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Foto de criança que abraça o tronco de uma grande árvore

A saúde do clima, matas, rios e nascentes garante o bem-estar e a segurança de um futuro para as crianças. É a natureza quem embala suas brincadeiras, chama as crianças para o movimento e a descoberta, nutre seus corpos e mentes e determina a sua sobrevivência no mundo. O contato dos pequenos com o meio ambiente é essencial para a garantia de um desenvolvimento físico e emocional potente e saudável, no entanto, esse direito está sendo ameaçado.

Em 2020, o Brasil bateu recordes nos índices de queimadas e de desmatamento tanto na região Amazônica como no Pantanal, acelerando as mudanças climáticas globais e a poluição do ar local. Hoje, 93% de todas as crianças do mundo já respiram um ar que contém concentrações mais elevadas de poluentes do que a OMS considera seguras para a saúde humana.

Saiba mais aqui: http://bit.ly/impactodasqueimadas

Tendo isso em vista, o Alana enviou uma carta para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) reivindicando esclarecimentos sobre a retomada dos trabalhos do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) para este ano e apresentou uma representação para o Ministério Público Federal (MPF) requerendo estruturação de um sistema efetivo de proteção e prevenção do combate aos incêndios florestais. 

A preservação das florestas atravessa diretamente o direito das crianças à vida, à saúde e ao meio ambiente. É dever do poder público garantir que esse direito seja assegurado com absoluta prioridade, de acordo com a legislação brasileira vigente. Afinal, a proteção da natureza e o fim da poluição do ar gerada pelas queimadas contribuem para a redução dos efeitos das mudanças climáticas, inclusive para aqueles mais vulneráveis: as crianças. 

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Foto do horizonte de uma cidade. Sobre a imagem, o texto: Brincar em Casa

Como tem sido o brincar das crianças em casa durante a pandemia? O Território do Brincar, pesquisa patrocinada pelo Instituto Alana, investigou o assunto e o resultado é o média-metragem Brincar em Casa – disponível a partir do dia 22 de março gratuitamente na plataforma Videocamp. Na produção, crianças de diversos contextos e países nos apresentam como brincam em suas casas durante a pandemia do coronavírus, a partir de olhares e relatos de seus familiares.

“O foco foi perceber como ele (o brincar espontâneo) ocorria em um cotidiano tão modificado e em espaços e relações tão reduzidos. Mas, ao mesmo tempo, conhecer aspectos do brincar em casa que vão além de um período de pandemia. Ou seja, como exercitar cada vez mais o olhar para as expressões das crianças e aprender sobre o que está nas entrelinhas de cada ação delas?”, conta Renata Meirelles, diretora do filme ao lado de David Reeks.

Confira abaixo o trailer de Brincar em Casa:

Para contar como foi todo o processo de escuta das 55 famílias participantes, serão realizadas três lives com os pesquisadores envolvidos no projeto no canal do YouTube do Instituto Alana. Confira a programação abaixo:

Dia 31/03, às 19h30: “Escutas para o Brincar Livre: do campo ao isolamento”
Com: David Reeks (codiretor do filme) e Renata Meirelles (codiretora do filme e coordenadora da pesquisa ao lado de Sandra Eckschmidt).

Tema: Como o Território do Brincar vem realizando suas pesquisas e como foram as readequações que aconteceram nesse período de pandemia. Um relato aberto sobre o processo da pesquisa Brincar em Casa.

Dia 06/04, às 15h30: “A Cidade Virou Casa: espaços, tempos e relações do brincar”
Com: Gabriel Limaverde (educador e pesquisador), Lia Mattos (documentarista, produtora cultural, antropóloga e arte-educadora) e Soraia Chung Saura (professora na EEFE-USP e na FE-USP).

Tema: Como foi o processo das famílias de se voltarem para dentro de casa? Quais as mudanças de ritmos? Como as famílias com crianças se organizaram? O que foi transformado no espaço da casa? E como ficaram as relações no brincar livre?

Dia 14/04, às 19h30: “Brincar na Pandemia: a força do espontâneo”
Com: Elisa Hornett (educadora e pesquisadora), Sandra Eckschmidt (pesquisadora na UFSC e coordenadora da pesquisa ao lado de Renata Meirelles) e Reinaldo Nascimento (terapeuta social, educador físico, pedagogo e psicopedagogo)

Tema: Como foi o desafio de adentrar na espontaneidade das crianças, a partir das conversas com as famílias em isolamento social? Nesse encontro vamos explorar o fenômeno do brincar espontâneo durante esse período e o que ele nos diz para além de uma pandemia.

O processo de escuta com as famílias também resultou em um podcast, de mesmo nome que o filme, Brincar em Casa. Com 7 episódios ele revela, pela perspectiva do brincar, como se deu a convivência com as crianças em lugares como o quarto, a sala, a cozinha, o quintal, entre outros locais da casa. Para ouvi-lo acesse uma das seguintes plataformas de áudio:

Spotify
Podcast Addict
Google Podcasts
Apple Podcasts
Castbox
Pocketcast
Deezer
Orelo
Amazon Music

O podcast também está disponível em Libras e legendas descritivas no Canal do YouTube do Território do Brincar.

 

balanço de parquinho vazio

Muitas são as mãos que constroem, todos os dias, a defesa dos direitos de crianças e adolescentes. Hoje, perdemos valiosas mãos que trabalharam sem descanso pela proteção à infância e aos direitos humanos em nosso país. Foi com muita tristeza que recebemos a notícia do falecimento de Antônio Carlos Malheiros, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e conselheiro do programa Prioridade Absoluta, iniciativa do Alana.

Malheiros, além de coordenador da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo, professor de três universidades, presidente por dois mandatos da Comissão de Justiça e Paz de São Paulo, e uma voz de destaque no sistema de justiça no combate às desigualdades e em defesa dos direitos humanos; era também o palhaço Totó, que lia histórias e divertia crianças hospitalizadas.

Dizer que a contribuição de Malheiros para os direitos humanos e a infância e adolescência brasileiras foi determinante não é exagero — assim como não é exagero nosso desalento com sua partida. Que seu legado nunca se apague. E mais, sirva de exemplo para que outros surjam a cada dia em busca de uma infância protegida, justa e feliz.

Composição gráfica com fundo rosa. À esquerda há uma colagem de Gisele Bündchen, abraçada com duas crianças. Elas seguram uma planta nas mãos.

É tempo de criar sementes. Do campo à cidade, dentro e fora de suas casas, nas escolas e nas comunidades, convidamos crianças e adolescentes a cultivar, a ver germinar, florescer e dar frutos. 

Este é o chamado de TiNis – Terra das Crianças -, lançado no Brasil, dia 27 de fevereiro, pelo Instituto Alana e pela Gisele Bündchen. O projeto faz parte da iniciativa que surgiu no Peru, criada pela Fundação  ANIA, presente em países como Equador, Bolívia, Costa Rica, Indonésia e Japão.

Semeadas em diversos lugares do mundo, as TiNis fortalecem e estimulam o contato e o vínculo emocional da criança com a natureza. Isso se dá a partir da criação de espaços verdes para brincar, aprender e vivenciar. 

Acesse o site e participe: http://bit.ly/tinis-terra-das-criancas 

A partir de um pequeno pedaço de terra, onde caibam pelo menos 3 vasos de plantas ou 1/2m² de canteiro, as crianças já podem começar a dar vida a sua TiNi! Acompanhadas por familiares e responsáveis, elas escolhem o que plantar, regar, florir e cuidar desta terra. E, assim, podem aprender mais sobre as espécies, a germinação, o ciclo das plantas e dar asas à criatividade reaproveitando materiais e decorando a TiNi.

Trata-se de uma troca. A gente cria a natureza e é criado por ela. Os seres humanos, os rios, os pássaros, as árvores e as estrelas, todos estamos conectados e devemos contribuir para a criação e o cuidado uns dos outros – é o que chamamos de “criação recíproca”, para que todos possam crescer de forma sadia, alegre e integrada. Por isso, tudo o que é plantando numa TiNi é pensado em 3 partes: uma que seja boa para a criança, uma que seja boa para sua família e outra parte pensada para a Natureza.

Brincar em contato com a natureza e cultivar essa relação de cuidado desenvolve a empatia por todas as formas de vida, tornando crianças e adolescentes agentes de transformação para um mundo sustentável.   

 

Para se inspirar

A fim de expandir o alcance do projeto, Gisele Bündchen, em parceria com a produtora Maria Farinha Filmes, preparou uma série  com 11 episódios. Ao lado de seus filhos, Gisele e outras famílias registram em suas casas jornadas inspiradoras na criação de suas TiNis.

Confira aqui o primeiro episódio da série: http://bit.ly/tinis-terra-das-criancas

Além disso, o projeto também lança o livro TiNis – Terra das Crianças, que narra a história de um segredo, que é também um convite para a aventura de imaginar, sentir e criar uma TiNi. O conto está disponível no site do projeto em dois formatos: digital ilustrada e em audiobook – podendo inclusive ser baixado gratuitamente. 

Acesse o material aqui: http://bit.ly/conto-tinis

 

Dando vida a sua TiNi

 Para auxiliar nesta jornada de plantio, em parceria com o programa Criança e Natureza, do Instituto Alana, o projeto desenvolveu o Guia para pequenos criadores de TiNis. O material reúne diversas dicas para que crianças e jovens de diferentes realidades sociais, econômicas, culturais, ecológicas, com e sem deficiência possam criar sua TiNis e nos ensinar novas formas de habitar o mundo. 

O Guia estimula a observação, o registro das transformações das plantas, além de fomentar a brincadeira em contato com a natureza. 

Acesse o material completo aqui: http://bit.ly/guia-tinis

É tempo de criar sementes. E neste chamado convidamos todas as crianças a serem guardiãs de uma TiNis, a se maravilhar e brincar com a natureza nesta corrente. Vem plantar com a gente?


Publicado em fevereiro de 2021

Nós do Instituto Alana estamos comprometidos em, além de proteger os direitos das crianças e dos adolescentes, proteger os seus dados pessoais e queremos explicar para você um pouco mais sobre como os usamos.

Acesse o documento aqui


Publicado em Fevereiro de 2021

O Instituto Alana, por meio de sua “Política de proteção a crianças, adolescentes e adultos em situação de vulnerabilidade”, tem como objetivo assegurar que nenhuma atividade ou ação desenvolvida pelos programas, plataformas e projetos do Instituto Alana cause danos a crianças, adolescentes e adultos em situação de vulnerabilidade. Ainda possui o propósito de ampliar as condições para que o Instituto alcance sua missão institucional de honrar a criança, e, assim, promover e proteger direitos de crianças e adolescentes com absoluta prioridade.

Acesse o documento aqui. 

 

Composição gráfica com fundo laranja. À esquerda, o texto: Literatura periférica: poesia, identidade e resistência. 02 de março, das 16h às 17h, transmissão ao vivo no facebook. Iniciativa Alana e realização Espaço Alana. Ao lado há um microfone e a colagem com a foto das convidadas do bate-papo: Débora Garcia, Mel Duarte e Tawane Theodoro.

A literatura nos permite ser livres, amplia nossas percepções sobre o mundo e pode provocar encontros entre pessoas, ideias e lugares diversos. A literatura transforma e, para reduzirmos as desigualdades presentes no nosso país, é necessário reivindicarmos que ela seja acessível e reverbere vozes e realidades plurais.     

Para refletir sobre a potência da produção literária periférica, os avanços e desafios encontrados no contexto da pandemia e a possibilidade da poesia como um meio de transpor barreiras, a Biblioteca Espaço Alana realiza dia 2 de março o bate-papo online “Literatura Periférica: poesia, identidade e resistência”. 

Faça sua inscrição aqui:



A transmissão acontecerá das 16h às 17h e contará com intérprete de Libras. 

Participarão da live as convidadas Débora Garcia, escritora, poeta, compositora e produtora cultural e Mel Duarte, escritora, poeta, produtora cultural e slammer. A mediação do encontro será feita pela poeta Tawane Theodoro.

Há mais de 20 anos o Espaço Alana promove o acesso à cultura, educação e o fortalecimento do senso de cidadania de crianças e jovens da comunidade do extremo leste de São Paulo – o Jardim Pantanal. 

O espaço está fechado desde março de 2020, devido à pandemia do coronavírus, mas continuam realizando ações e promovendo diálogos para fomentar o desenvolvimento local, mesmo dentro de casa.

Participe também deste bate-papo ao vivo e conheça mais sobre esse gênero literário que vem fortalecendo a identidade e a cultura das periferias.

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À esquerda o logo do evento

Muitos  foram os desafios para a manutenção de vínculos e da parceria entre escola, família e estudantes no contexto da pandemia, o que pudemos aprender com essa experiência? Como favorecer o acolhimento e o clima escolar no retorno do ensino presencial e no ensino remoto? Como garantir o aprendizado de todos em um contexto de acirramento de desigualdades e vulnerabilidades?

Essas são apenas algumas das questões a serem debatidas no evento online No Chão da Escola: desafios e aprendizagens no ensino remoto e presencial, iniciativa do Instituto Alana, que acontece entre 26 e 28 de janeiro.

A jornada formativa virtual tem como objetivo inspirar e subsidiar a comunidade escolar frente aos novos desafios impostos pela pandemia, contribuindo com oportunidades formativas que resultem em aprendizagens seguras, acolhedoras e inclusivas para todos os estudantes.

O evento é destinado aos profissionais da educação, como professores, gestores de escola, equipes de apoio escolar e técnicas que atuam em escolas, Secretarias de Educação, Redes de Ensino, organizações sociais, e demais interessados. Tem como foco os desafios pedagógicos emergidos ou acirrados no contexto de pandemia e pós pandemia a partir de 5 eixos temáticos: Vínculo – elos entre escolas e famílias; Acolhimento – escuta, trabalho intersetorial e rede de proteção social; Aprender como um direito de todos; Corpo em movimento – desafios para o desenvolvimento integral; e Esperanças – construindo novos sentidos para a escola.

Confira abaixo a programação completa de No Chão da Escola: desafios e aprendizagens no ensino remoto e presencial.

>> Faça sua inscrição aqui. <<

A inscrição dá acesso a todos os dias do evento – 26, 27 e 28 de janeiro de 2021. As conversas serão online, transmitidas ao vivo pelo canal do YouTube do Instituto Alana

Para receber um lembrete no dia de cada evento, clique aqui e faça parte do nosso canal no Telegram.

>> PROGRAMAÇÃO <<

26 DE JANEIRO  

das 18h às 19h15: Vínculo – elos entre escolas e famílias
Quais os desafios e conquistas do vínculo e da parceria entre escola, família e estudantes no contexto atual?

Com Telma Vinha (doutora em educação, pesquisadora e professora da Unicamp – SP), Kátia Schweickardt (professora da UFAM e ex-secretária de educação de Manaus – AM). Mediação de Tereza Perez (educadora e diretora-presidente da Comunidade Educativa CEDAC).

das 19h15 às 20h15: Acolhimento – escuta, trabalho intersetorial e rede de proteção social
Como promover o acolhimento sócio emocional de estudantes e professores em um contexto de acirramento das desigualdades e vulnerabilidades?

Com Ingrid Limeira (advogada, conselheira tutelar, especialista em Direitos das Diversidades), Telma Araújo Porto Couto (orientadora pedagógica e Coordenadora do Núcleo de Atendimento Multiprofissional da Rede Municipal de Educação de Jacareí – SP) e Cecilia Motta (bióloga, secretária de educação (MS) e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação). Mediação de Ana Cláudia Leite (pedagoga e consultora de educação e infância do Instituto Alana).

das 20h15 às 20h35: Lançamento Território do Brincar – podcast Brincar em Casa
Com a pandemia do Coronavírus e a necessidade de isolamento social, o Território do Brincar em 2020 dedicou-se – a partir da construção de um cuidadoso questionário – a uma escuta online com famílias para compreender pelo contexto de cada criança, de seus ritmos, rotinas e interesses o que havia de espontâneo no brincar. Como resultado da pesquisa surgiu o podcast Brincar em Casa.

Com Renata Meirelles (educadora e codiretora do filme Território do Brincar).

27 DE JANEIRO  

das 18h às 19h15: Aprender como um direito de todos
Como garantir a aprendizagem de todos, sobretudo dos mais vulneráveis (negros, pobres e crianças com deficiência) no contexto da pandemia? Como desenvolver uma educação inclusiva, seja no ensino remoto, híbrido ou presencial?

Com Ednéia Gonçalves (socióloga, educadora e coordenadora executiva adjunta da ONG Ação Educativa) e Martinha Clarete Dutra (doutora em educação, pesquisadora e consultora em inclusão e membro do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência). Mediação de Luiz Miguel Garcia Martins (presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação e professor – Undime).

das 19h15 às 20h15: Corpo em movimento – desafios para o desenvolvimento integral
Como promover o desenvolvimento integral em um contexto de isolamento social? Como priorizar o corpo e a sensorialidade no currículo?

Com Jonailson Jordão Xisto (professor de biologia, premiado no Desafio Criativos da Escola 2019 – AM), André Cyrino (professor de educação fīsica, mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública – CE) e Vasti Ferrari (pedagoga e Secretária de educação em Jundiaí – SP). Mediação de Ivan Claudio Pereira (doutor, professor, Conselheiro na Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação)

Das 20h15 às 20h35: Lançamento Percurso Formativo O Começo da Vida 2 Lá Fora

Com Paula Mendonça (assessora pedagógica do programa Criança e Natureza)

28 DE JANEIRO  

das 18h às 19h15: Esperanças – construindo novos sentidos para a escola
Como aproveitar o contexto de mudança da pandemia e pós pandemia para repensar os sentidos da escola e da educação? Quais esperanças queremos nutrir?

Com Chiqui González (educadora, advogada, dramaturga, ex-Ministra de Inovação e Cultura da Província de Santa Fé). Mediação de Helena Singer (líder de estratégia na Ashoka, consultora em educação e inovação social).

das 19h15 às 19h55: Relato de experiência

Com Lourdes Ramos (professora, orientadora, premiada no Desafio Criativos da Escola 2017), Lúcia Cristina Cortez (gestora escolar de Ensino Fundamental (AM) e vencedora do Prêmio Educador Nota 10)  e Rita Jaqueline Morais (Bióloga e professora de Educação Infantil da Rede Municipal de Novo Hamburgo – RS).

Das 19h55 às 20h35: Encerramento Artístico

Com Mafuane Oliveira (pesquisadora, arte-educadora, contadora de histórias e idealizadora do projeto Chaveiroeiro)  

 

Ilustração de um adulto sentado em um clareira segurando um livro. Ao seu lado, estão sentadas três crianças, em volta de uma fogueira.

Contar histórias e trocar narrativas com as crianças é uma oportunidade de descobrir o mundo juntos e cultivar vínculos afetivos. Com o intuito de nutrir a criação desses laços no dia a dia das famílias e valorizar a força das narrativas orais com os filhos, netos, sobrinhos e alunos, o Alana convida os adultos e toda a criançada a se aventurar por meio da escuta e da imaginação na áudio-série “Pirimbim”.

Produzida pela produtora Junglebee, em parceria com a plataforma Orelo, distribuida pela Flow e com o patrocínio do Instituto Alana, a série estreia nesta terça-feira, dia 15 de dezembro. Contando com 12 episódios de 10 minutos cada, a produção poderá ser ouvida com exclusividade no aplicativo de podcasts Orelo e também no site do projeto: www.pirimbim.com.br

Como parte do compromisso da distribuidora Flow com a democratização de acesso, a áudio série também estará disponível com ferramentas de acessibilidade incluindo tradução em LIBRAS e legendas descritivas em português. 

Criada pelo compositor e roteirista Fernando Salem (“Cocoricó” e “Castelo Rá-Tim-Bum”), pelo diretor de cinema e artista multimídia Tadeu Jungle e pelo empreendedor social,  cineasta e CEO do Alana Marcos Nisti, “Pirimbim” conta a história de uma pequena chácara encantada, onde três crianças descobrem o mundo com a ajuda de um livro mágico. 

A trilha sonora da série também é assinada pelo maestro e compositor Luiz Macedo, autor de trilhas como as do Castelo Ra-tim-bum, Disney Clube e De Onde Vem. Em meio a músicas e histórias fascinantes, Zizi, Felipe e Aninha se aventuram por narrativas que atravessam temas como Meio Ambiente, Integração Social, História Cultural, Ciência e Tecnologia, sempre de forma descontraída e em uma linguagem acessível. 

O projeto foi criado com apoio de consultorias com especialistas da área de pedagogia e inclusão social e tem o compromisso de abraçar a pluralidade da cultura brasileira e da infância. Essa missão se faz presente desde a criação dos personagens da série, até a construção das narrativas ao longo dos episódios. 

Zizi, por exemplo, é a caçula do grupo e uma criança com Síndrome de Down. Leda, por sua vez, uma mãe, cientista e grande contadora de histórias, que veio da Angola para o Brasil ainda jovem, trazendo diferentes perspectivas sobre cultura e ancestralidade para a turma.

Além disso, a escolha de desenvolver um produto sonoro também apresenta uma alternativa ao entretenimento em telas e é um estímulo para que a criatividade e imaginação das crianças alcancem longos voos. 

Neste fim de ano, “Pirimbim” é o nosso presente para que famílias possam fortalecer e valorizar seus laços de afeto, mesmo de longe. Para que se encantem juntos pelas invenções dos seres humanos e estendam essas aventuras através da contação de histórias para além da série.     

Saiba mais no site: www.pirimbim.com.br

Arte de fundo verde. À esquerda há uma criança sentada de braços abertos, vestindo uma capa de chuva com uma cidade ao fundo. No centro da imagem lê-se: O começo da vida 2, lá fora. Abaixo, o texto: lançamento global nas plataformas digitais, 12 de novembro.

O que é natureza para você? 

Muitos esquecem que nós também pertencemos a esse mesmo organismo que abriga as plantas, os animais, os rios. O nascimento de uma criança, por exemplo, é uma das grandes manifestações da natureza. E o brincar em contato com pedaços de folhas ou um punhado de terra secreta uma das relações mais primitivas do ser humano. 

No entanto, o processo de urbanização que experienciamos insiste em nos separar do mundo lá fora e o desmatamento das florestas continua a ceifar o futuro das nossas próximas gerações. A chegada da pandemia COVID-19 evidenciou ainda mais as consequências da privação ao ar livre na vida das crianças – sejam elas físicas ou psicológicas – mas trouxe a urgência em reconstruir o imaginário do que é viver para além dos muros de uma forma mais saudável e integrada com o planeta.

Foi pensando nisso que a produtora Maria Farinha Filmes, em parceria com o Instituto Alana e a Fundação Grupo Boticário, lança em 2020 um novo capítulo de “O Começo da Vida”, provocando os espectadores a refletir qual “lá fora” queremos construir. Distribuído pela Flow, o filme estreia no dia 12 de novembro, em 190 países, por meio das principais plataformas de streaming – inclusive a Netflix. 

“O Começo da Vida 2: Lá Fora”, dirigido pela cineasta Renata Terra, lança luz ao  distanciamento da nossa sociedade com o mundo natural, mas também alerta que ainda há tempo de transformarmos nossa relação com a natureza. 

Investigando grandes centros urbanos como Brasil, México, Chile, Peru e Estados Unidos, o longa traz reflexões de renomados especialistas e pensadores da área da infância e do meio ambiente. Crianças de diferentes culturas também revelam no filme sua visão sobre o momento de isolamento social e sua relação com a natureza. 

Mantendo o compromisso do Alana de democratizar o acesso à cultura e à informação, também será possível assistir “O Começo da Vida  2: Lá Fora” organizando uma exibição pública pela plataforma Videocamp.  A sessão poderá ser programada  desde que sejam respeitados os protocolos de saúde, evitando aglomerações e praticando o distanciamento quando feita ao ar livre, ou organizando uma exibição entre pessoas que estejam passando a quarentena juntas.

No Videocamp, o filme conta com recursos de legendas, legendas descritivas – closed caption, audiodescrição e linguagem de sinais em português, inglês e espanhol.

Conexões genuínas entre as crianças e a natureza podem revolucionar o nosso futuro. Nos ajude a semear essa discussão para mais pessoas e devolver aos pequenos e às próximas gerações a chance de viver uma infância livre, saudável e rica em natureza. 


No centro da imagem está escrito em branco em um fundo verde: Carta aos candidatos e candidatas às eleições municipais de 2020. Pela promoção e defesa dos direitos das crianças e adolescentes.Publicado em São Paulo, outubro de 2020.

A fim de defender e promover a prioridade absoluta dos direitos de crianças e adolescentes no processo eleitoral, bem como nas próximas gestões municipais, o Instituto Alana redige uma carta aos candidatos e às candidatas às eleições municipais de 2020.

Acesse o documento aqui

No centro da imagem está escrito em branco sobre um fundo azul: Parecer, a inconstitucionalidade do decreto 10.502 de 2020 sobre a Política de Educação Especial. Abaixo, lê-se o nome das autoras: Laís de Figueirêdo Lopes e Stella Camlot Reicher.

No centro da imagem está escrito em branco sobre um fundo azul: Parecer. Abaixo, lê-se o nome das autoras: Laís de Figueirêdo Lopes e Stella Camlot Reicher. Abaixo, o texto: a inconstitucionalidade do decreto 10.502 de 2020 sobre a Política de Educação Especial.

Autoras: Laís de Figueirêdo Lopes e Stella Camlot Reicher

Publicado em São Paulo, outubro de 2020

Esta é uma publicação encomendada pelo Instituto Alana em outubro de 2020, que tem como objetivo difundir informações técnicas, para toda a sociedade, acerca da legalidade do Decreto 10.502/2020, que institui a Política Nacional de Educação Especial. 

Acesse o documento aqui.

 

 

 

 

À esquerda o logo do evento

Acreditamos no potencial do cinema como ferramenta de transformação. Os filmes podem despertar em nós novas reflexões sobre o mundo e mobilizar pessoas a protagonizar narrativas de mudança em suas comunidades e escolas. 

Para refletir sobre pontos de encontro entre o audiovisual e a educação, o Instituto Alana, com o patrocínio do Videocamp, celebra o dia dos professores com a estreia da iniciativa No Chão da Escola, em uma conversa formativa sobre a relação entre a educação e o cinema na promoção dos direitos humanos.

O encontro online, que aconteceu no dia 15 de outubro, das 19 às 21 horas, teve recursos de acessibilidade (legendagem em tempo real e intérprete de libras) e contou com a presença de profissionais da educação básica, cultura, cinema e direitos humanos para levar inspiração, reflexão e proporcionar debates com os participantes. São eles:

  • Sônia Beatriz dos Santos, professora da Faculdade de Educação da UFRJ; 
  • Day Rodrigues, cineasta, pesquisadora e educadora; 
  • Val Lima, coordenadora de formação do Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias; 
  • Adriana Fresquet, professora da Faculdade de Educação da UFRJ;
  • Felipe Barquete, fundador e coordenador do Semente Cinematográfica;

Também participaram como mediadoras do evento Raquel Franzim, coordenadora de educação do Instituto Alana, e Josi Campos, coordenadora da plataforma Videocamp. 

Se a criança é nossa prioridade, quem educa deve receber também toda a nossa dedicação. A iniciativa do Instituto Alana, No Chão da Escola, busca fomentar encontros e produtos que valorizam e investem na formação continuada de profissionais da educação básica. Essa primeira formação do evento No Chão na Escola marca o início de muitas outras ações com e para educadores e educadoras que estão por vir. 

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Indicações de materiais para se aprofundar

Sites:

  • App “Caixa de Inspiração” – construído em agosto de 2020 para compartilhar materiais gratuitos, em diversos formatos, relacionados ao tema da educação audiovisual:  https://bit.ly/Caixa_Semente
  • Programa de Apoio em Educação Audiovisual – concebido com o objetivo de compartilhar saberes e ferramentas de trabalho, além de oferecer apoio pedagógico aos educadores da educação básica. Sua primeira edição foi 100% online e gratuita. O programa ocorreu em agosto de 2020, após uma campanha de escuta de mais de 200 profissionais da educação de todo o país durante a pandemia. Todo o conteúdo da primeira edição está disponível no site: https://bit.ly/Site_ProgramadeApoio
  • Inventar com a Diferença: cinema, educação e direitos humanos –  site que busca compartilhar saberes e práticas para que todos aqueles interessados em levar o cinema e os direitos humanos para a educação possam fazê-lo: http://www.inventarcomadiferenca.com.br

> Cadernos do Inventar –  material oferece uma formação básica para realização de oficinas de cinema ligada aos direitos humanos nas escolas: https://www.academia.edu/30703627/Cadernos_do_Inventar_com_Diferença

  • Canal Semente Cinematográfica – Canal no Youtube com mais de 40 filmes feitos em escolas e ONGs, além de reflexões e materiais de referência na área: http://bit.ly/Semente_CanalYoutube

Em especial, destacamos três filmes:

> Carta-semente (2020) https://youtu.be/J46_8wR_5gg

[Filme-carta – 38 min – João Pessoa/PB – 2020] 

Sinopse: Uma carta audiovisual feita com fragmentos das experiências de educadoras e educandos durante a realização do projeto Cartografia de imagens, que implementou 4 Escolas Vivas de Cinema no Estado da Paraíba.

> Rio de Memórias (2019) https://youtu.be/hoCkhAZPO8c

[Documentário – 14 min – Paraíba – 2019]

Sinopse: As crianças do quilombo Gurugi-Ipiranga (Conde/PB) te convidam para uma imersão audiovisual nos rios e nas memórias da comunidade sobre um modo de vida integrado com a natureza.

> A roda das gerações do coco (2018)https://youtu.be/iuDmp-RTN6c 

[Documentário – 17 min – Paraíba – 2018]

Sinopse: A dança de roda que cria e une gerações – o encontro das crianças do grupo Clamores Antigos com os mais velhos integrantes do coco de roda Novo Quilombo, da comunidade quilombola Gurugi-Ipiranga (Conde/PB).

 

Artigos

Livros

Paisagem com a região do Jardim Pantanal visto de cima. Na imagem há várias casas e ao fundo há o céu azul.

O Instituto Alana atua há 26 anos no Jardim Pantanal – região vulnerável situada no extremo leste de São Paulo – por meio do programa Espaço Alana, que tem a missão de fomentar o desenvolvimento local.

Com o intuito de organizar as demandas e criar estratégias para reivindicar, junto com os moradores, a implementação de políticas públicas que beneficiem toda a comunidade, desenvolveu em 2019 alguns estudos sobre o território. Foram analisados dados sobre habitação, concentração de empregos, vulnerabilidade social, mobilidade, renda e oferta de equipamentos públicos de saúde, educação e cultura.

As informações obtidas com os estudos sobre o Jardim Pantanal resultaram na elaboração de um diagnóstico jurídico e outro socioeconômico e físico-territorial  do bairro – que evidenciam os altos índices de vulnerabilidade e a latente necessidade de apoio do poder público. 

>Acesse o diagnóstico jurídico completo: http://bit.ly/diagnostico_jurídico

>Acesse o diagnóstico socioeconômico e físico-territorial completo: http://bit.ly/socioeconomico_territorial

Mais do que identificar as complexidades e os desafios do território, o Instituto Alana busca o diálogo com diferentes atores, como moradores, instituições da sociedade civil e órgãos públicos, para que juntos contribuam para a melhoria da qualidade de vida e bem-estar socioambiental da comunidade, operando na garantia de direitos – sobretudo do direito à cidade.

Foto: Márcia Duarte

Composição gráfica com fundo vermelho. No centro da imagem está escrito em branco: Infância plastificada. Do lado esquerdo do texto há duas setas azuis formando um círculo. Dentro dele há a ilustração em branco de uma televisão, um brinquedo de lego, uma caixa e um carrinho de compras.

Foi com o intuito de investigar a relação entre a publicidade infantil realizada pela indústria de brinquedos de plástico e os impactos do consumo desses produtos na saúde das crianças e no meio ambiente, que o programa Criança e Consumo, do Instituto Alana, encomendou a pesquisa pioneira no mundo “Infância Plastificada O impacto da publicidade infantil de brinquedos plásticos na saúde de crianças e no ambiente”

Conduzida pelo Grupo de Estudo e Pesquisa em Química Verde, Sustentabilidade e Educação (GPQV), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a pesquisa revela que 90% dos brinquedos de todo o mundo são feitos a partir de algum tipo de material plástico e que muitos deles contêm substâncias tóxicas em sua composição com potenciais causadores de cânceres e problemas hormonais em crianças.

“Quando a gente entra no quarto de uma criança pode acontecer de ter aquela famosa caixa de brinquedos. Ao abri-la você consegue sentir o odor dos voláteis e inala diversos componentes. Às vezes até o quarto das crianças tem esse cheiro muito forte”, explica a coordenadora da pesquisa, Dra. Vânia Zuin, na conversa de lançamento da publicação, organizada pelo Criança e Consumo, durante a Semana Sem Plástico. 

Acesse a conversa na íntegra aqui

Estima-se que, no Brasil, entre 2018 e 2030 sejam produzidos 1,38 milhão de toneladas de brinquedos de plástico, apenas no mercado formal. Muitos deles são compostos não somente por plástico, como também por pigmentos, brilho, glitter, entre outros. Isso torna o processo de separação de materiais para reciclagem ainda mais complexo, caro e inviável, reservando ao produto o destino de permanecer no meio ambiente por séculos. 

“Metade de todo o plástico produzido na história da humanidade foi feito nos últimos 15 anos. Então, o problema da descartabilidade do plástico é muito recente. Quando a gente olha para a questão do consumismo, principalmente na infância, é importante pensar quais são os valores e hábitos que estamos passando para as crianças ao viver em torno deste plástico e da descartabilidade não só de materiais, como também da vida, quando contaminamos outras seres humanos, animais marinhos e o meio ambiente como um todo”, alerta JP Amaral, mobilizador do Criança e Consumo, também durante o lançamento da pesquisa “Infância Plastificada”. 

A indústria de brinquedos tem alimentado esta cultura de consumo e descarte desenfreado de plástico por meio de estratégias de marketing direcionadas às crianças. No Brasil, a publicidade infantil é considerada ilegal e abusiva, ainda assim, o setor de brinquedos é campeão de anúncios dirigidos a este público, principalmente em plataformas digitais e canais infantis da TV a cabo.

O estudo ainda ressalta soluções possíveis a fim de propor caminhos que contribuam para proteger as crianças e o meio ambiente. Entre elas estão a efetiva proibição da publicidade infantil, o desenho de novos brinquedos verdes e sustentáveis, o estímulo à economia circular, o brincar livre na natureza e o incentivo à troca de brinquedos.

Acesse a pesquisa completa aqui

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O caso da menina de 10 anos que ganhou os noticiários nos últimos dias evidencia a triste realidade de que a violência contra as mulheres começa na infância e de múltiplas formas. A cada hora, quatro meninas brasileiras de até 13 anos são estupradas e a maioria dos crimes é cometido por um familiar (Fórum Brasileiro de Segurança Pública). 

É por isso que o Instituto Alana reafirma: não tem como proteger a infância e a adolescência com absoluta prioridade sem assegurar os direitos de todas as meninas e mulheres. Tampouco é aceitável que crianças sofram outras violências, como a violação de sua privacidade e a exposição de dados pessoais, além de ter sua dignidade e integridade aviltadas, em contrariedade ao que estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e outras leis de proteção à infância.

É preciso considerar toda criança e adolescente como sujeito e lembrar que é dever da família, da sociedade, e também do Estado assegurar a eles com absoluta prioridade, o direito à vida e à saúde e “colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão” (Artigo 227, Constituição Federal). E em casos de violações desses direitos assegurar todo suporte e atendimento necessário para evitar novas violências, garantias previstas em lei, inclusive nas hipóteses legais de interrupção de gravidez. 

Portanto, defendemos que os direitos das crianças devem ser assegurados com absoluta prioridade e de acordo com a legislação brasileira vigente, assim como as decisões devem ser pautadas sempre no seu melhor interesse. Precisamos garantir que crianças tenham uma infância digna e que possam ser apenas crianças.

Foto: unsplash

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uma criança de perfil usa um óculos de realidade virtual e aponta para o logo do evento, que diz

O ambiente digital é um espaço que oferece oportunidades de conexão e socialização com os amigos, familiares e até mesmo com as escolas, no atual cenário causado pela pandemia do coronavírus. Mas também traz desafios e riscos para o desenvolvimento pleno das crianças e adolescentes. Para contribuir e auxiliar famílias e educadores, o Instituto Alana, com o apoio do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), da SaferNet e do portal Lunetas, realiza o evento “Ser Criança no Mundo Digital – série de conversas online”. Os diálogos serão transmitidos no link sercrianca.alana.org.br e terão recursos de acessibilidade (intérprete de Libras e legenda em tempo real).

No total, serão seis conversas que trarão para a pauta temas relacionados ao uso da tecnologia por crianças e adolescentes e o papel da família, das escolas, do Estado, das empresas e plataformas de tecnologia. A estreia da série de conversas será no dia 26 de junho às 17h, e os encontros seguintes nos dias 03, 17 e 24 de julho e 07 e 14 de agosto. Cada mesa contará com a participação de especialistas das áreas da educação, psicologia, tecnologia e direito, que vão dialogar e responder perguntas do público.

Acesse a playlist com todos os episódios: https://bit.ly/sercrianca_eps

>> PROGRAMAÇÃO <<

O PAPEL DA FAMÍLIA

26 de junho, às 17h – “Crianças no mundo digital: oportunidades e desafios”
Apresentará um panorama geral do tema e os impactos da relação da criança com as tecnologias digitais em seu desenvolvimento integral. Com Vera Iaconelli, doutora em Psicologia pela USP; Rodrigo Nejm, diretor de educação da Safernet; e mediação de Carolina Pasquali, jornalista e diretora executiva do Instituto Alana.

>>Assista na íntegra no Youtube: https://bit.ly/sercrianca_ep1<<

3 de julho, às 17h – “O papel das famílias na relação da criança com o mundo digital”
O bate-papo abordará os caminhos que as famílias podem seguir para construir uma relação saudável, criativa e segura das crianças com a internet. Com Karina Menezes, pedagoga, presidente do Raul Hacker Club de Salvador Bahia e idealizadora do Projeto Crianças Hackers; Roberta Ferec, escritora, autora do livro “Tela com cautela” e mediação de Maria Isabel de Barros, pesquisadora do programa Criança e Natureza, do Instituto Alana.

>>Assista na íntegra no Youtube: https://bit.ly/sercrianca_ep2<<

O PAPEL DA EDUCAÇÃO

17 de julho, às 17h – “A participação das crianças no mundo digital”
Abordará os modos de ser, conviver e participar deste ambiente e a importância de estimular a cidadania digital. Com Inês Vitorino, Doutora em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas; Ariane Cor, cofundadora do Minas Programam e mediação de Raquel Franzim, coordenadora da área de Educação do Instituto Alana.

>>Assista na íntegra no Youtube: https://bit.ly/sercrianca_ep3<<

24 de julho, às 17h – “Tecnologia como oportunidade de educação para todos”
O diálogo será sobre tecnologia na eliminação de barreiras sociais e os diversos caminhos de aprendizagem. Com Rita Bersch, mestre em design pela UFRGS, com pesquisa na área de Tecnologia Assistiva; Odara Delé, professora da rede estadual de ensino de São Paulo e criadora do projeto e aplicativo Alfabantu; e mediação de Raquel Franzim, coordenadora da área de Educação do Instituto Alana.

>>Assista na íntegra no Youtube: https://bit.ly/sercrianca_ep4<<

O PAPEL DO GOVERNO, DAS EMPRESAS E DAS PLATAFORMAS DE TECNOLOGIA

7 de agosto, às 17h – “Como garantir os direitos das crianças no mundo digital?”
Será abordado a responsabilidade do desenvolvimento produtos e serviços que assegurem uma experiência digital ética, segura e criativa para toda criança. Com Marina Pita, Coordenadora do Intervozes; Paulo Rená, mestre em Direito, Estado e Constituição pela Universidade de Brasília; com mediação de Renata Assumpção, responsável pelos estudos de desigualdade e infâncias do Instituto Alana.

>>Assista na íntegra no Youtube: https://bit.ly/sercrianca_ep5<<

14 de agosto, às 17h – “Exploração comercial da criança no mundo digital”
O diálogo será sobre as garantias de proteção dos dados das crianças frente à exploração de todo tipo, inclusive comercial. Com Danilo Doneda, advogado e professor; Kelli Angelini, mestre em Direito Civil pela PUC-SP e gerente da Assessoria Jurídica do NIC.br; e mediação de Isabella Henriques, advogada e diretora executiva do Instituto Alana.

>>Assista na íntegra no Youtube: https://bit.ly/sercrianca_ep6<<

>> Saiba mais em: sercrianca.alana.org.br

Ilustrações com várias formas geométricas nas cores vermelho, azul e laranja, com a aparência de papel picado. No centro da imagem está escrito em branco Semana Mundial do Brincar, 25 a 29 de maio de 2020.

Brincar é vínculo. É a linguagem com que a criança se conecta com o mundo a sua volta, com sua família e amigos. Atualmente, neste período de isolamento social, territórios de encontro das crianças e de criação de brincadeiras como escolas, praças, parques e ruas, precisam ser evitados em virtude do combate à Covid-19.

Neste momento de tantas mudanças e incertezas, pode parecer um grande desafio para as famílias proporcionar um espaço potente de brincadeiras durante a quarentena. No entanto, como explica a pedagoga e mestre em educação Clélia Rosa, durante evento organizado pelo Espaço Alana na Semana Mundial do Brincar, “o brincar em casa, brincar em família, está muito relacionado à disponibilidade afetiva e ao tempo do adulto. Criar um espaço potente para a brincadeira está longe de ser um espaço luxuoso, com brinquedos de última geração. A infância dos dias pode ser a infância das coisas simples, a infância da vida real”.

O brincar livre pode brotar de simples objetos do cotidiano, como potes e panelas, assim como de vivências rotineiras como cozinhar ou arrumar a cama. Não precisa ser uma atividade “pedagógica”, nem direcionada pelos adultos. Basta Deixar as crianças guiarem a brincadeira. Elas estão prontas para nos ensinar a percorrer os caminhos imaginativos da infância e de encantamento com a vida.

É necessário também que este espaço que propicia o brincar da criança seja tanto externo, quanto interno. Há momentos em que os adultos estão inundados com outras preocupações e urgências. No cenário atual em que vivemos, por exemplo, muitas famílias viram seus planos e perspectivas se desmancharem ou até mesmo enfrentam a escassez de recursos básicos, não restando às vezes lugar dentre as dores e aflições para cultivar vivências de brincadeira com as crianças. Por isso é preciso se acolher, se permitir ser falível, para então cuidar do outro.

“Nós estamos vivendo um momento emocionalmente muito complicado e, se a gente não acolhe os desdobramentos dessas emoções, esse sentimento pode virar raiva, irritação com o mundo. Então, para que eu tenha esse espaço interno para dar ao meu filho eu preciso me permitir olhar para as minhas emoções. A minha vulnerabilidade não é sinônimo de fraqueza, é sinônimo de humanidade”, conta a psicanalista, escritora e educadora parental Elisama Santos, também na live organizada pelo Espaço Alana.

Estas e outras reflexões foram discutidas durante o bate-papo realizado na página do Espaço Alana no Facebook, com a mediação da Coordenadora de Educação do Instituto Alana Raquel Franzim, como parte da programação da 11ª edição da Semana Mundial do Brincar. A Semana é uma iniciativa da Aliança pela Infância e este ano foi realizada inteiramente online, entre os dias 25 e 29 de maio, em parceria com diversas organizações. O tema desta edição foi o “Brincar entre o céu e a terra”, para chamar a atenção para a importância do brincar e do cultivo da imaginação na infância.

Brincar não é um privilégio, mas um direito da criança. Famílias não devem ser as únicas responsáveis pela garantia da vivência plena da infância. A sociedade como um todo deve agir para apoiá-las. Com este intuito, o Instituto Alana segue promovendo diálogos, criando espaços de troca e de construção de um presente e futuro melhor para as crianças.

Para conferir a playlist completa das atividades realizadas pelo Espaço Alana na Semana Mundial do Brincar 2020 clique aqui.

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Dia 18 de maio, é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil. Você sabia que o Brasil ocupa a segunda posição no ranking de países com maior número de ocorrências de Exploração Sexual Infantil, segundo a The Freedom Fund? E em tempos de necessário isolamento social e maior invisibilidade das crianças em suas famílias e comunidades, esse tema ganha ainda mais importância.

Para ampliar o debate, lançamos na segunda-feira (18) o documentário “Um Crime Entre Nós“, produzido pela Maria Farinha Filmes, dirigido por Adriana Yañez e idealizado pelo Instituto Liberta e Alana. Assista ao trailer aqui.

