou que existem diversas contribui√ß√Ķes que os povos africanos deixaram para n√≥s que as crian√ßas precisam ter acesso, e que a falta desse conhecimento dentro do curr√≠culo gera uma s√©rie de quest√Ķes e conflitos na subjetividade da crian√ßa. ‚ÄúAs crian√ßas negras crescem embalando bonecas brancas. Isso gera uma s√©rie de tens√Ķes porque a crian√ßa pensa ‚Äėse √© esta boneca que est√° nas prateleiras das lojas, no cantinho da brincadeira e nas propagandas, √© porque esse ideal est√©tico √© o padr√£o e o mais bonito‚ÄĚ, explicou.

Gra√ßa citou a import√Ęncia da¬† Lei 10.639, de 2003, que inclui a hist√≥ria e cultura afro-brasileira nos curr√≠culos escolares. ‚ÄúA lei fala do reconhecimento e igual valoriza√ß√£o das ra√≠zes africanas na na√ß√£o brasileira. O ensino dessas tem√°ticas implica na compreens√£o das diferentes formas de organiza√ß√£o, racioc√≠nio e express√£o das ra√≠zes africanas. Tamb√©m implica no di√°logo entre diferentes sistemas simb√≥licos, intera√ß√Ķes e interpreta√ß√Ķes entre estudantes, servidores, professores e integrantes da comunidade, respeitando valores, racioc√≠nios e vis√Ķes de mundo‚ÄĚ, apontou.

A segunda mesa, ‚ÄúRecriar a escola sob perspectivas afro-brasileiras‚ÄĚ, contou com a participa√ß√£o de Iara Viana, mestre e doutoranda em Estudos do Lazer, Cultura e Educa√ß√£o; e Luiz Rufino, p√≥s-doutor em rela√ß√Ķes √©tnico-raciais e doutor em educa√ß√£o. A media√ß√£o foi feita por Carlos Machado, professor, historiador e colunista da RA√áA Brasil.¬†

Para Luiz, a educa√ß√£o √© uma manifesta√ß√£o da vida e, no Brasil, n√£o h√° uma experi√™ncia equ√Ęnime para que a vida se expresse. ‚ÄúS√£o necess√°rias a√ß√Ķes afirmativas, de repara√ß√£o, em todos os √Ęmbitos, porque o mundo em que n√≥s estamos foi constitu√≠do na desigualdade. √Č fundamental a redistribui√ß√£o das oportunidades para que se possa experienciar a vida em sua plenitude‚ÄĚ, apontou.

Iara explicou que para a transforma√ß√£o da escola numa perspectiva afro-brasileira √© preciso colocar nas escolas e nos livros did√°ticos a discuss√£o contada pela popula√ß√£o negra. ‚ÄúQuando a gente diz que a educa√ß√£o √© transformadora, precisa ser em um formato estrat√©gico. Aumentar o n√ļmero de negros e negras que tenham a seguran√ßa de se declararem negros e negras √© um papel da escola. E a√≠ sim a escola estaria trabalhando em uma perspectiva afro-brasileira‚ÄĚ, disse.

 

Confira as edi√ß√Ķes anteriores do No Ch√£o da Escola, sobre educa√ß√£o no contexto da pandemia e sobre cinema e educa√ß√£o na promo√ß√£o de direitos humanos. Assista ao terceiro encontro da jornada formativa no ‚ÄúNo Ch√£o da Escola: educa√ß√£o antirracista‚ÄĚ aqui:¬†

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