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Produtora do filme ‘O Começo da Vida’ é a primeira empresa brasileira a ser homenageada na ‘B The Change Media’, categoria ‘Workers’ no Brasil

A produtora Maria Farinha Filmes (MFF) será homenageada pela ‘B the Change Media’ (Sistema B) na categoria ‘Workers’ como uma das melhores empresas para trabalhar, sendo a única empresa brasileira a figurar na lista que contempla 124 corporações de 15 países e em 14 diferentes áreas de atuação. O evento de homenagem ‘Best for the World Celebration & Awards Ceremony’, ocorre no dia 8 de setembro, na Universidade da Califórnia, Haas Business School de Berkeley, nos Estados Unidos. O prêmio também reconhece as empresas com as melhores práticas relacionadas às comunidades, clientes e ao meio-ambiente.

Para receber a certificação, a empresa precisa ter altos padrões de gestão e transparência, gerar benefícios sociais e ambientais, além de passar por um rigoroso processo de avaliação, renovado a cada dois anos se a empresa comprovar que suas práticas e políticas de sustentabilidade estão em avanço. Este ano, a MFF atingiu índices 10% superiores aos recomendados na avaliação, que mensura critérios como a relação da empresa com sua força de trabalho, a partir de indicadores como remuneração, benefícios, oportunidades, flexibilidade, cultura corporativa, saúde dos trabalhadores, práticas de segurança, formação, ambiente de trabalho, entre outros.

Produtora do filme ‘O Começo da Vida’, de Estela Renner, lançado globalmente em junho deste ano e exibido em 54 países, a Maria Farinha foi a primeira produtora da América Latina a receber a certificação ‘B Corporation’ em 2013, mesmo ano que o Sistema B, movimento global independente que busca criar um ecossistema que tem como missão redefinir o conceito de sucesso nos negócios, chegou ao Brasil.

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Longa metragem que aborda a importância dos primeiros anos de vida, estreia nos cinemas brasileiros e em todo o mundo, por meio da plataforma online VIDEOCAMP.

O filme ‘O Começo da Vida’, novo documentário da diretora Estela Renner (‘Criança a Alma do Negócio’ e ‘Muito Além do Peso’) entrou em cartaz em 21 cidades brasileiras no dia 5 de maio. Ao mesmo tempo, foi disponibilizado na plataforma online e gratuita VIDEOCAMP, para exibição públicas, nas cidades em que o filme não estava em cartaz, inclusive no exterior. Nos primeiros quatro dias, todas as sessões nos cinemas lotaram e 500 exibições foram agendadas pela plataforma.

“O VIDEOCAMP existe para difundir o cinema como ferramenta de transformação social, e a mensagem do ‘O Começo da Vida’ é de que se mudarmos o começo da história, mudamos a história inteira. Por isso, o VIDEOCAMP e o filme estão juntos para levar essa ideia para o maior número de pessoas em diferentes lugares”, explica Carolina Pasquali, diretora de Comunicação do Instituto Alana.

A plataforma disponibilizará o filme dublado em seis idiomas e legendado em 21 línguas, além de oferecer acessibilidade em LIBRAS, closed caption e audiodescrição, no aplicativo MovieReading para smartphones e tablets.

Gravado no Brasil e em outros oito países, ‘O Começo da Vida’ aborda os avanços da neurociência nos últimos anos sobre os primeiros anos da primeira infância – período que vai da gestação aos seis anos. A partir de entrevistas com especialistas e visita à famílias de diferentes culturas e classes sociais o filme mostra que os bebês se desenvolvem não apenas a partir de seu DNA, mas da combinação entre sua carga genética e as relações com aqueles que os rodeiam. Para Estela Renner, diretora do longa, “os registros emocionais tanto para o bem quanto para o mal têm um peso muito maior neste período, que é um momento de formação, criação e  estruturação da pessoa”, diz.

‘O Começo da Vida’ é uma produção da Maria Farinha Filmes, apresentado pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Fundação Bernard Van Leer, Instituto Alana e o UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância).