A pré-estreia será no 4º Fórum sobre Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, com transmissão pelo site do jornal Folha de S. Paulo a partir das 11h. Em seguida, acontece um debate, mediado por Luciana Temer, do Instituto Liberta, com Adriana Yañez, diretora do longa, Eliane Trindade, jornalista, Amanda Cristina Ferreira, da Rede ECPAT do Brasil, e Pedro Hartung, do Instituto Alana.

O filme traz um olhar provocativo e se soma à luta pelo fim da violência e exploração sexual de crianças e adolescentes. E mostra também que só vamos resolver nossos problemas sociais se pessoas e instituições se unirem para proteger quem deve ser nossa prioridade absoluta: crianças e adolescentes, como está previsto na Constituição Federal no artigo 227.

A estreia de “Um Crime Entre Nós” conta com o apoio das principais instituições que atuam na proteção dos direitos da infância no Brasil, entre elas Childhood Brasil, Cedeca Bahia, Oficina de Imagens, Plan International Brasil, Comitê Nacional de Enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes, ECPAT Brasil e IACAS.

> Pré-estreia online “Um Crime Entre Nós” 18/05 às 11h na folha.com.br 

Debate online após a exibição com participação de Luciana Temer, Amanda Cristina Ferreira, Adriana Yañez, Pedro Hartung e Eliane Trindade.

> Exibição de Um Crime Entre Nós no canal GNT: 00h

> Plataformas para assistir ao filme a partir do dia 19: GNT Play e Videocamp.

> Plataformas para assistir ao filme a partir de junho: GNT Play, Videocamp, Canal Brasil e Philos.

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Em meio ao sentimento de incerteza e insegurança em relação ao futuro, o Portal Lunetas, iniciativa do Instituto Alana, fez um convite para ouvir as crianças. Como elas estão se sentindo nesta quarentena? O que estão gostando ou não no isolamento domiciliar? Quais são seus sonhos e desejos para o futuro? O resultado dessas expectativas se tornou um vídeo colorido, divertido e cheio de esperança, narrado pelas próprias crianças, que pode ser visto aqui.

Entre os depoimentos das crianças, estão desejos inesperados como uma que promete nunca mais ter medo de ir à escola quando a quarentena passar, outra que está gostando da possibilidade de ter tempo “para ter tempo”, a menina que está entediada de ficar em casa porque não pode estar com quem ela ama, e aquela que não vê a hora de ir para a rua e abraçar todo mundo.

O vídeo faz parte do especial “Coronavírus: o mundo em suspensão”, uma série de conteúdos que traz percepções sobre pandemia e infância. São vídeos, reportagens, entrevistas, análises e opiniões para refletir sobre este momento e pensar que futuro construir para as próximas gerações. Os conteúdos trazem reflexões sobre o papel da escola neste período de distanciamento social, recomendações para falar com as crianças em relação ao que está acontecendo com o mundo, discussões sobre como a pandemia afeta famílias de diferentes classes sociais Brasil afora e a importância de escutar e observar as crianças – seus comportamentos e brincadeiras – para saber como estão vivenciando, física e emocionalmente, esta quarentena.

No canto direito da imagem há a foto em preto e branco de uma criança, que segura um tablet. Um círculo amarelo a envolve e a sua esquerda está escrito em azul em um fundo cinza: infância e tecnologia em tempos de pandemia.

As vidas das famílias mudaram rapidamente desde o início da quarentena. Milhões de crianças estão em casa enquanto pais, mães e responsáveis se veem imersos nas demandas da casa, dos filhos e do contato com a escola, da alimentação, da vida profissional, além da preocupação com a saúde de si e do outro. Nesse contexto o ambiente digital desponta como um recurso fundamental, ainda que não garantido a todas as famílias. Além de oferecer diversas oportunidades de conexão, socialização com os amigos e familiares, cultura e também novas formas de aprender e brincar, o ambiente digital também apresenta desafios que precisam ser conhecidos e cuidados.

Acesse a playlist com todos os vídeos: https://bit.ly/apresenta-tec-infancia

Muitas pessoas tendem a avaliar o uso da tecnologia pelas crianças com base em apenas um critério: o tempo de tela. No entanto, pesquisadores e especialistas, bem como as recomendações de organizações como sociedades de pediatras, UNICEF e Organização Mundial da Saúde defendem que em uma relação saudável com o ambiente digital deve prevalecer boas experiências e o respeito à privacidade e a capacidade de desconectar das crianças. É fundamental reconhecer que isso requer ações sistêmicas de diversos setores: da sociedade, do governos, das empresas, das plataformas e toda a indústria da tecnologia. E o que as famílias podem fazer nesse momento para ajudar as crianças a terem relações éticas, saudáveis e criativas com as tecnologias? 

Para contribuir com esse momento histórico que estamos vivendo e auxiliar famílias nas relações das crianças com as telas lançamos nas redes sociais do Instituto Alana uma série de vídeos com depoimentos dos nossos especialistas. A seguir elencamos algumas dessas questões. Os vídeos estão disponíveis no YouTube do Instituto (acesse aqui). 

> Como a tecnologia pode ajudar as crianças a enfrentar esse período?  

O ambiente digital têm dois grandes papéis durante a pandemia: ajudar as crianças a cultivar laços afetivos e mantê-las aprendendo. As relações são fundamentais para o desenvolvimento saudável das crianças e a tecnologia pode e deve ajudar as crianças a ligarem-se aos amigos e à família, a colaborarem entre si, a brincarem e a partilharem histórias e experiências.

O fechamento de escolas interrompeu a educação de meninas e meninos enquanto educadores e gestores se deparam com desafios e dúvidas relacionados ao papel da escola em tempos de pandemia. Para além da educação à distância, a tecnologia pode manter os estudantes engajados na experiência de aprender em casa ao mesmo tempo que os mantêm conectados à professores e colegas, trocando sobre o que os reúne: o conhecimento, a convivência, o trabalho de aprender e ensinar.

Importante refletir também sobre como evitar que o acesso desigual a plataformas digitais e internet adequada amplie as desigualdades existentes. 

Veja mais neste vídeo.

> Tempo de tela x qualidade do conteúdo. O que importa mais?

A chave para este dilema é compreender que nem todo o tempo de tela é igual. Não devemos agir como se uma hora de desenhos animados fosse a mesma que uma hora de conversas com familiares em alguma plataforma, ou de jogo com um amigo, ou de pesquisas e estudos. O que uma criança tira de cada tipo de uso é totalmente diferente, e atende diferentes necessidades.

As atividades com tela não devem ser classificadas como se fossem da mesma natureza. Algumas são educativas, outras são diversão, outras interação e comunicação, algumas são de alta qualidade e outras são superficiais e mais passivas. O que fazemos nas telas, onde as utilizamos e como o fazemos é mais importante para avaliar a qualidade da relação com o ambiente digital do que apenas medir o tempo gasto. Um bom conteúdo adequado à idade é fundamental!

O maior tempo de telas das crianças nesse momento também pode ser mais uma oportunidade para estar juntos, fortalecer os laços, aprender uns com os outros e partilhar valores. Converse com elas sobre os seus jogos, filmes, desenhos e aplicativos favoritos e também sobre aqueles que não são legais. Discuta ideias e questões sobre as quais lêem ou aprendem através de plataforma ou de um jogo e como evitar e se proteger das experiências negativas. 

As pesquisas mostram que famílias que fazem da tecnologia uma experiência compartilhada entre crianças e adultos formam jovens mais capazes de usufruir o que há de melhor no ambiente digital e de lidar com as ameaças que encontrarão no caminho.

Veja mais neste vídeo.

> Como equilibrar experiências digitais com outras atividades que não acontecem nas  telas?

O equilíbrio digital é importante, mesmo durante a quarentena. A Organização Mundial da Saúde estabelece como diretriz que as experiências digitais não podem competir com nenhuma atividade essencial ao desenvolvimento pleno da infância: alimentação, sono, movimento e interação humana. Devemos nos atentar para garantir a vivência das atividades essenciais em equilíbrio com a experiência digital. A ideia é planejar este equilíbrio ao longo do dia e das semanas. Desse modo, encontre tempo para as crianças ficarem fora das telas, interagirem com as pessoas próximas, brincarem livremente e estarem com o corpo e imaginação ativos, comerem e dormirem bem. Lembre-se que as crianças precisam de você para estabelecer uma rotina equilibrada e gradualmente desenvolverem a capacidade de se auto-regular no ambiente digital. Nesse sentido conversar sobre como se sentem após longos períodos nas telas é fundamental. Quanto mais as crianças prestarem atenção a como se sentem, física e emocionalmente, mais serão capazes de avançarem, na prática, nos processos de autonomia.

Veja mais neste vídeo

> De quem é a responsabilidade pelas experiências das crianças no ambiente digital?

Os desafios à participação ética, saudável, criativa e segura de crianças e adolescentes no ambiente digital estão ligados diretamente ao modelo de negócios em que se baseiam as plataformas, aplicativos, mídias, ferramentas e serviços de comunicação digital que é o da exploração comercial da experiência e do sequestro da atenção a qualquer custo, tanto de adultos como de crianças. Nesse modelo, muitas empresas operam com design persuasivo e coletam e vendem dados dos usuários, monetizando suas informações com o objetivo de maximizar os lucros obtidos com publicidade e outros serviços.

Com relação às crianças, isso gera violações dos direitos e danos associados como superexposição, fornecimento de dados sem conhecimento, sujeição a diferentes violências e à publicidade infantil, incentivo precoce à sexualidade e ao hiperconsumo, distúrbios do sono e alimentação, sedentarismo, falta de atenção, problemas posturais, ansiedade, etc. Como resultado pode levar a impactos na saúde e bem-estar da criança e empobrecimento de sua experiência online. Desse modo, as empresas precisam repensar seu modelo de negócio respeitando os direitos das crianças garantidos pela legislação vigente e considerando seu estado peculiar de desenvolvimento.

Ao Estado cabe regular as atividades que impactam as necessidades especiais e específicas das crianças e adolescentes, como, por exemplo, a garantia do artigo 227 da Constituição Federal, a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018), o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Código de Defesa do Consumidor. E também elaborar políticas públicas de inclusão que proporcionem a todas as crianças e adolescentes acesso e uso das tecnologias com qualidade. 

Famílias e escolas devem saber que não cabe exclusivamente a elas a responsabilidade pelas experiências das crianças no ambiente digital. 

Veja mais neste vídeo

Para saber mais, acesse nossa playlist com os depoimentos dos nossos especialistas.

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Pessoas distribuem em uma rua de terra cestas básicas para os moradores.

Valor se soma ao orçamento da instituição, de R$ 21 milhões em 2020, e será integralmente destinado a minimizar os efeitos da pandemia de Covid-19 para a população mais vulnerável, incluindo as crianças 

Entre os mês de abril e maio o Instituto Alana distribuiu 16.400 cestas básicas com itens de alimentação, higiene e limpeza para famílias do Jardim Pantanal, na Zona Leste de São Paulo. Ao todo foram 14.000 entregues de porta em porta e 2.400 por meio de organizações locais e associações parceiras. Além disso, participamos de um projeto piloto para viabilizar a transferência de renda diretamente para as famílias mais vulneráveis.

A iniciativa faz parte dos esforços do Instituto Alana para apoiar a população vulnerável que vive na região atendida pelo Espaço AlanaA ação inclui também a produção de conteúdo informativo em áudio, texto e imagem para apoiar a população local a entender como se prevenir contra o coronavírus, explicar as manifestações da doença e a hora de buscar apoio médico. Além disso, traz informações de como ter acesso a Renda Básica Emergencial, aos benefícios sociais da Prefeitura e do Estado de São Paulo, entrar em contato com o SUS, entre outros.

A distribuição das cestas de porta em porta – uma medida emergencial para evitar que as famílias passassem fome – contou com o apoio de 20 pessoas, entre colaboradores do Instituto Alana e voluntários. Cada família recebeu uma cesta composta por 20 kg de alimentos e 10 kg de produtos de higiene e limpeza. 

Para garantir que a entrega fosse feita respeitando os protocolos exigidos de segurança, os envolvidos na ação receberam orientações de um profissional da área da saúde e utilizaram equipamentos de proteção. A iniciativa recebeu o apoio da Associação de Moradores do Jardim Pantanal, da equipe Trupe do Bem e da Subprefeitura de São Miguel Paulista. 

O Instituto Alana atua há 25 anos no território e segue atento às necessidades do local para que outras soluções emergenciais possam ser viabilizadas, sem descuidar das articulações necessárias para que os problemas estruturantes que castigam a região possam ser resolvidos e para que as famílias tenham melhores condições de enfrentar crises como essa. 

*Foto: Reginaldo Pereira da Associação de Moradores do Jardim Pantanal

Cena de um dos filmes, em primeiro plano há o interior de uma casinha de boneca. Dentro dela tem cadeirinhas de madeira, um fogão e comidinhas. No vazado da construção aparece uma criança agachada, ela segura um boneco e interage com a casinha.

Liberamos 10 filmes para o público assistir online durante a quarentena global, no dia 26 de março, em uma parceria com o selo Believe Films, as produtoras Maria Farinha e Participant Media e a plataforma Videocamp, do Instituto Alana. A iniciativa oferece um caminho para fortalecer a saúde mental e confortar as pessoas em um momento em que o isolamento social é tão importante.   

Acreditamos no poder transformador do cinema por meio da produção e distribuição de filmes de impacto social. Por isso buscamos caminhos para democratizar o acesso à cultura e à informação. Neste período, em que enfrentamos uma das maiores crises contemporâneas da humanidade, oferecemos uma seleção de filmes inspiradores para que você possa assistir onde e como quiser, estimulando conversas acolhedoras e frutíferas em tempos de incertezas.

Dentre os títulos estão A Juíza, Longe da Árvore e Mesa Para Todos, disponíveis até dia 31 de março; e O Começo da Vida, Território do Brincar, Nunca Me Sonharam, Waapa, Terreiros do Brincar, Tarja Branca e Corações e Mentes, disponíveis até 25 de abril. 

Clique aqui e acesse a playlist.

Na imagem há um grande grupo de pessoas sentadas em uma escada. Elas sorriem e estão com os braços levantados para cima.

O Escolas Transformadoras está passando por importantes mudanças. É uma nova fase do programa, que chega a cinco anos dedicados a transformar a conversa e a prática que se tem sobre educação no país.

Com essa mudança, o Instituto Alana assume um novo papel na iniciativa, passando a integrar a comunidade ativadora do programa ao lado de escolas e outros parceiros. As iniciativas referentes ao Escolas Transformadoras continuarão sob gestão da Ashoka – da mesma forma que acontece em outros 35 países.

A comunidade do programa, que ampliou o alcance de experiências transformadoras da educação em todo o país, segue sua jornada. Nesse sentido, a busca por se realizar um trabalho em defesa da escola como espaço privilegiado para educar pessoas que se sintam capazes de transformar positivamente o mundo permanece. Um enorme desafio!

Ao longo de seus cinco primeiros anos, o programa organizou e fomentou a comunidade ativadora, criou e realizou encontros e parcerias, construiu publicações e produziu uma série audiovisual. Todos esses conteúdos seguirão disponíveis ao público em geral nos canais relacionados ao programa.

As mudanças

Após desenhar e implementar diversas iniciativas voltadas a ativar a visão de uma educação e sociedade transformadora em territórios por todo o Brasil, agora algumas ações serão estabelecidas com novas estratégias, desenhos e focos, que em breve serão compartilhadas no FacebookTwitter e site do Escolas Transformadoras.

Ao mesmo tempo, é fundamental reafirmar que o Instituto Alana continua participando do Escolas Transformadoras e desempenhando papeis de extrema importância no programa. Além de apoiar a Ashoka com as estratégias do programa no Brasil, o Instituto Alana permanece como integrante da comunidade ativadora do Escolas, participando de eventos, encontros, decisões e parcerias.

As duas instituições, aliás, seguem como organizações parceiras, com fortes vínculos, que já incluem a participação em outras iniciativas, tanto do Instituto Alana quanto da Ashoka.

Para saber mais clique aqui.

Imagem de um círculo roxo em um fundo vermelho. Nele está escrito também em vermelho: Publicidade Infantil já é ilegal.

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão máximo do sistema de defesa do consumidor no Brasil, vinculado ao Ministério da Justiça, propôs um novo texto para regulamentar a publicidade infantil, no início deste ano. Submetida à consulta pública, a proposta ignora que já existem regras que consideram a publicidade infantil ilegal e garantem a proteção integral da criança frente à interesses comerciais.   

publicidade infantil é proibida pela legislação brasileira. O artigo 227 da Constituição Federal brasileira e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelecem os interesses da criança prioridade absoluta no país. O Código de Defesa do Consumidor, o Marco Legal da Primeira Infância e a Resolução nº 163 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), por sua vez, determinam abusiva e ilegal qualquer tipo de comunicação mercadológica direcionada ao público infantil.

 Para garantir que os direitos da criança e do consumidor continuem assegurados, o Instituto Alana, a ACT Promoção da Saúde, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e outras entidades se juntaram para fazer um manifesto contra a criação desta nova portaria.    

Da forma como a proposta foi apresentada pela Senacon, abre-se brechas para que, em casos específicos, empresas possam direcionar publicidade às crianças – o que, hoje, é totalmente proibido. Este tipo de ação se aproveita da hipervulnerabilidade do público infantil e de sua dificuldade em discernir o que é entretenimento de mensagem publicitária para explorar comercialmente a criança. A publicidade infantil distorce valores, estimula a cultura do descarte, causa doenças com o incentivo ao consumo de produtos alimentícios não saudáveis, entre outros malefícios

Um órgão que tem como dever a defesa do consumidor não pode negligenciar o bem estar integral da criança a fim de priorizar o crescimento comercial de empresas. Assine o manifesto e junte sua voz à nossa contra a publicidade infantil. 

Foto de criança debruçada, de perfil, em uma mesa de madeira. Seu rosto está virado para um laptop que também repousa na mesa. Ao fundo, mais duas crianças observam o computador.

Todas as crianças são capazes de aprender e devem ter as mesmas oportunidades educacionais ao longo da vida. A Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência afirma o direito das pessoas com deficiência à educação, garantindo o sistema educacional inclusivo em todos os níveis. Da mesma forma, o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4 busca, até 2030, assegurar a educação inclusiva e de qualidade para todas e todos.

Para cumprir essa agenda, a implementação da educação inclusiva deve prever diversos recursos, incluindo a formação de educadores e a disponibilização de materiais acessíveis. Em vista disso, a UNICEF, atuando em defesa de uma educação equitativa, está lançando, com o co-patrocínio do Alana Foundation, a iniciativa Livros didáticos digitais acessíveis para todos, que aponta as diretrizes necessárias para a elaboração de livros didáticos digitais acessíveis. O objetivo é melhorar a aprendizagem de todas as crianças com e sem deficiência , fornecendo, com o uso da tecnologia, o acesso ao currículo em diferentes mídias. Trata-se de eliminar barreiras, valorizar a diversidade e de reconhecer as necessidades de cada estudante para promover um ambiente inclusivo.

“Cada criança aprende de um jeito e seus ritmos, tempos e estilos próprios devem ser respeitados. Por isso, livros em formatos acessíveis podem beneficiar a aprendizagem de todos os estudantes, com e sem deficiência. Com esses conteúdos, esperamos instigar o poder público, escolas e editoras a se pautar segundo os princípios da inclusão e ajudar a efetivar o direito à leitura a todos que enfrentam barreiras para aprender e vivenciar a cultura escrita”, diz Claudia Moreira, do Alana Foundation.

O site do projeto (em inglês) foi ao ar em 3 de dezembro, no Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.  A página traz um relatório (disponível em inglês), destinado a governos, desenvolvedores de tecnologia, educadores e editoras, com orientações para a produção de livros didáticos digitais acessíveis. Clique aqui para baixar

Agora, essas diretrizes serão aplicadas em seis países: Quênia, Uganda, Ruanda, Nicarágua, Paraguai e Uruguai. O projeto-piloto, que deve ser concluído até 2021, buscará testar, validar e medir os resultados do processo de criação de livros digitais acessíveis com ministros da educação e outros agentes interessados por esse conteúdo.

Para saber mais, confira a página do site aqui

Foto de grupo de pessoas selecionadas para a conferência

Os estudantes selecionados pelo Criativos da Escola em 2019 representaram o Brasil na conferência internacional de crianças e jovens “Eu Posso”. O programa do Instituto Alana celebra desde 2015 projetos protagonizados por crianças e adolescentes de todo o Brasil. A cada ano, são selecionados  projetos realizados por crianças e jovens junto a educadores, que promovem a mudança em suas escolas, comunidades e municípios. 

O evento, realizado em Roma, na Itália, é uma iniciativa do movimento global Design For Change, que estimula jovens de 65 países diferentes a expressarem suas ideias para mudar o mundo. O Criativos da Escola é o representante da iniciativa aqui no Brasil.

Somente neste ano, foram inscritos 1443 projetos enviados de todos os estados do Brasil. As iniciativas selecionadas nesta edição vieram da Amazonas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. Entre os trabalhos, estão ações de combate a preconceitos; valorização da cultura local e criação de alternativas criativas para a redução da evasão escolar. Veja todos aqui.

O “Eu Posso” reuniu cerca de 1.500 crianças e adolescentes de mais de 40 países para compartilhar as experiências e soluções que encontraram no desenvolvimento dos projetos. A conferência também contou com a presença do Papa Francisco e outras lideranças mundiais em prol do protagonismo das crianças para a transformação do mundo.  

Para saber mais clique aqui.

Foto de duas crianças brincando de telefone de lata. A brincadeira consiste em duas latas conectadas por um barbante simulando um telefone. No canto esquerdo da imagem uma das crianças fala com a boca dentro da lata e, no canto direito, a outra coloca o ouvido dentro da lata. No centro da imagem está escrito: Escute esse Conselho.

Em setembro deste ano, um novo decreto presidencial dispensou todos os representantes da sociedade civil do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), eleitos democraticamente para o biênio 2019-2020. O Instituto Alana está entre os conselheiros eleitos, que foram impedidos de exercer seu papel como criadores e fiscalizadores de políticas que garantam os direitos da criança e do adolescente.

Há três décadas, o Conanda zela pela proteção da infância e adolescência no Brasil. Sua gestão era compartilhada até então por 28 representantes do Estado e 28 representantes da sociedade civil, eleitos a cada dois anos. Com o novo decreto, o número de conselheiros, titulares e suplentes, de entidades não-governamentais foi reduzido para 18. Além disso, os atuais representantes foram destituídos imediatamente e foram impostas regras que ameaçam o funcionamento do Conselho.

“Enfraquecer o Conanda é enfraquecer a proteção a crianças e adolescentes brasileiros, já tão vulnerabilizadas no país. A participação social diversa e democrática é fundamental para qualquer governo que deseje, de fato, guiar o país pelo caminho da responsabilidade e proteção social”, explica Thaís Dantas, advogada do programa Prioridade Absoluta, do Instituto Alana, e conselheira do Conanda da gestão 2019-2020. 

Estão em tramitação propostas legislativas no Congresso Nacional e ações judiciais no STF, a fim de revogar o decreto e restaurar os mandatos dos conselheiros eleitos democraticamente. Para o avanço destas ações, foi criada a campanha “Escute esse Conselho”, que tem como objetivo somar vozes para o fortalecimento desta causa. A iniciativa foi concebida pelo Instituto Alana, junto das demais entidades destituídas em razão do decreto.

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Atualização: O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu, no dia 19 de dezembro de 2019, parte do decreto que fragilizava o funcionamento do Conanda. A assembleia de retorno do Conselho foi realizada durante os dias 19 e 20 de fevereiro de 2020, no entanto, a decisão do STF é provisória e ainda será votada em plenário para se tornar definitiva.  

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Foto de uma criança, localizada à direita da imagem, mexendo no celular. Ela veste uma camiseta azul com detalhes em verde. Ao fundo há um papel de parede com quadrados e listras verdes, vermelhas e marelas.

O Instituto Alana contribuiu ao longo deste ano com o Novo Comentário Geral da ONU sobre os direitos da criança no ambiente digital. A publicação está sendo redigida com base nas sugestões apresentadas e é respaldada no conteúdo da Convenção sobre os Direitos da Criança da ONU, que completa 30 anos hoje, dia 20 de novembro. 

Reconhecida como o tratado de direitos humanos mais aceito no mundo, a Convenção foi ratificada por 196 países, promovendo a proteção da criança e do adolescente em cada um dos Estados participantes. O responsável pelo monitoramento da sua implementação é o Comitê dos Direitos da Criança, composto por 18 especialistas independentes. Também está sobre seu encargo a realização dos Comentários Gerais, que consiste na interpretação do comitê sobre temas específicos fundamentada no material da Convenção.

Atualmente, está sendo elaborado o Comentário Geral sobre os direitos da criança em relação ao ambiente digital. O documento irá conter medidas a serem seguidas pelos Estados, visando orientar governos, empresas, organizações e a sociedade civil para garantir a proteção do direito da criança no ciberespaço. 

O Instituto Alana foi uma das organizações internacionais que contribuiu com propostas para a elaboração da nova publicação. Também estivemos presentes no encontro realizado em nome da ONU pela 5Rights Foundation, em Londres, que reuniu vários especialistas de diversos países para discutir sobre os principais temas abordados no Novo Comentário Geral. 

O documento apresentado ao Comitê pelo Instituto Alana foi assinado conjuntamente pela área de educação e por três de seus programas – Prioridade Absoluta, Criança e Natureza e Criança e Consumo – com foco principal nos seguintes pontos: 

  • Fortalecimento e desenvolvimento dos “direitos da criança por design”;
  • Regulamentação da publicidade infantil direcionada para criança em ambiente digital;
  • Compreensão do trabalho infantil artístico de crianças blogueiras ou influenciadoras digitais;
  • Violação de direitos de crianças expostas em ambiente digital;
  • Proteção de dados pessoais digitais de crianças;
  • Importância do espaço ao ar livre;

Para saber mais, confira a notícia completa aqui.

Foto de criança pulando amarelinha. Apenas os pés dela aparecem saltando na parte superior da imagem, No centro da foto está a amarelinha desenhada com giz no chão.

Qual foi a última vez que você brincou de peteca? E de pular corda, bolinha de gude ou amarelinha? As brincadeiras desfrutadas na juventude dos nossos pais, mães e avós se modificam com o passar dos anos. E a relação das crianças com a cidade também vem se transformando. 

O brincar tem como principal ingrediente a imaginação. O livre brincar permite à criança inventar suas próprias regras, criar palavras, jogos e narrativas. Na praça, no parque ou no pátio da escola ela pode explorar as diversas possibilidades dos espaços, de interação com os colegas e de descoberta de seu próprio corpo.

No dia 19 de outubro, mês da criança, pessoas de todas as idades se reuniram na praça Rotary, no centro de São Paulo, para relembrar ou conhecer brincadeiras tradicionais com o Território do Brincar, programa do Instituto Alana. Além disso, as crianças também puderam participar da Feira de Trocas de Brinquedos, iniciativa do Criança e Consumo, também do Instituto. Essas e outras atividades gratuitas fizeram parte do Festival Pé de Letras, um evento realizado pelo Sesc Consolação em parceria com a Biblioteca Monteiro Lobato.

Ao longo do festival, que valoriza histórias, palavras e livros, pais e mães brincaram com os filhos de pular corda, bambolê e peteca trazendo à tona as memórias da infância. O mais divertido é que outras versões de brincadeiras foram inventadas, ali na hora, pelos pequenos.

Na Feira de Trocas, o usado virou novidade e o consumo deu lugar ao verbo compartilhar.  A atividade estimulou a sustentabilidade e a socialização entre as crianças. Mesmo aquelas que não trouxeram algo para trocar participaram da feira brincando. Em troca de um desenho feito na hora, também puderam levar para casa um brinquedo sem dono, ressignificando o valor dos objetos e das relações de consumo.

O dia foi marcado pela experimentação de diversas formas de brincar. Em um tempo em que vivemos o “emparedamento” da infância,  as atividades mostraram que os espaços públicos e ao ar livre da cidade também pertencem às crianças. 

Fotos: Safira Teodoro.

 

Corredor com exposição que celebra 30 anos da da Convenção sobre os Direitos da Criança. Na parede do corredor há a foto de um jovem e uma frase do lado.

Em comemoração aos 30 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC), o UNICEF abre uma exposição no Congresso Nacional, no dia 30 de outubro, com o apoio do Instituto Alana, da Frente Parlamentar Mista da Primeira Infância e da Frente Parlamentar de Proteção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. Localizada no corredor de acesso ao Plenário da Câmara dos Deputados, a exposição apresenta a história dos direitos de crianças e adolescentes até a aprovação da Convenção e apresenta depoimentos de meninos e meninas que lutam por seus direitos no Brasil e no mundo. 

Reconhecida como o tratado de direitos humanos mais aceito no planeta, a Convenção foi ratificada por 196 países, promovendo a proteção da criança e do adolescente em cada um dos Estados assinantes. Ao longo dos 100 metros de exposição o espectador é convocado a reviver eventos históricos dos direitos de crianças e adolescentes e da elaboração da Convenção, se familiarizar com os princípios que a regem e entender como a CDC vem impactando a vida de meninos e meninas.

No final, a exposição – com o intuito de mobilizar senadores, deputados e a cidadãos a enxergar seu compromisso com a garantia dos direitos à infância brasileira – deixa uma pergunta ao público:  “e você, o que vai fazer pelos direitos das crianças e dos adolescentes?”.

 

Corredor exposição 30 anos CDC
Exposição 30 anos CDC
Final exposição 30 anos CDC

 

 

Durante cerimônia de relançamento da Frente Parlamentar, no centro da imagem há um grupo de pessoas enfileiradas uma do lado da outra. No canto esquerdo da imagem Renato Godoy, coordenador de RelaçÕes governamentais do Instituto Alana, está em pé atrás de um púlpito.

O Instituto Alana participou da cerimônia de relançamento da Frente Parlamentar Mista de Promoção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, realizada no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, no dia 23 de outubro. 

Unindo deputados e senadores em uma composição suprapartidária, a frente tem como missão garantir a proteção e o aprimoramento dos direitos das crianças e dos adolescentes. Fundada em 1987, hoje a frente é reinstalada a fim de seguir fortalecendo uma agenda no Parlamento voltada a assegurar os direitos e o melhor interesse da infância brasileira. 

Assim como afirma o Artigo 227 da Constituição Federal de 1988, os direitos de crianças e  adolescentes devem ser assegurados com absoluta prioridade, sendo este um dever compartilhado entre famílias, sociedade e Estado. O Instituto Alana segue desenvolvendo ações junto ao poder público, assim como informando e mobilizando pessoas, organizações e empresas para garantir a efetividade e a visibilidade deste dever constitucional.

 

Imagem com fundo amarelo e o texto: o que a população brasileira pensa sobre educação inclusiva.

No Dia do Professor, Instituto Alana lança pesquisa sobre a percepção dos brasileiros em relação à educação inclusiva 

Levantamento inédito do Datafolha, encomendado pelo Instituto Alana, revela que aproximadamente nove em cada dez brasileiros acreditam que as escolas se tornam melhores ao incluir crianças com deficiência. Lançado em 15 de outubro, no Dia do Professor, o material O que a população brasileira pensa sobre educação inclusiva reúne as percepções de pessoas de todo o país em relação ao tema. 

Para baixar a pesquisa na íntegra, preencha os dados abaixo e receba o link no seu e-mail:


Segundo a pesquisa, os brasileiros tendem a ter opiniões favoráveis à inclusão de crianças com deficiência na escola regular. O levantamento ouviu mais de 2.074 pessoas, todas com mais de 16 anos, em 130 municípios do país, entre os dias 10 e 15 de julho de 2019. A margem de erro máxima é de cinco pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%. O Datafolha apresentou aos entrevistados frases sobre educação inclusiva para que respondessem se concordam ou discordam de cada uma delas, com o intuito de verificar suas opiniões frente a temas como a inclusão de crianças com deficiência na escola, a formação e o interesse dos docentes na temática, o preconceito que pessoas com deficiência sofrem na escola, entre outros aspectos.

Imagem no centro da página com o texto: As escolas se tornam melhores ao incluir crianças com deficiência. Abaixo há dois gráficos: À esquerda há um círculo azul e em seu interior está escrito 86%. Ao seu lado, o texto: concordam. À direita há um círculo roxo e em seu interior está escrito 13%. Ao seu lado, o texto: discordam.

Para 86%, as escolas se tornam melhores com a educação inclusiva, e 76% acreditam que as crianças com deficiência aprendem mais estudando junto com crianças sem deficiência. “A pesquisa indica o apoio da sociedade brasileira para a educação inclusiva. Não há como retornar ao modelo em que pessoas com deficiência ocupavam espaços e escolas separadas. A população compreende que, na escola comum, a diversidade é uma grande oportunidade para todos aprenderem mais”, afirma Raquel Franzim, coordenadora da área de educação do Instituto Alana. 

 Imagem no centro da página com o texto: crianças com deficiência aprendem mais estudando junto com crianças sem deficiência. Abaixo há dois gráficos: À esquerda há um círculo azul e em seu interior está escrito 76%. Ao seu lado, o texto: concordam. À direita há um círculo roxo e em seu interior está escrito 21%. Ao seu lado, o texto: discordam.

Esse levantamento nacional também buscou investigar a presença de indivíduos com deficiência no domicílio, na escola e no trabalho dos entrevistados para analisar as possíveis influências da convivência com pessoas com deficiência nas percepções da população sobre o assunto. Neste recorte, nota-se que as pessoas que convivem com pessoas com deficiência na escola e no trabalho têm uma atitude ainda mais receptiva à educação inclusiva.

>> Acesse aqui pesquisa completa na versão em inglês.

>> Confira as versões reduzidas acessibilizadas da pesquisa nos links abaixo:

Resumo do relatório 

Resumo do relatório em formato folder

 

 

 


“Após cortar o cordão umbilical entre um bebê e uma mãe, o que resta? Resta a construção com ela e com outros adultos de referência de um cordão imaginário essencial na vida de qualquer criança e adolescente saudável. Esse cordão se chama vínculo – de preferência os estáveis, seguros e acolhedores. São esses cordões que seguem, mesmo invisíveis, ajudando a difícil tarefa de crescer, conviver, aprender e ser”.

Para a coordenadora de Educação do Instituto Alana, Raquel Franzim, falar sobre a potência das relações entre adultos e crianças e a importância dessa troca para o mundo que queremos construir é falar de vínculos. 

O vínculo é a relação, mas não qualquer uma: é aquela que tem uma camada de reconhecimento do outro, de atenção, de confiança. E, assim como aprender, brincar e se alimentar são atividades essenciais para o desenvolvimento de uma criança, a construção deste cordão também é.

Um vínculo estável se faz cotidianamente em uma relação de confiança. Aos adultos, não significa estabelecer um vínculo perfeito, mas tão somente estarem atentos afetivamente às crianças, um ato que contempla a existência inteira dela. No dia a dia, é o processo de enxergar, conhecer seus medos, ouvir suas perguntas, apoiar suas curiosidades e anseios. E este presente ela levará consigo para sempre. 

Por isso, neste dia das crianças, queremos propor um olhar para esta relação como sendo o melhor presente que se pode dar e, na realidade, trocar. 

Vínculo é um momento em que o adulto se abre para uma atenção afetiva e consegue escutar, partilhar com as crianças, e se encantar com o cotidiano por meio do olhar inusitado que elas têm. A ida à escola e observação das nuvens, a hora da leitura e as conversas no jantar, até a atividade mais simples, portanto, pode se tornar especial e ser uma oportunidade de estar junto e se relacionar, fortalecendo este presente indispensável.

 

Para o Alana, qual a importância do vínculo entre adulto e criança para o mundo que queremos construir?

 

O vínculo é um fio transparente que começa mais curtinho na infância e vai esticando ao longo da vida, e que faz com que sejamos capazes de alçar longos vôos, sempre sabendo para onde voltar. Carolina Pasquali, diretora-executiva do Instituto Alana


Não há presente, tecnologia ou qualquer outro artefato que substitua a presença, o afeto e o vínculo de uma relação humana, especialmente quando falamos de desenvolvimento infantil. Criança precisa de gente: de sua família, comunidade e de outras crianças. E todos nós precisamos mais de Humanidade.
Pedro Hartung, coordenador dos programas Prioridade Absoluta e Criança e Consumo


O vínculo afetivo entre o adulto e a criança é importante para desenvolver relações importantes, carinhosas, otimistas e de confiança com a vida. Cada criança criada em um ninho de amor, se torna uma criança e um adulto solidário e empático, e que contribui para uma sociedade mais humana e fraterna.
Lais Fleury, coordenadora do programa Criança e Natureza


De todas as necessidades básicas para crescer e se desenvolver que uma criança tem como, por exemplo, se alimentar, habitar um lugar seguro, brincar, aprender, é a ligação afetiva a necessidade mais urgente. No momento presente, ela garante segurança e para o futuro, é o vínculo estável e sadio com o outro, o único elemento capaz de frear a violência contra si, contra o outro e contra o meio ambiente.
Raquel Franzim, coordenadora de Educação do Instituto Alana

 

Frame do filme Longe da Árvore. Na imagem, Andrew Solomon está sentado em um sofá ao lado de uma criança e um senhor. Eles folheiam um livro sorrindo.

As histórias têm o poder de nos transportar para diferentes realidades. Ao assistirmos a um filme, por exemplo, temos a chance de conhecer diferentes perspectivas e mudar nossa relação com o mundo. Por isso, o Alana acredita no potencial transformador do cinema em filmes que estimulam conversas necessárias, que ecoam para além das salas de cinema. O filme Longe da Árvore é um desses casos.

Lançado no dia 19 de setembro e baseado no livro homônimo de Andrew Solomon, o filme, distribuído pela FLOW e pelo selo Believe Films, se aprofunda na construção de relações familiares em meio a questões como diversidade, respeito à individualidade e afeto.

O livro, que se tornou filme nas mãos da produtora e diretora Rachel Dretzin, é uma oportunidade de encarar as diferenças a partir de outros pontos de vista. O longa está disponível nos cinemas de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre e na plataforma Vídeocamp para exibições públicas, para as outras cidades do Brasil e da América Latina. Basta se cadastrar pelo site, juntar o pessoal e agendar a exibição. 

 

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É com extrema indignação que nós do Instituto Alana recebemos as alterações no Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) determinadas no Decreto 10.003 de 2019. Há quase três décadas, o Conanda é o grande guardião dos direitos de crianças e adolescentes, não só acompanhando e cobrando a execução de políticas públicas e orçamentárias, mas apresentando importantes resoluções e gerindo o Fundo Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Em linhas gerais, o decreto altera profundamente o funcionamento do Conselho e suas características democráticas, estabelecendo reuniões trimestrais por videoconferência em vez de mensais presenciais, processos seletivos no lugar de eleições, e presidência indicada em vez de eleita, com direito a voto extra em caso de empate em deliberações.

Não há espaço para inconsequência quando o assunto é infância e adolescência: as demandas são muitas, urgentes e detêm complexidade especial. Não podem, portanto, ser relegadas a encontros virtuais pró-forma a cada trimestre. A participação social diversa e democrática é fundamental de qualquer governo que deseje, de fato, guiar o país e, neste caso específico, suas crianças e adolescentes, pelo bom e estreito caminho da responsabilidade e proteção social. Decisões monocráticas que destituam organizações eleitas de seus mandatos ecoam um autoritarismo que não combina com o país que escolheu um novo caminho em 1988.

A escolha da Presidência da República de enfraquecer o Conanda indica um movimento em direta afronta à infância e adolescência brasileiras, em completo desacordo com nossa Constituição Federal e com a escolha que fizemos como sociedade, expressa no artigo 227, de colocar crianças e adolescentes como prioridade absoluta da nação e, portanto, na contramão da participação social, elemento fundamental para a construção de um país democrático e transparente.

Foto: Fotos públicas/ Mayke Toscano

Colagem de fotos em preto e branco, com filtro de textura granulada, de pessoas de costas. Há um cadeirante, uma pessoa com uma prótese nas pernas e outra tem deficiência visual. Também é representada nessa colagem a diversidade étnico-racial.

Para contribuir com o campo da comunicação acessível, o Instituto Alana lança a publicação “Um caminho para a comunicação acessível”, que reúne seus aprendizados dos últimos anos na construção de conteúdos acessíveis.

Faça o download abaixo:

 


Espetáculos culturais e atividades educativas fazem parte da programação da 9ª edição da Virada Sustentável, que acontece em São Paulo entre os dias 22 e 25 de agosto. O movimento é uma mobilização colaborativa que visa difundir e ampliar a informação sobre sustentabilidade na sociedade, utilizando a arte e atividades lúdicas como ferramentas. Este ano o Alana participa com uma programação especial, para crianças e suas famílias, que contará com oficinas, feira de trocas de brinquedos e exibições de filmes seguidos de debates.

No dia 25 de agosto, o Parque Prefeito Mário Covas recebe a Feira de Trocas de Brinquedos, das 14h às 17h. Para participar, as crianças só precisam levar brinquedos para trocar. A feira, iniciativa do programa Criança e Consumo, do Instituto Alana, é uma alternativa sustentável de lazer que envolve reflexões sobre consumismo, estimula colaboração, socialização e criatividade entre as crianças e ainda possibilita que elas deem novos significados aos seus brinquedos. (Saiba mais).

Também durante a programação da ‘Virada’, o Instituto Alana organiza no dia 23 de agosto, das 9h às 17h, no Espaço Alana, diversas atividades para as crianças e adultos da região. Entre elas estão oficinas de construção de brinquedos com materiais recicláveis, de terrário, de grafite, e de construção de um aquecedor de água solar. Também haverá uma mediação de leitura e distribuição de 80 kits “Saci e os Amigos da Natureza” da Cepar Cultural.

Nos dias 22 e 24 de agosto, os adultos poderão aproveitar a programação cultural, preparada pela Junglebee, produtora de realidade aumentada e realidade virtual, com a exibição de três filmes em VR: “Rio de Lama”, um retrato documental sobre o rompimento da barragem da Samarco em Mariana (MG); “Fogo na Floresta”, que retrata o povo indígena Waurá que vive no Parque do Xingu, e alerta para o problema das queimadas que acontecem devido ao desmatamento local e ao agravamento das mudanças climáticas; e, por fim, “Ocupação Mauá”, documentário de impacto que apresenta famílias sem-teto que habitam um prédio no centro de São Paulo, e que mostra o método de autogestão adotado para administração do edifício. Para saber os horários de exibição, clique aqui.

Ainda na programação audiovisual, o selo Believe Films da distribuidora Flow, apresenta, entre os dias 23 e 25 de agosto, filmes com narrativas que visam expandir a possibilidade e coragem de sonhar de cada um. As exibições serão seguidas de debates. Dia 23, às 17h, será exibido no Tendal da Lapa o filme “A Juíza” (Betsy West, Julie Cohen), que retrata a trajetória da juíza da Suprema Corte Americana, Ruth Bader Ginsburg que recebeu duas indicações ao Oscar e quatro indicações ao Emmy 2019.

No dia 24, às 18h30, é a vez do filme “Longe da Árvore” (Rachel Dretzin), baseado no livro homônimo do Andrew Solomon, o documentário fala sobre família por meio de um olhar corajoso na jornada de acolhimento e afeto das relações humanas. Por fim, no dia 25, às 17h, será exibido novamente o filme “A Juíza”. A exibição de ambos será no Museu da Imagem e Som.

Foto de Lygia Hortélio sentada em um banco, no meio da natureza.

No dia 20 de julho (sábado), às 11h, o Itaú Cultural, em parceria com Instituto Alana, inaugura a Ocupação Lydia Hortélio, em São Paulo. A mostra é um convite para  percorrer e recordar as singelezas, belezas e unanimidades que integram o humano. A exposição-instalação estará aberta para visitação até o dia 8 de setembro. 

Lydia, que nasceu em Salvador (Bahia) em 1932, defende a cultura da criança e a liberdade conquistada pelo ser humano, pequeno ou grande, que brinca e entoa cantigas. Na mostra será possível percorrer materiais do acervo da Lydia, além de depoimentos que montam sua trajetória como pesquisadora e educadora. O Instituto Alana também participa com atividades na programação paralela: 

22 a 28 de julho: a plataforma Videocamp realiza um play aberto do filme Tarja Branca, que ficará disponível na plataforma, online e gratuitamente. O longa, que conta com a participação de Lydia Hortélio, é um manifesto sobre a importância de continuar sustentando o espírito lúdico, que surge na infância, mas que é impelido pelo sistema a ser abandonado na vida adulta. Acesse aqui.

Ainda como parte da programação, o Videocamp reuniu também uma seleção de filmes que abordam a infância, a arte e o brincar, todos disponíveis para exibições públicas e gratuitas. Acesse aqui.

7 de agosto, das 19h às 21h30: Encontro: criança, música e cultura popular”. O programa Território Brincar exibirá o documentário Terreiros do Brincar, de Renata Meirelles e David Reeks. Na sequência, acontece um bate-papo com a diretora e o pesquisador e professor da Faculdade de Educação da USP, Marcos Ferreira.

