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A foto que ilustra a nota pelo incĂȘndio na escola Xukurank mostra criança indĂ­gena brincando com balĂŁo

Essa, alĂ©m de ser uma nota de profundo pesar pelo incĂȘndio da Escola Xukurank, na terra IndĂ­gena XakriabĂĄ, Ă© tambĂ©m uma nota de repĂșdio. Queimar uma escola Ă© uma tentativa deliberada de extinguir o direito a existir, participar, se desenvolver e criar de um povo. É um indicativo do projeto de apagamento da população indĂ­gena brasileira que nos parece estar em curso.

Em 1988, nos fizemos ouvir como sociedade e determinamos, em nossa Constituição, que serĂ­amos o paĂ­s da saĂșde universal, da educação, das crianças e adolescentes com prioridade, do respeito aos indĂ­genas e suas terras. Que curva pegamos ao longo do caminho que faz com sejam aceitĂĄveis declaraçÔes e prĂĄticas que alijam parte da população da noção de humanidade?

NĂłs do Alana defendemos o direito Ă  educação de todos e todas as crianças do paĂ­s. Repudiamos qualquer ato de violĂȘncia, de desrespeito Ă s leis e de violação aos direitos humanos e Ă  dignidade das pessoas. Como escreveu Celia XakriabĂĄ:

Para violĂȘncia sĂł tem um remĂ©dio o amor, tentaram colocaram fogo na nossa escola, mas nĂŁo vai queimar e nem matar a nossa coragem de lutar pelos direitos coletivo do povo XakriabĂĄ, porque sinal de sabedoria Ă© mesmo estando numa guerra a gente lutar pela paz.

Se hĂĄ, de fato, um desejo de ter o Brasil acima de tudo, e o que forma um paĂ­s sĂŁo seus habitantes, os povos originĂĄrios deveriam estar, portanto, acima de todos, protegidos em sua cultura, histĂłria e territĂłrios. NĂŁo hĂĄ Brasil sem eles.

 

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