Author: heloisa

A arte e a literatura já foram atividades segmentadas apenas a uma classe social. Demorou um tempo para que o acesso fosse democratizado e as pessoas pudessem ter maior contato com escritores, artistas e obras brasileiras. Pensando nisso, para dar luz e voz para todas as pessoas comprometidas com a causa da leitura, a Biblioteca Espaço Alana realiza pelo segundo ano, a Festa Literária “A Primavera e os Livros” (PRILI).

Neste ano, a comemoração aconteceu entre os dias 19, 20 e 21 de setembro e homenageou a poetisa Adélia Prado. Adélia nasceu em Divinópolis, Minas Gerais, no dia 13 de dezembro de 1935 e ficou conhecida como a escritora do cotidiano, por conseguir dar sentido e significado às coisas simples da vida, e através delas aproximar as pessoas de suas obras.

O evento promovido em parceria com o CEU das Artes, Clipe, Companhia Cordecontos,  Fundação Tide Setubal, Instituto Fernand Braudel, Senac São Miguel Paulista, Sesc Itaquera, Sesc Consolação, Museu Afro Brasil, Sociedade Observatório do Saci, Central do Brasil, Eu Quero Minha Biblioteca, Rede LEQT, Banda Alana, trouxe rodas de conversas, debates, contações de histórias e atividades que giraram em torno da literatura para a comunidade, além de um mergulho em iniciativas e ações inspiradoras.

No dia 21 de setembro foi anunciado o projeto selecionado no Edital Videocamp de Filmes – Edição 2018. O projeto “Forget Me Not” (“Não Me Esqueça”), do cineasta americano Olivier Bernier, foi o escolhida pelo edital – que este ano tinha como tema “Educação Inclusiva”. O filme questiona, a partir da experiência pessoal do diretor– que descobriu, no momento do parto, que seu filho tinha síndrome de Down –, os desafios enfrentados por crianças com deficiência no contexto da educação pública.

“Como diretor, esta não é uma história que estarei contando – é uma história que estou vivendo. Quando eu era criança, eu não frequentei uma escola inclusiva. Eu nunca convivi com uma pessoa com deficiência intelectual e eu não estava preparado para a chegada do meu filho. Eu quero usar essa oportunidade para garantir que isso nunca aconteça com alguém novamente,” diz Olivier Bernier.

“A proposta do Olivier dialoga, diretamente, com os valores do Videocamp. Acreditamos que ele fará um filme importante para inspirar a mudança, com potencial de transformar o olhar dos legisladores e do público para a educação inclusiva”, avalia Carolina Pasquali, diretora do Videocamp.

O projeto da produtora Rota6 Films, baseada em Nova Iorque, Estados Unidos, receberá US$ 400 mil para a produção do filme. A ideia é promover uma desconstrução de barreiras, sejam elas atitudinais, pedagógicas, arquitetônicas ou de comunicação, sobre o assunto.

O edital é uma iniciativa do Videocamp, plataforma online e gratuita do Alana que trabalha na promoção de filmes de impacto, ajudando-os a atingir um público ainda maior. Para saber mais acesse o link.

Ana Lucia Villela, cofundadora e presidente do Instituto Alana, é a 44ª membro, a 4ª mulher e a primeira a representar a América Latina e o Brasil no conselho de inovação da Fundação XPrize, ao lado de outros filantropos preocupados em buscar soluções para problemas globais relacionados a educação, saúde e meio ambiente.

Idealizada por Peter Diamandis, cofundador da Singularity University, a XPrize, organiza e gerencia competições para o desenvolvimento de tecnologias que apresentem resoluções para os principais desafios da humanidade. Entre eles, garantir educação de qualidade para crianças e adultos, o fornecimento de água potável e alimento para a população mundial.

Ana Lucia levará ao conselho um olhar sobre as questões da América Latina e terá a missão de aproximar os brasileiros das competições internacionais. Além dos temas relevantes relacionados à infância, e pautados pelo Alana, a forma como eles são colocados ao mundo, de maneira criativa e com alto impacto social, levou Ana ao conselho do XPrize.

“Nós inspiramos, conectamos, engajamos e comunicamos. E atingimos 100 milhões de pessoas com nossos filmes, 100 países, mudamos políticas públicas. É o tipo de coisa que a gente adora fazer aqui”, contou Ana Lucia em entrevista ao jornal Valor Econômico. No começo desse ano, Ana também entrou para o Conselho de Administração do Banco Itaú, do qual é acionista.

O Alana nasce no Jardim Pantanal, zona leste de São Paulo, em 1994 com atendimento direto aos moradores da comunidade. Ampliou sua atuação com um trabalho forte de advocacy e de comunicação, pautando na sociedade brasileira temas relevantes e urgentes relacionados aos direitos das crianças, como o consumismo infantil, a necessidade de uma educação transformadora e de jovens engajados em mudar suas realidades, a importância do brincar livre e do contato com a natureza.

Se soma a essa trajetória, a produção de conteúdos da Maria Farinha Filmes, que vem levando os temas do Alana no formato audiovisual para os quatro cantos do Brasil e do mundo. Com a plataforma Videocamp, que disponibiliza esses e tantos outros filmes para exibições públicas, as produções alcançam voos mais altos e os temas conquistam cada vez mais corações e mentes, provocando mudanças reais na garantia de condições para a vivência plena da infância.

Foto: Unsplash

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