21 de agosto, das 19h30 às 21h30: o Portal Lunetas organiza o encontro “Lunetas na Ocupação”, também na Sala Itaú Cultural, com o tema “Acalentar a infância”, sobre a importância dos acalantos na construção da identidade e de vínculos fortes e saudáveis na primeira infância. Participam da conversa Silvia Ambrosis, psicóloga e doutora em Letras pela USP, e Cristiane Velasco, educadora, contadora de histórias e escritora, com mediação de Ana Cláudia Leite, consultora da área de Educação do Instituto Alana.

A entrada em todas as atividades é gratuita. Para mais informações, acesse a página oficial da Ocupação.

Auditório com pessoas na plateia sentadas em cadeiras verdes, e no palco um telão e três palestrantes sentados de frente para a plateia.

Atualmente, é possível notar em diversas cidades brasileiras a desigualdade de acesso à natureza. Por isso, quando se pensa na relação entre criança e meio ambiente, é preciso considerar os múltiplos fatores que aproximam e distanciam, e entender que esse contato pode se estabelecer de diferentes maneiras. 

Para ampliar o diálogo sobre esse cenário, o programa Criança e Natureza, do Instituto Alana, em parceria com o Sesc realizaram o “Seminário Infâncias e Naturezas, um olhar para a diversidade social e ambiental”, nos dias 10 e 11 de junho, no Departamento Nacional do Sesc, no Rio de Janeiro. O encontro reuniu especialistas e educadores de todo o Brasil para instigar diálogos sobre a necessidade de maior interação das crianças com a natureza.

Pela primeira vez o seminário abriu espaço para apresentação de trabalhos, pesquisas e experiências que colocaram na prática o que foi discutido no seminário, além disso, também foram abordados temas como: as múltiplas infâncias; segurança no espaço público; a importância da experiência e a conexão da natureza e o cuidado com a terra” e também, ao longo dos dois dias de programação houve diversas oficinas para os participantes, como pipas, construção de bichinhos em madeira, produção de tintas à base de terra e pintura, confecção de comedouros artesanais para observação de aves, entre outras. 

Atividade realizada durante o
Atividade realizada durante o
Laís Fleury no

 

 

Imagem mostra uma fileira de mãos dadas.

Entre os dias 26 e 31 de maio, o Espaço Alana participou da 10ª Semana Mundial do Brincar – movimento criado para celebrar o brincar livre como um meio que incentiva o desenvolvimento das crianças e as permite vivenciar sua criatividade e imaginação.

O tema deste ano, “O Brincar que Abraça a Diferença”, foi um convite para pensar sobre a diversidade: de culturas, de povos, de costumes e de corpos e almas. E possibilitou múltiplas reflexões sobre a brincadeira como território de convívio entre essas diferenças.

A programação no Jardim Pantanal contou com show da Banda Alana, oficina percussiva interativa, circuito sensorial com elementos da natureza, contação de história indígena, oficina de Abayomi, roda de capoeira inclusiva e diversas brincadeiras – escolhidas por meio de um processo de escuta com a participação das maiores interessadas no tema: as crianças!

Há quatro anos o Espaço Alana também integra a mobilização do “Painel Infância e Ludicidade”, para levar a pauta da importância do brincar aos educadores da região. Nesta edição, recebeu Letícia Zero (da Aliança pela Infância) para uma conversa sobre o tempo da infância em suas questões mais essenciais – aprender, brincar, comer e dormir, Guacyara Labonia (coordenadora da Mais Diferenças) com a oficina “O brincar e a literatura – a mediação de um espaço para todos” e uma vivência artística com a equipe multidisciplinar do Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural.

A Semana Mundial do Brincar é uma iniciativa da Aliança pela Infância e a cada ano reúne diferentes atores, como mães e pais, educadores, instituições e coletivos, que juntos fortalecem o desejo de proporcionar às crianças condições para que vivam sua infância de forma plena e saudável.

 

Espaço Alana comemora
Espaço Alana comemora
Espaço Alana comemora
Espaço Alana comemora
Espaço Alana comemora
Espaço Alana comemora
Espaço Alana comemora

A criatividade é crucial para que crianças, jovens e adultos desenvolvam maneiras de encarar a realidade e solucionar problemas. Por isso, ela está entre as dez competências gerais da educação básica proposta pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).  

O programa Escolas Transformadoras, co-realizado no Brasil pela Ashoka e pelo Instituto Alana, lançou o livro  digital “Criatividade – mudar a educação, transformar o mundo”, no dia 06 de junho. O e-book já está disponível para download gratuito no site do programa, acesse o link.  

Escrita por muitas mãos, a publicação contou com a colaboração  de estudantes, professores, gestores de escola, pesquisadores e profissionais de terceiro setor para construir sua narrativa. Cada capítulo traz reflexões de 43 autores e autoras sobre criatividade, que assinam os 16 textos da publicação. 

A pluralidade é uma das marcas registradas do livro, que retrata experiências ocorridas nas cinco regiões do país, representadas em cidades de 11 estados brasileiros: Manaus (AM); São Miguel das Matas (BA); Fortaleza (CE); Distrito Federal (DF); Cidade de Goiás (GO); Belo Horizonte (MG); Bananeiras (PB); Glória de Goitá (PE); Jacarezinho (PR); Porto Alegre e Viamão (RS); e São Paulo, Cotia e Campinas (SP). Além disso, a publicação também traz uma experiência internacional ocorrida em Portland, nos Estados Unidos.

Para marcar o lançamento, o Escolas Transformadoras, em parceria com o CIEJA Campo Limpo, realizou um debate sobre a publicação com participação de Diego Elias, diretor do CIEJA Campo Limpo, e Priscila Dias, professora das redes municipal e estadual de São Paulo e historiadora (ambos são autores de artigos da publicação). A atividade fez parte da Semana de Ação Mundial, cuja programação foi dedicada ao monitoramento da implementação do Plano Nacional de Educação (PNE). O debate aconteceu ao vivo, e foi transmitido pelas redes do programa. (Clique aqui para assistir).


O brincar é a expressão viva da criança em contato com o mundo. Um olhar cuidadoso para esses gestos, pode revelar muitas narrativas. Sabendo disso, durante um ano, oito pesquisadores (Beatriz Olival, Elisa Hornett, Gabriel Limaverde, Lia Mattos, Reinaldo Nascimento, Renata Meirelles, Sandra Eckschmidt e Soraia Chung Saura) observaram o brincar livre de algumas crianças e registraram essa experiência no documentário “Miradas”, lançado no dia 03 de junho, pelo programa Território do Brincar, iniciativa do Instituto Alana.

Dirigido por Renata Meirelles e Sandra Eckschmidt, o filme registra como foi o processo de cada pesquisador ao adentrar nos gestos e paisagens do brincar de diferentes grupos infantis por meio da fenomenologia de Goethe. Esse processo consiste em quatro passos com referência aos fenômenos da natureza (terra, água, ar e fogo), e tem como premissa a apreensão do olhar para as essências e sutilezas. Ao mesmo tempo em que intensifica a percepção sensorial, também se caracteriza como uma possibilidade de autodesenvolvimento para o pesquisador/educador, na medida em que constrói um processo de conscientização e elaboração reflexiva de cada um.

O evento de lançamento, aconteceu no Itaú Cultural em São Paulo, e contou com a participação dos pesquisadores que relataram um pouco de suas trajetórias no processo de pesquisa. Os participantes também experimentaram o primeiro passo – o terra – com um exercício de observação fenomenológica realizado a partir de uma foto de uma garota brincando com uma bacia de alumínio.  

O filme Miradas está disponível para exibição online na plataforma VIDEOCAMP. (Clique aqui e assista).

 

Oficina de pipas no Seminário Criança e Natureza.
Evento de lançamento do filme
Evento de lançamento do filme
Evento de lançamento do filme
Evento de lançamento do filme
Evento de lançamento do filme
Evento de lançamento do filme
Evento de lançamento do filme

É consenso que o momento atual exige a busca coletiva por soluções aos problemas enfrentados no Brasil. Dentre os desafios,  educação é uma das ferramentas fundamentais para transformar a sociedade. Para discutir os desafios da educação brasileira e uma agenda positiva e propositiva nos dias 18 e 19 de maio, o Instituto Alana, representado pela coordenadora de educação Raquel Franzim, participou da 4ª edição do Brazil Forum UK, na Inglaterra.

O evento, organizado por estudantes da  London School of Economic and Political Science e estudantes da Universidade de Oxford foi marcado pela pluralidade, e trouxe painelistas com diferentes visões de mundo. A abertura ficou por conta do ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, que destacou três principais desafios e agendas para que o Brasil possa continuar avançando: a inclusão social; o fim das práticas não republicanas no sistema político; e a violência que assola 63 mil vidas por ano. E destacou que entre todos os pactos um que precisa continuar avançando é o pacto pela educação básica, e o país não pode desviar-se de suas reais necessidades: que é fazer com que todos aprendam e tenham oportunidades.

O Alana participou da mesa ‘Desafios da educação no Brasil’, na Blavatnik School of Government da Universidade de Oxford, e trouxe para a discussão a importância de reconhecer as pessoas que estão fazendo educação no Brasil acontecer e a necessidade da escola brasileira atual ser pensada no seu cotidiano e em políticas públicas para que essas diferenças sejam consideradas e valorizadas.

Participaram dessa conversa também o ex-ministro da educação e senador do Ceará Cid Gomes, que falou sobre a importância de políticas públicas que identifiquem os principais obstáculos que impede que todos possam aprender; Maria Helena Castro, do Conselho Nacional de Educação,  que chamou a atenção dos presentes para o desafio de formar professores e do momento importante de discutir o FUNDEB (Fundo de Manutenção e desenvolvimento da educação básica); e Débora Garfalo, professora do Ensino fundamental e finalista do Global Teacher Prize, que contou sua experiência de reaproveitamento de lixo da comunidade com a criação de protótipos. Para assistir ao debate na íntegra, clique aqui.

Foto: Unsplash

 

Mesa 'Desafios da educação no Brasil' com participação de Raquel Franzim
Discurso de abertura feito pelo Ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal.
Painel discutiu impacto das fake news no cotidiano do brasileiro e como solucionar esse problema.

 


Antes de pronunciarmos as primeiras palavras, nos expressamos pelo sorriso, pelo choro, olhares e gestos. Na infância, o tempo é o das descobertas que nos conectam com o mundo. Entre os diferentes trilhos que podemos percorrer, a cultura estará sempre presente, mediando nossas elaborações sobre a realidade.

A música é um desses “trens” que nos levam de um mundo para outro. Seja nas cantigas, pelas batidas ou letras que nos revelam outras realidades, a música tem o poder de nos guiar para outros tempos e espaços. Assim como o cinema, que nos transporta e nos aproxima de diferentes mundos, nos apresenta debates, dilemas e soluções com um poder de transformação que só as artes conseguem alcançar com tamanha maestria.

A música que nos toca intimamente, que dificilmente conseguimos descrever, nos alimenta – assim como todas as artes. A Ciranda de Filmes é um desses momentos de “nutrição cultural”, de (re)conhecer por meio não apenas do cinema, mas dos debates e das oficinas, aquilo que nos diz respeito: a cultura também como alimento da alma.

O Alana, preocupado e atuante a partir da perspectiva de uma cultura das infâncias – que acredita em crianças como criadoras e protagonistas de formas singulares de participar do mundo -, celebra mais uma Ciranda, que coloca na prática fundamentos tão importantes. Mais do que nunca, apoiar mostras como a Ciranda de Filmes se faz necessário. Garantir espaços que valorizam e disseminam cultura é fundamental para a formação da nossa humanidade. A cultura sensibiliza, mobiliza e transforma.

Ciranda de Filmes – Música, linguagem da vida
23 a 26 de maio – Espaço Itaú de Cinema Augusta (São Paulo/ SP)

Foto: Unsplash

Jovens alunos caminham e sobem as escadas de uma escola.

O Dia da Educação, comemorado em 28 de abril, está chegando! A data foi criada em 2000, durante o Fórum Mundial de Educação da Unesco, em Dakar (Senegal). No evento, foi assinado um documento que compromete os países signatários a não pouparem esforços para que a educação atinja qualquer pessoa do planeta.

Pensar em uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todas e todos é tão importante, que se tornou um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com 7 metas a serem alcançadas até o ano de 2030. Clique aqui e conheça a ODS4.

Entendendo a importância desse assunto e com o propósito de compartilhar e celebrar experiências de  educadores e estudantes brasileiros de transformar a educação, a plataforma Videocamp, em parceria com a produtora Maria Farinha Filmes, disponibiliza, entre os dias 22 e 28 de abril, o 3º episódio da série “Corações e mentes, escolas que transformam”  para ser assistido grátis e online, sem a necessidade de agendar uma exibição.

Para assistir, você pode se inscrever na plataforma Videocamp. O episódio oferece opções de legenda em inglês, espanhol e closed caption.

Lançada no segundo semestre de 2018 e dirigida por Cacau Rhoden, “Corações e mentes” percorre o Brasil para mostrar ações realizadas por oito escolas que repensaram seus processos de ensino e aprendizagem para impactarem, positivamente, na educação. Clique aqui e saiba mais.

Além do Videocamp, os episódios da série também podem ser assistidos no Net Now, Vivo Play, GNT Play e Oi Play.

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Foto mostra a capa do livro pela liberdade que é vermelha com o texto

No último dia 09 de abril, o Prioridade Absoluta, programa do Instituto Alana, junto ao Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos (CADhu), lançaram o livro “Pela Liberdade – a história do habeas corpus coletivo para mães e crianças”, na Casa ONU, em Brasília.  

A publicação destaca a trajetória do pedido ao Supremo Tribunal Federal da concessão do habeas corpus coletivo 143.641, visando assegurar o direito de prisão domiciliar em favor de todas as mulheres gestantes, puérperas ou mães de crianças com até 12 anos de idade, submetidas à prisão. (Clique aqui para baixar gratuitamente).

“O livro reúne as informações fundamentais que justificam essa decisão histórica e nos faz refletir que, apesar dos avanços conquistados, ainda há muito a ser feito por essas mães e suas crianças, para que seus direitos sejam assegurados”, diz Pedro Hartung, coordenador do programa Prioridade Absoluta e um dos autores do livro.

Saiba mais do lançamento  aqui, no site do Prioridade Absoluta.

 

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“É fundamental que se realizem pesquisas e que se desenvolvam tecnologias que assegurem às pessoas com deficiência a possibilidade de adquirir competências práticas e sociais para facilitar sua participação nos sistemas de ensino, trabalho e na vida em comunidade”. 

Trecho da declaração conjunta do Alana e do MIT, 20 de março de 2019

O Alana Foundation, braço filantrópico do Alana criado em 2012 e sediado nos Estados Unidos, doará US$ 28,6 milhões ao MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), para estimular o desenvolvimento de novas pesquisas tecnológicas e multidisciplinares. Faz parte dessa iniciativa a criação do Alana Down Syndrome Center; um programa de tecnologia para o desenvolvimento de pesquisas que possam melhorar a vida de pessoas com deficiência; e bolsas de estudo.

A doação, formalizada em 20 de março, dará origem ao Alana Down Syndrome Center, hospedado pelo Picower Institute for Learning and Memory do MIT, e que envolverá o conhecimento de cientistas e engenheiros em uma iniciativa para aprofundar o conhecimento biológico e neurocientífico da síndrome de Down. O centro, que será liderado pelas cientistas Angelika Amon – especialista na compreensão das instabilidade cromossômica – e Li-Huei Tsai – reconhecida pelo seu trabalho com doenças degenerativas, incluindo a doença de Alzheimer – também oferecerá novas oportunidades para jovens cientistas e estudantes de todo mundo por meio de bolsas de estudo.

Já o programa de tecnologia será em parceria com o Deshpande Center for Technological Innovation (“Tecnologia para Fomentar Habilidades”) do MIT, em que pesquisadores receberão apoio e incentivo para projetar e desenvolver tecnologias que possam ampliar a qualidade de vida e a autonomia de pessoas com deficiência. Juntos, o centro e o programa, ajudarão a acelerar a criação, desenvolvimento e testes de novas tecnologias que visam ampliar a qualidade de vida de pessoas com deficiência e poderão aumentar sua participação e inclusão na educação, no trabalho e na comunidade.

Assista à declaração conjunta do Alana e do MIT:

 

A doação feita pelo Alana Foundation apoia a MIT Campaign for a Better World, iniciada publicamente em 2016 com a missão de avançar o trabalho da MIT em educação, pesquisa e inovação, para atender aos desafios mais urgentes da humanidade.


Documentário Eleições estreia no Videocamp e nas principais salas de cinema do Brasil.

Um cenário já conhecido: a escola. E com agentes potentes de transformação: os alunos. Junte com isso um processo eleitoral. Como são as decisões e atitudes que envolvem a eleição para um grêmio estudantil dentro do cotidiano jovem? Um dia a dia marcado pelos conflitos, pela resistência de sonhos, pelo valor das amizades e pela vontade de criar caminhos para o mundo em que se acredita.

O documentário Eleições, que conta um pouco dessa narrativa, acaba de chegar ao Videocamp, plataforma online que disponibiliza filmes de impacto para a realização de exibições públicas e gratuitas. A produção é resultado do Edital Videocamp de Filmes – Edição 2017, que teve patrocínio da Coca-Cola, e desafiou os participantes a proporem um filme com o tema “Diálogos” (relembre aqui como foi a seleção).

O longa mostra a realidade de uma escola em São Paulo que vivencia a experiência de eleger os novos integrantes do grêmio estudantil. Com a direção de Alice Riff (Meu Corpo é Político), Eleições convida o espectador a acompanhar a trajetória das quatro chapas e de seus integrantes, que revelam e dialogam sobre opiniões e visões de mundo diferentes, mostrando a força da escola como espaço democrático e de formação cidadã.

“A ideia do grêmio é criar um diálogo. A gente acredita que ainda tem muito a ser feito. A gente acredita na escola, no potencial que ela tem, no potencial que vocês têm”, diz Amanda Gomes, integrante da chapa Rosa (uma das quatro chapas participantes. O nome é uma homenagem a revolucionária Rosa Luxemburgo).

Eleições está disponível para a realização de exibições públicas e gratuitas via Videocamp (acesse aqui), e também em cinemas de diversas partes do Brasil, como Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Niterói (RJ), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

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Alice Riff fala um pouco sobre o filme
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Imagem mostra gizes coloridos. O do meio (roxo) aparece quebrado.

Nós, do Alana, prestamos nossa solidariedade à comunidade escolar envolvida na tragédia ocorrida na manhã desta quarta-feira (13/3) na cidade de Suzano (SP).

Acreditamos na escola como um dos principais espaços de formação e exercício de cidadania. Um lugar de respeito, afeto e, acima de tudo, responsável em promover o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes.

Acreditamos e buscamos no fortalecimento da educação, como força motriz para uma sociedade justa, e de todos os profissionais, que trabalham diariamente comprometidos em garantir a melhor experiência escolar para crianças e adolescentes.

Acreditamos, mais do que nunca, na importância de fortalecermos e promovermos a cultura de paz entre todos nós e, em especial, com crianças e adolescentes.

Nossa solidariedade e afeto às famílias,

Equipe Alana


Diante da propagação de graves ofensas e acusações mentirosas sobre a atuação do Instituto Alana em vídeos publicados pelo canal Terça Livre no YouTube, o Instituto Alana, em dezembro de 2017, ingressou com ação judicial em face do responsável pelo canal e propagador das notícias falsas, Allan Lopes dos Santos, perante o Poder Judiciário de São Paulo.

Na ação, o Instituto Alana demonstrou o absurdo dos ataques proferidos no canal que incluíam, dentre outras, acusações de que o Instituto seria responsável por colocar maconha na boca de crianças; promoveria pedofilia e receberia recursos financeiros escusos.

O pedido da ação foi, exclusivamente, para que o autor das ofensas e responsável legal pelo canal, Allan Lopes dos Santos, divulgasse direito de resposta com esclarecimentos sobre a ilibada conduta do Instituto Alana. Não houve pedido de retirada de conteúdo da Internet, nem, tampouco, pedido indenizatório.

Em primeira instância, a ação foi julgada extinta por uma questão formal, no sentido de que o Instituto Alana não teria notificado previamente o canal no endereço correto de correspondência de Allan Lopes dos Santos – ainda que a notificação tivesse sido devidamente encaminhada no e-mail dele e enviada para todos os endereços então disponíveis na página da Internet do canal.

Vale dizer que o próprio Allan Lopes dos Santos, em vídeo divulgado no canal Terça Livre, havia confirmado o recebimento da notificação.

Por conta disso e com base nesses fatos, o Instituto Alana interpôs recurso de apelação ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que reformou a sentença de primeira instância, superando, assim, a questão formal (leia aqui o acórdão divulgado pelo TJ)

E foi além, o Tribunal julgou o mérito da ação favoravelmente ao pedido inicial, concedendo o direito de resposta ao Instituto Alana com base nos incisos V e X do artigo 5o da Constituição Federal, que garante “direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem” e prevê que “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”.

Acreditando nos valores democráticos e no compromisso com a verdade e com a transparência, o Instituto Alana seguirá na defesa dos direitos da criança e do adolescente e fiel à sua missão de honrar a criança.

Imagem mostra um banner cor de rosa escrito

Com o intuito de apoiar professores, gestores e redes de ensino a implementar a  Base Nacional Comum Curricular (BNCC), foram  produzidos 500 planejamentos para experiências na Educação Infantil com bebês e crianças. A iniciativa da Associação Nova Escola com apoio técnico do Instituto Alana e apoio da Fundação Lemann e Google foi apresentada no dia 11 de fevereiro, em São Paulo. O evento “Planejamentos de Educação Infantil” recebeu diversos educadores e contou com uma transmissão ao vivo, que você pode assistir aqui.

Durante o ano de 2018, educadores selecionados pelo Brasil inteiro, e até mesmo de fora do país (como é o caso de uma professora da Holanda), participaram de um processo de formação presencial e online acompanhados por mentores e especialistas. Os planejamentos elaborados levam em conta a criança pequena como pessoa capaz, curiosa e por isso, centro de toda a experiência na escola.

Para Beatriz Ferraz, assessora técnica do Projeto, “Nós tiramos o professor do centro e mudamos a pergunta: não é mais ‘como eu ensino isso para as crianças?’ e sim ‘como essa criança aprende?’”

Além disso, o material estimula o educador a reconhecer as diferenças e valorizá-las no processo educativo. Um campo do planejamento chamado ‘Para incluir todos’ auxilia o docente a reconhecer barreiras e a pensar em apoios capazes de promover experiências educativas de qualidade para todas as crianças.

Raquel Franzim, assessora pedagógica do Instituto Alana, falou sobre a importância de uma educação que se preocupa em contemplar a pluralidade de formas de ser, estar, conviver e participar do mundo.  “Nosso primeiro desafio no ‘Para Incluir Todos’ foi desconstruir a visão de que é o laudo [médico]  da criança com deficiência, ou o não laudo, que determina como ela aprende. Isso não vai determinar! O que vai determinar são as próprias crianças, as formas delas se expressarem, desejarem, participarem, seus gestos e seus movimentos”, afirmou.

Ana Lúcia Villela, presidente do Alana, ressalta a importância de fugir da ideia de que existe apenas uma forma de aprender e um único jeito de ensinar. “É impossível pensar que um único olhar, um único jeito, uma única forma de ensinar, vai garantir o desenvolvimento de todo mundo”.

Os planejamentos da Educação Infantil estão disponíveis online e gratuitos no site da Nova Escola. Clique aqui para acessar.

Equipe de professores, da Nova Escola e do Alana, no evento
Ana Lucia Villela no evento
Beatriz Ferraz no evento
Modelo de planejamento para dinâmica com educadores. Foto: Heloisa Fantini.
Dinâmica proposta no evento
Isabella Henriques, Ana Lucia Villela e Carol Pasquali participam da dinâmica. Foto: Heloisa Fantini.
Dinâmica proposta no evento
Dinâmica proposta no evento
Dinâmica proposta no evento
Raquel Franzim no evento
Erika Pisaneschi e Beatriz Ferraz no evento

 


Quem não se lembra do frio na barriga de voltar às aulas? Rever amigos, conversar sobre o que aconteceu nas férias de verão e torcer para que o ano letivo seja especial, cheio de aprendizados e novas aventuras. Para comemorar esse momento, o Videocamp e a produtora Maria Farinha Filmes liberam, entre os dias 4 e 11 de fevereiro, o segundo episódio Eu, você e o mundo todo“, da série “Corações e mentes, escolas que transformam”.

Cacau Rhoden, diretor da série, ressalta que a produção é um convite para que os educadores, famílias e sociedade em geral sejam, ainda mais, agentes de transformação, especialmente nesse momento de reencontro escolar. “A educação necessita do engajamento de todos, e com essa série queremos espelhar realidades, ouvir experiências, inspirar por meio do incerto e do mutante. Ou seja, deixar que a transformação seja algo livre, como ela deve ser, sempre impermanente, assim como é a vida, uma experiência em constante transformação”, diz.

Durante essa semana, bastará se inscrever na plataforma Videocamp para assistir, gratuitamente, ao capítulo que destaca como o trabalho em equipe é fundamental para o exercício da cidadania, e como essa competência pode ser compreendida para o alcance de resultados compartilhados na escola e para a resolução de conflitos.

“Acreditamos que esta série pode inspirar muito a todos e todas, e que este é um momento especialmente oportuno para falarmos sobre educação. Por isso a importância desta ação, que dá um bom gostinho dos outros episódios da série. Não resistimos em compartilhar esta ‘canja’ com o nosso público!”, diz Josi Campos, coordenadora do Videocamp.

Lançada no segundo semestre de 2018, “Corações e mentes” percorre o Brasil para mostrar ações realizadas por oito escolas que repensaram seus processos de ensino e aprendizagem para impactarem, positivamente, na educação. Clique aqui e saiba mais.

Os quatro episódios da série estão disponíveis para exibições públicas e gratuitas, via Videocamp, neste link.

 

Equipe Nova Escola e Alana, para o Lançamento dos Planejamentos de aula para Educação Infantil.
2º episódio da série
2º episódio da série
2º episódio da série

 

Uma caixa cheia de gizes colorido, e ao fundo uma criança pintando.

Sugestões do programa Criança e Consumo ajudam a identificar publicidade infantil, driblar os pedidos das crianças e economizar na lista de materiais escolares para a volta às aulas

Com a chegada do ano novo inicia-se, também, o período de compras de materiais escolares. E esse retorno às aulas pode representar para muitas famílias gastos acima do esperado, já que as crianças associam o momento à compra de novos produtos. Além disso, algumas empresas investem alto em publicidades dirigidas às crianças, fazendo com que os pequenos estudantes peçam por itens escolares com personagens ou de marcas específicas.

Para ajudar no delicado equilíbrio entre as contas e os pedidos das crianças – muitas vezes influenciados diretamente por publicidades direcionadas a elas -, o programa Criança e Consumo, do Alana, compartilha cinco dicas para minimizar os apelos de consumismo infantil nesta volta às aulas.

1. Personagens custam (muito!) caro

Pesquisas realizadas por Procons em diversas regiões do Brasil mostram que os preços dos materiais escolares variam bastante. Em Recife (PE), a pesquisa deste ano identificou uma diferença de 900% no preço de um mesmo item, apenas por causa da marca ou da estampa. Já em Guarulhos (SP), o órgão constatou que o material escolar temático – com personagens, logotipos e acessórios licenciados – custa até seis vezes mais do que o material comum. Assim, para evitar pedidos inesperados, o ideal é que os adultos façam as compras dos materiais sozinhos ou por meio dos sites das papelarias. Caso vá as compras com as crianças, explique quais são os limites do orçamento ou combine que ela poderá escolher um item de preferência para adquirir. Mesmo assim, é possível que haja insistência em alguns pedidos e, diante disso, é importante saber dizer “não”.

2. “Novos” materiais usados

Reutilizar materiais do ano anterior, além de sustentável, é uma ótima maneira de reduzir os gastos com a lista. Estimule as crianças a usarem novamente estojos, lancheiras, e mochilas que estejam em bom estado. Para animar os pequenos com essa ideia, proponha a customização com bottons ou adesivos divertidos, ressaltando que além de diferente do ano anterior, esses materiais serão exclusivos. Outra sugestão é conversar na escola e propor a organização de uma feira para troca de livros e uniformes infantis que não sirvam mais. Além da economia, é uma forma de envolver os pequenos no processo e estimular com que eles interajam com possíveis novos amigos.

3. Saiba identificar publicidade infantil na TV e na internet

Nesse período, as empresas de materiais escolares transformam suas linhas de produtos (cadernos, canetas e lápis, por exemplo) em símbolos de status entre o público infantil. Por isso, é importante acompanhar os canais e programas que as crianças assistem para saber se há inserções de publicidade infantil. Quando notar esse tipo de conteúdo, aproveite para explicar aos pequenos que essas publicidades – que tentam convencê-los de que a posse de bens de consumo proporcionará felicidade e os fará socialmente aceitos – são apenas estratégias das marcas para aumentar suas vendas. As redes sociais também merecem atenção: muitas empresas se aproveitam da popularidade de canais de youtubers (mirins ou adultos que promovem conteúdos para as crianças), para enviar seus produtos aos apresentadores, que exibem esses “presentes” em seus vídeos, estimulando o desejo de consumo nas crianças.

4. Publicidade na escola não é legal

Nos últimos anos, muitas empresas têm entrado nas escolas para promover, de forma camuflada, seus produtos ou serviços: oficinas pedagógicas, de pintura, de alimentação saudável ou mesmo entrega de “brindes”, são apenas algumas das estratégias das marcas para fidelizar e estimular as crianças ao consumo de seus produtos. As crianças, em razão da fase peculiar de desenvolvimento que vivenciam, não compreendem o caráter persuasivo das campanhas publicitárias e as confundem com atividades pedagógicas. Caso a escola do seu filho ou filha receba a influência de marcas, converse com a direção e explique seu posicionamento e as regras sobre o assunto

5. Defenda os direitos das crianças

A publicidade direcionada às crianças é considerada abusiva e, portanto, ilegal, conforme o artigo 227 da Constituição Federal; o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA); o Código de Defesa do Consumidor (CDC), e a Resolução 163 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).  No caso de publicidade em escolas, o Ministério da Educação (MEC) elaborou uma Nota Técnica para que a Resolução do Conanda fosse implementada em todas as unidades escolares das redes municipais e estaduais de ensino. Portanto, é possível cobrar das empresas o cumprimento da legislação e, caso se deparem com estratégias publicitárias direcionadas às crianças, denuncie aos órgãos de Defesa do Consumidor ou ao Criança e Consumo.

Foto: Unsplash

Fitas coloridas em cima de uma mesa.

A quinta edição do Desafio Criativos da Escola recebeu inscrições de todos os estados do Brasil.

Sentir e praticar a escuta atenta é uma maneira de conhecer a si mesmo e aos outros. Imaginar caminhos e soluções é o ponta pé inicial para a transformação. Fazer o que foi proposto e colocar a mão na massa, pode mobilizar pessoas para que uma iniciativa seja ainda mais incrível. No fim, o que resta é compartilhar, pois boas histórias mostram que é possível fazer diferente.

Inspirados pelos 4 verbos que são os pilares do programa Criativos da Escola, do Instituto Alana, (sentir, imaginar, fazer e compartilhar), o Desafio Criativos da Escola recebeu este ano 1654 projetos que valorizam o protagonismo de crianças e jovens de todo o Brasil. No ano passado, foram 1492 iniciativas inscritas (confira aqui).

Em 2018, os jurados chegaram em 11 projetos premiados e 40 finalistas (Clique aqui e conheça). Os selecionados para a premiação, além de receberem prêmios em dinheiro, enviaram três estudantes e um educador ou educadora para Fortaleza (CE), em busca de proporcionar momentos de fortalecimento e trocas de experiências (veja como foi).

O entrosamento e dedicação culminaram em uma cerimônia de premiação emocionante na qual os próprios estudantes compartilharam suas criações no auditório do Teatro Carlos Câmara na capital. Durante a vivência, os alunos realizaram um desafio que contou com a ajuda dos jovens do “ColetivA Ocupação”, um movimento de artistas que nasceu nas escolas durante as ocupações de 2015 e 2016, e com o registro audiovisual do Coletivo Nigéria.

De nove estados e das cinco regiões do país, os projetos premiados abordam temas diversos que procuram solucionar problemas sentidos pelos jovens em suas realidades, como por exemplo no cuidado com o meio ambiente, na construção de igualdade entre homens e mulheres, no combate ao racismo, ao bullying e ao suicídio, entre outros. Clique aqui e saiba mais.

E para saber do Desafio Criativos da Escola 2019, acompanhe o site e as redes sociais (Facebook e Instagram) do Criativos da Escola.

Foto: Marina Cavalcante.

Premiação Desafio Criativos da Escola 2018. Foto: Equipe Criativos da Escola.
Oficina com o grupo
Oficina com o grupo
Oficina com o grupo
Oficina com o grupo
Oficina com o grupo
Oficina com o grupo
Oficina com o grupo
Oficina com o grupo
Premiação Desafio Criativos da Escola 2018. Foto: Marina Cavalcante.
Carolina Pasquali na premiação do Desafio Criativos da Escola 2018. Foto: Marina Cavalcante.
A apresentação da premiação ficou por conta do poeta André Gravatá. Foto: Marina Cavalcante.
Homenagem aos educadores no Desafio Criativos da Escola 2018. Foto: Marina Cavalcante.
Desafio Criativos da Escola 2018. Foto: Marina Cavalcante.
Equipe Criativos da Escola 2018. Foto: Marina Cavalcante.

 

 

 


Banda Alana comemora 10 anos!!

O acesso à arte e cultura pode transformar o futuro das pessoas contribuindo para a formação de seus valores, senso crítico, autoestima e inserção dentro de um convívio social. Isso se torna ainda mais potente quando estamos falando de crianças e adolescentes. Foi a partir dessa proposta que surgiu a Banda Alana – uma iniciativa do Instituto Alana – e que completa 10 anos em 2018.

Essa história começou em 2007 com o Núcleo de Recreação e Cultura do Instituto Alana no Jardim Pantanal, zona leste de São Paulo. O Nureca oferecia oficinas para crianças com aulas de canto, percussão, teoria e musicalização. Com o forte engajamento e interesse dos alunos, as oficinas foram se desenvolvendo, até formar o que é hoje conhecido como Banda Alana.

A magia da música que embala uma tarde de ensaio da Banda, no Espaço Alana, acontece ao som das risadas que se misturam a percussão. Sempre entusiasmados e concentrados, os jovens se divertem e aprendem muito com a orientação de Silvanny Rodriguez e Adriana Biancolini, que estão desde o início à frente dessa iniciativa e acompanham as realizações interpessoais dos integrantes.

Muitos jovens que passaram pela Banda descobriram ali dentro habilidades, sonhos, gostos e vocações, para além da música. Hoje, alguns dos integrantes que estão na Banda desde o início, tornaram-se monitores para as crianças que querem aprender percussão e auxiliam esse processo de trocas e estímulos à arte, dentro da comunidade.

Para comemorar essa data especial, o Instituto Alana preparou uma série de vídeos temáticos sobre a Banda.

Banda Alana em uma palavra (10 anos)

 

 

Banda Alana: música e transformação (10 anos)

 

 

Banda Alana: inspirações (10 anos) 

 

 

Banda Alana – sonhos para o futuro (10 anos)

 

 

Criança de costas agachada, brincando em um tapete verde.

No Dia das Crianças, tradicionalmente pais, mães ou responsáveis presenteiam seus filhos com brinquedos novos, mas a data pode ser muito mais divertida e ir além dessa prática. Pensando nisso, o Criança e Consumo, programa do Alana, há sete anos, tenta ressignificar esse dia realizando a tradicional Feira de Trocas de Brinquedos. O evento é uma iniciativa que visa incentivar as famílias a realizarem uma reflexão sobre o consumo exacerbado e estimula as crianças a trocarem brinquedos que não usam mais, ao invés de comprar.

Esse ano, a Feira aconteceu na Praça Rotary, no centro de São Paulo e contou com a participação de mais de 70 crianças e suas famílias. A atividade integrou a programação do evento Pé de Letras, organizado pelo SESC Consolação em parceria com a Biblioteca Monteiro Lobato.

Além de abrir a discussão sobre a forma como as crianças são levadas a consumir, o Criança e Consumo fomenta que pais, mães, organizações e movimentos de qualquer parte do Brasil se engajem para promover suas próprias Feiras de Trocas.

Na página oficial estão disponíveis materiais de apoio, instruções e dicas para aqueles que desejam organizar uma feira. A atividade promove a socialização e é uma alternativa de lazer que permite às crianças dar um novo significado aos brinquedos.

Criança e Consumo comemora o Dia das Crianças
Criança e Consumo comemora o Dia das Crianças
Criança e Consumo comemora o Dia das Crianças
Criança e Consumo comemora o Dia das Crianças
Criança e Consumo comemora o Dia das Crianças
Criança e Consumo comemora o Dia das Crianças
Criança e Consumo comemora o Dia das Crianças
Criança e Consumo comemora o Dia das Crianças
Criança e Consumo comemora o Dia das Crianças
Criança e Consumo comemora o Dia das Crianças
Criança e Consumo comemora o Dia das Crianças
Criança e Consumo comemora o Dia das Crianças
Fundo de três cores verde, rosa e azul, com letreiro escrito

Na última sexta-feira, dia 05 de outubro, estreou Corações e mentes, escolas que transformam, uma série dirigida por Cacau Rhoden que viaja os quatro cantos do Brasil em busca de escolas que protagonizam grandes transformações na educação. A série é um convite para surpreender-se com a simplicidade das soluções criadas. Que tal entendermos, afinal, o que é empatia? O que mobiliza trabalhar em equipe e, como fomentar o protagonismo? A criatividade pode ser uma ferramenta essencial para a solução dos inúmeros desafios da atualidade?

A produção da Maria Farinha Filmes é uma iniciativa do Instituto Alana, Ashoka e Fundação Itaú Social e apoio da Gávea Investimento e Mercur, que propõem exibir iniciativas de oito escolas de São Paulo, Paraná, Bahia, Pernambuco, Ceará e Amazonas. Essas têm em comum a forma como repensaram seus processos de ensino e aprendizagem, mostrando como essas iniciativas contribuem para que jovens, crianças e adultos se tornem criadores de novas formas de ser, conviver e pensar.

“A série mostra que a escola como conhecemos está sendo reinventada em todo país. A principal inovação desses lugares é ter as relações humanas como foco do trabalho pedagógico e a ética de nunca deixar nenhum estudante para trás”, explica Erika Pisaneschi, diretora da área de Educação e Cultura da Infância do Alana.

No mês dos professores e professoras, todas as sextas-feiras de outubro, um novo capítulo de Corações e mentes estará na íntegra no Videocamp – plataforma online que disponibiliza produções de cinema que buscam impacto e transformação –, e será exibido no canal GNT, às 23h59.

A sombra de um menino, em um campo, com as mãos voltadas ao céu.

No último dia 05 de outubro, o Prioridade Absoluta, programa do Alana, comemorou os 30 anos do Artigo 227 da Constituição Federal, que coloca as crianças e os adolescentes em primeiro lugar. O advogado e coordenador do programa, Pedro Hartung, escreveu sobre o tema para o Portal Lunetas.

Como pedra angular de um novo mundo, o Artigo 227 fundou a obrigação para que o interesse de crianças e adolescentes seja colocado antes de qualquer outro em todas as decisões e preocupações do Estado e seus Poderes, da Sociedade e suas instituições e de todas as formas de famílias e suas comunidades, em uma responsabilidade de cuidado compartilhada e solidária”.

Leia o texto na íntegra aqui. 

Foto: Unsplash

Auditório com pessoas sentadas em cadeiras amarelas, assistindo a uma palestra.

Para dar luz à literatura, a Biblioteca Espaço Alana realiza pelo segundo ano a Festa Literária “A Primavera e os Livros” (PRILI). Neste ano, a comemoração homenageou a poetisa Adélia Prado e aconteceu entre os dias 19, 20 e 21 de setembro. Adélia nasceu em Divinópolis, Minas Gerais, no dia 13 de dezembro de 1935 e ficou conhecida como a escritora do cotidiano, por dar sentido e significado às coisas simples da vida, e aproximar as pessoas de suas obras.

O evento foi promovido em parceria com o CEU das Artes, Clipe, Companhia Cordecontos, Fundação Tide Setubal, Instituto Fernand Braudel, Senac São Miguel Paulista, Sesc Itaquera, Sesc Consolação, Museu Afro Brasil, Sociedade Observatório do Saci, Central do Brasil, Eu Quero Minha Biblioteca, Rede LEQT, Banda Alana. E trouxe rodas de conversas, debates, contações de histórias e atividades que giraram em torno da literatura para a comunidade, além de um mergulho em iniciativas e ações inspiradoras.

O fundo é desfocado, com pequenos focos de luz que dão impressão de uma cidade. O perfil da boca de uma pessoa aparece ao lado direito da imagem, e ao lado esquerdo esta escrito

No dia 21 de setembro foi anunciado o projeto selecionado no Edital Videocamp de Filmes – Edição 2018. O projeto “Forget Me Not” (“Não Me Esqueça”), do cineasta americano Olivier Bernier, foi o escolhida pelo edital – que este ano tinha como tema “Educação Inclusiva”. O filme questiona, a partir da experiência pessoal do diretor– que descobriu, no momento do parto, que seu filho tinha síndrome de Down –, os desafios enfrentados por crianças com deficiência no contexto da educação pública.

“Como diretor, esta não é uma história que estarei contando – é uma história que estou vivendo. Quando eu era criança, eu não frequentei uma escola inclusiva. Eu nunca convivi com uma pessoa com deficiência intelectual e eu não estava preparado para a chegada do meu filho. Eu quero usar essa oportunidade para garantir que isso nunca aconteça com alguém novamente,” diz Olivier Bernier.

“A proposta do Olivier dialoga, diretamente, com os valores do Videocamp. Acreditamos que ele fará um filme importante para inspirar a mudança, com potencial de transformar o olhar dos legisladores e do público para a educação inclusiva”, avalia Carolina Pasquali, diretora do Videocamp.

O projeto da produtora Rota6 Films, baseada em Nova Iorque, Estados Unidos, receberá US$ 400 mil para a produção do filme. A ideia é promover uma desconstrução de barreiras, sejam elas atitudinais, pedagógicas, arquitetônicas ou de comunicação, sobre o assunto.

O edital é uma iniciativa do Videocamp, plataforma online e gratuita do Alana que trabalha na promoção de filmes de impacto, ajudando-os a atingir um público ainda maior. Para saber mais acesse o link.

Convidados e palestrantes do evento, sentado em frente a platéia.

O ser humano inventa o tempo todo. E quando é criança o “todo” se torna ainda mais possível. Mistura duas cores esperando que uma terceira seja criada; pensa em várias formas de brincar; sonha em ser diferentes profissões, e em salvar o mundo com elas. Por meio da criatividade, o ser humano inventa soluções para os maiores desafios da humanidade e contribui para uma sociedade reinventada.

Para discutir a importância da criatividade nos dias de hoje, o programa Escolas Transformadoras, correalizado pela Ashoka e pelo Instituto Alana, organizou no dia 20 de agosto o encontro “Criatividade – outros mundos são possíveis”. Mediado por Diane Sousa, empreendedora social reconhecida pela Ashoka em 2018, a conversa contou com participação de Viviane Mosé, mestra e doutora em filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, e do educador social Alemberg Quindins, idealizador da Fundação Casa Grande.

Na abertura das falas, Diane relembrou sua avó que é do interior do Maranhão. “Um dos elementos edificantes para que a gente tenha uma ideia criativa é o pensamento livre. Minha vó tinha o pensamento livre, mas não tinha o corpo livre e nem o tempo livre. Eu tenho o corpo livre, o tempo livre e o pensamento livre. Essa é uma conquista que aconteceu por uma racionalidade de resistência da minha vó e que me permitiu estar aqui hoje”, contou.

Para Viviane Mosé, a criatividade está relacionada a sobrevivência do ser humano. “A gente costuma falar de criatividade como um adereço. Mas a verdade é que a criatividade é o que caracteriza o humano. Nós não existimos sem criatividade”. “A ideia criativa pode não ser um resultado imediato, mas se você consegue tirar as crianças de um sistema de opressão, potencializa a ideia de transformação. Ter uma escola que potencializa o pensar criativo, é o primeiro passo que a gente dá, para poder ter uma escola transformadora”.

Alemberg trouxe a experiência do seu trabalho, para reforçar a ideia de que a criatividade é um atributo da infância. “Não há criatividade sem um mergulho na fonte da pureza da vida. O adulto é um traidor da infância, por que ele se esquece disso. O brincar é a forma como a criança namora com a criatividade”. Com a intenção de incentivar a autonomia, o protagonismo e a liberdade, Alemberg criou a Fundação Casa Grande, localizada em Nova Olinda, no Ceará. O local é gerido pelos jovens que o frequentam. “O principal objetivo da fundação é que os jovens tenham as condições e as oportunidades de contar a história deles por eles mesmos”, explicou.

