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Novo estudo, coordenado por professor da Universidade de Harvard, apresenta panorama das principais pesquisas sobre educação inclusiva publicadas no mundo

O Instituto Alana e a ABT Associates, sob coordenação do Dr. Thomas Hehir, professor da Harvard Graduate School of Education, lançaram a pesquisa “Os benefícios da educação inclusiva para estudantes com e sem deficiência”, no dia 3 de dezembro, data instituída pela ONU para promover o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. A grande novidade é que o estudo sugere, na maioria dos casos, que estudar em ambientes que valorizam a diversidade promove efeitos benéficos em pessoas sem deficiência.

Essa análise inédita reúne mais de 89 estudos, de um levantamento de 280 artigos publicados em 25 países, e mostra que pessoas sem deficiência que estudam em salas de aula inclusivas têm opiniões menos preconceituosas e são mais receptivas às diferenças. Entre as crianças com síndrome de Down, há evidências de que a quantidade de tempo passado com os colegas sem deficiência está associada a uma variedade de benefícios acadêmicos e sociais, como uma melhor memória e melhores habilidades de linguagem e alfabetização.

Esse convívio traz reflexos que são percebidos também na idade adulta, já que a análise aponta que alunos com deficiência que foram incluídos são mais propensos a fazer um curso superior, pertencer a um grupo de amizades, encontrar um emprego ou viver de forma independente. Um grande número de pesquisas mostrou que esse grupo desenvolve habilidades mais fortes em leitura e matemática, têm maiores taxas de presença, são menos propensos a ter problemas comportamentais e estão mais aptos a completar o ensino médio comparado com estudantes que não são incluídos.

“Apesar dessas informações, a realidade é que ainda há crianças com deficiências intelectuais,, físicas, sensoriais e de aprendizagem que enfrentam desafios no acesso à educação de qualidade e mesmo em países onde as leis garantem os direitos educacionais a esses alunos, como o Brasil. A inclusão efetiva de um estudante exige que os educadores desenvolvam capacidades de apoio às necessidades individuais das crianças e jovens, e o resultado dessa pesquisa é uma mensagem clara de que a inclusão deve ser norma, e é benéfica, para todos os estudantes”, explica Gabriel Limaverde, membro do Grupo de Trabalho de inclusão do Instituto Alana.

Acesse a pesquisa completa:

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No último dia 25 de novembro aconteceu, no Espaço Alana, o “Encontro da Cultura Negra”, iniciativa que buscou provocar a reflexão e o debate sobre o preconceito racial na atualidade.

Durante o encontro foram realizadas diversas atividades, entre elas, rodas de conversa, contação de história, pintura de rosto, oficinas de amarração de turbantes, construção de bonecas Abayomi e a apresentação musical e de dança  da Cia. Brasilidança.

O evento contou com a participação de Givanildo Silva, (militante da defesa de Direitos Humanos), Jailson de Souza (Observatório de Favelas), Renato Prado (Batekoo), Elenita dos Santos (professora no CEFAI), Leila Rocha (Coletivo de Oyá) e Priscila Araújo (Ginga do Gueto).

Estiveram presentes 300 crianças e jovens de escolas públicas da região do Jardim Pantanal, além de frequentadores do Espaço Alana, Fundação Tide Setúbal, Casa de Isabel e AMOJAP.

Encontro da Cultura Negra (Foto: Marcia Duarte)
Encontro da Cultura Negra (Foto: Marcia Duarte)
Encontro da Cultura Negra (Foto: Marcia Duarte)
Encontro da Cultura Negra (Foto: Marcia Duarte)
Encontro da Cultura Negra (Foto: Marcia Duarte)
Encontro da Cultura Negra (Foto: Marcia Duarte)
Encontro da Cultura Negra (Foto: Marcia Duarte)

 

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Programa promove segundo encontro, de uma série de quatro, sobre as competências-chave para uma Escola Transformadora

No último dia 8 de novembro aconteceu, na UNIBES Cultural, em São Paulo, a roda de conversa ‘Protagonismo na educação – por uma sociedade de sujeitos transformadores’. Organizada pelo Programa Escolas Transformadoras, a iniciativa é a segunda de uma série de quatro rodas que acontecerão até 2017.

A roda sobre protagonismo na educação foi mediada por Raquel Franzim e Antonio Lovato, coordenadores do Programa no país. Estiveram presentes lideranças das Escolas Transformadoras do Brasil, Venezuela e Argentina, estudantes, representantes de organizações da sociedade civil, jornalistas, pesquisadores, psicólogos, arquitetos, entre outros debatedores que, juntos, pensaram sobre o que é ser protagonista e como este protagonismo se destaca entre crianças e jovens.

Durante a conversa, os debatedores trouxeram à tona o momento político vivido pelo país e as ocupações dos estudantes secundaristas como uma notável revelação de protagonismo juvenil. A arquiteta e pesquisadora Beatriz Goulart ressaltou que o protagonismo também tem a ver com o espaço físico das escolas: “Precisamos de lugares para encontros e debates – precisamos de outro tempo e espaço. E esse é o papel da escola, pensar sobre qual lugar vai acolher o que deseja-se fazer”.

Fátima Limaverde, fundadora e coordenadora da Escola Vila (CE), ressaltou que ‘o fazer’ é fundamental para que o protagonismo se revele: “Na Vila abrimos espaço para que as crianças e os jovens se expressem, critiquem, falem, debatam e façam escolhas. Trabalhamos para que eles possam exercer sua cidadania de forma plena, sempre num papel atuante. Acho que esse é o caminho”, comentou, lembrando que durante as eleições municipais, a escola promoveu um debate com os candidatos à prefeitura de Fortaleza e que os alunos foram os responsáveis por organizar, mediar as mesas e construir as perguntas.

Leia o livro composto de dez artigos aqui.

Assista ao vídeo abaixo e confira como foi este encontro inspirador!