Pesquisa do Alana revela que adolescentes querem uma internet melhor e o Prêmio Criativos quer ajudar a construí-la

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Pesquisa inédita do Alana, “Adolescência sem Filtro”, ouviu adolescentes de 13 a 17 anos sobre sua relação com o ambiente digital

A internet é hoje um dos principais canais de conexão dos adolescentes com o mundo. Essa relação traz desafios crescentes. Para entender essas motivações e desejos sem filtros, o Alana encomendou à Agência Koga a pesquisa “Adolescência sem Filtro”. O estudo ouviu adolescentes de 13 a 17 anos de todo o Brasil.

Uma relação majoritariamente positiva

Os dados mostram que a experiência online desse público é, em grande parte, positiva. Os adolescentes veem a internet como um espaço de descoberta, conexão, aprendizado e pertencimento. 71% citam diversão, 63% felicidade e 55% curiosidade como sentimentos comuns ao usá-la.

O controle também preocupa

A virada acontece quando o controle é perdido para um ambiente desenhado para reter a atenção. 50% dos adolescentes dizem passar mais tempo online do que gostariam. 41% se sentem mais dependentes do celular. 39% acham que perderam tempo de estudo por causa da internet.

Ainda assim, eles já agem para se proteger: 44% bloqueiam contas ou conteúdos, e 32% fazem pausas.

Não querem sair da internet, querem que ela mude

O dado mais revelador, porém, é outro. Apenas 9% dos adolescentes acham que seria melhor a internet deixar de existir. Para 71%, ela deve continuar existindo, mas precisa mudar.

“Eu acredito que a internet seja um caminho para vários mundos diferentes”, resume uma das entrevistadas, de 17 anos.

Falta a sensação de que podem agir

O grande gargalo é como colocar essa vontade em prática. Apenas 19% dos adolescentes acreditam que conseguem ajudar significativamente a construir uma internet melhor.

“Os adolescentes revelam ter uma relação muito mais complexa com a internet do que a simples oposição entre gostar ou não gostar de estar online. Eles reconhecem esse ambiente como um espaço de conexão, descoberta e pertencimento, mas também percebem os efeitos de plataformas desenhadas para disputar permanentemente sua atenção. Nosso desafio foi preservar essa ambivalência e construir um retrato que não simplificasse suas experiências”, diz Gabriela Barbosa, especialista em Planejamento Estratégico de Comunicação do Alana.

Como a pesquisa foi feita

O estudo teve duas etapas. Na fase qualitativa, oito adolescentes pesquisadores, de 13 a 18 anos, foram treinados pela Koga para entrevistar seus pares. Ao todo, foram 78 entrevistas. Na etapa quantitativa, 505 adolescentes de 13 a 17 anos responderam à pesquisa, com amostra representativa por raça/etnia, classe social e região do país.

O Prêmio Criativos como resposta

É justamente para responder a essa lacuna de agência que o Alana promove o Prêmio Criativos 2026: A Internet é Nossa. A iniciativa convida crianças e adolescentes de todo o Brasil a transformar essas inquietações em projetos reais. Podem participar estudantes do Ensino Fundamental II e Ensino Médio, de 10 a 18 anos.

“É justamente para engajar crianças e adolescentes a fortalecer o que o ambiente digital tem de melhor que abrimos as inscrições para o Prêmio Criativos 2026. Queremos mostrar que eles têm, sim, a capacidade de trazer novas soluções”, diz Ana Cláudia Leite, gerente de Educação do Alana.

As inscrições são gratuitas e seguem abertas até 2 de setembro, em premio.criativosdaescola.com.br.