O encontro mesclou saberes, vivências e reforçou a ideia de que “uma sociedade que não pensa em soluções para seus problemas de maneira criativa, é uma sociedade sem vida”.

Três crianças aparecem de costas e mãos dadas, vestindo roupas de festa de junina.

Cores estampadas em um longo cordão de bandeirinhas alegraram parte da rua Erva do Sereno, localizada no Jd. Pantanal, zona leste de São Paulo, durante o “Arraial da Comunidade”, que aconteceu no dia 14 de julho.

Cerca de 300 pessoas passaram pela festa. Crianças, adultos e idosos esperaram ansiosamente pelas atividades nas barracas e quem participou da quadrilha entrou no clima junino vestindo roupas caipiras e chapéus de palha. Também não faltaram os comes e bebes típicos de festa junina. A música ficou por conta da Banda Alana e do artista Virbel, que agitaram a tarde.

O “Arraial da Comunidade” teve como propósito valorizar a cultura e os artistas locais, e incentivar a economia solidária. Ao todo participaram 14 famílias da região que compartilharam sete barracas comercializando comidas e bebidas.

As brincadeiras ficaram por conta do Espaço Alana que organizou a barraca da pescaria e boca do palhaço, valorizando o brincar, as tradições juninas e a imaginação. “Ao olharem um simples cardume de peixes em uma piscina de areia, por exemplo, as crianças se deixam levar pela criatividade que as colocam em um oceano, onde precisam da ajuda de seus amigos e de uma boa vara de pescar para alcançar seu objetivo. Nestes festejos tradicionais da cultura popular brasileira, a criança pode mesclar em sua história os costumes e o folclore de cada região do país”, comentou Luiz Henrique, educador do Espaço Alana.

A festa aconteceu na rua e foi organizada pelos moradores da comunidade e Espaço Alana.

Artista Virbel e Banda Alana no
Brincadeiras típicas de festa junina no
Banda Alana no
Barraca de comes e bebes com moradora do Jd. Pantanal no
Moradora do Jd. Pantanal vendendo algodão doce no
Brincadeiras típicas de festa junina no
Banda Alana no
Barracas de comes e bebes do
Moradores do Jd. Pantanal participam do bingo no
Barraca de comes e bebes com moradora do Jd. Pantanal no
Barraca de comes e bebes com moradora do Jd. Pantanal no
Barraca de comes e bebes com moradora do Jd. Pantanal no
Barraca de comes e bebes com moradora do Jd. Pantanal no

 

Pés de uma criança brincando de amarelinha.

Aquela sensação de passar uma tarde toda explorando territórios repletos de novas experiências é algo peculiar da infância. E foi um pouco desta vivência que as crianças do Jardim Pantanal acessaram durante a 9ª Semana Mundial do Brincar, no Espaço Alana.

O tema deste ano, “Brincar de Corpo e Alma” é um chamado para a criança estar inteira na brincadeira, na vivência e no desenvolvimento de seu ser e estar no mundo. A programação da Semana no Jardim Pantanal contou com música, contação de história, resgate de brincadeiras, rodas de conversa, circuito sensorial, construção de brinquedos e cirandas! Já é a oitava edição que o Espaço Alana participa.

Neste ano, além das crianças o Espaço Alana levou discussões voltadas para educadores da região dentro do Painel Infância e Ludicidade. Nas conversas participaram especialistas como a coordenadora do programa “Omnisciência de Educação para Paz” Maeve Vida, o educador e brincante Rodrigo Libanio Christo e a representante da “Aliança pela Infância” Giovana Barbosa de Souza.

O Dia Mundial do Brincar foi criado em 1999, por iniciativa da Associação Internacional de Brinquedotecas e é celebrado em 28 de maio, por crianças de idades e culturas diferentes. No Brasil, a ideia começou a ser difundida por meio da Aliança pela Infância e o dia acabou se tornando uma semana inteira de festa e homenagem ao brincar.

 

Semana Mundial do Brincar- Espaço Alana. Foto: Márcia Duarte.
Semana Mundial do Brincar- Espaço Alana. Foto: Márcia Duarte.
Semana Mundial do Brincar- Espaço Alana. Foto: Márcia Duarte.
Semana Mundial do Brincar- Espaço Alana. Foto: Márcia Duarte.
Semana Mundial do Brincar- Espaço Alana. Foto: Márcia Duarte.
Semana Mundial do Brincar- Espaço Alana. Foto: Márcia Duarte.
Semana Mundial do Brincar- Espaço Alana. Foto: Márcia Duarte.
Semana Mundial do Brincar- Espaço Alana. Foto: Márcia Duarte.
Semana Mundial do Brincar- Espaço Alana. Foto: Márcia Duarte.
Semana Mundial do Brincar- Espaço Alana. Foto: Márcia Duarte.
Semana Mundial do Brincar- Espaço Alana. Foto: Márcia Duarte.
Semana Mundial do Brincar- Espaço Alana. Foto: Márcia Duarte.
Semana Mundial do Brincar- Espaço Alana. Foto: Márcia Duarte.
Semana Mundial do Brincar- Espaço Alana. Foto: Márcia Duarte.
Semana Mundial do Brincar- Espaço Alana. Foto: Márcia Duarte.
Semana Mundial do Brincar- Espaço Alana. Foto: Márcia Duarte.
Ilustração de bandeirinhas coloridas em um fundo cinza, com o logo do

Uma luneta permite ver mais e melhor e, ao mesmo tempo aproxima o que parece estar longe. E quando usamos diversas lunetas para olhar para as infâncias no Brasil? É este olhar que o portal jornalístico Lunetas pretende explorar, para as múltiplas infâncias.

Pensado para famílias e interessados na temática da infância, a iniciativa do Instituto Alana está no ar desde maio e se propõe a falar sobre crianças de todas as idades – da barriga até os doze anos. Por meio de reportagens, especiais, vídeos, dicas de eventos culturais, brincadeiras e textos de opinião, o Lunetas deseja mostrar como a infância é um período fundamental para a construção de cada indivíduo e da sociedade como um todo.

Para contribuir com a produção de informações qualificadas, o portal conta com colunistas de diferentes áreas, editorias temáticas relevantes às reflexões sobre a realidade e as demandas das infâncias brasileiras. Além disso, oferece uma experiência de navegação intuitiva e inovadora, com filtros e formatos variados.

“O Alana acredita no jornalismo de qualidade e na informação como pilar básico para que as pessoas tomem as melhores decisões de acordo com os seus contextos. Por isso, é uma alegria pra gente poder lançar o Lunetas e contribuir com esse ecossistema”, diz Carolina Pasquali, diretora de Comunicação do Alana.

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Duas crianças brincam de corrida em uma rua.

Educadores são profissionais que sempre buscam qualificar suas práticas. Fazem isso por meio de cursos, de leituras e de trocas de experiências. Com a expansão da internet é possível ver inúmeras redes de compartilhamento de materiais didáticos disponíveis para Educação Infantil, e estes estão entre os itens educativos mais procurados no Google Brasil, segundo a empresa.

Pensando nisso, a Associação Nova Escola, com o apoio do Alana, da Fundação Lemann e o Google.org vão viabilizar a elaboração de planejamentos para Educação Infantil alinhados à nova Base Nacional Curricular Comum. A iniciativa seleciona professores de escolas públicas e privadas de todo o Brasil para a construção de 500 novos planejamentos que estarão disponíveis online de maneira gratuita a partir de fevereiro de 2019.

Segundo Raquel Franzim, assessora pedagógica da equipe de Educação e Cultura da Infância do Alana, os planejamentos serão elaborados para serem “pulsantes e inspiradores, assim como as crianças. A ideia dos materiais é quebrar o modelo de planejamento passo-a-passo e trazer um estilo mais investigativo, vivo e reflexivo, partindo daquilo que a criança já faz e é capaz”.

A iniciativa procura valorizar também o conhecimento do professor e possibilitar a troca entre educadores. Para o desenvolvimento dos materiais, o projeto vai selecionar 33 professores que farão parte de três etapas de trabalho: formação à distância (EAD), formação presencial e processo de construção dos planejamentos, com a participação de mentores e especialistas.

O grande desafio nessa produção será desenvolver materiais que auxiliem na formação e desenvolvimento integral de crianças respeitando e valorizando suas diferenças, estimulando as múltiplas linguagens e as culturas infantis nos espaços escolares.

As inscrições para os professores que desejam participar da iniciativa vão até 14 de maio, saiba mais aqui.

Foto: Unsplash

Auditório com cadeiras e um telão que mostra a imagem de duas pessoas. A esquerda uma mulher negra e a direita um homem.

Com os ares soprando a favor, no dia 21 de março, o Videocamp, plataforma online que oferece gratuitamente filmes de impacto para exibições públicas, pousou em Nova York, sede da Organização das Nações Unidas (ONU), durante a Conferência do Dia Internacional da Síndrome de Down. Lá lançou o 2º Edital Videocamp de Filmes Transformadores de US$ 400 mil que vai financiar uma produção (média ou longa) com o tema: Educação Inclusiva.

O edital, inteiramente dedicado a produtores independentes, está na segunda edição. Em 2017, o tema foi “Diálogos” e a produção selecionada será lançada em breve (saiba mais aqui). Agora o Videocamp está em busca de uma proposta que provoque a desconstrução de barreiras, sejam elas atitudinais, pedagógicas, arquitetônicas ou de comunicação, sobre o tema Educação Inclusiva. As inscrições estão abertas para projetos de animação, ficção ou documentário de qualquer lugar do mundo, até o dia 21 de junho (acesse a página do edital no site).

“Estamos à procura de uma visão criativa que amplie a percepção dos benefícios que a educação inclusiva traz para todas as pessoas, com e sem deficiência. Com ajuda de uma rede global de parceiros, a divulgação irá garantir que o filme atinja o público mais amplo possível, pois acreditamos no cinema como um dos meios mais poderosos para inspirar e provocar mudanças. Queremos receber propostas que nos tirem do lugar-comum, que ampliem o debate, que sensibilizem a sociedade como um todo”, explica Carolina Pasquali, diretora do Videocamp.

O Edital quer colocar em pauta uma questão de extrema importância e relevância social e provocar a mudança deste cenário. Na página do edital, a área “Inspire-se” reúne artigos, livros, filmes e outros materiais sobre educação inclusiva como fonte de pesquisa para todos aqueles que querem saber um pouco mais sobre o assunto. Os projetos finalistas serão anunciados no dia 1º de setembro e o projeto selecionado será divulgado no dia 21 de setembro, após avaliação de um júri.

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A empatia como mecanismo de libertação

Foto em preto e branco mostra faixada de um prédio ilustrada com uma mulher (que representa as mães) e duas crianças, uma em seu colo e outra segurando em seus ombros.

O Alana comemora a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) do dia 20 de fevereiro que, por maioria de votos, concedeu um habeas corpus coletivo para mulheres presas preventivamente (que ainda aguardam o julgamento) que sejam gestantes ou mães de crianças de até 12 anos ou de pessoas com deficiência cumpram prisão domiciliar.

O programa do Alana, Prioridade Absoluta, que participou como amicus curiae [pessoa ou entidade que contribui com seus conhecimentos para auxiliar decisões judiciais] junto a diversas outras organizações, apontou que as violações aos direitos das crianças que nascem no cárcere, começando antes mesmo do nascimento e se estendendo por todo o seu processo de desenvolvimento e contato com a sociedade.

O STF, por meio de sua decisão, reconheceu o argumento de que violações aos direitos da mulher gestante, parturiente e mãe violam também os direitos das crianças, e conforme defendido em sustentação oral pelo coordenador do Prioridade Absoluta, Pedro Hartung, “os filhos dos outros e os filhos de ninguém também são nossa responsabilidade constitucional e moral”.

Leia mais sobre o caso no site do Prioridade Absoluta

Foto: Stock Snap

Pessoas se divertindo durante um desfile de carnaval pelas ruas. As duas mulheres que estão em primeiro plano utilizam roupas coloridas (azul e verde) e seguram baquetas em suas mãos.

A obra e vida do “poeta das coisas simples” se transformou em enredo de carnaval durante um desfile pelas ruas da comunidade.

Já pensou em misturar o mundo dos livros com a festa mais popular e colorida do Brasil? Desde 2013, a Biblioteca Espaço Alana, no Jardim Pantanal, zona leste de São Paulo, organiza no Carnaval o “Carna-Autores”, uma iniciativa que envolve os moradores da região em torno da vida e obra de figuras clássicas da literatura brasileira. Na edição deste ano, o homenageado foi o poeta Mario Quintana com o enredo “O Poeta que Amei desde Guri. Quintana simples, gauchesco e pantaneiro”.

O evento, que aconteceu dia 7 de fevereiro, contou com a participação de 500 pessoas que se divertiram em um desfile pelas ruas da região com o bloco chamado “O Pantanal Chegou”. Criado em 2016, com apoio da comunidade e comandado pela bateria da Banda Alana, o bloco carnavalesco têm sido o cordão pelo qual a biblioteca e os moradores, possibilitam as homenagens feitas pelo “Carna-Autores”, aos mestres literários.

A escolha do autor é baseada no levantamento dos livros mais procurados pelos leitores que frequentam a Biblioteca Espaço Alana. Mário foi um poeta, escritor e jornalista que participou da segunda geração do movimento moderno da poesia brasileira. O autor dedicou parte de sua vida a escrever poemas, por sentir necessidade de demonstrar as sutilezas presentes no cotidiano que não podiam ser ditas em conversas convencionais. Dessa forma ficou conhecido como o “Poeta das coisas simples”.

 “[…] Eu impressionava uma nuvem perdida lá no azul, uma mancha estranha no muro… mas como é que eu ia falar isso numa conversa? Iam dizer, ‘Esse menino é maluco’, então eu fazia poema daquelas coisas”.

Através de oficinas criativas, o evento potencializa todo ano o envolvimento da comunidade em projetos culturais que estimulam a visão artística e educativa na preparação do bloco, com rodas de leituras e criação de figurinos. Além disso, o trabalho torna-se multiplicador por levar aos moradores o reconhecimento e a exploração de seu território. Em suas edições anteriores, o projeto carna-autores homenageou o autor Monteiro Lobato e a poetisa e contista Cora Coralina.

Espaço Alana faz homenagem a Mario Quintana no Carna-Autores 2018. Foto: Márcia Duarte.
Carna-Autores 2018. Foto: Márcia Duarte.
Carna-Autores 2018. Foto: Márcia Duarte.
Carna-Autores 2018.  Foto: Márcia Duarte.
Comunidade em festa no Carna-Autores 2018.  Foto: Márcia Duarte.
Carna-Autores 2018.  Foto: Márcia Duarte.
Carna-Autores 2018.  Foto: Márcia Duarte.
Carna-Autores 2018.  Foto: Márcia Duarte.
Bateria no Carna-Autores 2018.  Foto: Márcia Duarte.
Carna-Autores 2018.  Foto: Márcia Duarte.

 

A imagem mostra 17 objetivos da ODS, diversos quadrados coloridos que reivindicam por melhorias.

O Alana e outras 26 organizações foram selecionados para representar a sociedade civil na Comissão Municipal dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da cidade de São Paulo no biênio 2017-2019. Criada pelo Decreto Nº 57.718, de 5 de junho de 2017, a Comissão tem o propósito de internalizar, difundir e dar transparência ao processo de implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas.

Os ODS são compostos por 17 objetivos e 169 metas a serem atingidos até 2030 e foi elaborada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, em setembro de 2015. A agenda mundial prevê ações em quadro dimensões: social, relacionada às necessidades humanas, de saúde, educação, melhoria da qualidade de vida e justiça; ambiental, que trata da preservação e conservação do meio ambiente; econômica, que aborda o uso e o esgotamento dos recursos naturais; e a institucional, que diz respeito às capacidades de colocar em prática os ODS.

O Alana, que representará o Centro Expandido de São Paulo, comemora a participação na Comissão por entender que a Agenda 2030 é relevante para a construção de uma sociedade mais justa para todos. A iniciativa é fundamental para que os objetivos e metas sejam enraizados nas ações e condutas gerais, garantindo assim, o cumprimento efetivo e significativo da Agenda no país.

Foto: estrategiaods.org.br


O projeto levará formações presenciais e online para professores e coordenadores pedagógicos de escolas públicas de diferentes regiões do país.

Com base na Educação para a Sustentabilidade nasce o EcoAtivos, o projeto procura ampliar a consciência e o conhecimento da comunidade escolar sobre hábitos e atitudes sustentáveis. Inscrito pelo Alana, por meio do programa Criança e Consumo, no edital do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – PNUMA, ligado ao Programa de Estilos de Vida e Educação Sustentáveis, o projeto foi aprovado em 2016.

Com formações presenciais e online, os professores serão incentivados a estimularem seus alunos na realização de atividades que relacionem a realidade local com o consumo sustentável, o meio ambiente e as mudanças climáticas. Participarão do projeto 500 escolas do Ensino fundamental I, em sete cidades brasileiras:  Belém (PA), Brasília (DF), Canoas (RS), Novo Hamburgo (RS), Porto Alegre (RS), Salvador (BA) e São Paulo/SP– atingindo mais de 2,5 mil professores, entre 2017 e 2018, em parceria com as Secretarias Municipais e Estaduais de Educação.

Segundo a coordenadora do EcoAtivos, Mônica Borba, “o EcoAtivos busca modificar estilos de vida atuais e futuros, incentivando crianças a se tornarem agentes de transformação. As formações pretendem impactar os professores, apoiando-os com ferramentas e oportunidades de disseminação de boas práticas”.

Saiba mais do projeto no site: ecoativos.org.br

Acesse a notícia em INGLÊS.

Criança de costas leva uma bicicleta pelas ruas do Bairro de Vauban, na Alemanha. Apesar de ser uma rua asfaltado a podemos notar a presença da natureza no entorno.

Texto e fotos: Laura Leal

O Criança e Natureza embarcou no dia 16 de setembro para uma Missão Técnica em Freiburg, na Alemanha. Com uma delegação de 17 brasileiros comprometidos com os temas, criança, natureza e cidades, o programa do Alana foi descobrir o que faz de Freiburg uma cidade amigável às crianças. Durante uma semana, o grupo visitou iniciativas e conheceu alguns dos atores que trabalham para criar espaços que respeitem a infância e valorizam o contato com a natureza.

Bairro de Vauban (Foto: Laura Leal)Entre as experiências locais, está o bairro de Vauban, um modelo de distrito residencial sustentável, planejado para ter baixo consumo de energia, pouca circulação de carro e ruas em que crianças, bicicletas e pedestres possam conviver em harmonia. No bairro há algumas áreas verdes chamadas de grünspange, são espaços de convívio ao ar livre com recursos naturais e alguns parquinhos que permitem a criança brincar livremente em contato com a natureza. A segurança por lá é garantida pelo “aspecto vivo” do bairro, como a iluminação, a circulação dos pedestres e o comércio, substituindo assim, o sistema de monitoramento e vigilância comum nos centros urbanos.

Outro lugar que acredita na importância do brincar livre em contato com a natureza é o sítio de aventura das crianças (Kinderabenteuerhof, site em alemão), que fica no bairro de Vauban. O espaço permite que as crianças tenham experiências de atividades rurais. Para o diretor do sítio, Joachim Stockmaier, os riscos em um ambiente natural são importantes para o desenvolvimento da criança, “aqueles que não experimentam riscos na infância terão uma dificuldade enorme de encarar riscos reais mais tarde”.Sítio de aventura (Foto: Laura Leal)Sítio de aventura (Foto: Laura Leal)IMG_9864

Próximo ao sítio há um projeto de integração intercultural por meio da horticultura, o Zusammen Gärtern (site em alemão). A horta coletiva foi idealizada pelo proprietário do terreno que cedeu o espaço para que qualquer pessoa pudesse contribuir e desfrutar dos alimentos plantados. As crianças ali são os grandes elos que conectam as famílias que frequentam o espaço.

O caso de Vauban mostra que é possível trazer mais natureza para as cidades com um planejamento básico e iniciativas de baixo custo, aliados a participação dos moradores, em conjunto com o poder público. Para saber mais das experiências de Freiburg, que procuram contribuir para espaços públicos acolhedores para as crianças, acesse aqui o diário produzido durante a Missão Técnica.

Imagem mostra uma floresta sendo vista pela perspectiva de cima.

O movimento global foi lançado na abertura do Rock in Rio 2017 e surge para ajudar a sociedade a acreditar em um futuro próspero e sustentável. 

O Believe.Earth nasce da necessidade de resgatar a crença das pessoas em um futuro melhor. O movimento procura mostrar que é possível transformar o mundo de maneira simples, amplificando iniciativas que já acontecem e inspirando milhões de pessoas para colocarem a mão na massa também.

“Precisamos que as pessoas acreditem que cada atitude conta e que este somatório fará toda a diferença. O Planeta tem urgência. Não dá para esperar mais. Sonhar é possível e a esperança transforma vidas hoje, agora”, conta Marcos Nisti, um dos idealizadores do movimento e CEO do Alana.

O movimento global foi lançado na abertura do Rock in Rio 2017, pela Gisele Bündchen, ativista de causas socioambientais. “Sonhos só se tornam realidade com perseverança, foco e dedicação. E eles ficam mais fortes quando sonhamos juntos”, disse ao mundo no festival de música.

A primeira iniciativa do Believe.Earth é um portal que reúne histórias de pessoas que já estão fazendo. O site será um espaço de boas notícias para inspirar e mostrar que é sim possível transformar e concretizar o sonho de um futuro melhor. Confira aqui algumas dessas histórias.

Além da presença virtual, o Believe.Earth fará parte também no dia a dia das pessoas, chamando atenção de forma inspiradora para que cada vez mais gente se junte a este movimento e se torne um believer.

Para fazer parte acesse o portal do Believe.Earth e fique ligado nas redes sociais:
– Facebook (https://www.facebook.com/believe.earth)
– Instagram (instagram.com/believe.earth)
– Twitter (https://twitter.com/believe_earth).

Foto exibe ao lado direito uma ilustração do busto de três pessoas: duas mulheres e um homem. Ao lado esquerdo está escrito o nome da publicação

Quais os percursos construídos pelas escolas para formar pessoas transformadoras e transformar a sociedade? A partir dessa narrativa construída por alunos, familiares e educadores, surge a edição do livro “O ser e o agir transformador – para mudar a conversa sobre educação”, do programa Escolas Transformadoras, correalizado pela Ashoka e pelo Alana, com o patrocínio do Instituto Jama.

A publicação apresenta práticas das 15 primeiras escolas reconhecidas pelo programa –, atualmente 18 fazem parte desta rede. Com relatos de experiências, histórias e entrevistas, o livro anuncia a possibilidade de construir novos horizontes por meio de esforços e atitudes que resultem na transformação efetiva da realidade pessoal e social. 

Com prefácio de Bill Drayton, CEO e fundador da Ashoka, a publicação está dividida em quatro capítulos. O 1º capítulo reúne a conversa inspiradora de quatro mulheres: Anamaria Schindler, diretora Ashoka América Latina; Ana Lucia Vilella, fundadora e presidente do Alana; Natacha Costa, da Associação Escola Cidade Aprendiz; e Ana Elisa Siqueira, da EMEF Amorim Lima. O 2º capítulo dá voz aos estudantes das escolas refletidas e abre espaço para convidados como Flavio Bassi, diretor de empatia e juventude da Ashoka na América Latina, e Mary Gordon, fundadora do Rootys of Empaty. O 3º capítulo apresenta os percursos e as histórias dessas 15 escolas, e o último revela os impactos de uma educação transformadora.

O livro está disponível na íntegra no site do Escolas Transformadoras em três línguas: português, espanhol inglês.

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Pessoas passam a mão em um figurino que mostra um boi, colorido e cheio de enfeites folclóricos.

Resgate cultural, música e diversão: o evento reuniu a comunidade do Jardim Pantanal em um dia movimentado e inspirador!

Para comemorar o Dia Nacional do Bumba Meu Boi, celebrado em 30 de junho, a Biblioteca Espaço Alana organizou no Jardim Pantanal, zona leste de São Paulo, a ‘Festa ao Boi Pantaneiro’, inspirada na obra de Luís da Câmara Cascudo, importante folclorista brasileiro.

A celebração, que aconteceu no dia 28 de junho, contou com um cortejo pelas ruas do bairro com o boneco do Boi Pantaneiro criado pela Biblioteca do Espaço Alana. Rodeado por crianças, jovens e idosos moradores da região, o Boi se encontrou com o Fogueira, boneco de Bumba Meu Boi do Núcleo Sociocultural Humaitá, que também participou do cortejo. O Humaitá é uma rede de coletivos que pesquisam, estudam e desenvolvem ações artísticas e culturais tendo como referência principal as culturas populares e tradicionais brasileiras.

Além da participação da comunidade do Jardim Pantanal, a Festa ao Boi Pantaneiro contou com a presença do Cordão Folclórico de Itaquera Sucatas Ambulantes, que tem como sede o Núcleo Sociocultural Humaitá, e da Banda Alana, que no dia recebeu o nome de ‘Orquestra Pantaneira’.

A Festa, que buscou resgatar a história e as relações culturais e de identidade presentes na tradição do Bumba Meu Boi, chegou até Daliana Cascudo, neta do folclorista que inspirou a realização do evento! Viva o Boi!

Festa ao Boi Pantaneiro no Jardim Pantanal. Foto: Márcia Duarte
Festa ao Boi Pantaneiro no Jardim Pantanal. Foto: Márcia Duarte
Festa ao Boi Pantaneiro no Jardim Pantanal. Foto: Márcia Duarte
Festa ao Boi Pantaneiro no Jardim Pantanal. Foto: Márcia Duarte
Identidade visual da publicação

Construir um entendimento sobre a importância do protagonismo infanto-juvenil na educação para que essa seja uma das principais ferramentas de resolução de problemas e intervenção fundamenta a publicação digital ‘Protagonismo – a potência de ação da comunidade escolar, organizada pelo programa Escolas Transformadoras, correalizado no Brasil pela Ashoka e Alana.

A decisão em refletir sobre este tema nasceu da crença do Escolas Transformadoras de que todos podem ser agentes de transformação social, desde que tenham acesso a uma educação que contemple e priorize competências como a criatividade, o trabalho em equipe, a empatia e o protagonismo.

Fruto da roda de conversa realizada em novembro de 2016, a publicação reúne 10 artigos de lideranças, como Abdalaziz de Moura do Serta de Pernambuco; Alejandro Bruni da Argentina; Santiago Perera da Venezuela; Carolina Pasquali, jornalista e diretora de Comunicação do Alana; Helena Singer, Beatriz Goulart e Adriana Friedmann, especialistas em educação; Regina Cabral, empreendedora social da Ashoka e Carolina Hikari, estudante do IFPR – Campus Jacarezinho.

A publicação está disponível para download aqui.

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A iniciativa da Semana aqui no Brasil é da Aliança pela Infância e está vinculada ao Dia Mundial do Brincar, celebrado em 28 de maio. 

Entre os dias 21 e 27 de maio, o Espaço Alana celebrou a 8ª Semana Mundial do Brincar com muita música, brincadeiras, contação de histórias, circuito de atividades físicas e oficinas de construção de brinquedos! O tema da edição deste ano foi “O Brincar que Encanta o Tempo”, para propor a reflexão sobre o poder que as crianças têm de encantar os lugares onde o brincar acontece.

Na abertura no Espaço Alana, o público curtiu um show da Banda Alana e, em seguida, se divertiu com pinturas de rosto e brincadeiras tradicionais, como corda, pião, amarelinha etc. No dia 22, no auditório do Espaço Alana, aconteceu o 2º Painel Infância e Ludicidade, que reuniu 150 educadores de São Miguel Paulista e região para atividades relacionadas ao tema “Tempo de Leitura: A Literatura é um Universo de Brincar!”. Durante o painel, o Espaço recebeu Cláudio Oliveira e Felipe Surian para uma contação de história e Adriana Friedmann e Renata Meirelles para uma roda de conversa com educadores. Para encerrar, um sarau com poetas da terceira idade.

Ao longo da semana, aconteceram apresentações para crianças da Cia BuZum de teatro itinerante, com o espetáculo ’13 Gotas’, uma Feira de Trocas de Brinquedos e uma oficina de desenhos realizada pelo coletivo Arte e Cultura na Kebrada. Para encerrar a semana, o pocket show ‘Vila de Fábulas’, com Eduardo Sena e banda, e apresentação musical do Cordão folclórico de Itaquera Sucatas Ambulantes.

Ao longo da Semana cerca de 2 mil pessoas passaram pelo Espaço Alana, entre crianças, adolescentes e educadores da região. Foi uma semana animada e divertida, que venha a próxima edição!

Semana mundial do Brincar no Espaço Alana. Foto: Márcia Duarte
Semana mundial do Brincar no Espaço Alana. Foto: Márcia Duarte
Semana mundial do Brincar no Espaço Alana. Foto: Márcia Duarte
Semana mundial do Brincar no Espaço Alana. Foto: Márcia Duarte
Semana mundial do Brincar no Espaço Alana. Foto: Márcia Duarte
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Para o Alana, educação e cultura caminham juntas, sempre. Seja na sua atuação na zona leste de São Paulo, seja nas produções que promove, o Alana entende que educação e cultura são indissociáveis e ambos são o cerne da infância. A partir desse olhar, o Alana foi indicado na categoria de Instituição Cultural ao Prêmio Governador do Estado 2017. O resultado divulgado dia 29 de maio, na cerimônia de premiação no Teatro São Pedro, nos comoveu: pelo voto popular o Alana foi o vencedor da categoria.

O Alana, desde o seu surgimento, atua nesse percurso entrelaçado. O Espaço Alana, criado há 20 anos, oferece uma programação cultural que contempla atividades literárias, teatrais, oficinas de brinquedos, entre outras. Criada em 2007, a Banda Alana tem entre os integrantes crianças e jovens da zona leste – em 2016, realizou 24 espetáculos para cerca de 10 mil espectadores. Essa busca pela relação da criança com a cultura também aparece no projeto Território do Brincar, que tem como proposta escutar, registrar e difundir a cultura da infância. E também em todos os filmes que o Alana apresentou em parceria com a produtora Maria Farinha Filmes, como o próprio longa-metragem Território do BrincarMuito Além do PesoTarja Branca; e O Começo da Vida.

Esse reconhecimento celebra a atuação do Alana e nos inspira para seguir nessa trilha, nos nossos programas, projetos e iniciativas com parceiros. Obrigada a todos que votaram e acreditam no trabalho do Alana em buscar caminhos transformadores para as novas gerações.

2017 05 29_Premio Governador do Estado_©Heloisa Bortz_241_web

Foto: Divulgação | Erika Pisaneschi, Relações Institucionais do Alana.

 

Foto: Juliana Simões | Alana

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As produções tiveram estreia na Ciranda de Filmes 2017 e já estão disponíveis no VIDEOCAMP.

Território do Brincar lançou, durante a Ciranda de Filmes 2017, dois novos filmes: o média-metragem ‘Terreiros do Brincar’ e o curta ‘Waapa’. As duas produções, correalizadas pelo Alana e produzidas pela Maria Farinha Filmes, já estão disponíveis na plataforma VIDEOCAMP para exibições públicas e gratuitas.

O documentário Terreiros do Brincar é um retrato da diversidade de comunidades tradicionais do Brasil e de como esse pluralismo se traduz num extenso repertório de manifestações populares, cujas tradições são aprendidas desde a infância. Como caiçaras, quilombolas, ribeirinhos, caipiras, jangadeiros, pantaneiros, sertanejos, entre outros, se relacionam com o brincar dentro dessas manifestações? Essa relação é mostrada no filme dirigido por Renata Meirelles e David Reeks, assim como a participação de crianças na relação com o brincar coletivo.

Numa mesma linha de abordagem e investigação, o curta metragem Waapa mostra o brincar do povo Yudjá, da aldeia indígena Tuba Tuba, que habita as margens do rio Xingu, no Mato Grosso. Esse povo trata a criança e suas experiências entendendo que é preciso protegê-la e prepará-la para viver, além de fortalecer seu corpo e alma durante o crescimento. Dirigido por Renata Meirelles, David Reeks e Paula Mendonça, o filme convida o espectador para um mergulho no brincar e nas influências de uma relação espiritual com a natureza que envolve a infância Yudjá.

Tanto Terreiros do Brincar quanto Waapa buscam retratar o brincar por novos ângulos e nuances, explorando os saberes populares e a ligação espiritual estabelecida entre as pessoas, natureza e cultura. Os dois filmes reforçam a importância de garantir às crianças uma infância permeada pelas brincadeiras, rituais e manifestações populares, permitindo a elas um brincar livre e espontâneo.

As duas novas produções do Território do Brincar agora integram o catálogo de filmes do VIDEOCAMP, que acredita no poder do cinema para transformar realidades e para isso tem como missão colocar questões socialmente relevantes em pauta, divulgando causas que merecem ser amplificadas e histórias que merecem ser contadas.

 

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Cortina feita com pequenas luminárias coloridas que enfeitam um ambiente.

O Alana deu mais um passo para que a inclusão esteja presente em toda a organização. A consultoria Iguale – Comunicação de Acessibilidade ministrou um workshop de treinamento à equipe para a adequação do conteúdo web dos programas do Alana. Esta proposta parte da conscientização da responsabilidade de todos no processo de inclusão, presente na Lei Brasileira de Inclusão (LBI), de junho de 2015, a qual entende que as barreiras instituídas na sociedade impedem a participação plena e efetiva das pessoas com deficiência.

As mudanças também fazem parte de uma inquietação que acompanha os programas do Alana desde 2015, quando as equipes olharam para as próprias práticas inclusivas e identificaram que a inclusão deveria ser transversal a todas as áreas. Desde aquele momento, o tema está presente na estruturação de ações e nas reflexões sobre o que o Alana acredita e defende. E, agora, avança para o mundo online.

Com as adaptações dos conteúdos na internet, aos poucos, os sites do Alana tornam-se acessíveis para que texto, imagem, foto e vídeo sejam reconhecidos por todo tipo de tecnologia assistiva, sendo um exemplo o aplicativo ‘leitor de tela’, que transforma as informações do site em áudio, e normalmente é utilizado por pessoas com deficiência visual. Já nas redes sociais, a implementação da hashtag #PraCegoVer é a opção de adaptação do conteúdo visual das postagens, como imagens, vídeos e GIFs. Este é só o começo de um longo e importante caminho que temos pela frente.

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Imagens com formatos geométricos, que unidas parecem passarinhos.

Criança e Consumo comemora uma nova vitória no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Nesta terça-feira (25), por unanimidade, a 2ª Turma manteve a multa de mais de R$ 305 mil aplicada à Sadia pelo Procon-SP, em 2009, por conta da campanha ‘Mascotes Sadia’ que direcionava publicidade infantil às crianças e foi denunciada pelo Criança e Consumo em 2007.

O julgamento reafirma a decisão histórica de 10 de março de 2016, que, pelo mesmo motivo, condenou a empresa Pandurata, pela campanha ‘É hora de Shrek’. Ao analisarem a publicidade da Sadia e acompanharem o voto do ministro relator Herman Benjamin, os ministros reforçaram o entendimento do Tribunal da Cidadania para o tema.

A equipe Criança e Consumo agradece a quem, ao longo desses anos, vem contribuindo para essa história!

FotoFlickr/ Fa-Tima

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Morangos em uma bacia. Ao fundo um campo com dois agricultores conversando.

No dia 17 de abril, foi publicada no Diário Oficial da União a nomeação dos conselheiros e conselheiras pelo biênio 2017-2019 no Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – Consea. Entre as organizações da sociedade civil, o Alana será representado pela advogada e coordenadora do programa Criança e Consumo, Ekaterine Karageorgiadis.

O Consea é um conselho de direitos e de participação social de caráter consultivo e tem como função assessorar a Presidência da República em temas relacionados ao direito humano à alimentação adequada e saudável. Sua composição é de 2/3 de representantes da sociedade civil e 1/3 de integrantes do governo. A participação ativa das instituições é de extrema importância para fortalecer a soberania e segurança alimentar no Brasil.

Continue lendo no site do Criança e Consumo

Foto: Cleverson Beje/ANPr

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Ilustração mostra dois meninos correndo atrás de uma televisão voadora.

Durante o lançamento do Relatório sobre o Impacto do Marketing nos Direitos Culturais, a mesa redonda abordou a importância do diálogo para transformar nossa sociedade de consumo.

Em 2013, a advogada e atual coordenadora do projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, Ekaterine Karageorgiadis, esteve em Nova York (EUA) para contribuir, principalmente no que tange à publicidade dirigida a crianças nas escolas, com o Relatório Sobre o Impacto do Marketing na Fruição dos Direitos Culturais, da então Relatora Especial da Organização das Nações Unidas (ONU), Farida Shaheed. Em 2014, o projeto também colaborou respondendo a um questionário sobre os temas abrangidos pelo relatório e, no mesmo ano, o documento final foi aprovado na 69ª Assembleia Geral da ONU.

Agora, em março de 2017, o Criança e Consumo lançou a versão traduzida para o português do relatório, em um evento na Unibes Cultural, em São Paulo (faça o download aqui). Participaram de uma mesa redonda Neca Setubal, Danilo Miranda e Pedrinho Fonseca, especialistas nas áreas de educação, cultura e comunicação, respectivamente. “O documento reforça nosso entendimento e traz recomendações da própria ONU para que os países proíbam todas as formas de publicidade para crianças”, explicou Ana Lucia Villela, presidente do Instituto Alana, que fez a abertura do evento. “Enquanto o consumo for considerado por uns a chave do crescimento e por outros signo de sucesso, continuaremos vivendo em uma sociedade cada vez mais desigual. O mundo não precisa mais de cidadão-consumista, precisa apenas de cidadãos”, afirmou.

Continue lendo o texto no site do Criança e Consumo.

Foto: Via Flickr

Crianças brincam e dançam com uma mulher que usa uma máscara de carnaval vermelha.

O Jardim Pantanal, na zona leste de São Paulo, recebeu no dia 21 de fevereiro a terceira edição do Carna-Autores. A homenageada desse ano foi a escritora, poetisa e contista Cora Coralina. O evento do Espaço Alana, que em 2013 teve como tema a vida e obra de Monteiro Lobato e em 2016 a história do Jardim Pantanal, tem como proposta celebrar o carnaval homenageando figuras clássicas da literatura nacional.

O desfile, promovido pela Biblioteca do Espaço Alana, ocorreu ao som da percussão da Banda Alana. Para criação do samba-enredo e confecção das fantasias foram realizadas consultas com a filha da Cora Coralina, Vicência Brêtas Tahan. Oficinas foram montadas no Jardim Pantanal para a produção dos adereços pelos moradores da região. Além da obra e vida da poetisa, o Carna-Autores 2017 se inspirou no folclore goiano e as obras do artista Antônio Poteiro.

Instituições parceiras também participaram do evento – CESA II (Centro educacional Santo Agostinho), ACDEM (Associação da Casa dos Deficientes de Ermelino Matarazzo) e Projeto Tigrinho (que oferece aulas de futebol) -, além da equipe do Instituto Alana, o neto do artista Poteiro e os moradores, que foram voluntários na organização do desfile.

Uma festa inesquecível e cheia de história!

Espaço Alana homenageia Cora Coralina na terceira edição do Carna-Autores (Foto: Juliana Simões)
Carna-Autores (Foto: Juliana Simões)
Carna-Autores (Foto: Juliana Simões)
Carna-Autores (Foto: Juliana Simões)
Carna-Autores (Foto: Juliana Simões)
Carna-Autores (Foto: Juliana Simões)
Carna-Autores (Foto: Juliana Simões)
Carna-Autores (Foto: Juliana Simões)

 

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Close de madeiras ilustradas com desenhos coloridos.

O Conanda é composto por representantes de entidades da sociedade civil e de ministérios do Governo Federal.

O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) realizou em dezembro a eleição para definir os representantes das entidades da sociedade civil que farão parte do Conselho durante o biênio 2017-2018. Foram eleitas 14 entidades titulares e 14 suplentes, a publicação com o resultado saiu dia 10 de janeiro de 2017 no Diário Oficial da União.

O Instituto Alana, representado pela advogada do projeto Prioridade Absoluta, Thaís Dantas, fará parte como suplente do Conanda no Eixo III, que trata de questões relacionadas à saúde, educação, assistência social, esporte, lazer, trabalho, justiça e segurança pública, das crianças e adolescentes em acolhimento, em cumprimento e/ou egressos de medidas socioeducativas.

O Conanda foi criado pela Lei 8.242, em outubro de 1991, e tem como principal competência elaborar as normas gerais da política nacional de atendimento dos direitos da criança e do adolescente, além de fiscalizar as ações de execução, observando o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Atualmente, o Conanda faz parte da Secretaria de Direitos Humanos, vinculada ao Ministério da Justiça e Cidadania.

Veja abaixo a lista das entidade eleitas:

Eixo I – Fóruns, comitês, redes e movimentos de nível nacional de composição exclusiva da sociedade civil, que atuam pela promoção, proteção, defesa e controle social dos direitos da criança e do adolescente.

Titular: Fundação Fé e Alegria do Brasil

Suplente: Rede Nacional de Pessoas Trans do Brasil – REDTRANS

Eixo II – Temáticas de pessoas em situação de rua, crianças e adolescentes com deficiência, representativas da diversidade e identidade de gênero, orientação sexual, étnico-racial, de nacionalidade, do campo, da floresta e das águas, povos e comunidades tradicionais.

Titulares: Associação Maylê sara Kali – AMSK; Casa de Cultura Ilê Asé D’ Osoguâ – CCIAO; Centro de Educação e Cultura Popular – CECUP; Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – CONTAG; Federação Nacional das APAES – FENAPAES

Suplentes: Associação Nacional Criança não é de Rua; Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua – MNMMR; Movimento Nacional de Direitos Humanos –MNDH; Coletivo Nacional de Juventude Negra – ENEGRECER; Articulação Brasileira de Gays – ARTGAY

Eixo III – Temáticas de saúde, educação, assistência social, esporte, lazer, trabalho, justiça e segurança pública, das crianças e adolescentes em acolhimento, em cumprimento e/ou egressos de medidas socioeducativas.

Titulares: Associação Brasileira de Educação e Cultura – ABEC; Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescentes – ANCED; Central Única dos Trabalhadores – CUT; Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB; Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB; Federação Brasileira das Associações Cristãs de Moços – ACM; Federação Nacional dos Empregados em Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas – FENATIBREF; Instituto Tellus

Suplentes: Conselho Federal de Psicologia – CFP; Instituto Alana; Aldeias Infantis SOS Brasil; Associação Nacional dos Magistrados Brasileiros – AMB; Educação e Mobilização Social – AVANTE; Conselho Federal de Serviço Social – CFESS; Fundação Luterana de Diaconia – FLD; Fundação Abrinq Pelos Direitos da Criança e do Adolescente

Foto: Free Images

 

 

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Em um ano com tantos desafios, acreditamos que o importante é aquilo que cada um deixa para o mundo em sua caminhada. Por isso, fizemos uma retrospectiva e reunimos abaixo algumas das coisas nas quais nos envolvemos e que deixamos para esse mundo melhor com o qual sonhamos diariamente. Agradecemos a todos que estiveram com a gente nesse ano e esperamos que essas (e outras) conquistas inspirem mudanças, novos olhares, esperanças e coragem.

Seguimos juntos em 2017!*

Clique nos títulos para saber mais:

 

Ilustração: Marina Papi

*Estaremos em férias coletivas entre os dias 24/12/2016 e 02/01/2017.

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Estudo faz parte de uma pesquisa coordenada pela professora de Neurociência do Instituto Picower de Aprendizagem e Memória do MIT, Li-Huei Tsai, que recebe auxílio do Alana Foundation

Uma pesquisa do Instituto Picower de Aprendizagem e Memória do MIT (Massachusetts Institute of Technology), revelou um novo tratamento para a doença de Alzheimer. Divulgada no dia 8 de dezembro na revista Nature, o estudo, coordenado pela professora Li-Huei Tsai, aponta que por meio de uma estimulação visual é possível reduzir significativamente a quantidade da proteína beta-amiloide, que em excesso no cérebro provoca os sintomas do Alzheimer.

Usando luzes de LED em uma frequência específica, os pesquisadores verificaram a redução da beta-amiloide nos cérebros de camundongos. O tratamento não invasivo induz ondas cerebrais que ajudam a suprimir a produção da proteína e ainda revigoram as células responsáveis pela sua destruição.

Segundo a professora Li-Huei Tsai, diretora do Instituto Picower e coordenadora do estudo, são necessárias pesquisas adicionais para determinar se a abordagem pode ajudar os pacientes com Alzheimer. “Se os seres humanos se comportarem de forma semelhante aos camundongos em resposta a este tratamento, eu diria que o potencial é enorme, por não ser invasivo, e por ser tão acessível”, explica Tai.