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A plataforma que reúne filmes com histórias que merecem ser contadas também foi lançada em São Paulo com a estreia do filme “Quem? Entre muros e pontes”.

Inspirar, compartilhar e transformar são palavras chaves para definir o VIDEOCAMP, plataforma do Instituto Alana e da Maria Farinha Filmes, que promove o cinema como ferramenta de transformação social no mundo todo. O lançamento da sua versão beta no dia 15 de março, no Festival SXSW (South By Southwest), em Austin, nos Estados Unidos, foi um dos painéis mais concorridos da Casa Brasil, da APEX.

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Lançamento do VIDEOCAMP nos EUA. Foto: Divulgação

O público participou de um debate enriquecedor sobre o cinema como ferramenta capaz de mudar a realidade. Carolina Pasquali, diretora de comunicação do Alana, apresentou a plataforma e contou como ela se relaciona com o Instituto. “Acreditamos muito no poder do cinema conseguimos avanços incríveis nas causas que defendemos graças aos filmes que fizemos, e isso é o que nos inspira para seguir nesse caminho”, explicou Carolina.

“Se existisse algo assim quando eu fazia filmes, certamente teria me beneficiado muito disso”, comentou Topper Carew, scholar no MIT Media Lab, diretor de cinco filmes, que também fez parte da mesa. “É uma ferramenta que tem um poder incrível de espalhar histórias”, completou. Ao seu lado estava Sandra de Castro Buffington, diretora e fundadora do Global Media Center for Social Impact da UCLA, que mostrou por meio de pesquisas quanto realmente o entretenimento é capaz de mudar, tanto as políticas quanto a percepção da sociedade. Os dados apresentados por Sandra no painel deixaram a todos os presentes muito impressionados.

Equipe VIDEOCAMP+Maria Farinha no SXSW

Equipe do VIDEOCAMP no SXSW. Foto: Divulgação

Luana Lobo, sócia e diretora de distribuição híbrida da Maria Farinha Filmes, falou sobre como considerar o impacto e o alcance na estratégia de distribuição de um filme, como a Maria Farinha vem fazendo com muito sucesso. “Olhar para esse modelo com essa perspectiva de impacto pode ser uma coisa que ajuda inclusive a realização dos próximos filmes, em termos de captação”, afirmou Luana.

NO BRASIL

 

No Brasil, o sucesso do VIDEOCAMP se repetiu. Lançado no dia 17 de março no CineSala, em São Paulo, o evento contou com a estreia do filme “Quem? Entre Muros e Pontes” produzido pela Maria Farinha Filmes. Marcos Nisti, CEO do Alana, apresentou a plataforma. “Nossa missão agora é fazer com que as causas abordadas por essas obras alcancem um público cada vez maior”, afirmou.

A trilha sonora original do filme é assinada por Maria Gadú e Conrado Goys. A obra, dirigida por Cacau Rhoden (“Tarja Branca”), narra a história do povo saharauis, que foi dividido por um muro construído pelo Marrocos no Saara Ocidental há 40 anos.

Exibido pela plataforma VIDEOCAMP, “Quem? Entre Muros e Pontes” proporcionou ao público uma experiência real de como é assistir um filme e promover um debate por meio da ferramenta. Mediado por Bettina Barros, Arthur Toyoshima, da expedição de palhaços Cromossomos, e o jornalista Igor Geda, relataram a experiência de visitar os refugiados saharauis. A advogada da Cáritas, Larissa Leite, completou a conversa comentando sobre a realidade dos refugiados que moram em São Paulo.

O debate aprofundou a questão humanitária dos saharauis embarcando na ideia do VIDEOCAMP de divulgar causas que merecem ser amplificadas, convidando o espectador a se engajar e a partir disso provocar transformações. “É a maneira que encontramos de jogar luz em causas que acreditamos que precisam ser vistas, sentidas e discutidas”, explicou Luana Lobo, que também participou do lançamento em São Paulo.