O Alana Foundation, fundação brasileira que investe em pesquisas de ponta e inovadoras, contribui com auxílio às pesquisas desenvolvidas no Instituto Picower de Aprendizagem e Memória do MIT. Para Marcos Nisti, CEO do Instituto Alana, do qual o Alana Foundation faz parte, o auxilio à pesquisa é fundamental para garantir que os cientistas alcancem tais descobertas. “O resultado apresentado por Li-Huei Tsai pode contribuir de maneira significativa no tratamento do Alzheimer. Estamos felizes em poder contribuir com essa possibilidade”, comemora Nisti.

Foto: Reprodução/ YouTube

 


Após três dias de atividades, 11 grupos selecionados pelo Desafio Criativos da Escola 2016 produziram vídeo colaborativo e foram reconhecidos por seus projetos.

No último dia 06 de dezembro aconteceu no Teatro Diplomata, em Salvador (BA), a premiação do Desafio Criativos da Escola 2016. Celebração que premia projetos protagonizados por crianças e jovens de todo o país que, apoiados por seus educadores, transformam as escolas, os alunos e suas comunidades. Esse ano foram selecionados 11 grupos, dentre os 1014 projetos enviados de todas as regiões do Brasil.

Os projetos selecionados foram Cruzando os Sertões da Mata Branca – Iguatu (CE), Descobrindo as riquezas da Gruta do Padre – Santana (BA), Ensinando e Aprendendo – Três Marias (MG), Entre versos e rimas: história e cultura local – Cascavel (CE), Libras: a voz do silêncio – Itapeva (SP), O uso do papel reciclado para a produção de embalagem para mudas – Lagoa Vermelha (RS), Para além dos muros da escola: intervindo no Jardim Maringá – São Paulo (SP), Solta esse Black – Rio de Janeiro (RJ), Tenda Móvel – Mulungu (CE), Urupet – Campo Grande (MS) e Utilização de plantas medicinais no município – Rio do Antônio (BA).

A diretora de comunicação do Instituto Alana e coordenadora do projeto Criativos da Escola destacou a importância da realização de projetos como esses em momentos de incerteza: “Mesmo nos momentos mais conturbados, a gente acredita que é por meio do diálogo, da reflexão conjunta e do fazer que conseguimos seguir adiante.” Marcos Nisti, vice-presidente e CEO do Instituto Alana, completou: “Nesse ano maluco, que mais parece uma obra de ficção, terminar ouvindo vocês [estudantes] é realmente inspirador. Vocês nos mostram que ainda é possível fazer a diferença”.

Colaboração, câmera e ação

Além da cerimônia de premiação, durante três dias, os estudantes participaram de atividades e oficinas para elaboração de um vídeo demonstrando a importância da colaboração para a mudança da realidade em que vivem. Para isso, os alunos tiveram o apoio da ONG Engajamundo, de seus educadores e o auxílio de profissionais da área de design e audiovisual. Os participantes construíram o cenário, elaboraram o roteiro, fizeram o levantamento de dados e de curiosidades sobre os projetos, realizaram entrevistas e deram vida ao vídeo que será divulgado em breve no site e Facebook do projeto Criativos da Escola.

Desafio Criativos da Escola 2016 (Foto: Saulo Brandão)
Desafio Criativos da Escola 2016 (Foto: Saulo Brandão)
Desafio Criativos da Escola 2016 (Foto: Saulo Brandão)
Desafio Criativos da Escola 2016 (Foto: Saulo Brandão)
Desafio Criativos da Escola 2016 (Foto: Saulo Brandão)
Desafio Criativos da Escola 2016 (Foto: Saulo Brandão)
Desafio Criativos da Escola 2016 (Foto: Saulo Brandão)
Desafio Criativos da Escola 2016 (Foto: Saulo Brandão)

Novo estudo, coordenado por professor da Universidade de Harvard, apresenta panorama das principais pesquisas sobre educação inclusiva publicadas no mundo

O Instituto Alana e a ABT Associates, sob coordenação do Dr. Thomas Hehir, professor da Harvard Graduate School of Education, lançaram a pesquisa “Os benefícios da educação inclusiva para estudantes com e sem deficiência”, no dia 3 de dezembro, data instituída pela ONU para promover o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. A grande novidade é que o estudo sugere, na maioria dos casos, que estudar em ambientes que valorizam a diversidade promove efeitos benéficos em pessoas sem deficiência.

Essa análise inédita reúne mais de 89 estudos, de um levantamento de 280 artigos publicados em 25 países, e mostra que pessoas sem deficiência que estudam em salas de aula inclusivas têm opiniões menos preconceituosas e são mais receptivas às diferenças. Entre as crianças com síndrome de Down, há evidências de que a quantidade de tempo passado com os colegas sem deficiência está associada a uma variedade de benefícios acadêmicos e sociais, como uma melhor memória e melhores habilidades de linguagem e alfabetização.

Esse convívio traz reflexos que são percebidos também na idade adulta, já que a análise aponta que alunos com deficiência que foram incluídos são mais propensos a fazer um curso superior, pertencer a um grupo de amizades, encontrar um emprego ou viver de forma independente. Um grande número de pesquisas mostrou que esse grupo desenvolve habilidades mais fortes em leitura e matemática, têm maiores taxas de presença, são menos propensos a ter problemas comportamentais e estão mais aptos a completar o ensino médio comparado com estudantes que não são incluídos.

“Apesar dessas informações, a realidade é que ainda há crianças com deficiências intelectuais,, físicas, sensoriais e de aprendizagem que enfrentam desafios no acesso à educação de qualidade e mesmo em países onde as leis garantem os direitos educacionais a esses alunos, como o Brasil. A inclusão efetiva de um estudante exige que os educadores desenvolvam capacidades de apoio às necessidades individuais das crianças e jovens, e o resultado dessa pesquisa é uma mensagem clara de que a inclusão deve ser norma, e é benéfica, para todos os estudantes”, explica Gabriel Limaverde, membro do Grupo de Trabalho de inclusão do Instituto Alana.

Acesse a pesquisa completa:

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Público do evento que debateu o preconceito racial na atualidade sentado em cadeiras, enquanto um homem fala na frente.

No último dia 25 de novembro aconteceu, no Espaço Alana, o “Encontro da Cultura Negra”, iniciativa que buscou provocar a reflexão e o debate sobre o preconceito racial na atualidade.

Durante o encontro foram realizadas diversas atividades, entre elas, rodas de conversa, contação de história, pintura de rosto, oficinas de amarração de turbantes, construção de bonecas Abayomi e a apresentação musical e de dança  da Cia. Brasilidança.

O evento contou com a participação de Givanildo Silva, (militante da defesa de Direitos Humanos), Jailson de Souza (Observatório de Favelas), Renato Prado (Batekoo), Elenita dos Santos (professora no CEFAI), Leila Rocha (Coletivo de Oyá) e Priscila Araújo (Ginga do Gueto).

Estiveram presentes 300 crianças e jovens de escolas públicas da região do Jardim Pantanal, além de frequentadores do Espaço Alana, Fundação Tide Setúbal, Casa de Isabel e AMOJAP.

Encontro da Cultura Negra (Foto: Marcia Duarte)
Encontro da Cultura Negra (Foto: Marcia Duarte)
Encontro da Cultura Negra (Foto: Marcia Duarte)
Encontro da Cultura Negra (Foto: Marcia Duarte)
Encontro da Cultura Negra (Foto: Marcia Duarte)
Encontro da Cultura Negra (Foto: Marcia Duarte)
Encontro da Cultura Negra (Foto: Marcia Duarte)

 


Programa promove segundo encontro, de uma série de quatro, sobre as competências-chave para uma Escola Transformadora

No último dia 8 de novembro aconteceu, na UNIBES Cultural, em São Paulo, a roda de conversa ‘Protagonismo na educação – por uma sociedade de sujeitos transformadores’. Organizada pelo Programa Escolas Transformadoras, a iniciativa é a segunda de uma série de quatro rodas que acontecerão até 2017.

A roda sobre protagonismo na educação foi mediada por Raquel Franzim e Antonio Lovato, coordenadores do Programa no país. Estiveram presentes lideranças das Escolas Transformadoras do Brasil, Venezuela e Argentina, estudantes, representantes de organizações da sociedade civil, jornalistas, pesquisadores, psicólogos, arquitetos, entre outros debatedores que, juntos, pensaram sobre o que é ser protagonista e como este protagonismo se destaca entre crianças e jovens.

Durante a conversa, os debatedores trouxeram à tona o momento político vivido pelo país e as ocupações dos estudantes secundaristas como uma notável revelação de protagonismo juvenil. A arquiteta e pesquisadora Beatriz Goulart ressaltou que o protagonismo também tem a ver com o espaço físico das escolas: “Precisamos de lugares para encontros e debates – precisamos de outro tempo e espaço. E esse é o papel da escola, pensar sobre qual lugar vai acolher o que deseja-se fazer”.

Fátima Limaverde, fundadora e coordenadora da Escola Vila (CE), ressaltou que ‘o fazer’ é fundamental para que o protagonismo se revele: “Na Vila abrimos espaço para que as crianças e os jovens se expressem, critiquem, falem, debatam e façam escolhas. Trabalhamos para que eles possam exercer sua cidadania de forma plena, sempre num papel atuante. Acho que esse é o caminho”, comentou, lembrando que durante as eleições municipais, a escola promoveu um debate com os candidatos à prefeitura de Fortaleza e que os alunos foram os responsáveis por organizar, mediar as mesas e construir as perguntas.

Leia o livro composto de dez artigos aqui.

Assista ao vídeo abaixo e confira como foi este encontro inspirador!

 

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‘Brinquedos do Chão’ é o primeiro livro de uma série que irá discutir o brincar e os 4 elementos da natureza 

No próximo dia 5 de novembro, o Instituto Alana lança, em parceria com a editora Peirópolis, ‘Brinquedos do Chão: a natureza, o imaginário e o brincar’, o primeiro livro de uma série de quatro do educador e artista plástico Gandhy Piorski em São Paulo (veja no final do texto fotos do evento*). No Rio de Janeiro o lançamento será dia 8 de novembro.

Gandhy estuda o brincar e o brinquedo há mais de 20 anos. Por suas andanças Brasil afora, na busca por conhecer a criança brasileira, se deparou com a intimidade e o manejo que elas têm com os elementos da natureza. Assim, deu início a um estudo profundo sobre o brincar e os 4 elementos: terra, fogo, ar e água.

Nesse livro, o pesquisador adentra o universo do brincar com o elemento terra, e busca compreender como ele dialoga com o reino imaginário da criança.

Confira abaixo o bate-papo que fizemos com ele.

Instituto Alana – O professor Marcos Ferreira, que prefaciou o seu livro, diz que você é um pesquisador alimentado pela ‘curiosidade crianceira’. O que as crianças despertam em você?

Gandhy Piorski – Em principio não existia um interesse direto pela infância, mas pelo universo do artista brincante. As artes e as brincadeiras sempre chamaram a minha atenção. Sempre gostei muito de teatro de bonecos. Em meados dos anos 90, pude conhecer o mestre Zezito, e estudar com ele. Ele que me transmitiu um encantamento pela alma do brinquedo tradicional, feito por artesãos. Foi então que montei uma oficina e comecei a construir brinquedos, propor projetos para arquitetar espaços de brincar, realizar oficinas com crianças e jovens da periferia de Fortaleza e, com isso, iniciei uma pesquisa própria. Fiquei até 1999 trabalhando quase que exclusivamente com construção de brinquedos.

IA – E quando a criança tornou-se o foco da sua pesquisa?

GP – Em 2003 ganhei a Bolsa Virtuose, cedida pelo Ministério da Cultura, para realizar um estudo no Museu do Brinquedo de Sintra, em Portugal. Conheci diversos pesquisadores, entre eles o professor João Amado, da Universidade de Coimbra, que pesquisa os brinquedos construídos por crianças da Península Ibérica. Um dia, durante uma conversa, ele me levou até as ruínas de Conímbriga, cheia de mosaicos, de brinquedos e brincadeiras das crianças romanas, e me deu uma aula sobre esses brinquedos. Depois, lançou a pergunta: você conhece as crianças do Brasil? Já pesquisou os brinquedos que elas constroem? Isso mexeu comigo e me conduziu a olhar para a criança.

IA – O significado do brinquedo mudou quando você começou a olhar para a criança?

GP – Mudou completamente. Quando entrei de cabeça no universo da infância o brinquedo estético e produzido perdeu a expressão para mim; eu enxerguei uma camada anterior – que é a imaginação da criança – e que falava com muito mais riqueza sobre o universo da infância. É na imaginação que residem todos os elementos do brincar. O brinquedo foi perdendo sua concretude.

IA – Depois dessa nova ótica para o brinquedo, como você guiou suas pesquisas?

GP – Eu voltei de Portugal e, no mês seguinte, já estava no Pará, em áreas ribeirinhas de Belém, olhando as crianças. Também fiz um trabalho para a Instituição Dragão do Mar. Eles me convidaram para montar uma grande exposição de brinquedos construídos por crianças cearenses. Fiz uma pesquisa de dois anos, em 25 regiões do Ceará. Foi dessa experiência – entre 2005 e 2007 – que nasceu o livro Brinquedos do Chão. A escrita foi no campo – eu parava a noite e escrevia. Comecei a entrar de cabeça nos elementos da natureza, relacionando-os com o brincar.

IA – O que a criança busca quando brinca com os elementos da natureza?

GP – Busca um anseio humano muito antigo, de se entranhar no mundo e conhecê-lo nas suas múltiplas dimensões. A força imaginária conduz a criança a conhecer as experiências mais estruturantes da vida – e essas experiências estão na natureza.

IA – E o que ela busca ao brincar com a terra em específico?

GP – A brincadeira da terra é uma brincadeira de estrutura. A criança busca a inteireza, a concretude da vida, quer compreender os materiais no todo e manifesta isso nos seus fazeres. No livro eu falo sobre as investigações do oculto: abrir os animais para ver o que tem dentro, cavar a terra, a brincadeira de esconde-esconde. Esses momentos revelam o fascínio do encontro. A criança tira os véus da vida para poder criar intimidade e se aninhar com o mundo, ela quer conhecer os fundamentos de todas as coisas e a terra permite essa descoberta.

IA – Você afirma no livro que a imaginação é a verdade da criança. Poderia explicar?

GP – A imaginação é a faculdade com a qual a criança dialoga com a vida. É o oposto da consciência racional, que analisa e cria conceitos. A imaginação é fundada pelo simbólico, pelo encanto, e não por uma linguagem moralista. O olhar simbólico nos deixa permear pelas matérias do mundo, já o olhar analítico nos afasta das experiências. Quem vive por mais tempo o alimento imaginário constrói uma organização sensorial mais aprofundada, por isso precisamos educar as crianças, desde cedo, nessa expressão do imaginário.

IA – Existe um imaginário que atravessa as diferentes culturas infantis?

GP – Sim. O contato com a elementaridade do mundo dá uma universalidade para o brincar. O barquinho, por exemplo, é universal na cultura das brincadeiras. O menino que nasce no sertão vai acessar o elemento água tanto quanto o menino que nasce na beira da praia. Mas as narrativas serão diferentes, pois a cultura vai dar o contorno para as brincadeiras. O menino do mar constrói um barquinho de forma mais refinada do que o do sertão, mas os dois contêm em si os mesmos elementos imaginários da água. Isso é um arcaísmo genético – a água acorda informações genéticas comuns aos dois meninos, porque essas informações estão no fundamento do humano.

IA – A exposição que acompanha o lançamento do livro traz brinquedos que crianças construíram com sucatas da cidade. Como relacionar com os brinquedos do chão, feitos com elementos da natureza?

GP – Ela vem para dar um contraponto: não precisamos ficar restritos ao sonho ideal do brincar na natureza, o mais importante é conhecer a imaginação da criança, como ela se estrutura e, a partir disso, encontrar no mundo espelhos que alimentem essa imaginação. Nessa exposição estão expostos brinquedos feitos com materiais da indústria. Mas não qualquer material, são sucatas inteligentes, como um freio de bicicleta – que abre ramos na imaginação e evita o linear. É preciso criar encantamento nas matérias, porque a imaginação é do reino do encanto, ele que acorda o interesse vivo em criar.

IA – Qual o convite que o livro faz ao leitor?

GP – O livro trata sobre a base fundamental de diálogos da criança com o mundo e inaugura uma reflexão sobre o comportamento imaginador da criança. É para todos que se interessam pela criança: pessoas da área da cultura que produzem obras para crianças, artistas, arquitetos que têm pensado ambientes para a infância, urbanistas, educadores que estão nas escolas.

Gestos do Chão

Durante o lançamento do livro foi exibido o Gestos do Chão, curta-metragem que discute a relação do elemento terra com o corpo e a imaginação da criança. A partir de depoimentos de um permaculturista, um arquiteto e um coreógrafo, o filme aborda como a paisagem, a matéria e o gesto do brincar fundamentam na criança noções matriciais de pertencimento e identidade. O filme tem direção do Gandhy Piorski e da Renata Ursaia e está disponível na plataforma VIDEOCAMP.

*Veja fotos do lançamento em São Paulo:

Apresentação do grupo musical UIRAPURU (Foto: Rodolfo Goud)
Sessão de autógrafos do livro 'Brinquedos do Chão' com o autor  Gandhy Piorski (Foto: Rodolfo Goud)
Exposição de brinquedos (Foto: Rodolfo Goud)
Exposição de brinquedos (Foto: Rodolfo Goud)
Exposição de brinquedos (Foto: Rodolfo Goud)
Exposição de brinquedos (Foto: Rodolfo Goud)
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Dois projetos que foram reconhecidos nacionalmente na primeira edição do Desafio Criativos da Escola representarão o Brasil no encontro Be the Change Conference’, na China

Duas das cinco escolas selecionadas na 1ª edição do Desafio Criativos da Escola, representarão o Brasil, pela primeira vez, na ‘Be the Change Conference’, conferência mundial do Design for Change, que esse ano acontece em Pequim, na China. O encontro reunirá, em dezembro, centenas de crianças e jovens que desenvolvem projetos de protagonismo social ao redor do mundo. Nesta edição haverá a participação de uma aluna do Colégio Estadual Hermes Miranda do Val, de Simões Filho, na Bahia, e de uma jovem da Escola Menezes Pimentel, de Pacoti, no Ceará – ambas acompanhadas pelos educadores responsáveis pelos projetos.

A conferência é organizada e promovida anualmente pelo movimento global Design for Change, presente em 35 países e que, no Brasil, é representado pelo Instituto Alana por meio do Criativos da Escola. Para dividir suas experiências, além de participar de oficinas, workshops e atividades culturais, a aluna da Bahia contará o caso do Grupo de Apoios e Conselhos (GAC), criado para reduzir os furtos dentro da escola e combater o clima de desconfiança entre os estudantes. Após a criação do grupo, o número de ocorrências escolares foi zerado e os alunos criaram um vínculo de empatia entre si, modificando por completo a convivência no ambiente escolar.

Já os estudantes do Ceará garantiram o reconhecimento de seu trabalho ao construírem o primeiro Ecomuseu da cidade, que armazena riquezas da Mata Atlântica em pleno sertão cearense. Com a ajuda de um engenheiro da comunidade, os alunos conseguiram a doação de um terreno e recursos para viabilizar a construção do museu.

As inscrições para a segunda edição do Desafio Criativos da Escola já estão abertas e, neste ano, a premiação reconhecerá 10 iniciativas em todo o país. Os interessados podem enviar não apenas projetos já finalizados como também aqueles que ainda estiverem em andamento até o dia 15 de outubro de 2016 pelo site do Criativos da Escola. Esta segunda edição do prêmio tem como parceiro o programa Parceria Votorantim pela Educação, desenvolvido pelo Instituto Votorantim.

Foto: Via Flickr

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Produtora do filme ‘O Começo da Vida’ é a primeira empresa brasileira a ser homenageada na B The Change Media, categoria ‘Workers’ no Brasil

A produtora Maria Farinha Filmes (MFF) será homenageada pela B the Change Media (Sistema B) na categoria ‘Workers’ como uma das melhores empresas para trabalhar, sendo a única empresa brasileira a figurar na lista que contempla 124 corporações de 15 países e em 14 diferentes áreas de atuação. O evento de homenagem ‘Best for the World Celebration & Awards Ceremony’, ocorre no dia 8 de setembro, na Universidade da Califórnia, Haas Business School de Berkeley, nos Estados Unidos. O prêmio também reconhece as empresas com as melhores práticas relacionadas às comunidades, clientes e ao meio-ambiente.

Para receber a certificação, a empresa precisa ter altos padrões de gestão e transparência, gerar benefícios sociais e ambientais, além de passar por um rigoroso processo de avaliação, renovado a cada dois anos se a empresa comprovar que suas práticas e políticas de sustentabilidade estão em avanço. Este ano, a MFF atingiu índices 10% superiores aos recomendados na avaliação, que mensura critérios como a relação da empresa com sua força de trabalho, a partir de indicadores como remuneração, benefícios, oportunidades, flexibilidade, cultura corporativa, saúde dos trabalhadores, práticas de segurança, formação, ambiente de trabalho, entre outros.

Produtora do filme ‘O Começo da Vida’, de Estela Renner, lançado globalmente em junho deste ano e exibido em 54 países, a Maria Farinha foi a primeira produtora da América Latina a receber a certificação ‘B Corporation’ em 2013, mesmo ano que o Sistema B, movimento global independente que busca criar um ecossistema que tem como missão redefinir o conceito de sucesso nos negócios, chegou ao Brasil.

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Renata Meirelles e Estela Renner participam de debates; Sessões de filmes do VIDEOCAMP e Feiras de Trocas de Brinquedos complementam a programação do Alana na Virada

Entre os dias 25 e 28 de agosto acontece a 6ª edição da Virada Sustentável, o maior festival de educação e mobilização para a sustentabilidade do Brasil, em São Paulo. O Instituto Alana, um dos apoiadores do evento, participará com diversas atividades desenvolvidas por seus projetos, que acontecerão em diferentes pontos da cidade durante os quatro dias da Virada.

No primeiro dia, Antonio Lovato, do projeto ‘Escolas Transformadoras’, corealizado pela Ashoka e Instituto Alana, participa do ContAí, breves rodas de conversas seguidas de interação com o público, das 17h às 18h, na Unibes. Na sequência, Estela Renner, diretora do filme ‘O Começo da Vida’, representa a Maria Farinha Filmes, parceria do Instituto Alana, no debate ‘Cinema: Luzes, câmera, mudança!’. No dia 26, Renata Meirelles, diretora do documentário ‘Território do Brincar’, participa do seminário ‘Se essa rua fosse minha’ ao lado de outros educadores na UMAPAZ, no Parque do Ibirapuera, a partir das 9h.

No dia 27, Maria Helena Masquetti, psicóloga do Instituto Alana, participa de uma roda de conversa com outros três convidados para debater a temática da alimentação, consumo e desperdício, envolvendo mulheres e jovens dos bairros Jardim Lapenna e União de Vila Nova, e alunos do Colégio Bandeirantes de São Paulo, na zona leste. A conversa começa às 13h30 no Galpão de Cultura e Cidadania, na Rua Serra da Juruoco, 102, em São Miguel.

Por meio da plataforma VIDEOCAMP, serão exibidos os filmes ‘O Começo da Vida’ (25/08 às 15h; 27/08 às 16h e 28/08 às 16h) e ‘Muito Além do Peso’ (26/08 às 15h; 27/08 às 14h e 28/08 às 14h), na Biblioteca Villa Lobos, em Pinheiros. Ainda no bairro, o Quitanda, em sua primeira participação na Virada, também realiza, no dia 28, apresentações de três filmes da Maria Farinha Filmes: ‘O Começo da Vida’, às 11h; ‘Muito Além do Peso’, às 13h; e ‘Tarja Branca’, às 15h. Para participar da programação no Quitanda, é preciso se inscrever trinta minutos antes da atividade.

Ainda na programação do VIDEOCAMP, quatro unidades da ‘Fábrica de Cultura’ apresentam sessões do filme ‘A batalha do Passinho’, uma parceria da plataforma com o diretor Emílio Domingos. As exibições acontecem no Jaçanã (24/08, às 10h), Brasilândia (26/08, às 10h), Jardim São Luís (28/08, às 15h) e Vila Nova Cachoeirinha (28/08, às 19h).

Está prevista também a realização de duas feiras de trocas de brinquedos, organizadas pelas escolas CEU Pêra Marmelo nos dias 25 e 26 de agosto, das 10h às 16h (Rua Pêra Marmelo, 226 – Jaraguá), e Garatuja Educação Infantil, no dia 27 de agosto, das 10 às 14h (Rua Campevas, 432, Perdizes).

Como muitas das atividades da Virada são ao ar livre, o Criança e Natureza, projeto do Instituto Alana, elaborou dicas para as famílias aproveitarem a experiência na natureza e potencializarem o brincar das crianças. O curta metragem ‘Criança e Natureza’, que retrata a importância desse movimento, será exibido no auditório da Biblioteca Villa Lobos, no bairro Alto de Pinheiros nos dias 26 (às 15h), 27 (às 14h) e 28 (às 14hs). Ainda na biblioteca acontecem duas sessões do filme ‘O Começo da Vida’ (dias 27 e 28, às 16h), ambas precedidas do vídeo ‘Brincando com a Natureza nas Cidades’. Além disso, há sugestões de como fazer passeios na companhia de outras famílias. O conteúdo estará disponível no site da Virada Sustentável.

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Parceria de cooperação técnico-pedagógica entre Instituto Alana e Instituto Sumaré de Educação Superior (Faculdade Sumaré) foi assinada no dia 24 de agosto.

Instituto Alana firmou com a Faculdade Sumaré uma parceria de cooperação técnico-pedagógica a fim de contribuir com materiais para atividades de ensino-aprendizagem e formação de professores. Os livros “Criança e Consumo – 10 anos de Transformação”, “Território do Brincar – Diálogos com as Escolas”, “A Última Criança na Natureza” e os filmes “Criança, a Alma do Negócio”, “Muito Além do Peso” e “Tarja Branca” serão doados para as 10 unidades de biblioteca da faculdade pelo Instituto Alana.

Com duração inicial de um ano, a parceria prevê também a organização de cines-debates com exibição do “O Começo da Vida”, “Criança, a Alma do Negócio” e “Muito Além do Peso”, de Estela Renner, e do documentário “Território do Brincar”, de Renata Meirelles, produzidos pela Maria Farinha Filmes em parceria com o Instituto Alana. As exibições serão realizadas pela plataforma VIDEOCAMP, que disponibilizará atividades complementares dos estudantes e de planejamento das aulas para os docentes.

Veja também:
– Seminário Criança e Natureza em SP e no Rio
– Espaço Alana na 7ª edição da Semana Mundial do Brincar
– Roda de conversa: a importância da empatia na educação

Os projetos Criativos da Escola, Escolas Transformadoras, Criança e Natureza, todos permeados pela questão da educação inclusiva, servirão de estudo e tema para rodas de conversas e palestras para os estudantes dos cursos de pedagogia, letras, história e geografia das Unidades Tatuapé I, Imirim, Santo Amaro, Sumaré e Belém.

Marcos Nisti, CEO do Instituto Alana, participou da assinatura do convênio com Fernando Soria Barbosa, vice-presidente executivo da Mantenedora, Professor Dr. Ramon Casas Vilarino, diretor–geral da Faculdade Sumaré, professor Dra. Andreia Martins, coordenadora do Instituto de Educação e professora Metre Luciana Alves, coordenadora de extensão e pesquisa, também representando a instituição de ensino.

Marcos Nisti, CEO do Alana, e Fernando Soria Barbosa, vice-presidente executivo da Mantenedora (Foto: Laura Leal/ Instituto Alana)
Professor Dr. Ramon Casas Vilarino, diretor–geral da Faculdade Sumaré (Foto: Laura Leal/ Instituto Alana)
Raquel Franzim, assessora pedagógica da área de Educação e Cultura da Infância do Alana (Foto: Laura Leal/ Instituto Alana)
Dra. Andreia Martins, coordenadora do Instituto de Educação durante assinatura do termo (Foto: Laura Leal/ Instituto Alana)

Foto: Free Images

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Tietê (SP) ficou em primeiro, seguido de Guarujá (SP) e Toledo (PR); o Prêmio Cidade da Criança visa reconhecer gestões que promovam boas práticas relacionadas aos direitos da criança.

A primeira edição do Prêmio Cidade da Criança, uma das categorias do Prêmio Cidades Sustentáveis, reconheceu Tietê, em São Paulo, como o município com as melhores práticas para vivência da infância entre os inscritos na competição. O Prêmio é uma iniciativa do Projeto Prioridade Absoluta, do Instituto Alana, em parceria com o Programa Cidades Sustentáveis e a Fundação Bernard van Leer (BvL).

As cidades foram anunciadas em um evento em São Paulo, no dia 24 de agosto, junto com as outras categorias do Prêmio (Bens Naturais Comuns; Cultura; Educação para a Sustentabilidade; Esporte; Governança; Mobilidade; e Saúde). A categoria Criança procurou destacar as cidades que cuidam de suas crianças por meio da implantação de política públicas e ações que lhes assegurem os direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Veja também:
– Justiça de Campinas recebe seminário ‘Primeira Infância no Estado de São Paulo’
– Relatório do Prioridade Absoluta mostra violações no transporte escolar
– Parceria com MP do Ceará busca garantir os direitos das crianças no estado

O foco em educação inclusiva e a implementação do Núcleo de Justiça Restaurativa da Educação foram algumas das ações identificadas como destaque no município de Tietê. As cidades de Guarujá (SP) e Toledo (PR) ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente. Para chegar ao resultado, foram avaliadas as boas práticas das gestões municipais inscritas e também 72 indicadores do Programa Cidades Sustentáveis, e outros relacionados aos direitos fundamentais das crianças elaborados pelo Projeto Prioridade Absoluta. O projeto Criança e Natureza, também do Instituto Alana, contribuiu com indicadores para avaliar o impacto do contato das crianças com a natureza nos municípios.

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Foto: Divulgação/ Rede Nossa São Paulo

“A iniciativa é relevante para difundir experiências nacionais bem sucedidas na garantia do cumprimento dos direitos das crianças na educação, saúde, cultura, moradia, proteção e lazer com absoluta prioridade, como estabelece o artigo 227 da Constituição Federal”, explica Isabella Henriques, diretora de Advocacy do Instituto Alana.

Oded Grajew, coordenador-geral do Programa Cidades Sustentáveis, reforçou na premiação que “as categorias são importantes para reconhecer e valorizar as boas práticas e políticas exitosas das cidades, além de servirem de estímulo e inspiração para outros prefeitos e gestores públicos do país”.

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Com o objetivo de promover a defesa dos direitos da criança em diferentes âmbitos, o Instituto Alana fechou duas parcerias com o Estado do Ceará em agosto. Uma com o Governo do Estado do Ceará para a distribuição de 7 mil DVDs do filme ‘O Começo da Vida’ para os funcionários de escolas públicas de 184 cidades do Estado. A outra parceria foi firmada entre projeto Prioridade Absoluta, do Instituto Alana, e o Ministério Público do Ceará, por meio do Centro de Apoio Operacional da Infância.

A assinatura da parceria com o Governo do Ceará aconteceu no Palácio da Abolição, com a presença da primeira-dama do Estado, Onélia Maria Leite de Santana, e de Marcos Nisti, CEO do Instituto Alana. Estavam presentes secretários Municipais de Educação e representantes das Coordenadorias Regionais de Desenvolvimento da Educação – CREDES. O objetivo é sensibilizar os educadores para questões relacionadas à infância a partir da exibição do filme de Estela Renner. As CREDE ficarão responsáveis pela organização dos encontros e distribuição dos DVDs.

No Termo de Cooperação assinado com o Ministério Público está prevista a distribuição de materiais de apoio para auxiliar na fiscalização do transporte escolar e também a exibição do documentário “O Começo da Vida” para o Sistema de Justiça em Fortaleza. A iniciativa de incluir na pauta a questão do transporte escolar surgiu da constatação de que o serviço prestado de maneira irregular e precária resulta em sérias e recorrentes violações aos direitos das crianças.

O Prioridade Absoluta também encaminhou denúncia ao Ministério Público do Ceará sobre as condições precárias do transporte escolar no Estado e sugeriu um roteiro de atuação para auxiliar o trabalho das promotorias públicas do estado na efetivação do direito das crianças a um transporte escolar de qualidade.

Foto: Via Flickr

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Nos dias 13 e 15 de julho, São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente, receberam o I Seminário Criança e Natureza organizado pelo recém lançado projeto do Instituto Alana, o Criança e Natureza. Pioneiro no Brasil, o evento procurou trazer informações e reflexões sobre a importância da conexão entre a criança e a natureza sob diferentes perspectivas: educação, saúde, cidades e meio ambiente.

Nas duas cidades o Seminário contou com uma roda de conversa com especialistas, com foco nos principais fundamentos e reflexões sobre o tema, uma vivência na natureza, conduzida pelo Instituto Romã e Instituto Árvores Vivas; conversas com organizações que já promovem a conexão de crianças e jovens com a natureza; e o lançamento do livro ‘A Última Criança na Natureza’ de Richard Louv, com palestra do autor. Tanto em São Paulo, como no Rio, os Seminários contaram com Cris Velasco, educadora e contadora de histórias, como mestre de cerimônia.

Em São Paulo, no Auditório da Bienal no Parque Ibirapuera, participaram Cecilia Herzog, professora de Projeto Urbano e Paisagismo na PUC-Rio; Daniel Becker, pediatra especialista em homeopatia; e Lea Tiriba, educadora-ambientalista. Participaram também a OUTWARD BOUND BRASIL (OBB), organização educacional, pioneira mundial em educação experiencial ao ar livre; e o Programa Rede da Vaga Lume, que faz a mediação entre educadores, escolas e ONGs da cidade de São Paulo e de comunidades rurais da Amazônia Legal brasileira.

Veja também:
– Espaço Alana na 7ª edição da Semana Mundial do Brincar
– Roda de conversa: a importância da empatia na educação
– ‘O Começo da Vida’ tem estreia mundial pelo VIDEOCAMP

No Rio de Janeiro, no Teatro Tom Jobim que fica dentro do Jardim Botânico, participaram a professora de Educação Ambiental Christiana Profice; a pedagoga Maria Amélia Pinho Pereira (Peo); o médico pediatra Ricardo Ghelman; e a canadense Suzanne Crocker que documentou nove meses de sua vida, isolada com o marido e os três filhos em uma pequena cabana no meio da floresta. Ser Criança é Natural, que promove encontros para pais e filhos, onde as crianças tem um contato direto e sensível com a natureza; e o Instituto Moleque Mateiro (IMM), criado com o objetivo de proporcionar momentos de prazer e aprendizado na natureza, participaram do evento carioca.

Além dessa intensa troca de experiências, o evento contou com a presença do jornalista norte-americano e especialista em advocacy pela infância Richard Louv, que lançou a edição em português do seu livro ‘A Última Criança na Natureza’ (‘The Last Child in the Woods’), que já vendeu mais de 500 mil exemplares e foi traduzido em 15 idiomas. O autor, referência no tema, cunhou o termo não médico Transtorno do Déficit de Natureza que busca chamar atenção para o impacto negativo da falta da natureza na vida das crianças.

Vivência realizada em São Paulo (Foto: Aline Arruda)
Maria Isabela Barros, consultora do Criança e Natureza, Daniel Becker, Cecilia Herzog, Lea Tiriba
Ana Lucia Villela e o jornalista Richard Louv (Foto: Aline Arruda)
Linha do tempo no Seminário de São Paulo (Foto: Aline Arruda)
Rita Mendonça conduzindo a vivência na natureza no Rio de Janeiro (Foto: Daniel Lobo)
Laís Fleury, coordenadora do projeto Criança e Natureza (Foto: Daniel Lobo)
Ricardo Ghelman, Peo, Cacau, professora de Educação Ambiental, Christiana Profice_RJ
Richard Louv e Suzanne Crocker no Rio de Janeiro (Foto: Daniel Lobo)
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Entre os dias 23 e 27 de maio, o Espaço Alana participou da 7ª Semana Mundial do Brincar com inúmeras atividades. Na abertura do evento foi realizado, no Jardim Pantanal, o 1º Painel Infância e Ludicidade, que reuniu educadores de São Miguel Paulista e região, para uma sensibilização sobre a importância do brincar, com a exibição do filme “Território do Brincar”. Ao longo da semana oficinas, jogos, exposição fotográfica, atividades físicas e um sarau intergeracional aconteceram no Espaço Alana.

O tema desta edição da Semana Mundial, “O Brincar que Encanta o Lugar”, buscou provocar uma reflexão sobre o poder que as crianças têm de encantar os lugares em que o brincar acontece. Além de sensibilizar e conscientizar os adultos sobre a importância do brincar e refletir sobre os impactos das consequências de haver cada vez menos tempo para isso na infância.

Durante a semana foi a vez das crianças se divertirem com jogos, oficinas de brinquedos e atividades lúdicas. No dia 25, foi celebrado o Dia do Desafio, em parceria com o SESC Itaquera, com performances de dança esportiva e circuito de recreação. Para encerrar as atividades da Semana, no dia 27, aconteceu o Sarau Cultural, que tem o apoio do Projeto Continuar, Cia. No Baú da Boneca e Grupo Poetas do Tempo.

O Slowkids, iniciativa da Respire Cultura com o apoio do Instituto Alana, também fez parte da Semana Mundial do Brincar, no dia 29, no Parque Villa Lobos, zona oeste de São Paulo.

Veja também:
– Roda de conversa: a importância da empatia na educação
– Redes contra retrocesso nos direitos das crianças
– ‘O Começo da Vida’ tem estreia mundial pelo VIDEOCAMP

Foto: Divulgação/ Instituto Alana

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Por Mariana Antonieta Prado/ Escolas Transformadoras

No dia 19 de maio, aconteceu no espaço Crisantempo uma roda de conversa que reuniu 15 especialistas de diversas áreas para discutir o conceito de Empatia, uma das quatro competências necessárias para a formação de sujeitos transformadores.

O objetivo do evento foi construir, coletivamente, um entendimento sobre a importância da empatia como um valor e como uma competência que pode ser aprendida e cultivada na escola. Isso se insere  em um contexto de transformação de visões sobre a educação que observamos no Brasil e no mundo onde a atenção volta-se para a formação integral em que habilidades, tal como as socioemocionais, que por tanto tempo estiveram fora dos muros das escolas, hoje são valorizadas.

Além desses especialistas, outras cem pessoas estiveram  presentes, entre elas, diretores ou coordenadores de institutos e fundações de educação, líderes de sindicatos e secretarias de educação, editores de veículos da mídia especializados, diretores e membros de comunidades escolares. O evento foi filmado e transmitido ao vivo parapara cerca de 1160 de 229 cidades e 16 países.

Renato Janine Ribeiro, professor titular de Ética e Filosofia da FFLCH-USP e ex ministro da educação, abriu o evento explorando os conceitos de “paixão, compaixão razão e  educação”, tal como o filósofo Rousseau os aprofundou em suas obras.

Ana Cláudia Leite e Flávio Bassi, mediadores da conversa e líderes do programa Escolas Transformadoras, partindo da premissa de que a empatia pode ser aprendida e cultivada e que ela é a base para a formação de crianças transformadoras, iniciaram o debate  com duas perguntas: Quais são as principais implicações dessas premissas para a educação? Quais estratégias e ações podemos pensar juntos para ajudar a criar e/ou ampliar a demanda social por uma educação que equacione empatia com transformação social (por exemplo, como influenciar os pais para que promovam e esperem isso da educação de seus filhos, faculdades de educação para que incorporem em sua formação docente, governos para que esteja previsto nas políticas públicas, comunicadores para que pautem essa discussão na sociedade, etc.)?

Luciana Fevorini (Colégio Equipe), Sílvia Carneiro (Escola Amigos do Verde) , Sônia Ribeiro (Escola Luiza Mahin), Ana Elisa (E.M. Des. Amorim Lima), Maria Amélia (Colégio Viver), Kátia e Marcos (CIEJA Campo Limpo),  líderes das equipes das escolas reconhecidas pelo programa,  participaram da roda de conversa, representando a rede das Escolas Transformadoras. Trouxeram para a conversa a realidade cotidiana das escolas, ilustrando com exemplos como, de fato, é de responsabilidade dos educadores propiciar condições para que a Empatia seja vivenciada e aprendida dentro da escola.

Segundo Maria Amélia, diretora do Colégio Viver, é equivocado achar que a criança é naturalmente empática: “dentro da escola, em uma situação de conflito, é muito difícil fazer com que a criança se coloque com a cabeça do outro em uma situação adversa da dele. A empatia tem que ser desenvolvida e tem mecanismos para se fazer isso. É um exercício constante que cada vez mais deixa de existir em nossa sociedade, nas famílias, nas ruas. Quando eu era pequena, a gente brincava em uma rua que existia mais diversidade. Hoje tudo é mais setorizado e isso dificulta o exercício de se colocar no lugar do outro”, disse.

Leia a publicação composta por nove artigos e um poema aqui.

Assista ao vídeo abaixo e confira como foi este encontro inspirador!

Foto: Rodolfo Goud

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Mão fazendo um desenho em uma folha branca, com tintas verde, vermelho, azul e amarelo.

As Redes Nacionais de Defesa de Direitos Humanos com atuação na área dos direitos da criança e do adolescente lançaram uma Carta Aberta contra as ameaças de retirada de direitos, diante do contexto político atual. No documento, as Redes reafirmam a importância da articulação da sociedade civil para evitar retrocessos. Clique aqui para acessar o documento.

“Nesse sentido, ressaltamos que só a permanente articulação da sociedade civil, com a unidade e a mobilização de associações, fóruns, movimentos e redes, conjugando seus esforços e assegurando a construção coletiva, poderá fazer enfrentamento à retirada de direitos e aos possíveis retrocessos”, diz um trecho do documento.

O texto é assinado pela Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente/ Seção Brasil da Defence for Children International e Representante na REDLAMYC, Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, Fórum Nacional de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente – FNDCA, Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil – FNPETI, Rede ECPAT Brasil Pelo Fim da Exploração, Abuso Sexual e Tráfico de Crianças e Adolescentes, Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), Rede Não Bata, Eduque e Rede Nacional da Primeira Infância. A seguir a íntegra da Carta Aberta.

CARTA ABERTA DAS REDES NACIONAIS DE DEFESA DE DIREITOS HUMANOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

1 – As Redes Nacionais de Defesa de Direitos Humanos, com atuação especial na temática de Direitos de Crianças e Adolescentes, bem como as demais organizações da sociedade civil, vem, reafirmando o compromisso com a área da infância e juventude, tornar pública a presente Carta.

2 – Obtivemos conquistas e promovemos avanços na última década.

3 – Ainda restam desafios a serem superados para a proteção integral e a garantia de direitos de crianças e adolescentes.

4 – As conquistas e avanços, resultados de ampla mobilização social de setores que defendem esse segmento estão ameaçados em decorrência de propostas tendentes à redução da maioridade penal, à redução da idade mínima pra o trabalho, de retirada de direitos sociais de crianças e adolescentes, de desmonte de programas de transferência de renda e projetos contra os direitos sexuais e reprodutivos, entre outros.

5 – Em referida conjuntura de fragilidades, é inaceitável o enfraquecimento da Política de Direitos Humanos e em especial de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente.

6 – Esse lamentável retrocesso, que acentua a invisibilidade da pauta de direitos humanos de crianças e adolescentes, assim como o contexto de pautas antidemocráticas leva-nos à registrar o público posicionamento.

7 –Posicionamo-nos pelo aprofundamento da democracia, que necessariamente passa pela redução das desigualdades sociais e pela ampliação de direitos, principalmente de crianças e adolescentes, dos povos tradicionais, indígenas, do campo.

8 – Somos inteiramente contrários a toda forma de corrupção, sobretudo aquela decorrente de um sistema econômico que mercantiliza a vida de crianças e adolescentes.

9 – Ressaltamos que a garantia de direitos humanos de crianças e adolescentes não pode ser enfraquecida ou esvaziada. Nesse sentido defendemos a ampliação da participação de crianças e adolescentes em todos os espaços de decisão que impactam as suas vidas.

10 – Reforçamos que o Sistema de Garantia de Direitos (SGD) precisa ser fortalecido em investimentos e cumprimento da legislação vigente. Sobretudo, o fortalecimento dos conselhos de direitos e dos conselhos tutelares, instâncias conquistadas a partir de processos democráticos.

11 – Nesse sentido, ressaltamos que só a permanente articulação da sociedade civil, com a unidade e a mobilização de associações, fóruns, movimentos e redes, conjugando seus esforços e assegurando a construção coletiva, poderá fazer enfrentamento à retirada de direitos e aos possíveis retrocessos.

12 – Reafirmamos a coesão e a unidade em torno da construção da Política de Direitos Humanos e de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, privilegiando o Fórum Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente (Fórum Nacional DCA) como espaço de articulação e mobilização das distintas organizações de direitos humanos, por meio de suas redes estaduais e locais, bem como da articulação com outras redes nacionais, reafirmando a sua legitimidade e resistindo às dissensões que acabam por vulnerabilizar a pauta de direitos e conquistas.

Assinam:

  • Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente/ Seção Brasil da Defence for Children International e Representante na REDLAMYC
  • Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes
  • Fórum Nacional de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente – FNDCA
  • Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil – FNPETI
  • Rede ECPAT Brasil Pelo Fim da Exploração, Abuso Sexual e Tráfico de Crianças e Adolescentes
  • Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH)
  • Rede Não Bata, Eduque
  • Rede Nacional da Primeira Infância

(Informações: Rede Ecpat Brasil)

Foto: Via Flickr

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Longa metragem ‘O Começo da Vida’, que aborda a importância dos primeiros anos de vida, estreia nos cinemas brasileiros e em todo o mundo, por meio da plataforma online VIDEOCAMP.

O filme ‘O Começo da Vida’, novo documentário da diretora Estela Renner (‘Criança a Alma do Negócio’ e ‘Muito Além do Peso’) entrou em cartaz em 21 cidades brasileiras no dia 5 de maio. Ao mesmo tempo, foi disponibilizado na plataforma online e gratuita VIDEOCAMP, para exibição públicas, nas cidades em que o filme não estava em cartaz, inclusive no exterior. Nos primeiros quatro dias, todas as sessões nos cinemas lotaram e 500 exibições foram agendadas pela plataforma.

“O VIDEOCAMP existe para difundir o cinema como ferramenta de transformação social, e a mensagem do ‘O Começo da Vida’ é de que se mudarmos o começo da história, mudamos a história inteira. Por isso, o VIDEOCAMP e o filme estão juntos para levar essa ideia para o maior número de pessoas em diferentes lugares”, explica Carolina Pasquali, diretora de Comunicação do Instituto Alana.

A plataforma disponibilizará o filme dublado em seis idiomas e legendado em 21 línguas, além de oferecer acessibilidade em LIBRAS, closed caption e audiodescrição, no aplicativo MovieReading para smartphones e tablets.

Gravado no Brasil e em outros oito países, ‘O Começo da Vida’ aborda os avanços da neurociência nos últimos anos sobre os primeiros anos da primeira infância – período que vai da gestação aos seis anos. A partir de entrevistas com especialistas e visita à famílias de diferentes culturas e classes sociais o filme mostra que os bebês se desenvolvem não apenas a partir de seu DNA, mas da combinação entre sua carga genética e as relações com aqueles que os rodeiam. Para Estela Renner, diretora do longa, “os registros emocionais tanto para o bem quanto para o mal têm um peso muito maior neste período, que é um momento de formação, criação e  estruturação da pessoa”, diz.

‘O Começo da Vida’ é uma produção da Maria Farinha Filmes, apresentado pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Fundação Bernard Van Leer, Instituto Alana e o UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância).

Veja também:
Alana nos CEUs: parceria entre o Instituto e a SME
– ‘Território do Brincar’ é o mais assistido no VIDEOCAMP
VIDEOCAMP está no ar com novidades

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Imagem mostra crianças brincando na natureza. Foto de montanhas, e ilustração de dois meninos

A distância das crianças com a natureza vem aumentando nas últimas décadas com a urbanização desenfreada, o uso exagerado dos aparelhos eletrônicos e a destruição contínua das áreas verdes. As crianças estão passando mais tempo em ambientes fechados, crescem muitas vezes em meio à poluição e ao barulho, e estão hipnotizadas pelas telas, em um estilo de vida cada vez mais sedentário. O projeto Criança e Natureza surge da sensibilização do impacto negativo do Transtorno do Deficit de Natureza, termo este cunhado pelo autor do livro ‘A última Criança na Natureza‘, Richard Louv, tem na saúde e no desenvolvimento das crianças. Entendendo que o ambiente natural é o seu habitat, o projeto trabalha com o objetivo de garantir que as crianças cresçam e se desenvolvam em contato direto com a natureza.

“O tema da reaproximação das crianças com a natureza ainda é um debate desarticulado e pulverizado, por isso reunimos no site diversos recursos para que os pais, familiares, educadores tenham acesso a um espaço de consulta. Queremos comunicar a sociedade sobre a importância e os impactos positivos que o contato da criança com a natureza contribui para o desenvolvimento integral infantil e para a preservação do planeta”, explica Laís Fleury, diretora do Projeto Criança e Natureza.

No site, lançado nesta quarta-feira (20), além da biblioteca há uma lista com os benefícios de estar ao ar livre, um espaço para a divulgação das ações do projeto, e materiais para incentivar os adultos a levarem as crianças para a natureza, entre eles o Clube Natureza em família, que disponibiliza um manual de como reunir famílias para passarem mais tempo juntas na natureza. As estratégias e ações são desenvolvidas para envolver famílias, educadores e o poder público nessa missão de reaproximar as crianças da natureza.

Acesse o site: criancaenatureza.org.br

Acompanhe as novidades pelo Facebook do projeto.

 

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Evento no Tucarena, em São Paulo, comemorou os 10 anos do projeto e reuniu diversos amigos e parceiros importantes dessa trajetória.

Foram 10 anos de luta, histórias, discussões e conquistas. Nessa última década, o tema do consumismo infantil e a bandeira do fim da publicidade dirigida às crianças foram colocados em discussão pelo projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, ao lado de inúmeros parceiros. Para celebrar essa trajetória, amigos, conhecidos e interessados no debate participaram do evento comemorativo de 10 anos do projeto, no dia 14 de abril de 2016, no Tucarena, em São Paulo. Um momento para relembrar, compartilhar novos caminhos e também de reencontrar antigos companheiros.

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– Decisão histórica: STJ proíbe publicidade dirigida às crianças
– Criança e Consumo é “história de sucesso” no Congresso da CI
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Durante o evento foi lançado o livro Criança e Consumo – 10 anos de Transformação, que traz artigos, na sua maioria inéditos, de conselheiros do projeto e especialistas que auxiliam na construção dessa história. Para coroar o momento, os conselheiros presentes participaram de uma roda de conversa mediada pela jornalista Maria Cristina Poli, na qual levaram seus olhares multidisciplinares para a questão do consumismo infantil seus impactos não somente no desenvolvimento infantil, mas na sociedade, nas famílias, no meio ambiente e na economia. (Leia mais sobre o debate aqui). Na abertura, o Grupo Teatro Livre apresentou cenas da peça Homo Shoppiens, que questiona a sociedade de consumo em que vivemos e a condição de estarmos imersos nesta lógica.

Nesse momento comemorativo e de reflexão, o Criança e Consumo segue trabalhando para ampliar o debate sobre consumismo infantil e seus impactos sociais, ambientais e econômicos nos mais diferentes âmbitos e regiões do país fazendo valer os direitos de nossas crianças.

Vida longa ao Criança e Consumo!

Foto: Paulo Otero
Foto: Paulo Otero
Foto: Paulo Otero
Foto: Paulo Otero
Foto: Paulo Otero
Foto: Paulo Otero
Foto: Paulo Otero
Foto: Paulo Otero
Foto: Paulo Otero
Foto: Paulo Otero
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Espaço Alana virou um grande palco para palhaçadas, músicos e personagens de diversas histórias no último sábado (26/03) com a Viradinha. A programação infantil, que faz parte do Circuito Municipal de Cultura, levou ao Espaço no Jardim Pantanal, zona leste de São Paulo, diversão e brincadeira para as crianças da região.

O palhaço Benedito Fri Fri com sua apresentação do “Cordel do Benedito” recitou contos de sua autoria. Entre uma risada e outra, as crianças se divertiram também com o teatro de mamulengo do Mestre Valdeck de Garanhuns, “O Casamento de Simão e Marieta”.

Viradinha_Espaco_Alana

Foto: Espaço Alana

Ao longo do dia, o grupo Recreart realizou oficinas de horta e fantasia com os pequenos, além de atividades com corda, bolinha de gude e túnel de pano.

As crianças também puderam brincar em dois pula pulas, pneus coloridos espalhados pelo Espaço Alana e por que não dar uma descansada nas cadeiras de praia entre uma atividade e outra?

Para encerrar esse dia pra lá de animado o Grupo Triii cantou e interagiu com as crianças e com os adultos também!

A próxima “Viradinha” está programada para junho!

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O projeto Biblioteca Multiplicadora: Programação Viva e Permanente, do Espaço Alana, participou do edital de fomento a projetos sociais da Fundação Salvador Arena de 2016. Entre as 80 propostas recebidas pela entidade, o projeto do Alana foi um dos 10 selecionados.

A Biblioteca Multiplicadora foi elaborada com o objetivo de oferecer às crianças, jovens e adultos moradores do Jardim Pantanal o acesso à cultura e a prática da leitura. Com o edital, o projeto viabiliza a aquisição de novos equipamentos, materiais e livros para a Biblioteca Espaço Alana.

O Programa de Apoio a Projetos Sociais, da Fundação Salvador Arena, procura ações e iniciativas do Terceiro Setor que tenham potencial de transformação e promoção social voltadas para populações que vivem em situação de vulnerabilidade e risco social no ABC, São Paulo e outros municípios do Estado de São Paulo. O Programa oferece recursos financeiros e assessoria técnica na elaboração e no gerenciamento dos projetos sociais selecionados.

Foto: Instituto Alana

Veja também:
– Duas feiras, dois espaços e muitas trocas
– Alana firma parceria e leva MIT ao Jardim Pantanal
– Jardim Pantanal comemora novo Espaço Alana

 

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Ana Lucia Villela participou do evento que celebra o Dia Internacional da Síndrome de Down

Convidada a participar de um evento comemorativo na Organização das Nações Unidas (ONU), em razão do Dia Internacional da Síndrome de Down, Ana Lucia Villela, presidente do Instituto Alana, contou, na última segunda-feira (21/03), sobre os motivos que a levaram a criar, juntamente com seu marido Marcos Nisti, a Alana Foundation. Baseada nos Estados Unidos e totalmente filantrópica, a Fundação foi criada para investir em pesquisas de ponta, inovadoras e capazes de transformar o mundo.

“Nós não apenas investimos em pesquisa, mas também encorajamos pesquisadores a trabalharem com diferentes culturas e a pensar ‘fora da caixa’”, contou Ana Lucia no evento. “Um dos princípios do Instituto Alana é que todas as pessoas nascem com potenciais e, por conta dessa crença, começamos a investir em novas pesquisas voltadas também à síndrome de Down”, explicou.

Atualmente, a Alana Foundation financia um estudo que pretende avaliar o impacto social da convivência de alunos com e sem deficiência nas escolas inclusivas. “Descobrimos que crianças com síndrome de Down tendem a desenvolver certas características, como a tolerância e a compaixão, que estimulam crianças não deficientes a desenvolverem suas qualidades e habilidades”, explicou Ana Lucia durante sua fala na ONU.

Veja também: 
– Outro Olhar – Convivendo com a Diferença
– McKinsey exibe estudo sobre síndrome de Down na ONU

Ao longo de seu discurso, ela compartilhou, também, histórias sobre preconceito e intolerância. “Inclusão é o oposto de segregação. Preconceito é o medo do que é desconhecido. É por isso que devemos ajudar as crianças a aprender com aqueles que não são apenas semelhantes, mas também diferentes”, explicou Ana Lucia.

Crente de que todos os estudantes deveriam ter a oportunidade de aprender a respeitar os demais e a valorizar a diversidade, finalizou: “Ainda temos muito que aprender e precisamos seguir investindo nas crianças. Mas, se essa nova geração experimentar o processo de inclusão nas escolas hoje, eu acredito que será muito mais difícil encontrar intolerância amanhã”.  (Assista na íntegra aqui)

Foto: Via Free Images

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O julgamento, inédito, foi da 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, relativo à campanha da Bauducco “É Hora de Shrek”; decisão impacta toda a indústria

Em decisão histórica a 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu como abusiva e ilegal a publicidade que se dirige à criança. A deliberação ocorreu nesta quinta-feira (10)  durante o julgamento da campanha “É Hora de Shrek”, de 2007, da empresa Pandurata, detentora da marca Bauducco. Nela, as crianças precisavam juntar cinco embalagens de qualquer produto da linha ‘Gulosos Bauducco’ e pagar mais R$5,00 para ganhar um relógio exclusivo do filme.

A Ação Civil Pública do Ministério Público de São Paulo teve origem na atuação do Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana, que alegou a abusividade da campanha por se dirigir ao público infantil e o fato de se tratar de venda casada. Em 4 de julho de 2007, a empresa foi notificada pelo Criança e Consumo sobre os abusos da promoção. Na sequência, o caso foi denunciado ao Ministério Público de São Paulo com o relato das ilegalidades cometidas. O Ministério Público propôs Ação Civil Pública. Em 2013, o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou a Pandurata ao pagamento de R$ 300 mil de indenização pelos danos causados à sociedade pela campanha publicitária de 2007. (Leia o caso na íntegra aqui)

A Pandurata recorreu e o caso chegou ao STJ. No Tribunal da Cidadania, a advogada Daniela Teixeira, representando o Alana como amicus curiae, argumentou:

“A propaganda que se dirige a uma criança de cinco anos, que condiciona a venda do relógio à compra de biscoitos, não é abusiva? O mundo caminha para frente. (…) O Tribunal da Cidadania deve mandar um recado em alto e bom som, que as crianças serão, sim, protegidas.”

O ministro Humberto Martins, relator do recurso, destacou, no voto, tratar-se de venda casada, pois “o consumidor não pode ser obrigado a adquirir um produto que não deseja”. Segundo Martins, trata-se de uma “simulação de um presente, quando na realidade estou condicionando uma coisa à outra”.

O ministro Herman Benjamin seguiu com veemência o relator:

“Temos publicidade abusiva duas vezes: por ser dirigida à criança e de produtos alimentícios. Não se trata de paternalismo sufocante nem moralismo demais, é o contrário: significa reconhecer que a autoridade para decidir sobre a dieta dos filhos é dos pais. E nenhuma empresa comercial e nem mesmo outras que não tenham interesse comercial direto, têm o direito constitucional ou legal assegurado de tolher a autoridade e bom senso dos pais. Este acórdão recoloca a autoridade nos pais.” (Leia o voto transcrito aqui. Para ouvir na íntegra clique aqui)

Por sua vez, o ministro Mauro Campbell ressaltou que o acórdão irá consignar a “proteção da criança como prioridade”, e não o aspecto econômico do caso. Campbell lembrou que o Brasil é o único país que tem em sua Carta Magna dispositivo que garante prioridade absoluta às necessidades das crianças, em todas as suas formas.

A decisão corrobora, de maneira irrefutável, o trabalho do Projeto Criança e Consumo, que completa 10 anos em 2016. “É o reconhecimento da criança como prioridade absoluta, inclusive nas relações de consumo. Esse é um grande marco para nós e traz, certamente, uma mudança de paradigma”, comemora Isabella Henriques, Diretora de Advocacy do Alana, responsável pelo projeto (Leia mais aqui).

*com informações do Migalhas

Foto: Via Flickr


No último dia 19 de fevereiro, aconteceu no Centro Educacional Unificado do Butantã, o evento Alana nos CEUs, fruto de um acordo de cooperação técnica entre o Instituto Alana a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (SME). A parceria tem por objetivo contribuir para a composição cultural dos CEUs, por meio da viabilização de ferramentas disponíveis em projetos do Instituto.

Ana Carolina Volkmer, representante da Secretaria Municipal de Educação e Indira Arruda Pineda, coordenadora do CEU Butantã, abriram o evento ao público de coordenadores e professores dos CEUs. “Esta parceria com é muito importante para nós. Este é só o começo de um diálogo sobre a infância, que queremos trazer para os CEUs, com o apoio do Alana.”, ressaltou, Ana Carolina.

Ana Claudia Leite Arruda, Diretora de Educação e Cultura da Infância, fez a apresentação institucional do Alana, e na sequência, Maria Helena Masquetti, psicóloga do Instituto, e Josi Campos, coordenadora do VIDEOCAMP, falaram sobre o poder transformador do cinema e como a plataforma VIDEOCAMP, que reúne filmes que provocam, sensibilizam e inspiram, pode ser usada dentro e fora da sala de aula para gerar mudanças.

O curta Território do Brincar – Diálogos nas Escolas foi exibido, e logo após, Renata Meirelles, coordenadora do Território do Brincar, falou sobre projeto e respondeu dúvidas da plateia. Por último, Estefania Lima, representante da Feira de Trocas de Brinquedos, convidou os coordenadores e professores dos CEUs para participarem de oficinas sobre o projeto, que acontecerão durante o primeiro semestre, com o intuito de formar multiplicadores das feiras.

A plateia se mostrou muito interessada pelos temas e ferramentas apresentados. Uma das participantes declarou que a apresentação foi tão inspiradora, que a fez voltar a sonhar. “A gente morre de medo de deixar as crianças brincarem, mas o Território do Brincar é muito inspirador. Quero voltar para escola e fazer tudo diferente”, disse, uma professora presente do evento.

Foto: Renata Franco

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Lançado na plataforma em 2015, o documentário registra, até o momento, mais de 1500 exibições públicas

Desde sua estreia no VIDEOCAMP, em maio de 2015, o documentário “Território do Brincar”, que mostra um passeio pela geografia dos gestos infantis nas brincadeiras, obteve grande sucesso, sendo o filme mais exibido pela plataforma. No Brasil, ele foi apresentado em 455 municípios de 24 estados, além de Brasília (DF). No exterior ele está circulando por Festivais de Cinema, e a partir de segundo semestre de 2016, estará disponível legendado, pela plataforma da VIDEOCAMP.

Ao longo de dois anos, os documentaristas Renata Meirelles e David Reeks percorreram diversas regiões brasileiras registrando o brincar universal de meninos e meninas de diferentes realidades. As imagens originaram o longa-metragem ‘Território do Brincar’ que nos cinemas teve mais de 5.500 espectadores. Na audiência do VIDEOCAMP, por sua vez, os números chegam a 49.100 espectadores até o momento.

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– Território lança material sobre o brincar nas escolas

Por meio do VIDEOCAMP, o longa-metragem foi exibido dentro da Floresta Amazônica, na aldeia Tuba-Tuba que fica no parque indígena do Xingu, no estado do Mato Grosso. O filme chegou também em pequenas cidades como Palmeiras Caeté Açú, localizada no Vale do Capão da Chapada Diamantina (BA), que possui 8 mil habitantes, assim como Pedra Bela (SP), cuja população é estimada em 6 mil habitantes.

O VIDEOCAMP é uma plataforma criada pelo Instituto Alana e Maria Farinha Filmes, e, além de oferecer visualizações individuais, possibilita que interessados organizem exibições públicas gratuitas de alguns títulos disponíveis. Para ter acesso, basta preencher um cadastro no próprio site.

Foto: Divulgação/ Território do Brincar

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Manifesto pede que perspectiva do Desenvolvimento Integral permeie todos os pontos da Base Curricular Nacional, que está em processo de construção.

O Instituto Alana, ao lado de outras organizações da sociedade civil, assinou um manifesto que pede a inclusão do Desenvolvimento Integral de forma mais explícita e transversal na Base Curricular Nacional. O texto, produzido pelo Movimento pela Base Nacional Comum, tem o propósito de mobilizar e sensibilizar o Ministério da Educação sobre o tema, além de buscar um engajamento de outras organizações.

O documento preliminar da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) está aberto à consulta pública até dia 15 de Março e apresentará o conjunto de conhecimentos e habilidades essenciais que cada estudante brasileiro tem o direito de aprender durante a Educação Básica para se desenvolver como pessoa.

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Frente Parlamentar da Criança e do Adolescente é relançada

A legislação brasileira vigente ressalta que a finalidade da educação é promover o pleno desenvolvimento do aluno (artigo 205 da Constituição Federal, artigo 53 do Estatuto da Criança e do Adolescente e artigo 2 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), e que, portanto, deve contribuir em todas as dimensões, física, intelectual, social, emocional e simbólica, ao longo da trajetória escolar.

O Movimento pela Base Nacional Comum quer garantir que a BNCC contemple aprendizagens associadas a todas estas dimensões e que a educação brasileira seja orientada para o Desenvolvimento Integral. O manifesto defende ainda que esta perspectiva inspire o propósito, a concepção formativa, a abordagem das áreas do conhecimento, das etapas de ensino e dos objetivos de aprendizagem presente na BNCC.

Para saber mais acesse: http://movimentopelabase.org.br/

Foto: Free Images

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Em fevereiro de 2015, Wellington Nogueira, no evento do lançamento do projeto Criativos da Escola no Brasil, lançou aos convidados a seguinte pergunta: “Para onde a criatividade pode nos levar?” Naquele momento, tínhamos algumas suspeitas, mas não imaginávamos o que estaria por vir. Dez meses depois, no evento de celebração do Desafio Criativos da Escola, que aconteceu no dia 11 de dezembro, vieram as respostas mais bonitas, surpreendentes e inspiradoras, pelas vozes de 25 crianças e jovens e 10 educadores de todo o país.

A semana da premiação começou no dia 8, quando os cinco grupos vencedores do Desafio desembarcaram em São Paulo, vindos de vários cantos do país: Porto Velho (RO), Parnamirim (RN), Simões Filho (BA), Pacoti (CE) e Sobradinho (DF). Do aeroporto, foram direto para o Centro Paulus, uma hospedaria em meio à natureza em Parelheiros, no extremo sul da cidade.

Lá a equipe do Criativos e os grupos passaram dois dias se conhecendo, compartilhando experiências, sonhando com o seria feito dali pra frente e, sobretudo, tirando ideias do papel e trazendo-as para a realidade. Para conduzir uma experiência transformadora e inesquecível, a equipe do Mesa&Cadeira reuniu 10 profissionais apaixonados pelo que fazem para ajudar a cumprir uma missão.

O desafio posto era criar uma plataforma para comunicar, inspirar e mobilizar outros jovens a se engajarem na transformação de suas realidades. Depois de muitas conversas, ideias, risadas, trocas, emoções e, principalmente, mão na massa e envolvimento de todos, nascia o movimento Eu sou Criativo, criado por e para crianças e jovens de todo o país.

No dia 11, na Avenida Paulista, 150 pessoas foram ao Itaú Cultural para conhecer os projetos vencedores do Desafio Criativos da Escola – contados pelos seus protagonistas – e ver o que havia sido criado por esses criativos ao longo dos dois dias anteriores. No inicio do evento, uma homenagem ao movimento da ocupação de Escolas Estaduais de São Paulo protagonizado por estudantes que estão coletivamente repensando, construindo e se apropriando de suas escolas: “Antes a gente seguia regras, obedecia, agora estamos aprendendo de verdade, todos os alunos têm voz”, disse Brenda, uma das representantes da Escola Manuel Ciridião Buarque.

Em seguida, vieram as apresentações dos cinco projetos vencedores: Gaiolas LiteráriasAr refrigerado e água: uma combinação que dá vida,História Construída por Blocos, Grupo de Apoio e Conselhos (GAC) e Jovem Explorador. No palco, um misto de emoção, orgulho e alegria que tomava conta; pelos microfones, ecoavam depoimentos que ficarão guardados na memória de quem os escutou.

Os alunos apresentaram o movimento Eu sou Criativo, com a exibição do vídeo-manifesto feito por eles próprios. E, para encerrar a manhã, muita música com os Embatucadores e a Banda Alana. Uma festa linda, emocionante e muito inspiradora, que ficará na memória de quem estava presente. E os grupos se despediram com a certeza de que, nesses quatro dias, muitas flores foram colhidas e outras tantas sementes foram plantadas. Que venham as próximas colheitas.

*texto publicado originalmente no site do Criativos da Escola

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O Instituto Alana assinou um manifesto que repudia a atual proposta do Governo do Estado de São Paulo de reorganizar a rede estadual de ensino e exige o direito à participação social e ao acesso à transparência da informação pública.

Lei abaixo o manifesto assinado por diversas organizações:

As organizações abaixo assinadas manifestam sua indignação e repúdio à forma autoritária pela qual o processo de reorganização escolar da rede estadual de ensino tem sido encaminhado pelo governo estadual, caracterizado pela falta de informações consistentes, públicas e transparentes que deram base a tal decisão e pela insistência em desconsiderar as demandas de milhares de famílias. Com apoio de diversos setores da sociedade, a mobilização dos estudantes paulistas em defesa da escola pública e em resistência à política de reorganização escolar cresceu em todo o estado de São Paulo, demonstrando a profunda inadequação da proposta.

Da maneira como tem sido encaminhada, a reorganização escolar ocasionará o remanejamento compulsório de mais de trezentos mil alunos, impactando o cotidiano de inúmeras famílias, a atividade profissional de milhares de professores e demais profissionais da educação, sem contar as mudanças desencadeadas nas escolas que permanecerão na rede estadual, como o aumento do número de estudantes por turmas e o acirramento dos problemas relativos ao atendimento da educação de jovens e adultos e de estudantes com deficiência e transtornos globais do aprendizado, só para listar alguns exemplos. Apesar de prever o fechamento de noventa e três escolas, não há nenhuma garantia de uso dos prédios públicos para outras atividades educacionais e nem a previsão de recursos financeiros e humanos para o desenvolvimento das ações propostas.

Destaca-se a falta de informações públicas e transparentes a respeito dessa política, tanto para subsidiar o debate público, como para respaldar as decisões tomadas. A proposta não foi apreciada nem mesmo pelas próprias instâncias estaduais de mobilização e normatização da educação, tais como o Conselho Estadual de Educação e o Fórum Estadual de Educação. No que se refere à elaboração do Plano Estadual de Educação, destaca-se ainda a tentativa unilateral do governo do Estado de São Paulo de se desresponsabilizar do ensino fundamental, considerando as intenções de ampliar a municipalização prenunciada no acréscimo da meta 21 ao Plano Estadual de Educação em debate na Assembleia Legislativa.

A falta de diálogo ficou evidente pela reação da comunidade escolar e, em especial, dos estudantes, que ocuparam quase duzentas unidades escolares. A intransigência por parte de determinados gestores educacionais e escolares se manifestou em diversas unidades, com a coação de estudantes e a divulgação de informações equivocadas, confundindo as comunidades escolares. Tal situação é um explícito desrespeito aos princípios de gestão democrática e do direito à participação dos jovens e familiares na definição dos processos educacionais, políticos e sociais, tais como previstos na Constituição Federal (artigos 205 e 206), no Estatuto da Criança e do Adolescente (artigos 53 e 58), na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (artigos 2º, 3º, 14 e 15) e no Estatuto da Juventude (Artigo 3º) e reiterados pelo Tribunal de Justiça, na decisão, em sede liminar, da legítima manifestação dos estudantes e da necessidade de debate da política pública proposta.

Além das violações no direito ao acesso à informação e à participação social, destacam-se algumas preocupações com relação ao conteúdo da reorganização escolar proposta pelo governo estadual. A referida proposta desconsidera o impacto da política no médio e no longo prazo para as escolas que permanecerão na rede, ignorando inclusive os dispositivos sobre acesso, permanência e qualidade previstos no Plano Nacional de Educação (Lei 13.005/14) e na Emenda Constitucional 59 de 2009, tais como a obrigatoriedade do ensino para todos os jovens de até 17 anos a partir de 2016, a superação do analfabetismo e a elevação da taxa líquida no ensino médio e da escolaridade da população entre 18 e 29 anos.

Inconsistências metodológicas também foram identificadas no documento base apresentado como subsídio para a proposta de reorganização escolar, tal como explicitado em estudo realizado por professores do Bacharelado e do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas da UFABC¹. Nesse estudo, conclui-se que o documento tem graves inconsistências quanto à fundamentação científica e à escolha das variáveis e, portanto, não apresenta elementos para fundamentar, nem sequer sugerir, as conclusões anunciadas pela Secretaria Estadual de Educação quanto aos impactos da política de reorganização.

Os inúmeros posicionamentos públicos apresentados por universidades paulistas de excelência (Congregação das Faculdades de Educação da UNICAMP e da USP, Conselho de Graduação da Unifesp), entidades sindicais, movimentos sociais, fóruns, redes e organizações da sociedade civil, bem como as manifestações e ocupações de escolas estaduais, demonstram a grande insatisfação e as significativas preocupações em relação à reorganização proposta pelo governo estadual.

Assim sendo, as instituições e entidades signatárias conclamam a Secretaria Estadual de Educação a atender aos reclamos de estudantes, da sociedade civil organizada e da comunidade científica, deixando de implementar, nesse momento, o projeto de reorganização da rede estadual de ensino. Reivindicamos que a decisão sobre uma eventual reorganização da rede estadual esteja de fato embasada em efetivos processos participativos, com amplo debate social, por meio da realização de audiências públicas regionalizadas; em planos de médio e longo prazos para a educação paulista; e em estudos melhor fundamentados que justifiquem determinadas decisões; bem como no dimensionamento do impacto em termos de recursos financeiros, humanos e pedagógicos das unidades que permanecerão e daquelas que eventualmente venham a ser encerradas.

Declaramos também nosso apoio aos estudantes e familiares e a todos aqueles que, ao lado dos professores e demais profissionais da educação, têm defendido e lutado cotidianamente por uma escola pública de qualidade que garanta o direito à educação de todas as crianças, adolescentes, adultos e idosos no estado de São Paulo. Nesse sentido, também solicitamos respeito e cuidado com a situação dos estudantes concluintes do ensino médio, para que não haja retaliações àqueles e àquelas que se mobilizaram contra a reorganização escolar e que sejam providenciados os documentos necessários de forma a não prejudicar a continuidade de sua trajetória escolar.

Com muita preocupação, manifestamos ainda que a sociedade não admitirá qualquer tipo de violência ou abuso das autoridades governamentais contra os estudantes que legitimamente vêm se organizando por meio das ocupações de unidades escolares e em manifestações de rua. Preventivamente, medidas judiciais de proteção desses estudantes devem ser tomadas para que não haja risco de que se fira a integridade das/dos adolescentes e jovens e o seu direito à livre manifestação.

30 de novembro de 2015.

Assinam:

Ação Educativa – Assessoria, Pesquisa e Informação

AMARRIBO Brasil

Associação Cidade Escola Aprendiz

Associação de Cooperação, Promoção e Incentivo à Cidadania – Associação Cooperapic
Centro de Estudos Educação e Sociedade – CEDES

Centro de Estudos e Pesquisas em Educação e Ação Comunitária – Cenpec

Comitê São Paulo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação

Conselho de Representantes dos Conselhos de Escola – CRECE

CORSA – Cidadania, Orgulho, Respeito, Solidariedade e Amor Diretoria da Associação dos Docentes da USP

ECOS – Comunicação em Sexualidade

Escola de Governo

Fórum Municipal de Educação de São Paulo

Fórum Municipal de Educação Infantil de São Paulo

Fórum de Educação de Jovens e Adultos do Estado de São Paulo

Fórum Paulista de Educação Infantil

Geledés – Instituto da Mulher Negra

Grupo THESE – Projetos Integrados de Pesquisas em Trabalho, História, Educação e Saúde (UFF-UERJ-EPSJV-Fiocruz)

GT Educação da Rede Nossa São Paulo

Instituto Alana

Instituto Avisa Lá – formação continuada de educadores

Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário – IBEAC

Instituto Paulo Freire

Mais Diferenças

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST

Movimento Negro Unificado

SINTEPS – Sindicato dos Trabalhadores do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza

União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo – UMES

 

 

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O Campaign for a Commercial-Free Childhood  (CCFC) é um movimento de conscientização dos malefícios da publicidade direcionada às crianças e promove uma infância livre dos interesses comerciais.

Ana Lucia Villela, presidente e co-fundadora do Instituto Alana, juntou-se ao Conselho Administrativo do Campaign for a Commercial-Free Childhood (CCFC) – Campanha para uma Infância Livre de Comércio (tradução livre) – organização não-governamental com sede nos Estados Unidos. O CCFC, fundado em 2000 pela psicóloga Susan Linn e um grupo de educadores, profissionais da saúde e pais, trabalha para apoiar os esforços das famílias que se preocupam em evitar a exposição das crianças à publicidade e luta pelo fim do marketing direcionado ao público infantil.

O CCFC anunciou em sua última newsletter a chegada da nova conselheira. “Estamos animados em ter a paixão, liderança e experiência da Ana Lucia em nosso Conselho”, dizia o texto. “Depois de participar de um dos Consuming Kids Summits do CCFC, ela levou ao seu país a luta pelo combate à publicidade para crianças com a criação do Projeto Criança e Consumo. Desde então, a iniciativa, que faz parte do Instituto Alana, conquistou diversas vitórias”, completa o texto.

Ana Lucia é formada em Pedagogia e Administração, com mestrado em Psicologia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Ela é membro do conselho de várias instituições do terceiro setor, como a Conectas Direitos Humanos, Itaú Cultural, Instituto Akatu e Brincante. Ana Lucia também é membro da Ashoka Fellows, rede de empreendedores sociais.

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Plataforma criada pelo Instituto Alana e pela Maria Farinha Filmes tem o intuito de promover o cinema como ferramenta de transformação social.

A versão completa do VIDEOCAMP está no ar: trilíngue Mídia (português, inglês e espanhol), a plataforma é um canal de comunicação que reúne filmes e indicações de produções cinematográficas que provocam, sensibilizam e inspiram. Criada pelo Instituto Alana em parceria com a Maria Farinha Filmes, a plataforma sobe com mais de 100 filmes cadastrados, sendo que muitos estão disponíveis para exibição pública gratuita.

O VIDEOCAMP possibilita que produtores do mundo todo cadastrem seus filmes e os disponibilizem para exibições públicas gratuitas ou visualizações individuais. No cadastro também será possível incluir conteúdos extras com informações complementares ao tema abordado pelo filme, como por exemplo, instituições que trabalham o tema ou livros e materiais explicativos. Todas as inscrições passam por uma avaliação técnica e de conteúdo que levará em conta a mensagem e seu potencial de transformação do mundo.

Veja também:
– VIDEOCAMP é lançado no Festival SXSW em Austin (EUA)

O VIDEOCAMP também reúne indicações de filmes inspiradores disponíveis em outras plataformas. “O importante é que os filmes emocionem, divirtam e toquem os espectadores promovendo debates e reflexões. Queremos que essas causas ganhem força com novos agentes multiplicadores”, explica Carolina Pasquali, diretora de comunicação do Alana. Vale dizer que o Alana sempre apostou em filmes para amplificar o alcance das causas com as quais trabalha. O “Muito Além do Peso”, por exemplo, patrocinado pelo Instituto, já chegou a mais de 5 milhões de pessoas e contribuiu para várias mudanças importantes no tema da obesidade infantil.

Trata-se de uma forma alternativa de distribuição, que busca o impacto, e funciona tanto para o produtor do filme, que aumenta o público da sua obra, quanto para o espectador, que acessa um conteúdo de qualidade e amplia sua visão de mundo. “Essa nova estratégia, que conecta o público com causas, têm um grande potencial de engajamento e transformação”, conta Luana Lobo, sócia e diretora de distribuição híbrida da Maria Farinha Filmes.

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Parte de baixo de algumas bexigas coloridas.

Nesta quinta-feira (26) será relançada em Brasília a Frente Parlamentar Mista de Promoção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. O evento, que contará com a cerimônia de posse dos parlamentares, ocorre durante a programação da campanha “16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”. Estão previstas também comemorações pelo aniversário de 26 anos da Convenção Internacional dos Direitos da Criança da ONU e também homenagens à ex-coordenadores da Frente em outras legislaturas.

A Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Congresso Nacional foi constituída em 1993 e desde então, vem construindo e consolidando uma agenda em favor das crianças e dos adolescentes no Congresso. O movimento é suprapartidário de parlamentares, que conta com apoio de organizações governamentais, não governamentais e organismos internacionais.  O Instituto Alana fará parte da frente e acredita que a construção em conjunto com os movimentos sociais e com a sociedade civil é fundamental para um diálogo democrático.

Lançamento e ato de posse da Frente Parlamentar Mista de Promoção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente
Data: 26/11/2015
Horário: 10h30
Local: Salão nobre da Câmara dos Deputados

Foto: Via Flickr

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Em dezembro de 2015, líderes mundiais se reúnem pela última vez nesta década para discutir como os países vão enfrentar as mudanças climáticas. Para pressionar os governantes brasileiros a apresentar metas mais ousadas, dia 29 de novembro acontece a Mobilização Mundial pelo Clima, no vão livre do MASP. Além da mobilização contra as mudanças no clima, o evento terá uma programação cultural e educativa que inclui a Feira de Trocas de Brinquedos, uma iniciativa do Instituto Alana.

“A Feira busca promover a colaboração entre as crianças a partir da troca de brinquedos usados, e também incentiva a socialização. É uma alternativa sustentável de lazer que envolve reflexões sobre consumo e permite que as crianças deem um novo significado aos brinquedos”, explica Renata Franco, coordenadora das Feiras.

Veja também:
– Filmes, trocas e atividades culturais na Virada Sustentável
– Duas feiras, dois espaços e muitas trocas

A participação do Instituto Alana, através de seus Projetos Criança e Consumo e Prioridade Absoluta, endossa um pedido de outras organizações, coletivos, e redes que assinaram um manifesto aos líderes brasileiros para que haja um consenso e soluções para frear as mudanças climáticas, para que possamos deixar um mundo melhor em especial para as crianças, razão de defesa e proteção do Instituto.

A Mobilização Mundial pelo Clima, em São Paulo, acontece um dia antes da Conferência do Clima de Paris e promete ser uma das grandes manifestações, com estimativa de público de aproximadamente 700 mil pessoas, em prol de metas de redução da emissão de gases de efeito estufa mais eficazes, já que o Brasil é o sétimo maior emissor de gases de efeito estufa no mundo. Estão programadas atividades culturais e oficinas na frente do MASP, às 14h a marcha do MASP ao Ibirapuera e às 17h o show pelo Clima.

Serviço:

Feira de Trocas de Brinquedos – Mobilização Mundial pelo Clima
Data: 29 de novembro de 2015, às 10 às 14 hs
Local: Casa das Rosas
Endereço: Avenida Paulista, 37, em São Paulo / SP

 

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O concurso realizado pelo Prioridade Absoluta em parceria com a Agência Pública selecionou cinco projetos que retrataram a questão em diferentes lugares do Brasil.

Foram 77 inscrições de 16 estados brasileiros, cinco selecionadas dos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará e Pará, mais de 40 compartilhamentos no Facebook e quase 100 republicações por outros veículos de comunicação. Esses foram alguns dos resultados da parceria entre o Projeto Prioridade Absoluta, do Instituto Alana, com a Agência Pública, de jornalismo investigativo independente. O concurso lançado em abril distribuiu cinco microbolsas no valor de R$ 5 mil para a execução de matérias jornalísticas com o tema: “água e os direitos da infância”.

A ideia do concurso surgiu da preocupação com os direitos das crianças durante a crise de abastecimento hídrico que diversas regiões do país enfrentam, com intuito de mostrar histórias que muitas vezes não são contadas. “Queremos ressaltar por meio dessas reportagens a importância de efetivar o artigo 227 da Constituição Federal, que coloca as crianças como prioridade absoluta nos planos e preocupações da nação, mas que muitas vezes é violado”, afirma Isabella Henriques.

A primeira matéria publicada no dia 24 de agosto foi Hoje não tem água nem aula, autoria de Camila Camilo. A reportagem mostra a realidade das escolas paulistas que desde 2013 sofrem com a crise de abastecimento hídrico. Para pais, professores e diretores, a falta de orientação agrava a situação dos alunos. Leia na íntegra.

Ilha dos marinheiros: à margem de Porto Alegre, realizada por Gabrielle de Paula, Luis Felipe Abreu e Yamini Benites, foi o segundo projeto publicado, e dessa vez com exclusividade no Jornal Zero Hora, do Rio Grande do Sul. A matéria revela outra faceta da capital gaúcha, onde crianças vivem em palafitas em meio às águas poluídas do rio Guaíba. Leia na íntegra.

A terceira reportagem, Caminhões-pipa no Ceará entregam água imprópria à população, de Thays Lavor, mostrou a realidade de moradores do estado nordestino que reclamam da qualidade da água distribuída na operação de combate emergencial à seca que se arrasta há quatro anos e ainda constatou que crianças e idosos têm adoecido por causa da contaminação. O governo do Estado inclusive emitiu uma nota em resposta a reportagem. Leia na íntegra.

Em Minas Gerais, Cibelih Hespanhol, Helen Santa Rosa, João Roberto Ripper realizaram a reportagem Nem água nem terra que mostrou a vida das crianças de comunidades vazanteiras que vivem de acordo com o ciclo natural do São Francisco e que agora sofrem com a crise do rio. Leia na íntegra.

E por último O Preço da Água, de Sarah Fernandes, mostrou como a concessão do abastecimento para a Odebrecht Ambiental, no sudeste do Pará, veio acompanhada de tarifas altas e que por isso, muitos moradores de baixa renda precisam decidir entre pagar a conta ou garantir a alimentação das crianças. Leia na íntegra.

Além das cinco selecionadas, a Agência Pública conseguiu por meio de financiamento coletivo executar mais um projeto inscrito no concurso, “Infância Interditada”, de Donminique Azevedo, que retrata a situação precária que muitos meninas e meninos vivem nas encostas de Salvador (BA).

Foto: João Roberto Ripper

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Maior entidade federativa de proteção e defesa do consumidor em todo o mundo, Consumers International foi fundada em 1960, tem representação em cerca de 120 países, com mais de 240 organizações filiadas.

Como reconhecimento da relevância na discussão sobre o consumismo infantil, o Projeto Criança e Consumo foi um dos escolhidos para ser apresentado como uma das “Histórias de sucesso dos membros da Consumers International” durante o 20° Congresso Mundial da Consumers International. O evento, que acontece pela primeira vez no Brasil entre os dias 18 a 21 de novembro em Brasília, é o maior encontro internacional sobre direito do consumidor.

Isabella Henriques, diretora do Instituto Alana e coordenadora do Criança e Consumo, apresenta no dia 19 de novembro (data a confirmar)  a trajetória do Projeto. “Para nós é muito importante esse reconhecimento por parte de uma instituição internacional e relevante no cenário dos direitos do consumidor. Durante os 10 anos de vida do Criança e Consumo, que serão completados ano que vem, tivemos grandes conquistas na discussão sobre o consumismo infantil, e sabemos que ainda temos muitos desafios pela frente”.

A edição deste ano além de comemorar os 25 anos do Código de Defesa do Consumidor, também celebra o calendário internacional dos direitos do consumidor, tendo como tema central “Potencializando o Poder do Consumidor: Uma Visão para o Mercado Global”. Durante o encontro serão debatidos assuntos referentes ao contexto do consumidor emergente global em seu cotidiano, bem como seus direitos e responsabilidades em um mundo globalizado.

Veja também:
– Carta pede fortalecimento da América Latina na luta contra a obesidade 
– Entidades exigem fim da publicidade de alimentos não saudáveis
– Dia do Consumidor terá o direito à alimentação saudável como bandeira

Simultaneamente à programação oficial acontecem atividades paralelas. Entre os eventos está o seminário “Políticas públicas para combater a obesidade e apoiar os direitos dos consumidores a uma dieta saudável” com a participação da advogada do Instituto Alana Ekaterine Karageorgiadis. O objetivo do encontro que será no dia 18, das 15 às 17h30 é compartilhar experiências de políticas públicas nos países da América Latina, da Ásia e da Europa que defendem os direitos dos consumidores no sentido de combater a obesidade.

Dividido em três etapas, o seminário aborda experiências latino-americanas, discute o cenário global e a convenção mundial sobre alimentação saudável e encerra com um debate geral sobre o assunto. O evento é aberto ao público e os interessados em participar podem se inscrever aqui. Para obter mais informações sobre os eventos paralelos, clique aqui.

20° Congresso Mundial da Consumers International
Data
: 18 a 21 de novembro
Local: CICB – Centro Internacional de Convenções do Brasil
Endereço: SCES Trecho 2, Conjunto 63, Lote 50 – Asa Sul, Brasília – DF

Programação paralela

Políticas públicas para combater a obesidade e apoiar os direitos dos consumidores a uma dieta saudável
Dia e horário: 19 de novembro, 15h às 17h30 (data a confirmar)
Local: CICB – Centro Internacional de Convenções do Brasil
Aberto ao público. A sessão será apenas em Inglês.

Cena do filme

O Instituto Alana lançou o documentário “Outro Olhar – Convivendo com a Diferença”. O curta-metragem conta a história de Charbel Gabriel, um homem de 60 anos com síndrome de Down que trabalha, pratica atividades físicas, estuda e interage diariamente com a sua família e comunidade.

O intuito de contar essa história é mostrar para a sociedade que a síndrome de Down não precisa ser um fator de isolamento social. Os depoimentos do protagonista, seus parentes e amigos, mostram os caminhos percorridos que o levaram a ter uma vida plena e feliz.

A discussão sobre o envelhecimento da pessoa com  síndrome de Down ainda é muito recente. Até 1980 a expectativa de vida das pessoas com síndrome de Down ficava em torno dos 30 anos de idade, tornando a população de idosos com síndrome de Down quase desconhecida ou extremamente rara. Hoje, esta média fica em torno de 55 anos, o que faz com que casos como o de Charbel sejam cada vez mais comuns.

O filme está disponível gratuitamente na plataforma Videocamp, e é uma produção da Maria Farinha Filmes.

 

 

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Em parceria com o Alana, o Livro-CD Movimento é lançado

Na noite do dia 15 de outubro uma festa multicolorida tomou conta do Auditório do Ibirapuera-Oscar Niemeyer, em São Paulo. No palco uma orquestra, uma banda, um conjunto de bailarinos e projeções, todos em completa harmonia cadenciando o show de lançamento do Livro-CD Movimento, do Música em Família em parceria com o Instituto Alana. Na plateia mães, pais, professores e crianças (muitas!) dançaram e cantaram nessa noite mágica.

Inspirado na Tropicália, o Livro-CD Movimento é o quarto projeto do Música em Família, produtora cultural especializada em projetos voltados para a escola, a família e a criança, criado por Paula Santisteban e Eduardo Bologna há 11 anos. Esse novo trabalho tem como foco a voz da criança, sua expressão e autoria. O livro em formato de fanzine é costurado por estações que abordam temas como a interferência na voz da criança, seu desejo de ser ouvida e reconhecida pelo adulto, a vida no coletivo, as relações de amizade, as brincadeiras e possibilidades de se expressar por diversas linguagens, como a música, a dança, as artes visuais, o teatro, a poesia, etc.

E foi com esse passeio lúdico que a plateia do Auditório foi presenteada. No espetáculo Paula Santisteban e Eduardo Bologna apresentam canções autorais inspiradas na Tropicália que fazem parte do Livro-CD, além de versões de Gilberto Gil e Torquato Neto (Geleia Geral), Caetano Veloso (Baby), Jorge Ben Jor (A Minha Menina) e João de Barro (Três Caravelas, versão em português de Las Tres Carabelas). Essa última ganhou uma contribuição especial das crianças ali presentes, na entrada do Auditório, antes do show começar, os pequenos (e grandes também) coloriram e desenharam em três barcos de madeira, que depois foram usados pelos bailarinos durante a música. A plateia também pode brincar com barquinhos de papel distribuídos na porta, feitos especialmente para a ocasião. (Veja as fotos no álbum abaixo)

A orquestra do disco, regida por Ed Côrtes, estava lá garantindo o ritmo do show junto com a banda original do Música em Família. E para completar esse cenário de fantasia, bailarinos dançaram coreografias de Liliane de Grammont e as projeções do VJ Scan deram o tom da festa, que ficou completa quando a criançada subiu no palco cantando e dançando.

E como todo espetáculo tem um “grand finale”, na música “Filho Fly”, que fala sobre a importância de criar os filhos para o mundo e de deixa-los livres para viver, o fundo do palco do Auditório se abriu, transformando o Parque e suas árvores num cenário emocionante. Se o objetivo era proporcionar momentos divertidos de interação da criança com a família, por meio de atividades artísticas e brincadeiras, o show de lançamento do Movimento conquistou isso e muito mais.

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Fizemos uma série de entrevistas com especialistas de diferentes áreas para conversar sobre consumismo infantil e questões contemporâneas que envolvem a infância

Com a proximidade do Dia das Crianças, os pequenos são bombardeados com inúmeras publicidades que os estimulam ao consumo. Para discutir questões contemporâneas que envolvem a infância e alertar pais e responsáveis sobre o consumismo, o Projeto Criança e Consumo, realizou uma semana especial de debates online gratuitos, ao vivo, com um entrevistado por dia. As conversas foram gravadas e estão disponíveis na íntegra no YouTube do Criança e Consumo.

Com temas variados, os debates com especialistas abordam a relação do consumo com a nutrição, as brincadeiras, a família, a sustentabilidade e a publicidade infantil, tendo como pano de fundo os direitos da criança de viver uma infância plena. As entrevistas contaram com a participação de internautas que enviaram perguntas para os convidados.

Abaixo uma breve descrição sobre cada conversa e o link do vídeo:

Francine Lima – Nutrição – https://goo.gl/JNov6Q
A consultora em comunicação para a educação alimentar e nutricional e criadora e responsável pelo projeto Do campo à mesa começou a semana discutindo os hábitos alimentares e a verdade por trás das embalagens.

David Reeks – Importância do brincar – https://goo.gl/YeQOqB
O documentarista e coordenador do projeto Território do Brincar ao lado de Renata Meirelles trouxe uma conversa inspiradora que fez com que pais e educadores repensassem a relação da criança com o brinquedo e o brincar.

Ana Olmos – Relação familiar – https://goo.gl/ZDb5G2
A psicoterapeuta infantil e Conselheira do Projeto Criança e Consumo levou para o debate uma visão mais clínica sobre a questão do consumismo. Um papo direto com os pais.

André Palhano – Sustentabilidade – https://goo.gl/ud9zn1
O Idealizador da Virada Sustentável falou da importância de atrair a criança para o tema pela via inclusiva e não restritiva e contou alguma das iniciativas que estão ocorrendo nesse sentido.

Pedrinho Fonseca – Publicidade Infantil – https://goo.gl/bc8ZcU
Pai e ex-publicitário e criador do blog Pedrinho Fonseca. A conversa encerrou a semana abordando publicidade, família e escolhas.

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A 7° edição do Fórum Pensar a Infância discutiu, no Rio de Janeiro em setembro, políticas, narrativas e linguagens do cinema infantil no Brasil, com o objetivo de ampliar a discussão sobre a produção audiovisual como um agente de desenvolvimento cultural e social. Na mesa, “Políticas para o audiovisual”– Publicidade para a Infância, sim ou não?”, no dia 10, profissionais de diferentes áreas abordaram a relação da publicidade como forma de viabilizar a produção audiovisual infantil.

Participaram da conversa Patricia Blanco, Presidente-executiva do Instituto Palavra Aberta; Dra. Ana Padilha, Procuradora da República; Carolina Pasquali, Diretora de Comunicação do Instituto Alana; Regina Assis, membro da Rede Brasileira Infância e Consumo (Rebrinc); Roberto Muylaert, ex-presidente da TV Cultura e Marici Ferreira, atual presidente da Associação Brasileira de Licenciamento (ABRAL). As falas focaram principalmente na discussão sobre a proibição da publicidade infantil, com algumas posições contrárias e outras a favor de uma regulação mais eficiente.

A pergunta que norteou o debate foi: como manter a produção audiovisual infantil sem publicidade para crianças? Patricia Blanco do Palavra Aberta, defendeu que a infância deve ser preservada, mas acredita que a proibição da publicidade infantil não é necessária. “Não é pelo temor do abuso que devemos proibir o uso” finalizou. A Dra. Ana Padilha, Procuradora da República, colocou na conversa a discussão do tema no âmbito estatal, destacando a legitimidade da Resolução 163 do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), que reforça a abusividade da publicidade dirigida a criança, e citou o PL 5921, Projeto de Lei que visa criar regras claras para a publicidade infantil, mostrando que o tema está na pauta por sua importância na proteção da infância.

Carolina Pasquali, Diretora de Comunicação do Instituto Alana, ressaltou que o futuro que desejamos começa na infância e por isso devemos olhar com cuidado para essas questões. Carolina trouxe para o debate a importância que o tema da publicidade infantil vem ganhando no Brasil e no mundo nos últimos anos com a criação de movimentos, projetos de leis, resolução, e com a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2014 que discutiu o tema na redação. Ela ainda destacou alguns casos de empresas que repensaram sua forma de comunicar produtos e não direcionam publicidade para criança. E finalizou mostrando que o Criança e Consumo, projeto do Instituto Alana que tem como missão promover a conscientização e a defesa dos direitos da criança frente à comunicação mercadológica, não deseja o fim da publicidade como um todo, mas que ela não se dirija ao público com menos de 12 anos e se reinvente encontrando formas de comunicar produtos falando com adultos.

Regina Assis da Rebrinc ressaltou que não há neutralidade numa sociedade baseada no consumo. Lembrou das especificidades do desenvolvimento infantil e deu o exemplo da classificação indicativa como uma vitória pelos direitos da infância. Encerrou sua fala chamando os publicitários para o comprometimento com a infância, demonstrando a força que poderiam ter para mudar paradigmas. Roberto Muylaert trouxe para a conversa histórias de quando era diretor da TV Cultura e mostrou que já foi possível produzir e veicular conteúdo infantil de qualidade na televisão aberta sem publicidade. Marici Ferreira da Abral encerrou as falas defendendo que a solução não está na proibição da publicidade, mas no limite que os pais dão aos filhos. “Os pais devem ser agentes transformadores, não cabe o Estado cuidar de nossos filhos”, disse.

Ao longo do debate os participantes concordaram que se deve pensar em formas alternativas de financiamento de cultura para a infância, com a educação como um vetor importante.

Foto: Dra. Ana Padilha; Roberto Muylaert; Marici Ferreira; Mauro Garcia (mediador), Regina de Assis, Patricia Blanco e Carolina Pasquali.

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Mulheres sentadas em uma mesa. A da ponta direita segura um microfone, enquanto as outras prestam atenção.

Kiran Bir Sethi: designer, empreendedora social e idealizadora do Design for Change esteve em São Paulo na semana passada para compartilhar sua história e conhecer outras tantas que estão acontecendo por aqui. Tudo começou em 2001 na Índia, quando Kiran, incomodada com a proposta pedagógica da escola em que seu filho estudava, decidiu fundar seu próprio centro de ensino. A Riverside School, que fica em Ahmedabad, começou com cerca de 20 alunos, com a proposta de ser um espaço em que as crianças seriam as protagonistas, utilizando o conhecimento aprendido na escola para transformar a realidade à sua volta.

Kiran no lançamento do Escolas Transformadoras. Foto: Rodolfo Goud

Hoje, a Riverside conta com mais de 300 alunos e está entre as melhores escolas do país. O trabalho desenvolvido por lá deu tão certo que, em 2006, nasceu o movimento Design for Change, com a missão de espalhar pelo mundo uma abordagem simples, flexível e inovadora, que encoraja crianças e jovens a serem protagonistas de suas próprias histórias de mudança. O Design for Change está presente em 35 países, no Brasil é desenvolvido pelo Instituto Alana, com o nome Criativos da Escola.

Kiran participou de diversos eventos em São Paulo para apresentar a abordagem do Criativos da Escola e inspirar cada vez mais gente a se unir ao movimento. No dia 16, Kiran foi a palestrante do lançamento do projeto Escolas Transformadoras, uma iniciativa da Ashoka em parceria com o Instituto Alana, que busca apoiar e conectar escolas de todo o país que estão criando novos caminhos rumo a uma educação verdadeiramente transformadora. No dia seguinte, Kiran participou de uma roda de conversa no auditório do Alana, mediada por Carolina Pasquali, coordenadora do Criativos da Escola, em um encontro inspirador e intimista que emocionou quem esteve presente. “As crianças são empreendedoras sociais por natureza. Precisamos escutá-las, com os nossos olhos, ouvidos e corações frescos por novas aprendizagens junto com elas”, afirmou.

No dia 18, foi a vez do CEU Heliópolis receber Kiran para uma mesa redonda, que contou com a mediação de Braz Rodrigues Nogueira, diretor da Diretoria Regional de Educação Ipiranga, e com a participação das alunas Lauren Leite e Ana Gabriela Cruz, e de Amélia Fernandez, coordenadora pedagógica da EMEF Campos Salles – um exemplo brasileiro de que é possível colocar as crianças como protagonistas e reconhecer suas competências. O evento foi realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, e contou com a presença de representantes das Diretorias Regionais de Educação e educadores de CEUs espalhados pela cidade.

Foto: Paulo Pereira

Roda de conversa no auditório do Instituto Alana. Foto: Paulo Pereira

Por fim, no dia 20, Kiran fez uma palestra na Biblioteca Mário de Andrade, como parte da Virada Educação, seguida de um bate papo com as professoras Zilda Rizzo, da E.E. Caetano de Campos, Edna Monteiro e Vanessa Oliveira, da EMEF Gabriel Prestes, que compartilharam experiências de protagonismo infanto-juvenil desenvolvidas nas escolas.

Depois dessa agenda cheia, Kiran segue viagem pela América Latina, deixando conosco a certeza de que crianças e jovens podem ser protagonistas das mudanças que queremos ver no mundo.

Foto: Paulo Pereira

Mesa Redonda no CEU Heliopólis. Foto: Paulo Pereira

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Ana Claudia Arruda Leite, coordenadora de Educação e Cultura da Infância do Instituto Alana, vê a escola como espaço de convivência e leitura crítica e criativa do mundo.

Com as mudanças provocadas pelos processos de globalização e de revolução tecnológica, principalmente após meados do século XX, a escola teve seu papel questionado. O modelo tradicional de ensino, com foco na disciplina e no conteúdo acadêmico, onde o professor é visto como único detentor do saber e os alunos como “folhas em branco”, não encontra mais espaço no cenário do século XXI. Marcado por problemas sociais, ambientais, econômicos e políticos complexos e dinâmicos, o mundo atual exige competências e habilidades diversas, que vão muito além do modelo tradicional de ensino, do vestibular e do português e da matemática.

Neste contexto, cabe à escola repensar seu papel e construir novos significados à sua atuação. É necessário revisitar as concepções de educação e compreende-la sob uma perspectiva mais ampla, considerando sua aproximação com outros campos, instituições e atores.

Para mergulhar fundo nestas discussões, escutamos Ana Claudia Arruda Leite, pedagoga e coordenadora de Educação e Cultura da Infância do Instituto Alana, uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que tem como missão “honrar a criança”. Para Ana Claudia, a escola deve se fortalecer como um espaço de convivência e de leitura crítica e criativa do mundo; capaz de possibilitar tanto a apropriação do patrimônio simbólico e material da humanidade, como a construção de vínculos e de significados para a vida, no âmbito individual e coletivo.

Confira abaixo a entrevista com a especialista.

[Site] – Hoje muitos defendem a escola em tempo integral, ela seria um modelo interessante e que atenderia as novas demandas do século XXI?

Ana Claudia Leite – Antes de tudo é fundamental distinguir educação integral de escola em tempo integral. A educação integral é uma concepção de educação e não um modelo. Ela foca no desenvolvimento pleno do ser humano, ou seja, nas suas múltiplas dimensões (intelectual, corporal, ético, estético e político), por isso integral, do latim integrālis (inteiro, total). Além disso, nessa abordagem a escola é vista como um dos espaços educativos e não o único, e é pensada a partir do diálogo com seu território, onde os diferentes sujeitos, espaços e tempos são reconhecidos no processo de ensino-aprendizagem.

A escola em tempo integral tem relação com esta discussão, no que tange à expansão do tempo e até de possibilidades formativas, mas dependendo de como ela for proposta pode não significar uma educação integral no sentido pleno, visto que a institucionalização traz consequências complexas que podem impactar negativamente a educação e a saúde, psiquica e física, dos bebês, crianças, adolescentes, jovens e professores. Vale lembrar que, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a profissão docente é hoje considerada como uma das mais estressantes, além de ser a segunda do mundo a portar doenças de caráter ocupacional.

Precisamos olhar para essas condições atuais da escola e buscar caminhos efetivos e viáveis de transformar a escola num real ambiente educativo, saudável, inclusivo e inspirador para todos. Isto passa por repensar muitas dimensões e não apenas a extensão do tempo que a criança ficará dentro da escola. É preciso olhar o currículo, a arquitetura, a formação e condições de trabalho dos professores, a valorização da criança como sujeito, a inclusão, bem como a integração entre educação, arte, cultura, esporte, saúde.

[Site] – Sob o olhar da educação integral, educa-se então em diversos lugares, diversos tempos e ao longo de toda a vida. A escola acolhe essa visão de educação?

AC – As escolas realizam práticas diversas de acordo com suas equipes e o modo como trabalham, mas a educação integral parte de um pressuposto que está na Constituição Federal, no Estatuto da Criança e do Adoslescente (ECA) e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de que a educação no Brasil é um direito de todos e uma responsabilidade da família, do Estado e da sociedade no geral; não restrita, portanto, aos muros da escola. Assim, a educação que se faz dentro da escola deve olhar para o desenvolvimento integral da criança, considerando aspectos simbólicos e materiais, que juntos compõe o ambiente educativo e a subjetividade de cada ser humano.

Do ponto de vista teórico e legislativo, já temos respaldo para pensar a educação nessa perspectiva, como também para pensar a escola na relação com seu entorno. O sujeito se faz como tal na sua relação com o outro, portanto, o diálogo com a diversidade está, inevitavelmente, implícito à prática educativa. A educação integral traz luz para isso e enxerga os diferentes contextos em que os alunos estão inseridos como potências para a aprendizagem. Iniciativas como o Centro de Referências de Educação Integral, do qual o Alana participa junto com outras organizações sociais, tem um papel fundamental nesta discussão.

[Site] – O que estamos fazendo com as crianças dentro das escolas?

AC – Vivemos um momento paradoxal na educação brasileira. Presenciamos uma melhoria na garantia de acesso à escola (hoje temos praticamente universalizado o acesso ao ensino fundamental e a educação infantil começa a entrar nesse processo), contudo, o desafio da qualidade e da transformação ainda se faz presente. Algumas escolas já estão buscando alternativas a esse desafio e repensando seus projetos político-pedagógicos, a fim de colocar em pauta discussões importantes, como a reformulação do currículo e do sistema de avaliação, além de trazer à luz temas como inclusão e diversidade.

Neste movimento de repensar o papel da escola, estamos corealizando com a Ashoka o Escola Transformadoras, um movimento global que busca conectar escolas que estão criando novos paradigmas na educação, rumo a uma aprendizagem verdadeiramente transformadora. Temos descoberto muitas escolas incríveis no Brasil e no mundo, que possibilitam a formação de sujeitos criativos, empáticos, críticos e engajados. Acreditamos que as experiências destas escolas precisam ser reconhecidas, sistematizadas e divulgadas, pois dão importantes pistas para avançarmos nesta discussão sobre qual escola queremos no século XXI.

[Site] – O que seria – dentro do contexto brasileiro – uma educação transformadora?

AC – Dentro do contexto brasileiro existe algo muito importante a ser feito: olhar para a própria história. Olhamos muito pra fora e nos esquecemos de identificar o que aconteceu e o que acontece de inovador em termos de educação no Brasil. Temos experiências incríveis por aqui. É preciso recuperar os autores e as experiências pedagógicas significativas e comunicar estas boas referências. O desafio é como sistematizar e contar esta história de uma forma consistente, inspiradora e de fácil acesso para que consigamos construir novas narrativas, mudando a mentalidade e expectativa do que seja uma boa escola. E isso não é um assunto exclusivo de pedagogos e profissionais da educação, ele é de todos na medida em que a educação é um direito e um dever da família, do Estado , da escola e da sociedade.

A mudança de mentalidade é fundamental porque apesar de existirem exemplos inspiradores, de vanguarda, o que se tornou universal foi um modelo de educação enraizado ao conceito de escola do século XIX. Assim, a expectativa que a família, a mídia e sociedade têm é de uma escola “forte,” “séria”, que prepara para o vestibular. Ou seja, nada mais do que a escola tradicional. Hoje, espera-se que a escola no Brasil garanta o mínimo: ensino da matemática e alfabetização, como se isso fosse suficiente. É preciso mudar essa cultura e estabelecer uma expectativa de aprendizagem maior, que envolva outras linguagens expressivas, competências e habilidades.

Vivemos então um paradigma: do ponto de vista legal existe a possibilidade de a escola construir um projeto pedagógico autônomo e focado no desenvolvimento integral; em contrapartida, as pessoas que estão nas escolas e fora dela não sabem disso e esperam da escola a continuidade do modelo tradicional, mesmo que já seja um consenso de que se trata de um modelo falido, que não serve nem mais para a reprodução do sistema, que dirá para uma transformação social.

Atravessar as barreiras simbólicas da escola seria uma grande transformação, mas também um enorme desafio.

[Site] – Quais são os maiores desafios do campo da educação?

AC – Há muitos desafios no campo da educação, que abarcam desde questões relacionadas ao paradoxo quantidade/qualidade, até a forma de contratação de professores e arquitetura da escola. Precisamos reconhecer o avanço nas políticas públicas para universalizar o acesso à educação, contudo o desafio é fazer isso sem perder a qualidade e sem institucionalizar o processo educativo. A escola não é prédio, mas um ambiente de aprendizagem, que possibilita a convivência, a construção de vínculo, de significados e de sentidos.

A escola deve ser um espaço autoral, e tudo o que é autoral exige um tempo maior de entrega e envolvimento. Não apenas para o aluno, mas também para o professor. Como construir um projeto político-pedagógico sem conhecer o entorno, as diferentes culturas que estão dentro da escola ou mesmo os próprios colegas de profissão?

Hoje é comum o professor assumir mais de uma jornada de trabalho, o que interfere na construção desse espaço autoral, individual e grupal. Ao dar aulas em diferentes escolas o professor não se sente pertencente a nenhuma, e isso é um desafio para a qualidade da educação, pois impacta na possibilidade real de se construir projetos pedagógicos coletivos. A qualidade também está ligada a possibilidade de se ter uma equipe forte, que elabore um trabalho consistente, coeso e continuo, capaz de estabelecer vínculos com as crianças, suas famílias e com a comunidade.

Agora, imagine uma escola que atende até 3 mil crianças, com mais de 200 professores e muitos sem dedicação exclusiva, como ser um espaço autoral e de convivência, sem uma equipe forte? Como ser uma comunidade de aprendizagem se não temos tempo e espaço adequado para nos reconhecermos e nos conhecermos como coletivo?

Acredito que precisamos sim transpor os muros da escola no que tange à espaço e tempo, concretos e simbólicos, mas tão importante quanto isso é fortalecer a escola como uma comunidade de aprendizagem, construída por sujeitos, pois ela é, antes de tudo, espaço de relação humana. Sem afeto, vinculo e socialização, a educação se desumaniza.

Foto: Via Flickr SanShoot

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No último dia 16 de setembro aconteceu em São Paulo o lançamento da iniciativa Escolas Transformadoras. O programa da Ashoka, que já ocorre em diversas partes do mundo, chega ao Brasil correalizado pelo Instituto Alana e busca apoiar e conectar escolas de todo o país que estão criando novos caminhos rumo a uma educação verdadeiramente transformadora.

O evento de lançamento contou com a participação das 10 primeiras escolas da rede, que foram reconhecidas como ‘transformadoras’ por trabalharem, em suas práticas pedagógicas, habilidades como empatia, criatividade, trabalho em equipe e protagonismo social. Representantes de cada escola compartilharam com os presentes experiências de seu dia a dia, e contaram como trabalham para encontrar em cada problema uma oportunidade de mudança. Para conhecer as 10 primeiras Escolas Transformadoras do Brasil e suas práticas, clique aqui.

Apesar de suas diferentes realidades (há escolas públicas, privadas, comunitárias e de diversas regiões brasileiras, como Minas Gerais, Ceará e Rio Grande do Sul), todas têm um ponto em comum: elas se preocupam em formar sujeitos ativos, capazes de atuar no mundo de maneira criativa e sensível e oferecem aos seus educandos uma formação que valoriza o desenvolvimento de habilidades e competências transformadoras.

Além do bate-papo com as escolas, o lançamento contou com a presença da empreendedora social Kiran Bir Sethi, fundadora da Escola Riverside, na India, e da metodologia Design For Change, que parte do princípio que toda criança tem potencial para transformar o mundo e trabalha, de maneira muito forte, a ideia do protagonismo social. No Brasil, o Design for Change é realizado pelo Alana, com o Projeto Criativos da Escola. Em sua fala, Kiran defendeu a necessidade de dar, a toda criança, a oportunidade de construir uma narrativa para a própria vida e ser capaz de se reconhecer no mundo: “toda criança pode transformar o mundo, precisamos ouvi-las ao invés de dizer, a todo o momento, o que elas devem fazer”.

AnaMaria Schindler, co-presidente da Ashoka e Ana Lucia Villela, presidente do Instituto Alana, afirmaram a alegria em realizar o Escolas Transformadoras como uma iniciativa conjunta e reconheceram que os valores das organizações se cruzam: “a Ashoka acredita que todos podem ser agentes de transformação, e o Alana que toda a criança deve acessar sua potencia máxima;  as escolas transformadoras parecem o melhor lugar para que isso aconteça”, disse Ana Lucia.

A iniciativa está apenas começando no Brasil. Se você conhece ou faz parte de uma Escola que está construindo um novo paradigma para a Educação, fale com a gente!

Veja as fotos do evento de lançamento:

Foto capa: Rodolfo Goud

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Nos dias 03 e 04 de setembro de 2015 o Museu da República, em Brasília (DF), recebeu o I Encontro Nacional Cultura e Primeira Infância, organizado pelo Grupo de Trabalho de Cultura da Rede Nacional pela Primeira Infância (RNPI), em parceria com os Ministérios da Cultura e da Educação. Ao longo dos dois dias, representantes do poder público, da sociedade civil e pesquisadores de universidades organizaram-se para debater iniciativas pioneiras, nacionais e internacionais, que visam colaborar com a construção de políticas culturais para a primeira infância no Brasil.

O evento contou com abertura de Claudius Ceccon (RNPI), Clarice Cardell (GT Cultura RNPI e La Casa Incierta) e Juana Nunes Pereira (MinC), que reiterou o interesse do Ministério da Cultura em aproximar seus debates ao campo da Educação. “Cultura e Educação andam de mãos dadas, só com a integração dos dois campos poderemos garantir aos brasileiros o pleno exercício da condição humana”, disse Pereira. O encontro marcou a entrada no Ministério da Cultura para a RNPI e representou um importante espaço para aqueles que, assim como o Instituto Alana, buscam honrar a infância, defendendo ambientes em que crianças possam crescer e se desenvolver de forma plena e saudável.

O Alana esteve presente no encontro para compartilhar suas experiências e acompanhar as discussões sobre a inserção da cultura no contexto da educação infantil. Ao longo dos dois dias, especialistas pensaram o lugar da Cultura e das artes nas instituições de educação infantil e ficou clara a necessidade de olhar para a formação dos profissionais que estão atuando junto às crianças. A urgência em garantir um entorno sensível e acolhedor aos gestos e linguagens das crianças também permeou as discussões e reflexões do encontro.

Renata Meirelles, coordenadora do Projeto Território do Brincar, correalizado pelo Alana, participou da mesa ‘Relato de Experiências’, em que foram debatidas as boas práticas que englobam educação e cultura da infância no Brasil. Desde 1996, Renata pesquisa infâncias das mais diversas regiões brasileiras em um intenso intercâmbio de brinquedos e brincadeiras. Para a pesquisadora, o debate sobre a aproximação entre educação e cultura deve partir de um olhar cuidadoso à criança, “o adulto precisa reconhecer as potencialidades da criança e considera-la como protagonista da discussão sobre a integração cultura-educação”, disse. A mesa teve mediação de Ana Claudia Arruda Leite, coordenadora de Educação e Cultura da Infância do Instituto Alana, e integrante do grupo de trabalho responsável pela organização do encontro.

Fotos-Carlos-Laredo

O artista plástico Gandhy Piorsky, pesquisador das práticas da criança e conselheiro do Território do Brincar, também participou da programação e foi assertivo, “precisamos  fortalecer  o lugar do imaginário na educação e isso implica em olharmos também para a formação de professores para que haja uma real  integração entre os campos da educação e cultura”. Deste encontro nasceu um primeiro documento, que organiza as discussões prioritárias e que visa abrir caminhos políticos para o diálogo com diferentes instâncias, como os próprios MinC e MEC.

A companhia de teatro La Casa Incierta encerrou o evento com apresentações para bebês e crianças e deixou, mais viva do que nunca, a certeza de que pensar a Cultura e as artes nas instituições de educação infantil é urgente e deve ser visto como prioridade no âmbito das políticas públicas.

Fotos:  Carlos Laredo

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Alana no Centro de Referências em Educação Integral

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VIDEOCAMP, Feira de Trocas de Brinquedos e Espaço Alana participaram do evento em São Paulo que contou com a parceria do Instituto Alana.

Exibição de filmes inspiradores, trocas de brinquedos, bate-papo e atividades culturais foram algumas das atividades do Instituto Alana na 5ª Virada Sustentável em São Paulo. Cada iniciativa colocou em pauta diferentes temas que compõe a perspectiva da Virada: educar para a sustentabilidade a partir de uma abordagem lúdica e positiva, inspirando as pessoas a enxergarem no tema um valor universal.

A Virada Sustentável reuniu centenas de atrações, atividades e conteúdos ligados aos temas da sustentabilidade (biodiversidade, resíduos, água, cidadania, mobilidade urbana, mudanças climáticas, direitos humanos etc.), realizadas simultaneamente em parques e espaços públicos, equipamentos culturais, universidades e escolas.

O VIDEOCAMP, plataforma global e gratuita que assume o cinema como uma poderosa ferramenta para a transformação social, esteve presente no Centro Cultural São Paulo exibindo o filme ‘Bikes vs Carros’ e no CEU Parque Bistrol, com os filmes ‘Território do Brincar’, ’Quem? Entre muros e pontes’, ‘Outro Olhar’, ‘Muito Além do Peso’, ‘Tarja Branca e ‘Criança, a Alma do Negócio’.

Na Praça Victor Civita, a Feira de Trocas de Brinquedos levou para lá pais, crianças e familiares para dar novos sentidos às bonecas, carrinhos, entre outros. A Feira, a Praça e a Virada, têm muito em comum: renovam o significado de objetos, de espaços, e de uma nova maneira de encarar o mundo. As trocas aconteceram na praça, uma área com o solo contaminado que foi transformada em um belo espaço de convivência. Além da Troca, educadores voluntários da Recreart fizeram a alegria da criançada com atividades coletivas, como pega-pega, esconde-esconde, brincadeira de roda, corrida de saco, entre outras. O CEU Formosa também fez parte dessa história e organizou sua própria Feira de Trocas, resultado de uma parceria entre o Instituto Alana e a Secretaria de Educação de São Paulo.

O Espaço Alana, no Jardim Pantanal, entrou no circuito e recebeu a “Virada Sustentável na Kebrada”, pontos do evento na Zona Leste. Lá foi exibido o documentário ‘Território do Brincar’, que mostra a geografia de gestos de crianças das mais diversas realidades brasileiras; líderes comunitários participaram de um bate-papo, além de oficinas de grafite, de breakdance e discotecagem.

E que venha a próxima edição!

Foto: Reprodução/ Facebook Alana

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Uma linda celebração tomou conta do espaço Itaú Cultural no último 5 de agosto. Mais de 500 pessoas, entre educadores, formadores, representantes do poder público, artistas e organizações da sociedade civil, se reuniram para prestigiar o lançamento do material “Território do Brincar: diálogo com as escolas”. A iniciativa é um desdobramento do Projeto Território do Brincar, um trabalho de pesquisa, documentação e sensibilização sobre a cultura da infância, coordenado pela educadora Renata Meirelles e pelo documentarista David Reeks, e correalizado pelo Instituto Alana.

Antes de partirem para uma viagem de 2 anos, em que entrariam em contato com diferentes infâncias brasileiras, Renata e David convidaram diversas escolas brasileiras a embarcarem junto com eles. A ideia era construir um diálogo sobre a infância a partir do que seria encontrado em campo. Seis escolas toparam o desafio; foram elas: CEI Alana, Escola Vera Cruz, Colégio Sidarta, Escola Casa Amarela, Escola Viverde e Colégio Oswald de Andrade.

Durante os dois anos de estrada, Renata e David realizaram encontros mensais com os educadores dessas escolas, a fim de relatar e refletir sobre o que as crianças das comunidades por quais passavam tinham a nos dizer e como essas manifestações poderiam ecoar na realidade escolar. Deste processo nasceu o material “Território do Brincar: diálogo com escolas”. Composta por um livro e dois DVDs, a produção busca despertar um olhar atento e sensível para a infância e sua linguagem mais potente: o brincar.

Durante o evento de lançamento, os presentes puderam assistir ao documentário que relata a parceria do projeto com essas seis escolas e também tiveram a oportunidade de conversar e tirar dúvidas com os representantes de cada escola.

Para assistir o evento de lançamento clique aqui.  Para fazer download gratuito do livro “Território do Brincar: diálogo com escolas” clique aqui.

Veja fotos do lançamento:

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Território do Brincar mostra nova perspectiva da infância

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Em julho foi lançada a pesquisa Irbem Criança e Adolescente, realizada pela Rede Nossa São Paulo, com parceria do Ibope Inteligência e apoio do Instituto Alana (Prioridade Absoluta) e do Instituto C&A. Os dados mostram a percepção que pessoas entre 10 e 17 anos tem da cidade de São Paulo. Entre os resultados que preocupam, como da segurança (atributo que obteve menor índice de satisfação 5,1) e do consumo (59% das crianças ficam insatisfeitas quando não compram ou ganham um produto anunciado) foi possível perceber que ‘existe amor em SP’. Ao cruzar os dados ficou evidente que as crianças e adolescentes que brincam coletivamente, na rua, na praça, em parques têm uma relação melhor com seus vizinhos, com o bairro e uma satisfação maior em relação à cidade.

As crianças e adolescentes que fora do horário escolar realizam apenas tarefas ou brincadeiras individuais, como ajudar nos serviços domésticos, assistir TV, dormir durante o dia, ficar no computador, etc., tendem a ser menos satisfeitos com a qualidade de vida na cidade de São Paulo. Este grupo, formado principalmente por meninas (72%) e adolescentes entre 15 e 17 anos (59%), se diz “pouco satisfeito” em relação à cidade e considera o bairro “apenas um lugar para se morar”.

Já aqueles que empinam pipa, jogam bola, andam de bicicleta, ficam na rua, fazem passeios culturais, etc., se sentem parte de uma comunidade em relação ao bairro que moram (58%). Na avaliação da satisfação geral da qualidade de vida em São Paulo a média da nota (de 1 a 10) do grupo foi de 7,4, enquanto que no grupo de atividades individuais o número caiu para 6,6.

Entre as crianças, de 10 a 11 anos, 30% realizam atividades coletivas perante 10% que praticam individualmente. Das crianças que participaram da entrevista, 55% afirmam que brincar é a principal ocupação quando não está na escola, seguido de assistir TV (22%) e jogar bola (21%). As atividades praticadas nos parques, na rua ou em qualquer lugar fora de casa aparecem na pesquisa como variáveis importantes na relação das crianças e adolescentes com a cidade e no relacionamento com as outras pessoas. Vivenciar a rua no momento de lazer e tempo livre ajuda a construir uma percepção mais humana do bairro, da cidade e de seus moradores.

Foto: Via Flickr Brian Talbot

 

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O Instituto Alana passou a integrar o Centro de Referências em Educação Integral, uma iniciativa da Associação Cidade Escola Aprendiz que, em parceria com outras organizações da sociedade civil, busca pesquisar e sistematizar caminhos possíveis para fortalecer a educação integral como agenda prioritária no país.

Com apoio do Ministério da Educação, da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e da Organização das Nações Unidas para a Educação e Cultura (Unesco), a proposta é contribuir para a formulação, implementação e aprimoramento de políticas públicas de educação integral a partir de ações de mobilização, formação e articulação de agentes estratégicos para o tema.

A iniciativa tem como pressuposto a ideia de que para educar uma criança de forma plena, é necessário olhar para seu desenvolvimento integral – cognitivo, emocional, corporal, cultural e social – e ampliar suas possibilidades formativas através dos diversos atores, espaços e tempos disponíveis no território. A Educação Integral defende que todos – escola, família, comunidade, organizações sociais e culturais, e a própria cidade – são educadores e aprendizes de um mesmo processo colaborativo de aprendizagem e que a própria vida é, por si, uma grande, permanente e fluída escola.

Nesta nova parceria que se inicia o Alana, juntamente com outras organizações não governamentais, contribuirá para a discussão e avanço da temática no Brasil. Para Ana Claudia Leite, coordenadora de Educação e Cultura da Infância do Instituto Alana, o Centro de Referências é uma oportunidade para potencializarmos as transformações da educação brasileira. “A iniciativa reúne várias pessoas e instituições em prol de uma concepção de educação mais ampla, que reconhece a importância da educação dialogar com o território e com as reais necessidades das crianças”, ressalta.

Além do Alana, passaram a integrar a iniciativa o Instituto Rodrigo Mendes e o Instituto C&A. Para saber mais sobre o Centro de Referências em Educação Integral, clique aqui.

Foto: Ajith Kumar via Flickr

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No último domingo (5 de julho) crianças, adolescentes e adultos festejaram os 25 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) durante um dia cheio de brincadeiras no Largo da Batata, em São Paulo. A mobilização que ganhou o nome de “Juntos pelo Brincar” começou há alguns meses, quando diversas organizações da sociedade civil, que defendem os direitos das crianças e trabalham para promovê-los, se uniram em torno da ideia de celebrar o ECA de uma maneira lúdica.

Foram inúmeras reuniões, conversas e articulações para garantir um dia memorável com diferentes atrações para as crianças. E, mesmo sendo o dia mais frio do ano, a temperatura não espantou pessoas dispostas a ocupar o espaço público por meio do brincar. Corda, bambolê, bicicleta, pintura, giz, jogos de tabuleiros, trepa-trepa, troca de brinquedos e muitas outras atividades estavam espalhadas pelo Largo da Batata. E não foram só os pequenos que brincaram: os adultos também se divertiram com a corrida de saco, as bolinhas de sabão, a ioga, a contação de histórias e muitas outras atividades, além de serem embalados pelas músicas da Banda Alana e pelo show Brasileirinhos. Quem passou o dia inteiro por lá renovou as energias com os food bikes distribuídos pelo espaço.

A mobilização contou com o apoio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo e da Subprefeitura de Pinheiros. E foi construída coletivamente com base em três eixos importantes garantidos pelo ECA: o direito ao brincar, fundamental no desenvolvimento da criança e do adolescente; o direito à convivência familiar e comunitária como forma de inserção no meio social para que eles interajam com o mundo de maneira saudável e segura; e o direito ao espaço público para encorajar as crianças e adolescentes a se reconhecerem como cidadãos e sujeitos de direitos.

O dia foi além da diversão, a frase “Brincar é solução, redução não” no fundo do palco lembrou o momento crítico que vivemos de ameaça às conquistas do ECA. Um boneco gigante também percorreu a praça com outra mensagem importante: “Diga não ao trabalho infantil”. E uma peça de palhaços explicou para a criançada a importância do Estatuto, que virou Lei no dia 13 de julho de 1990 e foi inspirado nas diretrizes fornecidas pela Constituição Federal de 1988.

Terminada esta mobilização fica a sensação de que realizamos uma festa colorida, divertida e alto astral para comemorar os 25 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente. E que venham outros aniversários, conquistas e cada vez mais pessoas, atores e organizações empenhados em proteger e fazer valer os direitos das crianças e dos adolescentes.

Assista ao vídeo produzido pela Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania:

Veja fotos da comemoração:

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Foto capa: Laura Leal

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Foi uma semana intensa de trocas, experiências e inúmeras conversas na Bahia. O Instituto Alana levou seus projetos, entre os dias 16 e 19 de junho de 2015, para o 15ª Fórum Nacional da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação). No estande montado na Costa do Sauípe (BA), prateleiras recheadas com materiais explicando um pouco do trabalho do Alana, sobretudo na área de educação. No evento, mais de duas mil pessoas que representavam cerca de 1.100 municípios, entre eles, secretários de educação e gestores municipais.Undime1

Na abertura do Fórum, o Ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, e a Ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campelo, falaram sobre a necessidade dos ministérios trabalharem de forma integrada e que isso se reflita no município. Alguns resultados já podem ser vistos e sentidos: 43 milhões de crianças são alimentadas diariamente por meio da merenda escolar, o que ajudou o Brasil a sair do mapa da fome. “A colaboração intensa entre os ministérios e a rede de educação municipal é a principal responsável por capilarizar isso por todo o país”, disse Janine Ribeiro.

Tereza Campelo salientou que a parceria com os municípios é o que viabiliza a realização dessa e de outras políticas sociais como o Bolsa Família, que atrela o benefício à educação. Na avaliação da Ministra, o Brasil vem avançando na agenda social, mas ainda há muito a fazer. “Queremos toda criança na escola. Garantir isso é um esforço para o próximo período”, ressaltou a ministra.

Durante a semana, entre os secretários e gestores que passaram pelo estande do Alana, muitas conversas e boas parcerias. Entre eles, levas de apaixonados pelo Território do Brincar, muita gente profundamente inspirada pelo Outro Olhar e dezenas de secretários empolgados com a possibilidade de reconhecer os professores de suas redes que estão incentivando seus alunos a levarem adiante projetos de transformação, para inscrevê-los no Desafio Criativos da Escola.

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Como forma de inspirar mais gente a se unir ao movimento, a equipe do Alana conduziu, no dia 18, uma oficina de Design Thinking aplicado à Educação: uma oportunidade para aprofundar a abordagem que norteia o Criativos e refletir sobre os desafios que cada município enfrenta.

Muitas conversas só começaram. O Alana espera agora levar essas trocas adiante, com a certeza de que há muito a ser feito.

Informações obtidas no site da Undime.

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Na última quarta, 24 de junho, o Instituto Alana recebeu em sua sede o educador e brincante mineiro Rodrigo Libanio Christo, que há mais de 40 anos se aventura no universo dos brinquedos e brincadeiras, explorando toda a sua magia e possibilidades.

Acompanhado de sua esposa, Michela Van Doornik, Libanio transportou a equipe Alana para o universo da infância. Brincadeiras de roda, cantigas, construção de brinquedos e um mergulho no mundo dos barbantes levaram todos ao encontro com sua própria criança. Para Rodrigo, esse é o grande presente da brincadeira: “A criança é inteira sentido e, conforme vamos crescendo, vestimos máscaras, que vão formando a nossa persona. Brincar é resgatar o que de mais profundo vive em nós”.

O educador acredita que todos aqueles que lidam com crianças deveriam, pelo menos uma vez ao mês, se entregar à brincadeira como forma de autoconhecimento: “Para educadores, é indispensável um tempo para trabalhar consigo mesmo, pois o desenvolvimento pessoal do adulto é fundamental para o contato com o universo lúdico da criança”.

Vivências como a que Rodrigo trouxe ao Instituto Alana buscam proporcionar exercícios de alegria, integração, conhecimento e relaxamento e, além disso, também despertam uma sensibilidade profunda, que nos leva a refletir sobre os caminhos que devemos seguir para cuidar de nossas crianças. Para a equipe Alana, que trabalha diariamente na busca por honrar a criança e defender seus direitos, vivências como essa são revigorantes.

Ao final da manhã, recuperamos a sensação gostosa daquele cansaço que toma conta do corpo após tantas brincadeiras e alegria. Um cansaço comum à infância, e que se torna tão raro na vida adulta.

Para fechar a vivência, recebemos a visita do escritor Frei Betto, irmão de Rodrigo e Conselheiro do Instituto Alana.

Para conhecer o trabalho de Rodrigo e Michela, acesse o canal da dupla no Youtube. Juntos, eles também dirigem a Oficina Voluntários Brincantes de jogos e brinquedos.

Veja fotos da vivência no Alana:

 

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As crianças brasileiras têm ocupando cada vez mais o tempo fora da escola na frente da televisão. Em 2004 o tempo médio por dia de exposição à TV foi de 4h43, ao longo dos anos esse número aumentou e em 2014 chegou a 5h35. Os dados foram obtidos a partir do Painel Nacional de Televisão, do Ibope Media, que registrou a evolução do tempo dedicado à TV (canais abertos e fechados, não inclui os programas assistidos sob demanda) por crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos de todas as classes sociais em 15 regiões metropolitanas do Brasil..

Os dados revelam uma situação critica na maneira como as crianças estão se “alimentando pedagogicamente”, alerta a psicoterapeuta infantil e conselheira do Projeto Criança e Consumo, Ana Olmos. “A criança fica passiva em frente à televisão, como se dispusesse do desejo de sujeito, fica como objeto em relação à televisão, pois se trata de uma mídia sem interatividade”, aponta. “Há outros alimentos pedagógicos que as crianças precisam ingerir na sua fase de desenvolvimento, como atividades físicas e brincadeiras”, completa.

Além disso, a “televisão com seus conteúdos multifacetados afasta a possibilidade da criança ficar sozinha consigo mesmo, um aprendizado fundamental para a vida toda”, esclarece a psicoterapeuta infantil. “São esses contatos diários com a realidade, nas brincadeiras, nos estudos e nas atividades físicas, por exemplo, que vão auxiliar o desenvolvimento da criança, principalmente nas funções cognitivas, como a concentração, por isso é muito importante diminuir o tempo da criança na frente da TV”, explica.

Outra questão preocupante é que quanto mais tempo na frente da televisão, maior a quantidade de publicidade que a criança entra em contato. A publicidade dirigida ao público infantil contribui para o agravamento de questões como obesidade infantil, erotização precoce e consumo de álcool e tabaco, estresse familiar, violência e diminuição do brincar. Considerando também que a criança brasileira é a que passa mais tempo na internet (Softwares Symantec, 2010), sobra pouco tempo para brincar, estudar e assim se desenvolver plenamente.

Foto: Via Flickr Tory

 

 

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O Projeto de Lei 5921, que regula a publicidade infantil, está na Câmara dos Deputados desde 2001 e deve ser votado pela Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJC) nas próximas semanas; projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, lança site pela mobilização social

A Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados Federais, deve colocar em votação nas próximas semanas o Projeto de Lei 5.921/2001, de autoria do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB/PR), que busca a restrição do direcionamento de publicidade a crianças com até 12 anos de idade. O PL está em tramitação na Câmara há 14 anos e aguarda o parecer do deputado relator Arthur Maia (SD/BA) sobre sua constitucionalidade para ser votado pelos membros da CCJC.

O PL 5.921/2001 é o Projeto de Lei mais relevante sobre o tema da publicidade infantil. Por isso, o projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, lança o site publicidadeinfantilnao.org.br, que tem como um dos objetivos mobilizar a sociedade em torno do tema.

Na aba Mobilize-se, o internauta pode mandar um e-mail padrão para todos os deputados da CCJC pedindo a aprovação do PL nos termos do texto aprovado em 2008, na Comissão de Defesa do Consumidor, de autoria da então deputada Maria do Carmo Lara. O Instituto Alana entende que o texto é o que melhor protege a criança, pois prevê a proibição de qualquer comunicação mercadológica dirigida ao público de até 12 anos de idade.

O site ainda explica em detalhes todo o histórico do PL 5.921, por meio de uma linha do tempo que mostra, ano a ano, o desenrolar de todo o processo da tramitação do projeto. Ali é possível ver, por exemplo, as audiências públicas, as tentativas de conciliação, as mudanças de relatores, a publicação em 2014 da Resolução 163 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) considerando abusiva a publicidade dirigida às crianças.

Acesse o site publicidadeinfantilnao.org.br

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Domingo, 24 de maio de 2015 – Slow Kids (Parque Burlemarx). Em uma tenda no gramado, papeis e varais são pendurados, enquanto inocentes canetas coloridas aguardam ansiosas por mais uma Feira de Trocas de Brinquedos. Crachás, poemas, esteiras e cangas. “Cadê papel pra desenhar? Esse chão é mole, não dá pra tinta pegar”. Nomes, etiquetas, alfabeto, objetos, tamanhos, preços e histórias. “Não vou escrever meu nome com esta caneta cor-de-rosa…”

Num canto, uma mãe incentiva: “Você tem que decidir sozinho sobre se quer ou não fazer esta troca, meu filho.” Pontos de interrogação acendem na criança que depois de muito ponderar toma a decisão segura de que quer sim trocar.

Outra mãe acompanha a saga de seu filho, que insistentemente tenta trocar seu brinquedo por um grande dinossauro. Sem conseguir o que quer, ele chora indignado. Em meio aos prantos do filho, a mãe o abraça e sussurra com firmeza: “Mamãe vai comprar um igualzinho pra você, tá?! Vamos embora.” Assim, o filho aceita, a lágrima seca e ele se desapega do desejo pelo dinossauro para se apegar à promessa do novo brinquedo.

A criança dona do dinossauro (de mais ou menos 10 anos) explica que ali só há crianças mais novas e que ele não tem interesse em brinquedos de “criança”. “É difícil para elas entenderem que eu não quero seus brinquedos por conta da diferença de idade.”

Ali perto, uma menina, de uns 10 anos, diz: “Aqui só tem brinquedo de menino”, enquanto analisa os brinquedos disponíveis: carrinhos, monstros, bonecos de ação. Ela suspira “até que enfim…” quando vê outras meninas chegando com brinquedos para trocar.

“Precisamos de mais etiqueta?”. “Parece que pegaram um brinquedo sem avisar o dono”. “Avisa que para fazer a troca direta – criança com criança – tem que haver consenso e o entendimento do que é o conceito da troca.” Um menino ao lado chora e diz que quer destrocar o brinquedo trocado porque tinha se arrependido. A outra criança já havia ido embora.

Perto dali, na bancada de brinquedos sem-dono, as trocas não precisavam de mediação: a criança escolhia um brinquedo e deixava outro no lugar. Uma criança segura uma boneca. Segundo sua mãe “a boneca foi escolhida hoje de manhã depois de muito pensar”.

Duas meninas fixam suas esteiras e se instalam ali por horas. Elas parecem ter encontrado uma mina de ouro: uma criança chega, estica a mão, mostra o que é. Seus olhos brilham, sorriem, e olham para baixo dizendo mentalmente “pode escolher o que quiser”. A criança, então, escolhe e sai meio desacreditada, meio feliz de ter realizado uma troca tão fácil, depois de tantas tentativas.

A graça para as duas crianças era trocar o máximo de vezes possível e verem seus brinquedos circularem: alguns voltavam ao stand depois de serem trocados diversas vezes.

Sábado, 30 de maio de 2015 – Espaço Alana (Jardim Pantanal)

O dia amanheceu bonito: as cores, o clima, a vibração da nossa retina. Ao longe, uma grande tenda personalizada, um banner feito à mão, o detalhe pequeno dos jarros de flores, a toalha de mesa, as placas estilizadas indicavam espaços específicos: “Entrada”, “Saída”, “Brinquedos sem-dono”, “Crie seu monstro”. Coloca o crachá, escreve o nome, a fila cresceu, faltam esteiras, etiquetas. “Atenção! Atenção! A regra é brincar e trocar.”

Aproximadamente 100 crianças e jovens aguardavam a abertura dos portões. As indicações nas placas eram esquecidas, o crachá passou a ser secundário – todos já se conheciam pelo nome. Guardavam brinquedos uns dos outros, pegavam alguns sem pensar. “Fiquem calmos, deixa rolar”. Não precisa de esteira. As crianças passeiam, batem as mãos lambuzadas de água e sabão, pulam corda a milhão e adoram uma competição.

Na bancada de Luiz um caixote que diz: “Crie seu monstro”. Canos, canudos, pedaços de coisas, cabeças, colas, papeis e tesouras. Franksteins começavam a pipocar no boca-a-boca da feira de trocas. “Ô tia, você tem que tirar foto do monstro do meu amigo”. “Esse Woody estava sem os braços. Peguei os braços de uma Barbie quebrada e coloquei no lugar. Colei também uma argola e fiz dele um chaveiro. Agora estou aqui para trocar.”.

“Ô tia, esse brinquedo aqui pode pegar?”. “Só se você trouxer outro e colocar no lugar”. “Mas eu não tenho nada”. “Você não quer criar?”. Puxa, estica, amassa, embola, fecha, gruda, chuta. O menino sai correndo com sua nova bola com um grande valor agregado: jornal, fita adesiva, celofane e uma bexiga enchida com ar do seu próprio pulmão. Ele se esquece de voltar para a Feira de Trocas para troca-la pelo brinquedo que havia lhe interessado.

Um grupo brinca com um tecido colorido grande circular. Em roda, um líder tenta “Agora com calma…  com calma…”. Em pequenos e silenciosos movimentos ele tenta fazer com que a roda entre em seu ritmo. A maior parte das crianças estavam frenéticas, pulando, gritando, exigindo que o líder abandonasse o cargo e jogasse a toalha, dando-lhes as rédeas do ritmo. A calma e o freio, a pressa e a liberdade…

O grupo com crianças e jovens estiveram por mais de 4 horas funcionando como uma máquina de trocas e de brincar. Os motores em combustão são a parte humana da questão, que move e depende de um circuito mais amplo para funcionar bem. Criaram novos brinquedos, praticamente não fizeram desenhos, eliminaram as esteiras da jogada, se concentraram na “Bancada dos Brinquedos Sem-dono” seguravam os brinquedos no corpo e não contavam com ajuda de adultos, apenas com os monitores da feira .

Duas Feiras de Trocas, dois contextos, muitas medidas. Na primeira, com cerca de mil pessoas e 6 voluntários, os adultos participaram das trocas tanto quanto as crianças. Na segunda, trabalhamos com um grupo fixo de cerca de 100 crianças e jovens e éramos 10 voluntários. As crianças chegavam sem os pais, em grupos de amigos. Nas duas situações: muita energia, criatividade, resistência pelas regras e a adaptação da lógica da feira para que atendesse às necessidades trazidas pelas crianças. Na primeira, muitos brinquedos, argumentos e desenhos. Na segunda, muita invenção de brinquedos e brincadeiras e quase nenhum desenho. Nas duas felicidade e frustrações.

Relato de Renata Franco que coordenou as duas Feiras de Trocas do Alana que ocorreram durante a Semana Mundial do Brincar.

Veja fotos das duas Feiras de Trocas:

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Depois de dois anos registrando, descobrindo e observando brincadeiras de crianças pelo Brasil, o casal de documentaristas Renata Meirelles e David Reeks transformou essa experiência em um longa-metragem que entra em cartaz em São Paulo e no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (28) e no circuito nacional no dia 4 de junho. O casal, que assina a direção do longa co-produzido pela Maria Farinha Filmes e Ludus Vídeos e Cultura, transformou horas de gravações e recordações inesquecíveis de comunidades rurais, indígenas, quilombolas, litorâneas, grandes metrópoles e sertões, em um sutil e verdadeiro documentário.

Durante a viagem, uma ideia recorrente começou a aparecer nas falas dos adultos: “criança de hoje não sabe mais brincar”, mas olhando de perto os diretores perceberam um descompasso. “Queremos comunicar ao mundo que, ao contrário do que quase todos os adultos pensam, as crianças brincam, sim. Esse mantra é um reflexo claro de que não sabemos mais olhar a criança”, explica Renata Meirelles.

O documentário ao colocar como protagonista os gestos das crianças apresenta uma nova perspectiva da infância que foge desse olhar “cansado” dos adultos. Através das brincadeiras as imagens procuram reconstruir um retrato humano que diz respeito a arquétipos e a um inconsciente coletivo. “É uma busca por caminhos distantes e diversos para conhecer as intenções dos gestos das crianças”, explica Renata Meirelles.

A pré-estreia do filme ocorreu em São Paulo, no dia 20 de maio, na abertura da segunda edição da Ciranda de Filmes. O evento no Auditório do Ibirapuera além de exibir o filme, contou com um pocket show do grupo Uakti, responsável pela trilha sonora do filme, outro personagem importante do documentário.

O longa-metragem é uma das múltiplas facetas do projeto Território do Brincar, uma co-realização com o Instituto Alana, que pesquisa a cultura da infância buscando o olhar da criança e seu jeito de brincar. Além de São Paulo e Rio de Janeiro, o filme entra em cartaz em Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Florianópolis, Belo Horizonte, Salvador, João Pessoa e Santos no dia 4 de junho.

Acompanhe as novidades pela página do Território do Brincar no Facebook.

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Foto: Renata Meirelles

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O último domingo, 24 de maio, foi mágico: aconteceu em São Paulo o maior Slowkids realizado até agora. A quarta edição do evento reuniu 5 mil pessoas que ocuparam a grama e os espaços do parque Burle Marx, na zona sul da cidade, com o intuito de aproveitar a tarde ensolarada ao lado das crianças. Foi um dia dedicado aos pequenos, para eles desacelerarem, se desligarem do universo tecnológico e participarem de brincadeiras ligadas à natureza e a criatividade ao lado dos pais e em contato com outras crianças.

O Slowkids, criado por Tatiana Weberman, da Respire Cultura, Juliana Borges, diretora de Produção da Maria Farinha Filmes, pelo Instituto Alana e patrocinado pela Ticket e Ticket Cultura, vem ganhando cada vez mais adeptos. No ano passado ele foi eleito o Melhor Passeio Infantil de 2014 pelo público do Guia da Folha, do jornal Folha de S.Paulo.

Yoga, feira de trocas de brinquedos, passeios na natureza, rodas de leitura e brincadeiras com papelão, horta e materiais recicláveis foram algumas das atividades presentes no dia, que além de divertir a criançada ajudaram a estimular o pensamento sobre o meio ambiente, a coleta de resíduos, a criatividade e a desenvolverem relações sociais.

O pocket show do “Música em Família” encerrou o dia com chave de ouro. A apresentação no gramado, próximo das crianças e dos pais, fez com que todos dançassem ao som de músicas como “Receita de Felicidade”, “Um Para o Outro” e “Para Sempre”. Além disso tudo, uma variedade de comidinhas saudáveis estiveram presentes no parque em uma área dedicada aos food bikes.

Essa edição do Slowkids fez parte da Semana Mundial do Brincar que acontece entre os dias 24 e 30 de maio, em várias cidades do mundo, com eventos voltados para crianças de até 12 anos – sempre com entrada gratuita. No Brasil ela é promovida pelos núcleos da Aliança pela Infância, do qual o Alana faz parte.

Veja fotos da 4ª edição do Slowkids:

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Foto: Ju Simões

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A Ciranda de Filmes reuniu vivências lúdicas, rodas de conversa, exibição de filmes e oficinas

Um público inspirado e interessado em trocar impressões e experiências percorreu entre os dias 21 e 24 de maio as salas, corredores e o entorno do Cine Livraria Cultura e do Cine Sesc, em São Paulo. As milhares de pessoas que passaram pela segunda edição da Ciranda de Filmes, a primeira mostra de cinema do Brasil com foco em infância e educação, puderam vivenciar esses espaços propícios para inspirar, trocar e refletir sobre a infância.

A mostra é uma idealização da pedagoga Ana Claudia Arruda Leite; da produtora de conteúdo da AIUÊ Produtora, Fernanda Heinz Figueiredo e da diretora do Grupo Espaço de Cinema, Patrícia Durães. Com o patrocínio do Instituto Península e do Instituto Alana e apoio do Instituto Natura, Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Prefeitura de São Paulo, Auditório Ibirapuera Oscar Niemeyer e Itaú Cultural, a Ciranda atraiu educadores, artistas, gestores, produtores, cineastas, cinéfilos, pais e demais interessados em debater a infância e a educação.

Além de exibir gratuitamente produções cinematográficas nacionais e estrangeiras, o evento promoveu rodas de conversa, vivências lúdicas e oficinas cinematográficas, em um espaço de troca de conhecimento e aprendizado coletivo que parte da linguagem do cinema. A programação desse ano teve como fio condutor três temas: famílias, relação criança e natureza e protagonismo infantil.

A abertura da mostra, no dia 20 de maio, no Auditório do Ibirapuera Oscar Niemeyer, contou com um personagem mais do que especial: a pré-estreia do documentário brasileiro Território do Brincar, de Renata Meirelles e David Reeks. O filme entra em cartaz em São Paulo e no Rio de Janeiro no dia 28 de maio e a partir do dia 4 de junho estará nos cinemas de Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, João Pessoa, Porto Alegre, Salvador e Santos.

Na Ciranda foram exibidos 50 filmes – nacionais, estrangeiros, inéditos, antigos e contemporâneos – com curadoria de Fernanda Heinz Figueiredo e Patrícia Durães. Fizeram parte da programação inesquecível a produção argentina Ciências Naturais, do diretor Matias Lucchesi, o impactante Indomável Sonhadora, de Benh Zeith, o sensível drama turco Sonho de Wadjda e documentários inéditos no Brasil, como Project Wild Thing, de David Bond, e School´s Out, de Lisa Molomot

Neste ano, a mostra fez homenagem a alguns mestres brasileiros fundamentais para o enriquecimento cultural do país que faleceram em 2014, como o educador Rubem Alves, representado pelo documentário Rubem Alves: o professor de espantos, o poeta mineiro Manuel de Barros, com o Só dez por cento é mentira e o escritor Ariano Suassuna, com O Sertão mundo de Suassuna.

Outra novidade de 2015 foi a parceria com o Festival du Film d’Éducation, da França, que realizou sua 10ª edição no final de 2014 em Evreux, Normandie. Em paralelo à mostra brasileira, foram exibidos os filmes Wrony (Crows), de Dorotea Kedzierzawska, Onde Fica Meu Pudor (Où Je Mets Ma Pudeur?), de Sébastien Bailly, e Dias Antes (Les Jours D’Avant), de Karim Moussaoui, ambos premiados no Festival em 2014.

Na Ciranda, três bate-papos com pensadores e especialistas aprofundaram o debate e a reflexão acerca dos temas deste ano. No dia 21 o público participou da roda “Famílias”, Ada Pellegrini Lemos, Susan Andrews e Rosely Sayão; no dia 22, foi discutida a “Relação Criança e Natureza”, com Gandhy Piorski, Rita Mendonça e Ricardo Ghelman; e no dia 23 de maio o debate girou em torno do “Protagonismo infantil”, com Alemberg Quindins, Severino Antonio e Lucilene Silva.

Também ocorreram duas oficinas com o intuito de fortalecer a mostra como um espaço de formação, exercício e reflexão: “Oficina de Crítica Cinematográfica”, com o professor e crítico de cinema Sérgio Rizzo; e “Oficina Desvendando o Processo Cinematográfico”, com os diretores do filme ‘Território do Brincar’, Renata Meirelles e David Reeks, a roteirista Anna Clara Peltier e a montadora Marília Moraes.

Com o objetivo de promover momentos para interagir e brincar, o evento também contou com três oficinas lúdicas, “Vivência corporal”, com o dançarino e coreógrafo Ivaldo Bertazzo; “Vivência da natureza através de jogos”, com Guilherme Blauth; e “Vivência musical”, com o Grupo Babado de Chita que encerrou a Segunda Edição do Ciranda de Filmes colocando a plateia para dançar.

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As mesas do evento, organizado pela Fundação Síndrome de Down, vão abordar temas que tratam da garantia de oportunidades familiares, escolares, sociais, no trabalho e efetivas

O 4º Fórum Internacional sobre Síndrome de Down, organizado pela Fundação Síndrome de Down, terá como tema central a autonomia das pessoas com SD e sua capacidade de ter uma vida plena de acordo com suas potencialidades. O evento será realizado entre os dias 20 e 23 de maio na cidade de Campinas, interior de São Paulo.

No primeiro dia, além da abertura, haverá o lançamento do livro “Mude seu olhar”. As mesas com profissionais de diversas áreas estão distribuídas nos dias 21, 22 e 23, de acordo com as diferentes fases da vida. A primeira, com o título de “Eu nasci”, vai abordar a importância do acolhimento da família. Entre os palestrantes estará a presidente do Instituto Alana, Ana Lucia Villela. A segunda mesa, “Eu estou na escola”, reúne especialistas em educação para abordar as garantias de oportunidades para todos no ambiente escolar.

No dia 22 o debate vai discutir a etapa seguinte da vida, a entrada no mercado de trabalho. Marcos Nisti, CEO do Instituto Alana, estará na mesa “E agora fui trabalhar”, ao lado de outros palestrantes. No mesmo dia, “Quero viver minha vida” vai reunir especialistas para falar sobre a autonomia das pessoas com síndrome de Down. No dia 23, a mesa “E uma vida de qualidade”, debaterá os estudos que estão sendo realizados com foco em qualidade de vida. Um dos palestrantes será o médico e pesquisador da Universidade Case Western Reserve (que fica em Cleveland, nos Estados Unidos), Alberto Costa.

Paralelamente ao evento está programado o encontro “Vamos conversar sobre os nossos direitos?”. Dirigido a pessoas com deficiência intelectual acima de 16 anos, o encontro apresentará artigos da Convenção Internacional das Nações Unidas sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência (2006).

Serviço
Data: 20, 21, 22, 23 de maio de 2015
Público-alvo: Psicólogos, médicos, educadores, pedagogos, terapeutas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, pais e familiares de pessoas com deficiência, estudantes e pessoas interessadas no assunto.
Local: Auditório do Centro de Convenções da Unicamp. Rua Elis Regina, 131 – Unicamp – Barão Geraldo/ Campinas, SP.
Inscrições: No site do evento
Clique aqui para ver a programação completa.

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2014: um ano intenso, de vitórias, conquistas, desafios, mudanças. As histórias, os detalhes, os fatos que marcaram o ano e os pilares que embasam o trabalho do Alana podem ser encontrados no relatório 2014 – publicação lançada no último mês de março e disponível para download e leitura online.

Nesse ano, o relatório do Alana ganhou novo formato e projeto gráfico. “A ideia foi escrevê-lo de um jeito leve, divertido e que pudesse ser lido com o prazer com que lemos uma boa revista. Cuidamos para que valesse cada linha de texto, cada ilustração e cada foto”, escreveu a diretora de Comunicação do Alana, Carolina Pasquali, na Carta do Editor do relatório.

A revista, além de apresentar a história de cada projeto à luz de algum evento especial, traz uma linha do tempo pontuando conquistas importantes e acontecimentos relevantes para o Alana, mês a mês. Há também uma entrevista com Ana Lucia Villela, presidente e fundadora do Alana, e com Marcos Nisti, CEO e vice-presidente do Instituto, que detalhem o momento da instituição, as inquietações que os movem e suas motivações.

Com ilustrações de Silva Amstalden e projeto gráfico da Papanapa, o leitor pode brincar com a base de formas que compõem as ilustrações das páginas. Para isso, o relatório foi impresso com duas capas – a primeira, para ser destacada, traz no verso a base de formas para recortar e montar.

Leia abaixo a revista:

Faça o download do Relatório anual Alana 2014.

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Representante do MIT apresentou a plataforma online “Monitorando a Cidade” para os moradores da região; o aplicativo é uma ferramenta que contribui para a cidadania e é alimentado pela própria população.

O Instituto Alana levou no dia 23 de abril o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) ao Espaço Alana, no Jardim Pantanal, na Zona Leste de São Paulo, para a realização de uma oficina sobre o aplicativo Monitorando a Cidade, desenvolvido pelo MIT Center for Civic Media e trazido para o Brasil pela Rede Nossa São Paulo. O centro, com sede nos Estados Unidos, trabalha com diversas comunidades para criar colaborativamente ferramentas e práticas de mídia cívica. O centro desenvolve novas tecnologias que servem de suporte para ações políticas em todo o mundo.

O Monitorando a Cidade permite que qualquer cidadão com um smartphone colete dados sobre temas que considera prioritários em sua região. As informações reunidas na plataforma oferecem um panorama geral do problema que pode ser usado como uma poderosa ferramenta de cidadania para informar a sociedade, mobilizar apoios e engajar a comunidade.

Na oficina do MIT, ministrada pela desenvolvedora Emilie Reiser, no Jardim Pantanal, os moradores discutiram os problemas mais relevantes da região e elegeram o lixo como questão para ser trabalhada com o aplicativo. Depois de uma apresentação sobre o funcionamento do Monitorando a Cidade, o grupo saiu a campo para coletar os dados. No final da atividade a ferramenta gerou um relatório com as informações obtidas e os resultados foram debatidos pelos participantes da oficina que apresentaram algumas soluções para os problemas encontrados.

A plataforma contribui para que comunidades se mobilizem, demandem ações do poder público e reivindiquem soluções para os problemas identificados.

Veja a galeria de fotos da oficina:

 

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Marcus Frank, consultor sênior da empresa, relatou o processo da pesquisa e os resultados obtidos.

O estudo O valor que os colaboradores com síndrome de Down podem agregar às organizações, elaborado pela consultoria McKinsey & Company para o projeto Outro Olhar, do Instituto Alana, foi apresentado por Marcus Frank, consultor sênior da McKinsey, na Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

Frank participou do evento que celebra o Dia Internacional da Síndrome de Down, comemorado em 21 de março. A data estabelecida pela ONU tem o intuito de fazer com que cada vez mais pessoas ao redor do mundo se sensibilizem com a causa. O tema deste ano foi “My Opportunities, My Choices – Enjoying Full and Equal Rights and the Role of Families” – que dialoga diretamente com o estudo da McKinsey.

Durante sua fala, Marcus explicou que “há uma preferência por parte das empresas em contratar pessoas com desabilidades físicas apenas para cumprir a legislação”. E segundo ele, foi por isso que a McKinsey entrou nessa história, “as empresas devem promover a inclusão do ambiente de trabalho, não por obrigação, mas pelas melhorias na competitividade”, contou.

O estudo mostra que a inclusão de pessoas com a síndrome gera impacto positivo em cinco de nove dimensões que medem a saúde organizacional, como liderança, satisfação do cliente, cultura e clima, motivação da equipe e coordenação e controle. E que uma empresa saudável apresenta uma maior probabilidade de apresentar uma margem EBITDA e líquida acima da média.

Na pesquisa foram ouvidos 2.000 funcionários e 83% deles disseram que a presença de uma pessoa com Down faz com que o líder se torne mais capacitado para resolver conflitos. A consultoria conversou também com 20 líderes de RH de empresas nacionais e estrangeiras, além de diretores de instituições de apoio a pessoas com deficiência intelectual no Brasil, EUA, Canadá e Europa.

Outro Olhar

O projeto nasce com a missão de divulgar as singularidades e competências das pessoas com síndrome de Down, pois acredita que uma sociedade só tem a ganhar quando reconhece nos potenciais de cada um a diversidade que nos trará um futuro melhor. Faz isso por meio da produção e disseminação de conhecimento sobre a síndrome. Saiba mais em www.outroolhar.com.br

Foto: Reprodução

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O anúncio foi feito para prefeitos e gestores públicos em Brasília; o prêmio visa reconhecer os municípios com as melhores práticas voltadas para as crianças.

Como reconhecer as cidades com boas práticas para as crianças e que priorizam a infância em suas decisões? Foi a partir dessa questão que nasceu o Prêmio Cidade da Criança lançado nesta quinta-feira (9), durante o III Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável, em Brasília. O prêmio, parceria entre o Projeto Prioridade Absoluta, do Instituto Alana, e o Programa Cidades Sustentáveis, vai avaliar a atuação das gestões municipais a partir de 60 indicadores básicos e 25 relativos sobre os direitos fundamentais da criança, em especial à cidade, cultura, educação, saúde e proteção integral.

No lançamento, realizado durante a posse da nova diretoria da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), Pedro Hartung, advogado do Instituto Alana, ressaltou a importância do prêmio para a garantia dos direitos das crianças. “Esperamos que todas as pessoas e municípios brasileiros compreendam o real valor da infância e o poder de transformação da cidade quando colocamos os interesses da criança em primeiro lugar”, explicou Hartung.

Oded Grajew, coordenador da Rede Nossa São Paulo, abriu o lançamento e destacou a relevância de iniciativas que promovem a melhoria da qualidade de vida da população. “Esse prêmio dará visibilidade para os municípios vencedores. Hoje estamos lançando junto com dois parceiros que estão olhando especificamente a área da criança e a área do esporte”, explicou Oded.

Na categoria esporte, a parceria com a ONG Atletas pelo Brasil vai premiar municípios com boas práticas na área. O diretor da ONG, o ex-jogador Raí Oliveira, também participou do evento e incentivou a adesão dos prefeitos.

Todas as prefeituras do Brasil podem se inscrever no Prêmio Cidade da Criança. Tanto aquelas que já tenham assinado a Carta-Compromisso e aderido formalmente ao Programa Cidades Sustentáveis, como as que ainda não aderiram, mas desejam fazer parte. (clique aqui para saber mais).

Quer saber mais? Acesse o site do Prêmio Cidade da Criança.

Foto: Programa Cidades Sustentáveis

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O valor que os colaboradores com síndrome de Down podem agregar às organizações.

A consultoria McKinsey&Company, em parceria com o Instituto Alana, lançou um paper inédito sobre os impactos positivos das pessoas com síndrome de Down no mercado de trabalho. O estudo, realizado em empresas brasileiras e estrangeiras, demonstra que colaboradores com síndrome de Down podem melhorar a saúde organizacional das empresas em cinco de nove dimensões.

Aspectos como liderança, motivação da equipe, cultura e clima, satisfação do cliente e coordenação e controle, podem ser impactados positivamente quando há um colaborador com síndrome de Down na equipe. Os resultados obtidos foram bastante animadores e oferecem uma nova perspectiva sobre o tema, contribuindo para a eliminação de barreiras relacionadas a empregabilidade da pessoa com deficiência.

Clique na imagem abaixo para ler a pesquisa completa:

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A plataforma que reúne filmes com histórias que merecem ser contadas também foi lançada em São Paulo com a estreia do filme “Quem? Entre muros e pontes”.

Inspirar, compartilhar e transformar são palavras chaves para definir o VIDEOCAMP, plataforma do Instituto Alana e da Maria Farinha Filmes, que promove o cinema como ferramenta de transformação social no mundo todo. O lançamento da sua versão beta no dia 15 de março, no Festival SXSW (South By Southwest), em Austin, nos Estados Unidos, foi um dos painéis mais concorridos da Casa Brasil, da APEX.

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Lançamento do VIDEOCAMP nos EUA. Foto: Divulgação

O público participou de um debate enriquecedor sobre o cinema como ferramenta capaz de mudar a realidade. Carolina Pasquali, diretora de comunicação do Alana, apresentou a plataforma e contou como ela se relaciona com o Instituto. “Acreditamos muito no poder do cinema conseguimos avanços incríveis nas causas que defendemos graças aos filmes que fizemos, e isso é o que nos inspira para seguir nesse caminho”, explicou Carolina.

“Se existisse algo assim quando eu fazia filmes, certamente teria me beneficiado muito disso”, comentou Topper Carew, scholar no MIT Media Lab, diretor de cinco filmes, que também fez parte da mesa. “É uma ferramenta que tem um poder incrível de espalhar histórias”, completou. Ao seu lado estava Sandra de Castro Buffington, diretora e fundadora do Global Media Center for Social Impact da UCLA, que mostrou por meio de pesquisas quanto realmente o entretenimento é capaz de mudar, tanto as políticas quanto a percepção da sociedade. Os dados apresentados por Sandra no painel deixaram a todos os presentes muito impressionados.

Equipe VIDEOCAMP+Maria Farinha no SXSW

Equipe do VIDEOCAMP no SXSW. Foto: Divulgação

Luana Lobo, sócia e diretora de distribuição híbrida da Maria Farinha Filmes, falou sobre como considerar o impacto e o alcance na estratégia de distribuição de um filme, como a Maria Farinha vem fazendo com muito sucesso. “Olhar para esse modelo com essa perspectiva de impacto pode ser uma coisa que ajuda inclusive a realização dos próximos filmes, em termos de captação”, afirmou Luana.

NO BRASIL

 

No Brasil, o sucesso do VIDEOCAMP se repetiu. Lançado no dia 17 de março no CineSala, em São Paulo, o evento contou com a estreia do filme “Quem? Entre Muros e Pontes” produzido pela Maria Farinha Filmes. Marcos Nisti, CEO do Alana, apresentou a plataforma. “Nossa missão agora é fazer com que as causas abordadas por essas obras alcancem um público cada vez maior”, afirmou.

A trilha sonora original do filme é assinada por Maria Gadú e Conrado Goys. A obra, dirigida por Cacau Rhoden (“Tarja Branca”), narra a história do povo saharauis, que foi dividido por um muro construído pelo Marrocos no Saara Ocidental há 40 anos.

Exibido pela plataforma VIDEOCAMP, “Quem? Entre Muros e Pontes” proporcionou ao público uma experiência real de como é assistir um filme e promover um debate por meio da ferramenta. Mediado por Bettina Barros, Arthur Toyoshima, da expedição de palhaços Cromossomos, e o jornalista Igor Geda, relataram a experiência de visitar os refugiados saharauis. A advogada da Cáritas, Larissa Leite, completou a conversa comentando sobre a realidade dos refugiados que moram em São Paulo.

O debate aprofundou a questão humanitária dos saharauis embarcando na ideia do VIDEOCAMP de divulgar causas que merecem ser amplificadas, convidando o espectador a se engajar e a partir disso provocar transformações. “É a maneira que encontramos de jogar luz em causas que acreditamos que precisam ser vistas, sentidas e discutidas”, explicou Luana Lobo, que também participou do lançamento em São Paulo.

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Pessoas posando para uma foto, atrás de uma bancada.

Entidades e representantes do governo terão o desafio de aumentar a efetivação da Resolução 163 que considera abusiva a propaganda direcionada à criança

Os novos integrantes do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), que irão atuar em 2015, ano em que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 25 anos, e em 2016, tomaram posse no dia 12 de fevereiro em Brasília. Entre os 28 membros, da sociedade civil e do Governo Federal, o Instituto Alana, reconhecido por seu trabalho na luta pelos direitos da criança, foi uma das instituições que assumiu no Conselho a vaga como suplente.

O advogado Pedro Hartung, representante do Alana no Conanda, ressaltou a importância da atuação no Conselho, ao dizer que “nesses 25 anos do ECA o trabalho do Conanda será fundamental para continuarmos na defesa do melhor interesse da criança frente aos abusos e violações de seus direitos, como por exemplo a prática da publicidade infantil. Assim evitaremos o retrocesso de garantias já conquistadas”.

As entidades que integram o Conselho participam da elaboração de pautas governamentais, deliberam sobre políticas públicas e fiscalizam as ações do poder público na área da infância e da adolescência. Em 2014, foi alcançada uma conquista histórica quando o Conanda aprovou a Resolução 163 que considera abusivo o direcionamento de publicidade e de comunicação mercadológica à criança. (Saiba mais aqui). Nos próximos anos os integrantes do Conselho terão o desafio de garantir a efetivação daquilo que está no texto.

Durante a cerimônia de posse, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Ideli Salvatti, reafirmou o compromisso do governo federal com a proteção e a promoção dos direitos das crianças e dos adolescentes. Salvatti disse ainda que continuará resistindo às tentativas de setores da sociedade de promoverem a redução da maioridade penal, “este será, sem dúvida o principal desafio desta gestão que hora toma posse. Este ano o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 25 anos, e o nossa principal meta é promover o seu fortalecimento através da construção de políticas públicas que assegurem o seu integral cumprimento. Neste sentido, a manutenção da maioridade penal atual deve ser nossa principal missão”, explicou.

Veja abaixo a lista das entidades que tomaram posse no Conanda:

Entidades titulares:
Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down; Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua; Movimento Nacional de Direitos Humanos; Associação Internacional Maylê Sara Kalí; Centro de Educação e Cultura Popular – CECUP; Associação Franciscana de Defesa de Direitos e Formação Popular; Associação Brasileira de Educação e Cultura – ABEC; Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB; Inspetoria São João Bosco – Salesianos; Aldeias Infantis SOS Brasil; Federação Nacional dos Empregados em Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas – FENATIBREF; Central Única dos Trabalhadores – CUT; Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente – ANCED; Federação Brasileira das Associações Cristãs de Moços – ACM;

Entidades suplentes:
Fundação Fé e Alegria do Brasil; Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – CONTAG; Associação dos Magistrados Brasileiros – AMB; Associação Lifewords Brasil; Associação de Apoio à Criança e ao Adolescente Amencar; Associação Nacional Criança não é de Rua; Instituto Alana; Federação Nacional das Apaes – FENAPAES; Conselho Federal de Psicologia; Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente; Conselho Federal da OAB; Pastoral da Criança; Federação Brasileira de Associações Socioeducacionais de Adolescentes – FEBRAEDA, Antonio Jorge dos Santos; Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e da Juventude – ABMP.

A lista completa das entidades da sociedade civil e dos representantes do governo que tomaram posse está disponível aqui.

Pessoas se divertindo em um cenário repleto de bexigas coloridas.

Palhaços com perna de pau, mágico, pipoqueiros e palhacinhas dançarinas animaram a garotada na abertura da biblioteca, brinquedoteca e do auditório do novo espaço.

Nem a chuva que caiu no Jardim Pantanal, zona leste de São Paulo, no último sábado (7) desanimou as crianças e os adultos que estiveram na inauguração do novo Espaço Alana, uma iniciativa do Instituto Alana. “Esta comunidade é muito especial para nós. O Alana nasceu aqui há 20 anos e hoje temos mais de 17 projetos e muita coisa para comemorar! Todas essas crianças são fonte de muita inspiração para nós”, disse na ocasião a presidente do Instituto, Ana Lucia Villela.

Para deixar o público ainda mais animado, um show da Banda Alana e a participação da companhia circense “Bubiô, Ficô Lô” deram o clima de festa ao evento. Depois que a fita foi cortada, o público pode conhecer o novo Espaço Alana. Projetado pelo arquiteto Rodrigo Ohtake, o local fica no meio de uma bela praça e tem salas de reunião, biblioteca, brinquedoteca e um auditório para os ensaios da Banda Alana e que também poderá abrigar palestras, cursos e aulas para os moradores. “Fiquei muito feliz pelo convite para fazer o projeto e mais ainda com o resultado”, afirmou Ohtake.

No evento, a Associação de Moradores e Amigos do Jardim Pantanal (AMOJAP) receberam da presidente do Instituto Alana a chave de uma sala do Espaço, que servirá de sede administrativa, e a doação de uma quadra de esportes que fica no bairro.

Também estiveram presentes no evento: Terciane Alves e Terezinha Pinto, representando a primeira-dama de São Paulo, Ana Estela Haddad; Rogério Sottili, secretário adjunto da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania; Flariston Silva, coordenador de Políticas para Crianças e Adolescentes; Inácio Pereira dos Santos Neto, coordenador de Projeto da Fundação Tide Setubal; Ruy Ohtake, arquiteto, além de representantes do gabinete da sub-prefeitura de São Miguel Paulista, e da Comissão de Garantia de Direitos e Conselhos Tutelares de São Paulo.

O desejo da equipe do Espaço Alana é que o local seja cada vez mais ocupado pelas famílias do Jardim Pantanal. E com um trabalho integrado com a Associação transforme cada vez mais em um espaço da comunidade.

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A pergunta que norteou a noite foi: para onde a criatividade pode nos levar?

Despertar a criatividade de crianças e adolescentes é uma das principais marcas do projeto Criativos da Escola, lançado no dia 25 de fevereiro pelo Instituto Alana no auditório do Itaú Cultural, em São Paulo. A iniciativa é dirigida a educadores, pedagogos e a todas as pessoas interessadas em transformações. (Clique aqui para assistir ao vídeo do lançamento).

Sentir, imaginar, fazer e compartilhar são os pilares dessa ação que faz parte de um movimento global destinado a oferecer às crianças e jovens a oportunidade de transformar a realidade que os rodeia, com apoio de educadores. A iniciativa nasceu na Índia pelas mãos da designer Kiran Bir Sethi que em 2006 criou o Design for Change, hoje presente em mais de 30 países. Em 2014 o Instituto Alana tornou-se o representante dessa ideia no Brasil.

No evento de lançamento o fundador do grupo de palhaços Doutores da Alegria, Wellington Nogueira, instigou a plateia a ser criativa e não ter medo de falhar. “A criatividade é muito redentora porque ela permite que a gente erre. E ela pode nos levar para onde a gente quiser”, disse.

A Diretora de Comunicação do Instituto Alana, Carolina Pasquali, dividiu com o público o que já foi feito, o que ainda falta fazer e convidou todos a participarem da construção desse sonho. A partir de agora, os educadores interessados podem se inscrever no Desafio Criativos da Escola, que premiará as melhores iniciativas de transformação da realidade.

Para encerrar o lançamento, André Gravatá, jornalista, apaixonado por educação e co-autor do livro “Volta ao mundo em 13 escolas”, presenteou o público com um cordel pra lá de criativo, convidando os educadores a “criativar” e acreditar na força da imaginação.

Quer saber mais, se inspirar e participar do Desafio? Acesse o site do Criativos da Escola. E acompanhe as novidades pelo Facebook do projeto.

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Menina que motivou a criação do Movimento Boa Praça foi reconhecida na cerimônia como um símbolo do poder que as crianças têm para mudar nossa cidade.

A pequena Alice, em seu aniversário de 4 anos, resolveu que queria uma festa na praça. A mãe vendo o estado de abandono do lugar na hora negou o pedido. Alice propôs algo simples e grandioso: “A gente conserta, mamãe”.

Foi desse desejo infantil que surgiu o Movimento Boa Praça que vem melhorando a qualidade de vida de centenas de moradores de São Paulo e deixando a cidade mais humana. Sua mãe, junto com outros moradores e instituições que ficavam ao redor da Praça François Berlanger, na zona oeste, começou um trabalho importante de revitalização e ocupação do espaço público.

Alice está crescendo junto com o projeto. E no dia 22 de janeiro foi a homenageada no Prêmio Cidadão SP, do Catraca Livre, para marcar o que o Catraca, ao lado do Instituto Alana, acreditam para o Catraquinha. Fruto de uma parceria entre o Alana e o Catraca, o Catraquinha vê, na história da Alice, uma inspiração para seu trabalho.

O Movimento Boa Praça é um exemplo de que ideias simples têm o poder de transformar uma cidade, e que as crianças fazem parte desse processo. Através do trabalho comunitário que começou no aniversário de 4 anos de Alice, que mais tarde surgiram as feiras de troca de brinquedos e um pouco dessa história está contada em vídeo.

Iniciativas que trazem o olhar da criança ajudam a construir um espaço mais humano para se viver.

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Simbolo do Conanda, parecido com um X e uma bola laranja na ponta superior direita.

O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) elegeu no dia 16 de dezembro seus representantes da sociedade civil para o biênio de 2015/2016. O Instituto Alana foi uma das instituições eleitas como representante no Conanda para assumir esse papel, na modalidade suplente, ao lado de outras organizações reconhecidas por seu trabalho na luta pelos direitos da criança.

As entidades participam ativamente na elaboração de pautas governamentais e deliberam sobre políticas para a área da infância e da adolescência, ao mesmo tempo em que fiscalizam as ações executadas pelo poder público no que diz respeito ao atendimento da população infanto-juvenil.

O representante do Alana no CONANDA será novamente o advogado Pedro Hartung.

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Em auditório lotado, educadores e merendeiras cantaram, pularam e estenderam seus cartazes enquanto esperavam os resultados do Prêmio Educação Além do Prato, entregue no dia 12 de dezembro, no Anhembi, em São Paulo. Seis escolas foram premiadas no final da noite, mas as grandes vencedoras foram mesmo as milhares de crianças das escolas que participaram do concurso, organizado pela Secretaria Municipal de Educação de São Paulo em parceria com a SP-Carinhosa, a Política da Primeira Infância do município, que contou com o apoio do Instituto Alana.

A iniciativa teve como objetivo premiar as ações de mobilização que promovessem a melhoria de hábitos alimentares dos alunos a partir da valorização de merendeiros, da discussão sobre alimentação na comunidade escolar e do engajamento de parceiros e concorrentes da alimentação no âmbito territorial da escola.

Os primeiros colocados em cada uma das duas categorias (prato quente e prato frio) ganharam uma viagem internacional de intercâmbio, em data e local a ser definido pelo Centro de Excelência Contra a Fome (ONU/PMA). Os classificados na segunda posição ganharam uma viagem de intercâmbio para um estado brasileiro, em data e local a ser definido também pelo Centro de Excelência Contra a Fome (ONU/PMA). Os que alcançaram a terceira colocação foram contemplados com uma experiência gastronômica e um jantar degustação.

As escolas vencedoras do prêmio também vão receber a execução de um projeto de renovação de um espaço ambiental relacionado à alimentação e saúde em suas unidades.

Assista ao making-of do Prêmio Educação Além do Prato:

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Crianças e suas famílias com tempo para brincar, jogar, curtir a natureza, conviver. Foi nesse clima que aconteceu a terceira edição do SlowKids no último dia 30 de novembro, no Parque Burle Marx, em São Paulo. No evento, pensado para incentivar o contato das crianças com a natureza e o pensamento sustentável, o que mais fez sucesso foi a atmosfera gostosa que pairava sobre as árvores do parque.

Na tenda da Feira de Trocas de Brinquedos a movimentação foi constante. As crianças deixavam os brinquedos que desejavam trocar no tapete e ficavam prontas para descobrir novas brincadeiras e amizades. Os pais novatos se mantinham mais próximos, supervisionando as negociações. Já os familiarizados com o processo saiam de perto e deixavam seus filhos à vontade para descobrir as novidades. A cada troca, era possível ver nos rostos das crianças um sorriso e a certeza de que tinham feito o melhor negócio de todos.

Durante o show dos Brasileirinhos, todos os que quiseram se juntaram à frente do palco improvisado no gramado. Famílias sentadas em roda curtiram cada instante – muitas se divertiram ensaiando coreografias para as músicas e dando corda para que os pequenos mostrassem todo seu gingado! A tarde também contou com passeios pela natureza, atividades com educadores do Instituto Brincante, apresentação performática, leitura de livros, brincadeiras de quintal, arte para bebês e slowbikes com gastronomia, flores e fotos.

Foto: Mariana Chama